segunda-feira, 1 de julho de 2019

Não jogue dinheiro fora com cliques, visitantes, seguidores, likes e compartilhamentos

As métricas mais comuns do marketing digital são ligadas ao número de interações com pessoas que esse marketing teve (medidas chamadas de "alcance" e "engajamento" pelos marqueteiros digitais): por exemplo quantas pessoas clicaram em um anúncio, quantas pessoas visitaram o site, quantos seguidores no Facebook e no Instagram a empresa tem e quantas pessoas deram like ou compartilharam uma publicação nessas redes sociais. Praticamente todas as empresas buscam aumentar esses números e, como onde há demanda há oferta, a maioria das agência digitais oferece isso: trazer mais visitantes para o site, conseguir mais seguidores para a empresa no Instagram, mais curtidas e assim por diante.

Isso acontece por dois motivos: primeiro porque essas métricas são muito fáceis de verificar. Se agência digital prometeu mais visitantes no seu site é só puxar um relatório do Google Analytics ou do provedor de hospedagem do site e tá provado: você tinha 10 mil visitas por mês no site, agora tem 20 mil. A verificação nas redes sociais é mais fácil ainda: você o abre o Instagram e vê que o número de seguidores subiu de 5 mil pra 10 mil. Missão dada, missão cumprida.

O segundo motivo para o uso dessas métricas é a força do hábito advinda do marketing convencional, da televisão, rádio, revistas e jornais: tentar atingir cegamente o maior número de pessoas. O comercial na Globo é preferível (e muito mais caro) que o na Band porque no primeiro você fala com 5 milhões de pessoas e no segundo com 1 milhão. É só transportar essa ideia para a Internet.

Só que não
O problema, que muitas empresas descobrem duramente, é que o número de interações com pessoas  que a empresa tem na Internet não tem uma relação tão clara com as vendas. Entre as várias histórias tristes que já ouvimos de clientes há casos de empresas que quintuplicaram, ou até decuplicaram o número de seguidores no Instagram e a melhora nas vendas foi zero.

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Se o objetivo da sua empresa na Internet fosse ser popular como as irmãs Kardashian, era só investir pra conseguir o máximo de cliques, visitantes, likes... mas se o objetivo é vender mais, é bem mais complicado.
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Se o objetivo da sua empresa na Internet fosse ser popular como as irmãs Kardashian, era só investir no máximo de cliques, visitantes, likes... mas se o objetivo é vender mais, é bem mais complicado. Ser popular na Internet só é valioso por si só para quem vende essa popularidade: vende endosso a produtos ou espaço de propaganda para terceiros. Para quem vende outras coisas é preciso trabalhar a complexa relação entre popularidade digital - o número de interações com pessoas que sua empresa tem na Internet- e as vendas.

Uma breve contra a luxúria digital
A essa altura desse post o leitor pode estar pensando: mas se eu tiver poucas visitas no site e poucos seguidores nas redes sociais o marketing digital não vai funcionar. O que é verdade. E também é verdade que se você tiver muitas visitas no seu site e muitos seguidores nas redes sociais, por simples variância estatística há chance de sair alguma venda.

No entanto, o que gostaríamos de alertar aqui ao executivo ou empresário responsável pelo marketing digital que nos lê, é que é preciso tomar cuidado com o canto da sereia de mais visitas, mais seguidores, mais curtidas. É importante medir e estar muito atento à relação entre o número de interações  digitais da empresa  e o de cotações de preços realizadas e entre estas e o de vendas efetivadas.

Se a relação entre sua popularidade digital e suas vendas for ruim - a popularidade cresce mas as vendas não - é preciso verificar se você está falando para as pessoas certas a mensagem certa (sem falar no risco daqueles 10 mil seguidores no Instagram que você "comprou" serem apenas meia dúzia de computadores zumbindo num porão... 😃).

