quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

O que é presença digital?


Como uma empresa existe e se apresenta na Internet - a presença digital da empresa - é fundamental para a construção da sua marca e sua relação com clientes e potenciais clientes. Com as restrições atuais à movimentação física das pessoas, a presença digital aumenta ainda mais sua importância.

Definindo melhor
A presença digital de uma empresa é o conjunto de todos os espaços permanentes e temporários ocupados por uma empresa na Internet e, portanto, todos os possíveis pontos de contato da empresa com o público, via meios digitais.

Na presença de uma empresa na Internet há espaços que ela controla totalmente, como por exemplo o seu site e anúncios ou campanhas digitais que faça. Há outros que controla parcialmente ou pelo menos tenta influenciar, como por exemplo como ela aparece nas redes sociais das pessoas e nas respostas às pesquisas feitas no Google. 

Por último ainda há espaços da presença digital que a empresa não controla, como por exemplo comentários ou opiniões sobre sua marca, produtos e serviços, publicados por terceiros.

Os principais espaços da presença digital

1) Site
O site é o espaço central da presença digital de qualquer empresa ou organização. É certamente para lá que um cliente potencial vai quando avança um pouco o interesse dele na empresa, produtos ou serviços. Nessa espaço crucial uma experiência de alta qualidade é vida ou morte para uma possível negociação começar, ou andar.
 
2) Blog e/ou vlog
Se você pensa que vai conseguir passar as vantagens técnicas do seu produto ou serviço em uma dancinha engraçada de 15 segundos no TikTok, por favor pense de novo. Qualquer empresa que tenha, ou queira ter,  um produto ou serviço minimamente diferenciado precisa de um formato longo de comunicação: posts em um blog e/ou vídeos no YouTube.

3) Páginas e perfis nas redes sociais
O sucesso das redes sociais é tremendo (às vezes até demais, é só você procurar para ver vídeos de pessoas que caem em bueiros ou são atropeladas, porque não conseguem levantar os olhos do celular...) Dado esse e outros sintomas do sucesso óbvio das redes sociais, é certo que a maioria do seu público alvo, seja qual for, acessa uma rede social ou outra. 

Porém, as rede sociais tem públicos diferentes, bem como estilos e tipos de conteúdo diferentes. Pode otimizar seu investimento escolher as redes sociais mais adequadas à demografia do seu público alvo e tipo de produto ou serviço que você vende.

4) Anúncios
Eu não queria ser portador de más notícias, mas alguém tinha que dar essas duas para você:
1) Aquele cara que lhe garantiu que vai colocar seu site no primeiro lugar das respostas a todas as pesquisas do Google está mentindo (o Google não se tornou a maior empresa de pesquisa na Internet no mundo sendo fácil de enganar)
e
2) O Facebook, o Instagram e demais redes sociais vão mostrar para um número cada vez menor de pessoas o conteúdo que você posta (estão cada dia mais congestionados de usuários e postagens). 

Se você quiser ter uma presença digital consistente no Google e nas redes sociais, o caminho é pagar anúncios.

Ninguém tem uma segunda chance de causar uma primeira impressão
Possíveis novos espaços para a presença digital de uma empresa existem aos montes e novos surgem todos os dias.  Porém, quanto a isso, vamos compartilhar aqui uma consultoria que damos para nossos clientes: é melhor ter uma presença digital menor, mas de alta qualidade, do que tentar estar em muitos lugares o tempo inteiro.

Por exemplo um esforço para postar todos os dias no blog e em 4 redes sociais diferentes pode gerar postagens de baixa qualidade que trarão mais prejuízo que ajuda. Uma má impressão construída por conteúdo apressado ou feito sem muito cuidado é difícil de tirar depois.

Outro exemplo: o visitante que gostar do seu site talvez ligue dessa vez ou talvez não, mas o visitante que não gostar com certeza não vai ligar. E pior, provavelmente não volta mais para lhe dar uma segunda chance. Você volta em restaurante onde a comida estava ruim ou onde foi mal atendido?

