segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Boomers, geração X, Millennials, geração Z ou geração A, onde está seu cliente?


Dos qualificadores dos seus clientes e potenciais clientes, talvez um dos mais importantes para seu marketing seja a data de nascimento deles.

Metade do dinheiro que eu gasto em propaganda é jogado fora
John Wanamaker, empresário americano que fundou uma loja de departamentos que mais tarde se consolidaria na Macy's é considerado um dos pioneiros da propaganda. Famosamente disse: "Metade do dinheiro que gasto em propaganda é jogado fora. O problema é que eu não sei qual metade".

Essa seminal frase, repetida nos cursos superiores de propaganda & marketing dos últimos 100 anos, faz alusão ao fato que na mídia tradicional a capacidade de segmentação da audiência é muito reduzida. 

Um anúncio no Jornal Nacional fala a milhões de pessoas, mas dessas só uma fração é potencial consumidor do seu produto ou serviço e ainda menos estaria bem no momento certo de comprá-lo. Na verdade, é até otimista acreditar que só metade do dinheiro que você gastou em um anúncio de TV ou revista está sendo jogado fora.

Admirável anúncio novo
Uma das mudanças tectônicas, que a consolidação do marketing digital no começo dos anos 2000 trouxe, foi a possibilidade de fazer um marketing muito mais granular e preciso: mensagens mais específicas para audiências específicas.

Como o que cada pessoa vê na tela de seu computador ou celular pode ser diferente do que cada outra pessoa vê em sua tela, mesmo que no mesmo instante, em tese a Internet permite enviar uma mensagem de marketing individual, personalizada para cada pessoa.

Esse potencial de personalizar mensagens, cruzado com a riqueza de dados sobre quem usa que o Google, o Facebook e outras grandes empresas da Internet coletam, permite dar "tiros" de marketing muito mais precisos que o tiro de canhão indiscriminado da mídia tradicional. 

De quebra, a Internet rastreia o freguês desde que ele clica no anúncio pela primeira vez até o clique final no cartão de crédito na tela do e-commerce, o que permite determinar o ROI (retorno do investimento) de muitos anúncios ou campanhas, resolvendo em muitas ocasiões o dilema de John Wanamaker.

Se sucesso fosse facinho, todo mundo fazia
Seria muito bom se a inteligência artificial fosse realmente inteligente e você pudesse só dizer: "Olha Instagram, eu fabrico pisos e bancadas de cozinha e banheiro em mármores importados. Faça aí pra mim um anúncio e mostre para as pessoas certas, na hora certa" ou "Google, eu vendo e instalo um  equipamento de firewall muito seguro. Faça um anúncio e mostre para as pessoas certas, nas empresas certas, na hora certa".

Porém, apesar dos avanços inquestionáveis da propaganda digital sobre a convencional, ainda estamos muito longe da utopia do parágrafo anterior. E bota distância nesse longe. Muitas decisões não podem ser tomadas pelos algoritmos. 

Primeiro você tem que escolher onde, em quais plataformas, vai anunciar. Só Facebook? Facebook e Google? E essa moda do TikTok crescendo nos jovens? Também tem que selecionar dentro da plataforma o público que você quer, nas ricas tabelas de dados que elas proveem. E por último, mas não menos importante, também precisa criar as mensagens - os textos, as fotos ou vídeos - que o público selecionado vai receber.

Você pode levar o cavalo até a beira do rio. Fazer ele beber é outro problema.
Para esta complexa parte manual, não automatizada do marketing digital, é importante uma sensibilidade que historicamente sempre separou os bons marqueteiros dos medíocres: entender a buyer persona de cada negócio, ou de cada linha de produtos e serviços dentro de cada negócio. Quem é e como pensa seu comprador, ou compradores típicos.

Apertando a tecla SAP: o algoritmo do Google pode trazer automaticamente para o anúncio do seu escritório de arquitetura pessoas que pesquisaram "reforma de apartamento". Porém, se você não entendeu bem sua buyer persona, pode ter programado o Google de um jeito que não traga as pessoas que realmente lhe interessam, dentro do grande universo que pesquisa "reforma de apartamento". 