E mais difícil ainda, é preciso verificar se a desconexão entre as interações digitais e as vendas não está fora da sua comunicação na Internet. Você pode estar fazendo tudo certo no seu site e redes sociais e os entraves às vendas podem estar no atendimento dos vendedores, no preço ou características dos produtos e outras variáveis mais difíceis de mexer que o número de seguidores no Instagram ou de likes no Facebook.


sexta-feira, 14 de junho de 2019

3 cuidados com as redes sociais da empresa (que você deveria ter)

A presença de uma empresa nas redes sociais, visando usá-las como ferramenta de marketing e relacionamento com clientes, exige alguns cuidados para não se fazer publicações que incomodem ou até ofendam as pessoas. Na rede social pessoal, se você postar alguma coisa ofensiva ou for mal interpretado, pode receber alguns comentários ranzinzas, em casos extremos até perder algum amigo, mas não afeta seu fluxo de caixa, segue o jogo.

Já na rede social incluída no seu projeto de marketing (pessoal ou empresarial) você tem que tentar reduzir ao mínimo os comentários e repercussões negativas sobre postagens que faça, para não alienar possíveis clientes. Com esse fim sugerimos 3 cuidados:

1) Evite posts sobre política, religião, sexualidade, costumes e outros assuntos polêmicos.
Eu sei que às vezes bate a tentação de participar nos grandes debates do nosso tempo, tomar partido nas guerras culturais em andamento, mas o propósito da participação de uma empresa nas redes sociais não é salvar o mundo ou consertar o Brasil.

O propósito de uma empresa nas redes sociais é ajudá-la a atrair, convencer e fidelizar clientes. Dado isso, uma postura neutra - ou melhor ainda, ausente - sobre temas polêmicos, evita alienar parte do público que poderia se tornar cliente ou tornar a empresa vítima de uma multidão de linchamento digital.

2) Lembre-se que tudo o que você publica é definitivo e para sempre. 
Mesmo que você se arrependa e apague uma publicação, as pessoas podem ter feito "print" da tela, podem ter salvado a publicação. Além disso, há sites especializados em arquivar conteúdos da Internet para uso posterior. Então, pense, repense, "tri-pense", antes de publicar alguma coisa. Também é recomendável pedir a opinião de mais pessoas antes de publicar, elas podem ter uma visão diferente de mundo ou perceber um detalhe que você deixou passar batido.

E, muito importante: nunca publique nada em momento de raiva, por exemplo como resposta a uma postagem ou comentário negativo ou contrário a você, sua empresa ou coisas que você acredita ou defende. Conte até 10. Até 100. Melhor, espere até o dia seguinte.

Claro, você sempre pode pedir desculpas e se retratar depois de fazer uma bobagem nas redes sociais, mas os abutres sentem o cheiro do sangue. Geralmente, um pedido de desculpas na Internet só consegue atrair mais atenção, pesquisas e cliques no erro original. O melhor é tentar não errar da primeira vez.

3) Crie uma política por escrito de publicação em redes sociais. 
Em muitas empresas a administração das redes sociais não é feita pelo dono ou principais executivos é feita por funcionários do marketing ou uma agência contratada (como a Vendere 😄), ou seja, se você é o responsável pelo marketing da empresa você vai ter que transferir o bom senso contido nos item 1 e 2 deste post para outras pessoas.

Então, invista algum tempo em escrever uma política do que pode ou não pode e algumas boas práticas, contendo, por exemplo: os temas tabus,  a obrigação de uma publicação ser aprovada por mais de uma pessoa antes de ir ao ar e o que fazer quando se receber críticas e reclamações pelas redes sociais. Esse documento pode evoluir com o tempo, mas é bom ter linhas guias desde o começo.

Uma observação final
Ao falar ao longo do tempo para milhares e milhares de pessoas, talvez milhões dependendo do sucesso das suas redes sociais, é impossível estatisticamente não trombar de vez em quando com alguns mal-humorados ou mal-intencionados que vão comentar ou responder negativamente a postagens que você faça.