Então você tem que caprichar no site, mesmo ao custo de deixar de ter algum outro item de presença digital, se sua equipe ou orçamento forem restritos.

O futuro não é mais como era antigamente
Antes da pandemia havia negócios para os quais a presença digital não era muito importante. Algumas  empresas até não tinham presença digital ou ela era semiabandonada. Tendo um bom endereço comercial para receber clientes, ou com o vendedor podendo ir visitar ou se reunir com clientes quantas vezes fosse necessário, pra que ficar caprichando tanto em atualizar site? 

Porém hoje, com o distanciamento social, com as pessoas evitando reuniões ou visitas, sem uma presença digital atualizada e de qualidade qualquer negócio fica prejudicado. Sabemos que para muitas empresas B2B (empresas que vendem para outras empresas), ou B2C (empresas que vendem para o consumidor) de vendas mais complexas, não faz sentido e-commerce ou outros modelos de vendas self-service no site. Mas mesmo nesses tipos de negócios onde o vendedor pessoa física é fundamental, hoje em dia muito da jornada de compra do cliente tem que ser apoiada pela presença digital da empresa.

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

O que é teste A/B no seu marketing digital


Os maiores sábios se enganam quando não testam suas hipóteses. O mesmo vale para o seu marketing digital. Bora conhecer o teste A/B.

O erro de Aristóteles
Reza a lenda que o famoso sábio grego Aristóteles, que até hoje mais de 2 mil anos depois ainda é estudado nas universidades do mundo inteiro, em um tratado sobre anatomia propôs que as mulheres tinham um número menor de dentes na boca que os homens. 

Como um gênio pode cometer um erro tão grosseiro? Supõe-se que raciocinou que as mulheres na média eram menores, comiam menos e eram menos agressivas que os homens. Além disso, no reino animal, muitos machos tem presas maiores e mais aparentes.  Fazia sentido para ele que a natureza tivesse dotado as fêmeas humanas com menos dentes na boca.

A única coisa que ele não fez foi chamar a Senhora Aristóteles, pedir para ela abrir a boca e contar. Para ter certeza mesmo, também contar em muitas outras mulheres e homens antes de formar uma opinião. Se tivesse feito isso, submetido sua hipótese a testes repetidos e rigorosos, teria percebido que o mundo nem sempre funciona do jeito que parecia lógico que funcionasse para ele. 

De quebra, teria inventado com uns 1.800 anos de antecedência o que chamamos hoje de método científico: por mais lógica e sensata que lhe pareça uma ideia, por mais convicção que você tenha nela, só dá para ter certeza da verdade dela depois de muitos e cuidadosos testes.

Corta o filme e pula pro século 21
Ao prezado leitor que aguentou firme nossa longa introdução filósofo-histórica, vamos ao ponto: ideias de marketing são como quaisquer outras ideias, podem parecer funcionar para quem as teve, mas só dá para ter certeza testando. 

Porém, historicamente, havia um problema em testar marketing, além da característica autossuficiência dos publicitários e da pressa de por a campanha no ar: era caro. Por exemplo, você tinha que criar e filmar diferentes comerciais de televisão do produto, exibi-los para grandes grupos de pessoas e fazer questionários de pesquisa para saber qual era melhor.

Isso mudou. A Internet trouxe uma revolução para o conceito de testar marketing. Para qualquer item de marketing que vá interagir com o público - páginas do site, landing pages, anúncios no Google ou em redes sociais, etc. - é relativamente fácil e barato criar mais de uma versão e automaticamente, através de programação, exibir alternadamente as diferentes versões e amostrar qual versão dá mais resultado.