E se porventura trouxer as pessoas certas, pode ser que o seu anúncio não tenha os argumentos certos para elas clicarem.

O homem é fruto de seu próprio tempo
Numa análise de buyer persona entram muitas variáveis, mas na opinião deste que vos escreve, uma que merece uma atenção muito especial é a data de nascimento. 

É impossível separar uma pessoa da época que ela cresceu. As crianças que usam iPad desde a cadeirinha e passam 4 horas por dia nas redes sociais vêm o mundo diferente de outras que o contato mais significativo com telas foram duas horas de Castelo Rá-Tim-Bum por semana. 

Além da tecnologia,  também são parte integral, formativa, de cada pessoa a cultura, a política, a economia e a organização da sociedade - valores, costumes - em cada época. Um criança que cresceu no Brasil de 1970 cresceu em um país muito diferente da que cresceu no Brasil de 1990. 

E, é claro, a data que você nasceu determina quantos anos você tem hoje. Soa óbvio, mas eu preciso lembrar aqui à prezada leitora e ao prezado leitor, que nem eu, nem você, nem ninguém escapa da biologia e das fases características da vida, goste ou não.

As gerações
Já há bastante tempo os teóricos do marketing gostam de dividir as pessoas em gerações, para estudar seu comportamento. Não é uma definição precisa, não significa que uma pessoa que nasceu um ano é de um jeito a que na nasceu no ano seguinte é completamente diferente, mas é possível enxergar características úteis ao marketing em alguns grandes grupos: 

Baby Boomers - nascidos entre 1946 e 1964. São filhos do grande surto demográfico (baby boom - explosão de bebês) depois da Segunda Guerra Mundial. Hoje estão entre 57 e 75 anos de idade. Também é comum os mencionarmos divididos em Boomers (o boom de filhos dos soldados que voltaram da guerra) para os nascidos entre 1946 e 1954 e em Late Boomers para os nascidos entre 1955 e 1964 (fruto da prosperidade econômica dos anos 50).

Geração X - Nascidos ente 1965 e 1980 . Hoje têm entre 41 e 56 anos de idade. Há muita controvérsia sobre de onde surgiu o nome X, mas a versão mais aceita é que demorou para que se entendesse as características mais marcantes desta geração e que os primeiros comentaristas adotaram o nome X por ser um nome comum da variável incógnita na matemática. Verdadeiro ou não, depois que o nome X pegou, o nome das gerações seguintes só foi seguindo a ordem das letras do alfabeto.

Geração Y ou Millenials:  Nascidos entre 1981 e 1996. Hoje estão entre 25 e 40 anos de idade. As pessoas da geração Y são muitas vezes chamadas de Millennials porque estavam entrando na maioridade ou no mercado de trabalho durante a virada do milênio, fim do século 20 e começo do 21.

Geração Z: Nascidos entre 1997 e 2012. Hoje tem entre 6 e 24 anos de idade. Muitas vezes são chamados de Zoomers (em um paralelo com os Boomers).

Geração A: Nascidos depois de 2012.

Demografia não é tudo, mas ajuda muito
A análise do perfil das pessoas utilizando-se a classificação em gerações não é uma ciência exata, nem traz conclusões definitivas sobre indivíduos em particular, mas contém generalizações úteis, que podem dar insights para seu  projeto de marketing, tanto na escolha dos meios quanto da mensagem.

Por exemplo, você vai encontrar mais Boomers no Facebook, mais Millennials no Instagram e mais Geração Z no TikTok, embora haja intersecções destes públicos. Outro exemplo: uma mensagem muito focada em questões sociais pode agradar muita gente, mas tende a ecoar muito mais forte nos Millenials do que nos Boomers.

Um último exemplo para fechar este post: se seu negócio é B2B (empresa que vende para outras empresas) e para fechar negócios precisa da aprovação da direção de multinacionais, ou de grandes empresas brasileiras, pode otimizar o retorno de seu investimento em marketing ao apostar nos meios e mensagens mais caros à Geração X. Hoje, é desta geração a maior parcela da alta gestão no país.