Além, é claro, dos troladores - uma espécie de pixadores de paredes digitais - que distribuem gratuitamente provocações e ofensas, independentemente de quão respeitoso ou cuidadoso você tenha sido nas suas postagens.

Mas, em ambos os casos, se você fizer direito a sua parte, evitando pisar nas cascas de banana mais óbvias, esses possíveis ataques espúrios e injustificados não tem repercussão e se esgotam por conta própria.


segunda-feira, 13 de maio de 2019

3 dicas de design para o seu site

Seu site é quase sempre o primeiro contato de um possível cliente com sua empresa e ninguém tem uma segunda chance de causar uma primeira impressão. Nessa hora crucial o design do seu site pode falar tanto quanto o conteúdo, então é preciso caprichar. Veja nossas 3 dicas de design para seu site:

1) Tente fugir do padrão de aparência do seu segmento de mercado
Hoje em dia os sites são muito parecidos principalmente por duas razões :
a) Estão disponíveis na Internet "peças" pré-fabricadas, templates (modelos) e bibliotecas de recursos para páginas de Internet muito boas. É uma tentação muito grande as agências digitais as usarem nos seus projetos, porque diminui os cronogramas, os custos e os riscos (porque são pré-testadas) e b) É muito comum as agencias buscarem "inspiração" nos sites dos outros concorrentes do segmento de mercado do cliente e copiarem as boas ideias. Soma-se a com b, os sites ficam parecidos.

Como o jeito padrão de qualquer pessoa procurar um fornecedor na Internet é abrir sequencialmente os sites de vários candidatos, muitas vezes deixar abertas várias abas do browser cada uma com um site de possível fornecedor e "folhear" entre eles, um site parecido - mesmo que muito bem feito - não se destaca, pode ser só mais um, semi-ignorado na grande massa de concorrentes que hoje existem em todos os segmentos de negócios. Já um site com design diferenciado pode despertar aquele tico a mais de atenção que leve o possível cliente a buscar mais informações ou ligar.

Porém, quebrar paradigmas, inovar nas sintaxes E manter os preços do desenvolvimento próximos ou iguais à turma do pré-fabricado é uma ciência e uma arte que poucas boas agências digitais (como a Vendere  😃) são capazes de fazer.

2) Evite usar fotos de bancos de imagens.
Muitas agências usam fotos compradas de bancos de imagens nos sites de seus clientes. Não tem nada mais barato e prático... Nem tão falso também. Se você acha que aquela foto do vendedor sorridente com cara de americano engana algum cliente, bem, pense de novo. E quando é um grupo de pessoas fingindo estar em reunião, com uma modelo fingindo escrever no quadro branco? Nos casos onde se usa uma foto mais abstrata - para ilustrar um conceito ou reforçar um ideia -, as metáforas são super batidas e genéricas, porque o produtor do banco de imagens tem que criar imagens que atendam a várias situações, para vendê-las o maior número de vezes possível.

Na nossa opinião, no seu site (como na vida) a verdade é sempre a melhor estratégia. Boas fotos e vídeos reais da sua empresa, produtos e serviços, feitas por profissionais qualificados (como os da Vendere 😃) podem ilustrar muito melhor o seu site e passar mais confiabilidade para o seu público. E imagens mais abstratas - conceituais ou meramente decorativas - podem ilustrar muito melhor se criadas e fotografadas para as determinadas necessidades de cada empresa. Sabemos que nem todas as instalações, produtos e pessoas são especialmente fotogênicas, mas geralmente é uma questão de ângulo, detalhe, luz e sensibilidade do fotógrafo.