É isso
Como o prezado leitor já deve ter percebido a esta altura, fazer teste A/B é criar duas versões de uma peça de marketing digital (a versão A e a versão B, daí o nome) e exibi-las de forma alternada por um tempo, até constatar qual mais eficiente. Mais "eficiente" é aquela que conseguir mais do seu objetivo com aquela peça de marketing, seja cliques, downloads, ligações, compras, etc.

Você pode descobrir que, por exemplo mudar uma chamada, um título, uma foto do produto ou o jeito com que você apresenta suas vantagens pode fazer grande diferença na aceitação do público. Já vimos casos em que apenas mudar a posição de um botão em uma página do site já faz mais pessoas clicarem nele. 

Existem várias ferramentas que suportam testes A/B, por exemplo os próprios Google e Facebook, entre outros, permitem você criar duas versões de um mesmo anúncio, automatizar sua apresentação alternada e monitorar os resultados de cada versão.

Tem o A e tem o B. Mas e o C?
Embora o nome A/B sugira apenas duas versões, testes A/B podem envolver 3 ou mais versões daquilo que você quer testar. 

Porém, nossa experiência mostra que um bom teste A/B tem que tomar pelo menos dois cuidados: 

1) Não testar muitas versões, para não diluir a significância estatística de cada uma e 2) Todas as versões da peça envolvidas no teste terem sempre a mesma e única variável alterada de uma versão para outra, para se ter certeza do que foi que provocou o resultado diferente.

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

O que é CRM - Customer Relationship Management


Vender nunca é fácil, mas as ferramentas de CRM podem ajudar o time de vendedores, organizando e automatizando parte das tarefas. Também podem fornecer valiosos inputs e estatísticas para planejar o marketing, bem como ajudar a gerência prever e planejar melhor a atividade comercial.

Gerenciando o relacionamento entre empresa e cliente
CRM é a sigla para Customer Relationship Management geralmente traduzido para Sistema de Gestão de Clientes. São conjuntos de metodologias e tecnologias para tornar menos artesanal, mais automatizado e eficiente o trabalho de vendedores e equipes de atendimento a clientes.

Para esse fim, a ideia  de qualquer CRM é registrar e processar toda a informação sobre clientes potenciais e atuais de forma centralizada, com especial ênfase em todos os contatos no relacionamento dos clientes com a empresa, efetivados ou previstos.

Por exemplo registrar todos os e-mails enviados e recebidos, telefonemas, todas as reuniões, todos os materiais de marketing e propostas comerciais entregues, eventos participados, visitas a feiras e congressos, etc. Tudo isso acompanhado de anotações e comentários dos envolvidos no contato.

CRM e software de CRM
Embora o CRM também seja uma metodologia de encarar a venda, sua manifestação mais visível é através de sistemas de software, conjuntos de programas de computador que suportem implementar estas metodologias. Por isso muitas pessoas quando dizem CRM estão querendo dizer "software de CRM" estão se referindo ao programa ou sistema usado para praticar o CRM.

Como um CRM ajuda o vendedor
CRM ajuda o vendedor organizando e automatizando todos os seus contatos com múltiplos clientes e múltiplas pessoas dentro de cada cliente. Por exemplo o vendedor pode ligar para o cliente com a tela do software de CRM aberta na sua frente e saber tudo o que foi conversado até o momento, o que foi prometido e outros detalhes da negociação. 

O registro daquele cliente, além de informações mais comerciais pode até ter dicas para a conversa coloquial, registradas previamente pelo próprio vendedor que está usando ou por outras pessoas, por exemplo lembrar o vendedor que aquele gerente de compras em particular gosta de pescaria, ou o time de futebol que ele torce, o que permite o vendedor mencionar isso para conduzir uma conversa mais amigável.

Uma vez terminada o contato com um cliente, por telefone, Internet ou pessoal, o vendedor ou atendente deve registrar o que aconteceu naquela situação, bem como agendar futuras atividades relativas àquele negócio. Na data / hora agendada o software de CRM pode dar um alarme e lembrar o vendedor dessa atividade que ele agendou previamente.