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quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Tráfego orgânico ou tráfego pago, qual o melhor para sua empresa?


A presença digital da sua empresa recebe dois tipos de tráfego de visitantes, o pago - vindo de anúncios - e o orgânico - vindo de outras fontes da Internet. Qual o melhor para seu negócio?

Os bois e seus nomes
Chamamos de tráfego pago aquele que vem das pessoas clicarem em anúncios que você pagou para aparecer em diferentes lugares na Internet. Já tráfego orgânico é aquele que chega ao seu site por caminhos que não sejam anúncios pagos.

Quem não clicou em anúncio vem de pesquisas no Google, de links não pagos em outros sites e redes sociais e também vem diretamente, na forma de seguidores ou consumidores habituais de seu conteúdo,  que seguem você nas ou voltam regularmente para ver o que você publica, porque gostam.

Estes nomes comumente usados, para os dois tipos de tráfego de visitantes na presença digital de uma empresa, podem levar a crer que você poderia escolher receber visitantes pagando por isso e, por oposição, poderia escolher receber visitantes de graça, sem ter que gastar com isso.

Se fosse fácil assim, até o marqueteiro mais bobinho escolheria receber visitantes sem pagar. Porém os nomes são enganosos. Ambos - orgânico e pago - tem custos (e benefícios) diferentes, que cada empresa precisa avaliar para saber quanto de tempo, dinheiro e atenção vai investir em cada um.

PPV e PPC
Anúncios na pesquisa do Google, nas redes sociais e em diferentes portais e sites são cobrados de dois jeitos:  PPV - Pay per View e PPC - Pay per Click. No primeiro caso você paga um valor vez que seu anúncio foi visto e no segundo, cada vez que foi clicado. 

Por exemplo, se você está pagando para o Facebook R$1 por view do seu anúncio e ele é exibido para 1.000 pessoas você paga R$1.000 ao Facebook. Se você está pagando R$5 por clique para o Google  e  1.000 pessoas clicam no seu anúncio, você paga R$5.000 para o Google.

Uma vantagem do tráfego pago, especialmente no PPC, é que é relativamente fácil estabelecer uma relação entre o investimento em anúncios e seu retorno em vendas. Se você gastou R$5.000 para trazer 1.000 pessoas a seu site e em média faz uma venda a cada 1.000 visitantes, seu custo de venda, o custo de aquisição de clientes é R$5.000 por cliente.

Nas empresas que tem e-commerce, que tem loja no site, essa conta  de retorno de investimento é mais fácil porque todo o processo de compra desde o anúncio até o clique no cartão de credito acontece na Internet, tudo monitorado e rastreado.

Já as empresas que não tem e-commerce, que não tem loja no site, ou que parte das vendas seja feita no site e parte por uma equipe de vendas, a visualização dos resultados de campanhas de anúncios na Internet é um tanto mais difícil porque é preciso relacionar processos que aconteceram na Internet - os anúncios - com outros que aconteceram fora dela, as vendas propriamente ditas.

Quem pode mais chora menos
Os valores unitários por visualização ou clique são determinados por leilões virtuais que essas plataformas de anúncios na Internet realizam. Se você vende bicicletas, instala software de firewall e antivírus, conserta elevador de prédio, ou seja lá o que for, você compete com os outros atuantes deste seu mercado que querem exibir anúncios também.

Ou seja, se você e outros 20 escritórios de arquitetura querem pagar ao Google para aparecer quando alguém pesquisar "reforma de apartamento em SP" o Google vai mostrar na primeira página de respostas só os anúncios dos 10 escritórios que ofereceram mais por clique e na ordem de valor oferecido. Do primeiro ao quinto no topo da página, do sexto ao décimo no pé.

Para o exemplo ficar mais concreto para a prezada leitora e o prezado leitor, no momento que estou escrevendo este post eu dei uma pesquisada sobre nosso exemplo acima na ferramenta de anúncios do Google. 