3) Procure um design que reflita o espírito da marca / empresa.
Não adianta nada você dizer que sua empresa é moderna se seu site tem uma cara conservadora ou o contrário, você quer passar segurança e conservadorismo e o seu site é arrojado. Design tem a capacidade de passar uma "vibe", um sentimento da marca, sem precisar dizer nada ou antes de alguma coisa ser dita. Esse sentimento não verbal que o design pode transmitir precisa não só ser  compatível com o espírito de sua marca, precisa reforçá-lo.

Porém essa necessidade esbarra na dificuldade que muitas agências tem de captar qual seria este sentimento para cada marca, e até no fato que algumas empresas, elas mesmo, ou não tem essa clareza, ou estão meio em cima do muro, tentando agradar o universo do mercado. Faz parte do trabalho de uma boa agência (como a Vendere 😃) entender bem a marca que o cliente construiu ou ajudar a empresa cliente encontrar seu significado e daí, traduzi-lo em design.




terça-feira, 23 de abril de 2019

Direto do mundo dos Jetsons: robô para dobrar suas roupas

Dobradora de roupas
FoldiMate
Embora os carros voadores ainda não tenham chegado, nem a robô doméstica Rosie que resolveria todas as nossas necessidades de trabalho em casa, alguns avanços sonhados na série de desenhos animados dos Jetsons estão chegando. Um deles é o de robôs para dobrar as roupas.

No primeiro mundo a maioria das casas não tem mais varal, apenas lavadoras e secadoras, até porque durante parte do ano se você puser a roupa molhada no quintal ela congela, não seca... Porém, depois de uma máquina lavar e outra secar, não tem jeito, um ser humano tem que dobrar a roupa para ser guardada. A ideia é automatizar essa etapa também.

O leitor mais atento talvez esteja pensando, e passar a roupa? Pois é prezado leitor, no primeiro mundo também muito pouca roupa é passada em casa, talvez um vestido antes de uma festa, mas o grosso - jeans, camisetas, moletons, roupa de baixo, etc. é direto da secadora para a gaveta. Mas tem que dobrar, até porque dado que não vai passar, tem que dobrar direitinho para não parecer amassada na hora de vestir.

Pelo menos duas empresas em fases diferentes de desenvolvimento começam a competir neste mercado de dobradura doméstica de roupas, FoldiMate e Panasonic (em parceria com a firma de design Seven Dreamers). A máquina da FoldiMate foi apresentada como protótipo e já abriu uma lista antecipada de vendas por preços em torno de US$ 1.000 e a da Panasonic já está a venda no Japão, por um preço muito caro de lançamento de US$ 14.000 - praticamente só um chamariz ou demonstrador de tecnologia - mas com a meta declarada de chegar num preço final de US$ 2.000 quando ganhar escala.

Parte da diferença brutal de preço é devido a abordagens diferentes do problema feitas pelas empresas. Enquanto a FoldiMate pressupõe um pouco mais de intervenção humana no pré-preparo e seleção da roupa a ser dobrada a Panasonic Laundroid recebe qualquer tipo de roupa em qualquer condição e via inteligência artificial descobre que peça é aquela (se é uma camisa ou uma calça por exemplo) e escolhe a dobradura adequada. Veja vídeos delas funcionando abaixo:

FoldiMate:
Panasonic Laundroid:



quinta-feira, 11 de abril de 2019

A briga pelos algorítimos das redes sociais e de pesquisa

Dois senadores americanos acabaram de propor uma lei - chamada Algorithimic Accountability Act (Lei de Responsabilização pelos Algorítimos) - que permitirá aos órgãos reguladores do governo americano analisarem e regularem os "os procedimentos automáticos de decisão" de sites e aplicativos usados pelos consumidores, para tentar identificar e controlar possíveis preconceitos, violações de privacidade e outros riscos.

Essa proposta de lei vem ao encontro de um tema quente de debate no mundo todo: como é que cada algorítimo escolhe o que cada pessoa vai ver na Internet. (Algorítimo é o nome técnico para qualquer procedimento automatizado, porém nesse contexto  é usado para se referir ao procedimento de filtragem, feito pelos sites e aplicativos da Internet, para escolher o que cada pessoa vai ver na sua tela).