Algumas atividades podem ser totalmente automáticas, por exemplo o sistema mandar  um e-mail ou uma documentação técnica em uma data/hora ou quando acontecer um evento, pré-programados pelo vendedor. Os recursos variam de software para software, mas o trabalho do vendedor que geralmente é organizado em planilhas, agendas e post-its grudados no computador vai para dentro do software de CRM.

Como CRM ajuda marketing
Um sistema de CRM permite a marketing passar para o pessoal de vendas os leads (candidatos a clientes) com as respectivas qualificações, obtidos em campanhas e ações de marketing, colocando aquele lead no funil e monitorando o andamento de cada lead até se tornar ou não negócio.

O acumulado do desempenho desses leads provê insights sobre o que funciona mais ou menos no marketing, bem como ideias sobre novos materiais, campanhas e eventos para ajudar comercialmente.

Como CRM ajuda a gestão
Ter as informações sobre todos os clientes potenciais e atuais concentradas em um sistema permite a criação de consultas e relatórios de Business Intelligence sobre a atividade comercial, como por exemplo a performance relativa das pessoas e atividades de vendas e marketing ou a previsão de vendas.

Outro ponto positivo é que, uma vez inseridos no sistema de CRM, os clientes passam a ser da empresa e não de um vendedor específico. Isso permite que, se necessário, um determinado vendedor seja substituído no atendimento a um cliente, temporária ou permanente, sem prejuízo do andamento do negócio.

Herrar é umano
Para não dizer que só listamos aqui o lado bom de sistemas de CRM, cabe mencionar que há uma parte difícil em implementar CRM em qualquer empresa. Pra variar, é o fator humano. Comprar o software de CRM mais master blaster que existe, que roda na Cloud mais plus super, é a parte fácil. 

A parte difícil é, por exemplo, o vendedor não ficar com preguiça de anotar no sistema o que aconteceu na reunião com o cliente. Ou mandar a proposta e não se esquecer de registrar a data prevista de fechamento do negócio. Sem uma operação ativa e interessada do software de CRM pela equipe da empresa o investimento em tecnologia vai pro lixo.

Por isso, todo projeto de CRM precisa prever um sério investimento também em treinamento e supervisão de todos os envolvidos em seu uso, bem como o envolvimento da alta gerência da empresa na cobrança do seu uso adequado.

Aquela nuvem que passa lá em cima
Há várias várias marcas e modelos de software de CRM no mercado. Historicamente os sistemas de CRM eram softwares hospedados em servidores locais na empresa, mas hoje há uma tendência desses produtos migrarem para a "Cloud" (nuvem): estarem hospedados em servidores do provedor do software na Internet. 

Essas implementações em nuvem na Internet podem ser especialmente vantajosas para pequenas empresas ou empresas começando a trabalhar com CRM porque prescindem de se criar uma infraestrutura de hardware na empresa, como por exemplo computadores mais potentes para serem servidores ou licenças e instalações de softwares de banco de dados.

Outra vantagem para as empresas menores é que a maioria desses sistemas de CRM que operam em nuvem na Internet permitem a aquisição gradual de licenças para o seu uso. Dá para começar com um número bem pequeno de usuários e recursos disponíveis para daí ir crescendo conforme as necessidades.

Para quais empresas é indicado implementar um CRM
Geralmente sistemas de CRM são usados nas empresas que vendem produtos e serviços de maior valor agregado, vendas complexas ou ciclo de venda mais longo. 

Não há uma regra infalível, mas se para vender os seus vendedores ou pessoas de atendimento precisam conversar mais de uma vez com o candidato a cliente antes de fechar, pode ser interessante você organizar, automatizar e monitorar essa conversa via um sistema de CRM.