Um escritório de arquitetura que quisesse colocar seu anúncio entre os 5 primeiros resultados para pessoas pesquisando por  "reforma de apartamento em SP" no Google hoje, pagaria aproximadamente R$10 por clique, isto é, R$10 por pessoa que clicasse no anúncio e viesse ver o site do escritório.

Alerto porém, que esses valores são diferentes para cada região geográfica, mercado, ou ramo de negócio e é dinâmico. Depende da disputa de anunciantes por cada palavra e frase e muda a cada dia e cada hora. O valor que apresentamos é só um exemplo.

Nós não vamos pagar nada
Outro caminho para trazer visitantes para sua presença digital, além da guerra de lances dos anúncios é produzir conteúdo - textos, vídeos, fotos - que as pessoas queiram consumir. Este post que você está lendo é um exemplo. Nós não pagamos a ninguém para você estar aqui. Você veio porque quer se informar sobre marketing digital. 

Outros exemplos são postagens em redes sociais e vídeos no YouTube com conteúdos que entretenham, divirtam ou informem as pessoas. Elas vão consumir seu conteúdo sem você ter que pagar por cada visualização ou cada clique. Porém, há uma pegada.

If you build it, he will come
No filme Campo dos Sonhos de 1989, Kevin Costner interpreta um fazendeiro apaixonado por beisebol que um dia houve uma voz misteriosa que lhe diz "If you build it, he will come" (se você construir, ele virá). A partir daí ele começa a construir um campo de beisebol no meio de sua fazenda, para estranhamento geral. 

Sem dar muitos spoilers para os que ainda não assistiram o filme, só vou contar que quando pronto o campo, os fantasmas de grandes estrelas do passado do beisebol aparecem para jogar. Em um momento quando a câmera se afasta, você pode ver centenas de carros chegando da cidade para assistir o jogo. Ah, puro Hollywood.

Porém, infelizmente, aqui no duro mundo real, a voz não tão misteriosa deste que vos escreve tem que lhe dizer:
Se você construir, eles não virão.

Você pode construir o melhor conteúdo do mundo: textos, fotos ou vídeos divertidos, informativos, educacionais, inspiradores... o que for. Em meio ao verdadeiro tsunami de conteúdo novo publicado todos os dias na Internet, ele vai sumir. Não vai vir um monte de gente para consumir seu conteúdo, avisados pela mágica. Provavelmente não vai aparecer ninguém.

Custo
A "pegada" portanto, é que o tráfego orgânico é "espontâneo" ou "gratuito" no sentido que não há uma conta direta entre cada visualização ou clique e um valor monetário, como há nos anúncios, mas você vai ter que gastar tempo e dinheiro para as pessoas virem consumir seu conteúdo. Mais fortemente no começo, para construir uma audiência. E mesmo depois de construída uma certa audiência, nunca dá para parar de pedalar ou a bicicleta cai.

Este esforço de divulgação do conteúdo geralmente acontece em várias frentes: encontrar palavras chaves relacionadas ao seu mercado e incluí-las no conteúdo para facilitar os algoritmos do Google, YouTube e redes sociais oferecerem seu conteúdo a possíveis interessados, divulgá-lo de forma cruzada em toda sua presença digital (por exemplo falar do artigo do blog na página do Facebook) e também em mídia convencional (se você tiver acesso a ela) e, muito provavelmente, promover seu conteúdo em postagens pagas nas redes sociais.

Por último, mas não menos importante, é preciso manter um nível alto de qualidade do conteúdo, o que não costuma ser nem fácil, nem barato. Afinal, não adianta chamar aos quatro ventos, as pessoas virem, mas acharem seu conteúdo sem graça ou ruim e por isso não voltarem mais. 

Orgânico versus pago
Grosso modo, o tráfego orgânico ajuda mais a empurrar os clientes no topo do funil de vendas e o pago empurra os clientes no fundo do funil de vendas. Se a pessoa está começando a namorar a ideia de reformar o banheiro da casa - no topo do funil portanto - ela está mais interessada em ver fotos de banheiros bonitos, tipicamente um conteúdo para tráfego orgânico.