Exemplificando: quando eu ponho "notícias de Brasília" na caixa de pesquisa do Google, como é que ele escolhe o que ele vai me mostrar, e em que ordem de importância? Ou quando eu entro no Facebook, das milhares de coisas publicadas por centenas de amigos, como ele escolhe quais ele vai me mostrar na linha do tempo e em qual ordem? Ou ainda, quando eu estou assistindo um vídeo no YouTube, como ele escolhe a lista de próximos vídeos que ele me oferece para assistir em seguida?

Não é preciso muita reflexão para perceber a influência que podem ter sobre a opinião pública e até no funcionamento geral da sociedade, esses procedimentos de filtragem e priorização de praticamente toda a informação que as pessoas acessam. Um sutil aumento da exibição de notícias ou informações favoráveis ou contrárias a uma ideia, pessoa, serviço, produto ou instituição podem esterçar a opinião pública a respeito. As grandes empresas do setor afirmam que fazem  essas filtragens apenas visando "a melhor experiência" de quem usa. Mas o que define essa "melhor experiência"? Na prática esses algorítimos são grandes caixas pretas. Agora o governo americano quer atuar nesta questão.

Como era de se esperar os dois lados do espectro político, esquerda e direita, Democratas e Republicanos, tem visões diferentes do problema. Para os Democratas o primeira questão a ser abordada é a dos anúncios (cuja exibição também é controlada por algorítimos). Sua exibição ou não poderia sofrer vieses pré-conceituosos, por exemplo os algorítimos não mostrarem um anúncio para uma pessoa por questões de raça, gênero ou condição social, o que poderia negar o acesso dessa pessoa a uma oportunidade de emprego, empréstimo ou moradia.

Já o Republicanos estão mais preocupados num primeiro momento com possíveis ataques à liberdade de expressão. Há denúncias que conteúdos de direita ou conservadores tenham sido censurados pelos algorítimos: conteúdo com esse viés ideológico apareceria para um número menor de pessoas e/ou iria para o fim da página. Também há denúncias de "desmonetização": os algorítimos teriam desabilitado alguns conteúdos conservadores a receber dinheiro pelos acessos, estrangulando economicamente os seus criadores. A suspeita dos Republicanos é que as pessoas do Vale do Silício (região onde ficam as sedes das maiores empresas de Internet), majoritariamente democratas, possam estar calibrando os algorítimos para furtivamente censurar a direita e apoiar a esquerda.

Seja por motivos destros ou canhotos 😉, se a lei passar, pode ser benéfico para a sociedade um maior conhecimento e controle sobre os algorítimos das redes sociais, mecanismos de busca, grandes sites de compras e outros serviços de Internet de grande aceitação (a lei proposta no senado americano prevê atingir qualquer serviço de Internet que mantenha registro de mais de 1 milhão de usuários). Hoje, todos os serviços de grande consumo, por exemplo água, energia, transportes ou telefonia estão sujeitos a controles, fiscalização e regulamentação dos governos, visando proteger os indivíduos e a sociedade. A ideia é esse modelo chegar mais firmemente aos serviços de Internet também.




segunda-feira, 18 de março de 2019

Não confie em ninguém para guardar seus arquivos

Diga a verdade, prezado leitor que guarda seus arquivos pessoais, ou da empresa - textos, fotos, bancos de dados ou backups / cópias de segurança - em algum serviço da Internet: Você leu com atenção aquele imenso texto de "Termos de Serviço" ou só clicou no "Aceito"?

Ah, leu os "Termos de Serviço"? Então me diga, quanto eles vão lhe pagar se eles perderem o seu banco de dados de clientes? E se sumirem todos os seu projetos dos últimos cinco anos?  E, se é que existe um valor, ele cobre o dano?

