quarta-feira, 14 de agosto de 2019

O que é marketing O2O - marketing on line da loja off line


Para o marketing digital conduzir alguém para uma loja de comércio eletrônico é relativamente fácil e natural, é só conseguir que o possível freguês clique em um link que o leve para o site da loja. Porém, para o marketing digital incentivar alguém a comprar numa loja física são necessárias técnicas mais especializadas, o chamado marketing O2O (pronuncia-se "ôu-tu-ôu"): marketing feito na Internet com o objetivo de vender em lojas físicas - lojas de rua, super-mercados, shopping-centers, etc.

A ponte entre o virtual e o físico
Apesar do crescimento do comércio eletrônico, o comércio tradicional, de lojas físicas, vai bem obrigado, como pode constatar qualquer pessoa que for passear pela Rua 25 de Março (rua de comércio popular em São Paulo -SP) no sábado de manhã. Só precisa tomar cuidado para não ser pisoteado pela multidão 😄. Também é uma experiência educativa ficar rodando uma hora para tentar achar uma vaga para estacionar em qualquer shopping do Brasil na véspera do Dia das Mães.

Se você prestar atenção, por exemplo não há o menor sinal de falência nas lojas de rua ou shopping do Pão de Açúcar, do Carrefour, das Casas Bahia, da Drogaria Raia, da Fast-Shop, da Renner, ou da Riachuelo... todas com faturamento anual na casa dos vários bilhões. Sem falar nos casos de crescimento vertiginoso como a Havan que acabou de inaugurar a 120ª mega-loja de departamentos e projeta a abertura de mais 20 pra 2019, ou a Cacau-Show que encerrou o ano passado com 2.235 lojas e faturamento de R$ 3,5 bilhões. Tente imaginar a montanha de chocolate que é isso...

Seja por razões práticas, psicológicas ou culturais, apesar de todo o hype em volta do comércio eletrônico, as pessoas continuam comprando muito nas lojas físicas. Porém também é inegável - basta olhar em volta - que as pessoas passam cada vez mais tempo hipnotizadas pelas telas de seus celulares.  A ideia central do marketing O2O é é fazer a ponte entre esses dois mundos.

O flautista de Hamelin
As técnicas de marketing O2O se dividem basicamente em dois tipos: a) trazer mais gente para a loja (tecnicamente "aumentar o foot trafic") e b) fazer o freguês gastar mais, uma vez que ele já esteja dentro da loja (tecnicamente, "aumentar o valor médio do ticket").

Há alguns mercados para os quais o O2O é naturalmente indicado, por exemplo alimentação, entretenimento e serviços de beleza. Obviamente não dá para você comprar um corte de cabelo no Mercado Livre e esperar que ele seja entregue numa caixinha do correio na sua casa. Você tem que ir ao salão ou barbearia. A mesma ideia se aplica a uma sessão de cinema ou o happy-hour com os amigos na sexta-feira depois do trabalho.

Nesses casos o marketing O2O pode intervir durante o processo de decisão, antes da pessoa sair. Por exemplo, das centenas de barbearias "temáticas" de Sâo Paulo (tá na moda) há mais de chance de você escolher aquela que ofereceu um brinde ou promoção nas suas redes sociais - por exemplo um primeiro chopp grátis se você for cortar o cabelo - e também mostrar no GPS do seu celular como é fácil chegar lá. Porém, o Ministério da Saúde adverte: "Depois de beber, não dirija". Vá de Uber na barbearia-bar ... 😃

Mas, mesmo nas coisas que dá para você receber numa caixa do correio na sua casa, o Marketing O2O pode apostar nas vantagens de ir até loja física, como a segurança de poder testar ou experimentar o produto ao vivo e a gratificação instantânea de comprar e já sair com o produto debaixo do braço. Além de evitar as inseguranças sobre receber o produto errado ou defeituoso.

 Vários estudos mostram que os consumidores gostam da facilidade de pesquisa e comparação de preços e características que a Internet permite, mas também gostam dessas vantagens da loja física que listamos acima, (uma tendência geralmente referida por  ROPO - Research Online, Purchase Offline - pesquisa na Internet mas compra na loja física) o que pode ser explorado e até incentivado pelo marketing O2O.