Nesse momento do cliente, e nesse tipo de compra de processo longo, tentar forçar tráfego pago com um anúncio na pesquisa do Google "Frete grátis, opções de pagamento flexíveis, ligue já" é jogar dinheiro fora. Frete nem passa pela cabeça de uma pessoa quando ela está sonhando com um lavabo em Travertino Romano, para impressionar as visitas.

Já o cara que sabe que quer um tênis Nike Free Run 5.0 pra correr esse fim de semana - ele está no fundinho do funil de vendas de um produto de consumo, de ciclo de venda curto - está sim preocupado com frete, entrega e pagamento. Este é um momento para tráfego pago, 

O funil nosso de cada dia
Tráfego orgânico e tráfego pago beneficiam todos os tipos de negócios. Para produtos desde uma camiseta até um jato corporativo, para serviços desde um corte de cabelo até o projeto do novo One World Trade Center, qualquer decisão de compra é influenciada tanto pela imagem da marca e aspirações, sonhos e considerações técnicas do comprador, alimentados por semanas, meses ou anos de tráfego orgânico, quanto pelo imediatismo de quem estava no topo dos anúncios do Google chegou primeiro no olho do comprador, em várias vezes que ele estava pesquisando sobre o negócio.

Mas como sempre no marketing, é uma questão de ênfase, de como alocar tempo, atenção e verba finitos do marketing de cada empresa. Acreditamos que especialmente as empresa pequenas e médias precisam fazer uma análise de seu funil de vendas típico e quanto pode e deve alocar de seu marketing a cada etapa desse funil. (as grandes também precisam, mas elas tem mais folga para desperdício... 😀)

Na nossa opinião, quanto mais a sua empresa tem um ciclo de vendas mais longo, produtos ou serviços mais técnicos ou aspiracionais e/ou que demandam um projeto - tipicamente produtos ou serviços que não são vendidos em e-commerce diretamente - cabe você dedicar mais do seu esforço e verba em criação e divulgação de conteúdo para tráfego orgânico.

Já quanto mais o seu produto ou serviço tem um ciclo de vendas curto ou de compra de impulso - tipicamente produtos e serviços  vendidos diretamente no e-commerce - você deveria investir mais do seu tempo e verba em tráfego pago - anúncios - e em particular anúncios nas respostas às pesquisas do Google.

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segunda-feira, 23 de agosto de 2021

O que é um microsite?


Veja o que é um microsite e como um ou mais microsites podem ajudar seu site principal e sua estratégia de marketing.

Micro o quê?
Um microsite é um site pequeno, de uma ou poucas páginas web, que embora claramente associado a uma empresa ou uma marca, fica em endereço (uma URL, um domínio) diferente da do site principal da empresa. Tem um objetivo específico e mais focado do que o objetivo difuso do site institucional ou principal da empresa.

Para que serve um microsite?
O site institucional, principal, de uma empresa tem que cumprir muitas funções, para muitos públicos: apresentar a história, missão e valores, o time da empresa, todos os produtos e serviços, informações de assistência técnica e suporte, endereço de filiais, documentos técnicos para download,  acompanhamento de entrega do produto, etc. etc.

Essa grande enciclopédia de referência sobre a empresa que é o site principal, acaba contendo muito ruído se você está, por exemplo, só querendo que dentistas  prestem atenção na cadeira odontológica que você está lançando.

Nessa hora, um site pequeno, focado - um microsite - www.novacadeira.com.br, pode ser mais eficaz. Esse nome e essa aplicação são só exemplos.  A mesma ideia pode ser usada de formas diferentes em muitos outros contextos.

Ao invés de um microsite, não dá para fazer o mesmo com uma página ou seção específica no site normal da empresa?
Pensando só na tecnologia, tudo o que você pode colocar em um microsite você poderia colocar em uma nova página ou uma nova seção do site principal. Um microsite é só uma página, ou um pequeno conjunto de páginas web, que poderiam ficar no site principal.