Nesse momento o caro leitor pode estar pensando "Mas isso não acontece, essas empresas da Internet tem sistemas de segurança para não perder arquivos de clientes... ", bem, pense de novo. Essa semana por exemplo, o site TechCrunch divulgou que a rede social MySpace pode ter perdido cerca de dez anos de músicas de clientes armazenadas por eles[1]. Nada demais? Se o cliente era músico profissional e usava o serviço para trabalho, pode ser uma bela dor de cabeça.

Sabemos que esses serviços "em nuvem" - você não precisa se preocupar com quais computadores físicos prestam o serviço, eles estão espalhados pela Internet - são super úteis. Para muitos usos fica mais prático e fácil guardar arquivos na "nuvem" da Internet do que guardá-los localmente na sua casa ou escritório. Você pode acessá-los de qualquer lugar que tenha uma conexão para a Internet e não é preciso se preocupar com ter computadores só para armazenar arquivos, o tamanho da memória deles, a segurança de seu acesso e outras chatices da vida.

Porém, na nossa opinião, você não deveria supor é que esses serviços na Internet são infalíveis, que essas empresas nunca erram. Ou ainda, que se errarem, o contrato de "Termos de Serviço" é tudo o que você precisa para dormir tranquilo.

Que fazer? Os especialistas de segurança recomendam que você tenha pelo menos 3 cópias de seus arquivos importantes, guardadas em lugares diferentes. Se alguém perder ou estragar uma cópia, ainda restam duas. Então, para se garantir, você pode por exemplo, armazenar seus arquivos importantes em 3 serviços diferentes  na Internet, ou então 2 de Internet e uma cópia local. Você poderia, por exemplo, guardar simultaneamente seus arquivos na "nuvem" do Google, na da Amazon e na da Microsoft. Vai encarecer, mas o preço da paz, além da eterna vigilância, é meter a mão no bolso.

Ah, mas se o Google, a Amazon e a Microsoft falharem todas no mesmo dia? Aí você não precisa mais se preocupar com seus arquivos. Provavelmente é o Apocalipse... 😉


[1] Myspace may have lost more than a decades worth of user music https://techcrunch.com/2019/03/18/myspace-may-have-lost-more-than-a-decades-worth-of-user-music/

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

3 sugestões 2019 para seu marketing 3/3 - Incluir vídeo no seu marketing digital

A Cisco – principal empresa americana de produtos de infraestrutura de comunicação da Internet – fez um estudo sobre a participação de vídeo no tráfego da Internet e conclui que até 2021 vídeo vai ser 82% de tudo que trafega pela rede. Como vídeo é muito mais caro e difícil de produzir que um texto ou uma foto, essa dominância só pode ser explicada pelo fato que as pessoas querem consumir vídeo, mais que outras mídias.

Além disso, se uma foto vale mil palavras, um vídeo vale mil fotos... há muitas ideias e conceitos de marketing e negócios sobre seu produtos e serviços que podem ser passados muito melhor e mais convincentemente por vídeo. E pra fechar essa lista não exaustiva das vantagens do vídeo, ele aposta em uma das mais difundidas características humanas, a preguiça. Entre ler um textão e tentar entender alguma coisa ou só ficar assistindo alguém explicando o assunto, a maioria das pessoas prefere assistir. Somando tudo isso, na nossa opinião fica claro você tem que considerar incluir vídeo no seu marketing em 2019.

Porém vídeos não são fáceis de produzir. Se fotos amadoras já ficam com uma cara meio tosca (quando comparadas com o padrão de uma foto profissional de propaganda) vídeo amador então dá vontade de chorar. A câmera mexe errado, o objeto não está bem iluminado, o som pega ruído do carro passando na rua... Para fazer uma graça com seus amigos nas redes sociais, tudo bem. Mas não dá para associar essa tosquidão com sua marca. Além disso, para muitas empresas não é fácil pensar em um roteiro de vídeo que ajude a atingir os objetivos de marketing e mais difícil ainda se você lembrar que é preciso fazer isso repetida e regularmente.