Vender: arte e ciência
Na nossa opinião, bons vendedores são imprescindíveis para as empresas. Nenhuma tecnologia pode substituir a capacidade de fechar negócios de uma pessoa de vendas carismática, energética e motivada. Porém, uma metodologia e um bom software de CRM podem ajudá-la muito.

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terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Produtos e serviços para arquitetura e decoração, marketing B2B ou B2C?


Algumas empresas são claramente B2C ou B2B, mas algumas que vendem produtos e serviços de arquitetura e decoração são difíceis de enquadrar: o consumidor é quem paga, mas é o arquiteto ou decorador, ou a empresa de arquitetura, quem escolhe uma lista de opções para o cliente fechar em uma delas. 

Isso pode demandar um esforço diferenciado de marketing.

O projeto de arquitetura e decoração
Grosso modo, nas decisões ligadas a um projeto de arquitetura ou decoração o comprador e o arquiteto trocam ideias, o arquiteto faz sugestões e o comprador decide por alguma das sugestões. 

Às vezes até o comprador pode ter uma certeza prévia independente do que o arquiteto diga, por exemplo "tem que ser uma escada suspensa em mármore Carrara" e em outras vezes o comprador pode deixar as decisões completamente, ou quase completamente na mão do arquiteto: "me faça um banheiro em cores claras". Mas da nossa experiência, a maioria das decisões é uma interação.

O complicador aí, para o fornecedor de produtos e serviços para a obra, é que o "pedaço" da venda que tange o consumidor - e o respectivo marketing - tem uma dinâmica B2C e o "pedaço" da venda que tange o arquiteto - e o respectivo marketing - tem uma dinâmica B2B.

O que diferencia o marketing B2B do B2C
Há várias definições mais técnicas e mais completas do que essa que vamos dar, mas na nossa visão, o marketing de uma empresa B2B (Business to Business, empresa que vende para outras empresas) tem que se focar mais no que os produtos ou serviços ajudem o negócio da empresa que compra, direta ou indiretamente. 

Já o marketing B2C (Business to Consumer, empresa que vende para o consumidor) tem que se focar mais no que os produtos ou serviços podem melhorar a vida do comprador, real ou imaginariamente.

É dois
Na nossa opinião, o ideal para empresas que vendem produtos ou serviços de arquitetura e decoração que se enquadram nesses caso de decisão colegiada entre o arquiteto e o consumidor, é planejar dois conjuntos de deliverables - seções do site, postagens nas redes sociais, campanhas, ações, eventos, etc. -  um deles voltado para o arquiteto, outro voltado para o consumidor.

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Para o consumidor o produto ou serviço de arquitetura ou decoração é um fim. Para o arquiteto é um meio.
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Esses dois conjuntos podem ter diferenças na informação objetiva, por exemplo o peso suportado por uma chapa de determinado material, ou particularidades no processo de instalação podem ser importantes na comunicação com o arquiteto e só ruído na comunicação com o o consumidor.

Além disso podem considerar as diferentes motivações. Para o consumidor o produto ou serviço de arquitetura e decoração é um fim, para o arquiteto ou decorador é um meio para ele ganhar dinheiro. Essa distinção se abordada de forma inteligente pode aumentar a eficiência da comunicação de marketing.

The long and winding road
A construção ou a reforma de uma casa ou de um ambiente é um evento relativamente pouco comum na vida de uma pessoa. Ninguém reforma a casa todo mês. Já um arquiteto faz construções e reformas o tempo inteiro. Assim o marketing para o arquiteto, além de B2B, assume um perfil de marketing de relacionamento. 

O marketing tem que ajudar a construir e cultivar uma relação que ajude o negócio do arquiteto (ou da empresa de arquitetura) no curto, médio e longo prazos. Se construída essa relação, os arquitetos e empresas de arquitetura acabam se tornando um multiplicador do marketing e do esforço de venda do fornecedor de produtos e serviços. 