Porém, pensando no marketing, se esta página ou pequeno conjunto de páginas ficar em outro site em um domínio especialmente criado para ele, você pode desfrutar de algumas vantagens que vamos descrever a seguir. 

Quais as vantagens de um microsite?
1) Focar a atenção. Já falamos isso, mas não custa frisar: a biografia do seu avô que fundou a empresa é importante, o menu que abre em cascata e com um clique dá acesso aos seus 27 produtos também é importante, mas são importantes em outra hora. No microsite você quer que um público específico preste atenção numa mensagem específica.

2) Ser (mais) criativo no design, interface e mensagem. Como o microsite é uma entidade lógica e fisicamente separada do site principal da empresa, ele não precisa ficar preso às regras de design, interface e conteúdo do site principal. Dá para soltar muito mais a criatividade e fazer coisas mais descoladas, ou ousadas, ou mais de nicho para determinados públicos.

3) Experimentar uma nova agência e/ou uma nova estratégia de marketing sem melindrar (muito) a sua agência atual ou a equipe da empresa. As demandas do site principal da sua empresa, são muitas, não só do ponto de vista de marketing, como muitas vezes do ponto de vista de conexão do site a sistemas de informática administrativos, de retaguarda. Isso leva muitas empresas a optar por um determinado perfil de agência digital para o site principal, ou fazê-lo com uma equipe interna da empresa. 

Um microsite pode ser a oportunidade de experimentar com uma agência mais autoral, como a Vendere 😀, ou experimentar uma nova abordagem ou estratégia de marketing, sem melindrar (muito) a sua agência atual ou sua equipe interna da empresa, porque ninguém vai mexer no site principal.

4) Facilitar ser localizado no Google. Os algoritmos do Google valorizam o nome (o domínio) do site e o foco do conteúdo, na hora de atender o que uma pessoa está pesquisando. Justamente as duas coisas que um microsite tem, nome e foco.

Por isso, um microsite pode às vezes ser visto pelo Google como uma reposta melhor à uma pesquisa, do que a mesma informação enterrada em meio às 50 páginas do site institucional da empresa.

Há dificuldades?
1) Embora um microsite seja construído para ser achado facilmente pelo Google, a resposta a pesquisas é determinada por muitas variáveis e difícil de prever ou manipular, por mais que você faça. Não dá para garantir que do Google venha todo o tráfego que você gostaria.

Para maximizar o investimento um microsite geralmente precisa de uma campanha de anúncios em mídia (convencional ou digital), a ser projetada (e paga) conjuntamente.

2) Um microsite pode atrapalhar o posicionamento do site principal no Google (SEO), se você copiar conteúdo do site principal e colocar nele. O algoritmo do Google costuma penalizar conteúdo repetido, então não dá para "copiar e colar". 

Tem que criar conteúdo novo e diferente para o microsite, mesmo que ele fale de um assunto que também foi mencionado no site principal.

Como saber se a empresa precisa de um microsite?
É difícil fazer uma lista exaustiva de todos os casos em que um microsite poderia ser útil, mas para começar você deveria considerar um microsite se você está pensando em:

1) Lançar um novo produto, um novo serviço, ou um evento

2) Fazer campanha ou ação por tempo limitado. Lembrando que o site principal é perene e um microsite pode ser (e geralmente é) temporário.

3) Promover produtos ou serviços sazonais.

4) Falar com novas audiências, demografias ou culturas, diferentes das normais da marca. 

Quem eu procuro para conversar a respeito de um microsite?
Tecnicamente um microsite é só um site pequeno e focado, hospedado em um domínio separado do domínio principal da empresa. Portanto, qualquer boa agência digital que faça sites pode fazer um microsite.

Porém, o investimento em um microsite costuma ter melhor retorno se este for bem mais criativo e diferente do site principal da empresa, até para chamar a atenção das pessoas, da mídia e das redes sociais. Nessa hora uma agência mais autoral, como a Vendere, pode fazer a diferença.