E só mais uma coisa quanto ao profissionalismo: não se deixe enganar pela aparente simplicidade dos vídeos de alguns YouTubers. Não ache que o que eles fazem é só botar o celular pra gravar no modo selfie e sair falando, que o sucesso acontece. Muitos dos mais bem sucedidos tem uma retaguarda de produção, roteiro e edição, bem como câmeras e iluminação profissional, embora façam uma força danada para parecer que tudo aquilo é só um rapaz simpático falando do seu quarto.

Então pra fechar o post: 1) Pense seriamente em incluir vídeo no seu marketing digital em 2019. As pessoas adoram vídeos e eles são muito eficientes para passar mensagens de marketing e 2) Profissionalize desde o começo, fale com uma produtora de conteúdo (como a Vendere 😀) para ter um plano e execução profissional de uma estratégia de vídeo.



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

3 sugestões 2019 para seu marketing 2/3 - Pagar anúncios no Google, Facebook e ou Instagram

Marketing de graça
Houve um tempo em que muita gente acreditou que a Internet tinha vindo para subverter o ciclo de investimento do marketing. No ciclo tradicional, quem tinha dinheiro para fazer marketing vendia mais e com essas vendas tinha ainda mais dinheiro pra fazer marketing e daí vendia mais ainda e daí... Já no bravo mundo novo da Internet era só fazer um site de graça no Wix ou outro serviço parecido, criar uma página no Face ou Insta de graça, aí publicar nessas redes sociais umas fotos feitas de graça com o celular e pronto! Iam chover clientes e pedidos. A lógica perversa do capitalismo malvadão tinha sido quebrada!

O sonho acabou
Bem, eu detesto ser o portador de más notícias ou destruir sonhos, mas alguém tinha que dizer isso para você: o tempo do marketing de graça (ou baratinho) na Internet acabou. Houve sim uma época de faroeste, quando as grandes empresas e agências de publicidade ainda não tinham percebido todo o  potencial da nova mídia e que, portanto, ainda não tinham jogado toda a sua capacidade de investimento e seu profissionalismo na briga. Nessa pré-história, com pouca grana, alguma criatividade e trabalho duro uma  empresa podia se destacar na Internet. A competição pela atenção era menor e mais amadoresca. Hoje não é mais assim.

Com o passar do tempo, todas as grandes empresas (e as médias, e as pequenas, e a padaria da esquina da sua casa), bem como todas as agências de propaganda do mundo já perceberam o poder da Internet e estão competindo - leia-se investindo - pela atenção dos compradores. Estão criando sites bonitos e funcionais, feitos por profissionais altamente qualificados, sites esses altamente otimizados para SEO - para serem facilmente encontrados em pesquisas no Google - estão postando regular e permanentemente conteúdo de qualidade nas redes sociais E estão pagando anúncios no Google, Facebook e Instagram. É uma guerra.

Onde há vida há esperança
Mas calma, empresário ou executivo com orçamento apertado, não se jogue do viaduto. A época do marketing de graça na Internet acabou, mas agora (e sempre) inteligência, agilidade, dedicação e esforço continuam sendo um tremendo diferencial competitivo. A agência de marketing digital certa pode conseguir o dobro da atenção pela metade do investimento. Porém o que que você não pode se enganar, é que em 2019 dá para ter bons resultados na Internet sem um site muito profissional e sem comprar tráfego para ele.

Então nossa segunda sugestão de resolução de ano novo para sua empresa em 2019 é procurar uma boa agência digital (como a Vendere 😃) e começar a montar uma estratégia de aumento de tráfego da suas presença digital através de anúncios e campanhas no Google, Facebook ou Instagram.