O óbvio que não ulula
Muito do que dissemos neste post pode parecer lógico e natural ao prezado leitor, mas o que observamos no dia a dia é algumas empresas tentarem cortar caminho e fazer uma comunicação de marketing só, para essa gama de produtos ou serviços de decoração que dependem de uma decisão compartilhada entre arquiteto e consumidor: "Põe a foto de uma casa bonita aí no site e pronto".

Já nossa sugestão prezado leitor, se você trabalha com os produtos e serviços do tipo que abordamos neste post, é você avaliar criar 2 linhas de comunicação mais nuançadas para B2C e B2B. Nesse propósito uma boa agência (como a Vendere 😀) pode ajudar.

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

2 previsões e 3 sugestões para 2021


Dado o plano federal de vacinação contra a Covid-19, a situação geral da pandemia e a transformação digital decorrente, gostaríamos de compartilhar com os prezados leitores deste blog algumas de nossas previsões e sugestões para o ano de 2021.

Nossas previsões:

1 - Restrições de contato entre as pessoas vão continuar ao longo de 2021
Foi divulgado o plano oficial de vacinação contra Covid-19 do governo federal (veja a íntegra no site oficial). Ele prevê vacinar os grupos de maior risco ao longo do 1º semestre de 2021 e começar a vacinar o grosso da população no 2º semestre de 2021. 

Pelo lado positivo, conforme os grupos de maior risco forem sendo protegidos, provavelmente já dê para liberar algumas restrições econômicas e sociais. 

Por outro lado, não se pode desprezar a dificuldade logística de fabricar ou comprar e aplicar esse número enorme de vacinas em um país continental e diverso. Some-se aí as incertezas geradas pela competição mundial pelas vacinas e insumos relacionados, que pode levar a interrupções ou atrasos no seu fornecimento.

Dadas essas dificuldades e incertezas, na nossa opinião, mesmo que Deus seja mesmo brasileiro e dê uma mãozinha, ao longo de 2021 não vai acontecer o "liberou geral" que muitos sonham.

2 - Muito da transformação digital da pandemia veio para ficar
Independente do andamento e resultados da vacinação contra Covid-19, acreditamos que boa parte da transformação digital introduzida pela pandemia vai se tornar definitiva em 2021. 

O home-office aumentou a produtividade e diminuiu os custos para muitas empresas, outras ampliaram seu alcance ao público consumidor atendendo remotamente e um grande número de clientes aprendeu a comprar ou aumentou suas compras pela Internet. 

Quando a situação da saúde melhorar é claro que vai haver um certo refluxo para as modalidades presenciais de muitas atividades, mas por outro lado, muitas empresas e consumidores não vão querer voltar totalmente da transformação digital forçada pela pandemia, simplesmente porque em muitas situações o presencial é mais caro, mais complicado ou mais trabalhoso. 

Nossas sugestões:

1 - Crie novos KPIs voltados ao home-office
Parte da ansiedade de voltar logo do home-office para o escritório, que percebo em alguns empresários ou executivos, vem da insegurança no controle sobre as pessoas trabalhando em casa. No escritório elas até podem estar enrolando, mas pelo menos estão enrolando com você olhando... 

Nossa sugestão é você pensar se não haveria KPIs (Key Performance Indicators / Índices de desempenho) que permitissem, uma vez implantados, medir e aumentar produtividade dos colaboradores trabalhando em suas casas, sem ter que se preocupar tanto com o modelo histórico de pagar um salário em troca de um número de horas passado no ambiente de trabalho.  

Sabemos que para algumas atividades pode ser difícil criar métricas desconectadas do relógio do ponto. Mas acreditamos que valha a pena um esforço em criá-las, porque para você gestor pode ser libertador e produtivo poder se preocupar mais com o atingimento de metas, do que se preocupar com o micro gerenciamento de como elas foram atingidas pelos funcionários em home-office.