Próximo post da série 3 sugestões 2019 para seu marketing: 3/3 - Incluir vídeo no seu marketing digital



sábado, 19 de janeiro de 2019

3 sugestões 2019 para seu marketing 1/3 - Criar um blog empresarial

Você quer crescer suas vendas, fazer um marketing mais eficaz em 2019, mas as maneiras de se fazer marketing digital são muitas e seu orçamento é restrito? Nesse e nos próximos 2 posts vamos listar nossas 3 sugestões de onde você deveria focar sua atenção e seu investimento em 2019. Pode ser que você já tenha percebido o valor desses pontos, pode ser que não, vamos conferir:

Criar um blog empresarial
Se você criar um blog empresarial e publicar regularmente você terá pelo menos os seguintes benefícios:

Benefício 1 - Estabelecer sua empresa como líder ou, pelo menos, muito capacitada tecnicamente no seu segmento de negócio - Uma coisa é você dizer, "olha prezado cliente, a gente manja muito desse assunto", outra coisa, muito melhor, é você mostrar seu conhecimento em um blog, com artigos técnicos, tutoriais ou casos de sucesso que exibam sua competência.

Benefício 2 - Facilitar sua empresa ser encontrada no Google - De maneira geral, um possível cliente só encontra sua empresa na Internet se a estiver procurando especificamente. Já com um blog, o cliente pode encontrar sua empresa quando ele estiver procurando assuntos que você aborda no blog. Por exemplo, suponha que o cliente esteja pesquisando uma dúvida técnica. O Google pode retornar para ele um artigo do seu blog que responde essa dúvida.

Benefício 3 - Promover o contato periódico com seu marketing - Ao perceber que você publica regularmente assuntos de seu interesse o cliente ou candidato a cliente pode voltar outras vezes ao seu blog para consumir esse conteúdo, mantendo sua marca e mensagem no top of mind dele. Isso pode ser especialmente útil em vendas de longo tempo de maturação e no trabalho de fidelização de quem já comprou.

Benefício 4 - Multiplicar o alcance do seu marketing - Os leitores do seu blog podem multiplicar gratuitamente o alcance de seu marketing compartilhando os posts do blog que gostarem, nas redes sociais deles.

As dificuldades
Na montagem e manutenção de um blog para sua empresa pode haver algumas dificuldades:

Dificuldade 1 - Produzir conteúdo atraente e útil não é fácil - Os posts que você vai publicar no seu blog tem que ser atraentes - o cliente tem que ter vontade de ir lá vê-los - e úteis para ele, para ele não se decepcionar com ter ido.

Dificuldade 2 - Produzir esse conteúdo regular e permanentemente é menos fácil ainda - Não basta publicar conteúdo bom só uma vez ou esporadicamente. As pessoas e os robôs do Google gostam de novidade e regularidade então é necessário ter e seguir um rigoroso calendário editorial.

Nossa sugestão
A maioria das empresas não tem a equipe, o tempo e a experiência para ficar produzindo conteúdo de qualidade regular e permanentemente. O melhor custo benefício para se ter um blog empresarial eficaz é contratar uma boa agência de conteúdo e tecnologia, como a Vendere 😃.


Próximo post da série 3 sugestões 2019 para seu marketing: 2/3 - Pagar anúncios no Google, Facebook e ou Instagram


quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Em 2019, faça o que é difícil


Em 12 de setembro de 1962 o presidente americano John F. Kennedy fez um discurso, hoje clássico, onde lançou a ideia de se colocar um homem na Lua. Na época parecia um objetivo, se não inatingível, pelo menos muito, muito difícil. Se justificou dizendo:
"Escolhemos ir à Lua nesta década e fazer as outras coisas, não porque sejam fáceis, mas porque são difíceis; porque esse objetivo servirá para organizar e medir o melhor das nossas energias e habilidades, porque esse desafio é aquele que estamos dispostos a aceitar, um que não estamos dispostos a adiar, e um que pretendemos vencer..."

Que sirva de inspiração a todos nós, nas nossas resoluções para o ano novo.