2 - Melhore seu showroom digital
Muitas empresas fizeram uma transformação digital apressada, afinal a pandemia não estava no planejamento de ninguém. Uma das situações em que isso fica mais claro ao nosso olho mais atento de marqueteiros digitais é na apresentação dos produtos e serviços, no que podemos chamar de forma geral de show-room digital.

Outro dia, este que vos escreve foi pedir uma pizza e no site do restaurante havia fotos das pizzas, mas não a descrição de todos os ingredientes. Era preciso tentar descobrir pela foto se aquelas bolinhas escuras em cima da pizza eram azeitonas, alcaparras ou, Deus me livre, passas. Tá, um restaurante é uma empresa pequena e sem tradição digital, mas o cliente saber o que vai em cima da pizza é fundamental para o negócio deles.

Outra empresa de nosso conhecimento, muito maior, recebe lotes periódicos de importação. Tradicionalmente os clientes iam ver as novidades no show-room deles, então a empresa nunca se preocupou em criar nem a tecnologia nem o processo de listar rapidamente os itens novos no site. Hoje, muitos meses de pandemia mais tarde, os clientes diminuíram muito ou quase zeraram a presença no showroom, mas o site continua sempre atrasado em relação às novidades.

Uma terceira empresa que acompanhamos apresenta produtos e serviços no site com poucas fotos feitas com o celular. Para esta empresa ainda não caiu a ficha que é preciso um bom número de fotos profissionais de boa qualidade e possivelmente vídeo para tentar passar a mesma boa impressão que alguns produtos, obras ou instalações passavam antes da pandemia, ao vivo, presencialmente.

Nessa questão do showroom digital, da apresentação do seus produtos e serviços pela Internet, sugerimos fortemente você profissionalizar, procurar uma boa agência digital (como a Vendere 😀) e conversar sobre as melhores possibilidades em tecnologias e processos.

Lembre-se que no mundo físico o seu showroom pode estar perto da casa do cliente e o do concorrente do outro lado da cidade, mas na Internet eles sempre estão só a um clique de distância.

3 - Melhore sua comunicação por vídeo
No começo do confinamento, da quatrocentena como falamos na Vendere, ainda era aceitável você fazer uma reunião pelo Zoom com aquela imagem ruinzinha da câmera integrada do notebook, meio escura, com aquela tomada de baixo pra cima mostrando mais das suas cavidades nasais do que seu cliente gostaria de ver. Claro, as primeiras restrições eram para ser de 15 dias, o leitor se lembra? Tudo podia ter uma cara meio improvisada. Depois foram mais quinze, mais quinze...

Agora já está mais do que na hora, para você e para seus funcionários que tem contato com clientes, investir em melhorar a comunicação por vídeo. No mínimo comprar uma câmera HD, montá-la em um apoio ou tripé na altura dos olhos e posicionar uma luz de vídeo apontada para seu rosto para ligar nas reuniões e conversas. Também é importante providenciar um fundo (real ou digital) para emoldurar melhor o rosto.

4 - Melhore a velocidade da Internet na casa de seus funcionários - sugestão bônus -
Outro ponto importante é verificar a necessidade de um upgrade na velocidade da Internet dos home-offices seu e de seus funcionários. Não há uma receita de bolo para a velocidade ideal, porque depende de várias coisas inclusive do número de pessoas usando simultaneamente na casa (crianças estudando via Internet, cônjuge trabalhando em home office também, etc.), mas como regra geral, se trava, picota ou degrada a qualidade de vídeo, vale um upgrade de velocidade. Hoje em dia é muito barato para a empresa bancar uma Internet mais rápida, pelo menos na casa dos funcionários mais essenciais.

Um comentário final
Previsão de futuro é uma profissão de risco. Ao longo de 2021 a pandemia e seu manejo podem ter um curso pior ou melhor do que podemos prever nesse comecinho do ano. Porém, você investir na melhoria da sua transformação digital conforme nossas sugestões vai ajudar sua empresa, qualquer que seja o cenário.

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