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quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Redes Sociais ou Blog? Qual é o melhor para seu negócio?


Veja as vantagens e desvantagens comparativas das redes sociais e dos blogs, para diferentes tipos de empresa, e onde você deveria investir mais o seu tempo e seu dinheiro.

As características de cada mídia

Tipicamente, 

As redes sociais apresentam conteúdos mais curtos, efêmeros e em algum dos formatos característicos de cada rede social. Podem ter textos, mas dão grande preferência (do algoritmo e dos usuários) a conteúdo fotográfico ou vídeos curtos. Recebem uma avalanche de conteúdo novo o tempo inteiro e sua mensagem é cercada de outras mensagens de outras pessoas e empresas, bem como anúncios.

Os blogs apresentam conteúdos mais longos, perenes (um post de blog pode ser interessante por muito tempo ou dependendo do assunto, para sempre) e praticamente não tem restrições de tamanho. Podem ter fotos, mas os usuários geralmente os procuram para textos. Os posts geralmente são mais elaborados e menos frequentes e depois que o visitante entrou no blog não há distrações, só há o conteúdo do próprio blog.

Dois tipos de conversa
Essas diferenças entre as mídias sugerem que se aplicam para diferentes tipos de conversas com o público: a conversa das redes sociais é mais frequente e superficial e dos blogs menos frequente e mais profunda.

Claro que a prezada leitora e o prezado leitor gostariam de ter os dois tipos de conversação o tempo inteiro com seus clientes e potenciais clientes. Bater um papinho leve todos os dias e um papo cabeça, profundo, uma vez por semana. Se manter no top of of mind para o cliente lembrar de você como possível fornecedor no dia que precisar do que você vende e, de quebra, já ir convencendo-o que a sua é a melhor opção.

Nós também gostaríamos. Deus sabe que a gente tenta... mas, como diria Garrincha, precisa ver se o russos concordam com o plano. Se os clientes querem ter essas conversas com você, se você consegue gerar esse interesse todo.

(para quem não teve contato com essa anedota, eu vou contar: reza a lenda que no vestiário do jogo entre Brasil e Rússia na copa de 58, o técnico Vicente Feola explicou o complexo plano dele para o Brasil ganhar o jogo. No final da preleção Garrincha, na sua santa inocência, perguntou: Tá, mas os russos concordam com esse plano, né seu Feola?)

De volta à vaca fria
Na prática, acreditamos que as empresas deveriam focar seus recursos e atenção finitos nas mídias e no tipo de conversa mais eficaz para seu produto, serviço e mercado. Nossas sugestões a respeito são as seguintes:

1) Se você precisa estabelecer competência ou autoridade técnica no mercado, sobre qualquer assunto, você precisa de um blog. Você dizer que você ou sua empresa entende de um determinado assunto técnico, todo mundo diz. Conversa é só vento. 

Por outro lado, se você publica regularmente artigos relacionados a seu campo de atuação - e eles são bons - naturalmente os clientes vão tendo o sentimento de "esses caras manjam", sem você precisar se gabar disso, que soaria falso.

De quebra, uma pessoa pode achar um post do seu blog quando está pesquisando no Google uma resposta para um problema dela. Você ajuda na hora que ela precisa, criando boa vontade.

2) Se você vende produtos ou serviços complexos tecnicamente você precisa de um blog. Não dá para explicar diferenças técnicas mais profundas de um produto ou serviço em uma foto e 5 palavras, a postagem típica do Instagram ou Facebook, menos ainda em uma dancinha no TikTok.

É possível sim colocar textos maiores no Instagram (até 2.200 caracteres) e maiores ainda no Facebook (até 63.206 caracteres). Daria para escrever um artigo no Insta e no Face um livreto (uma página A4 razoavelmente formatada para leitura contem cerca de 2.000 caracteres). 

Porém, ninguém que está correndo o dedo pelo celular vendo fotos bonitinhas dos amigos vai parar para ler um tijolão de texto. É por isso que existe a expressão pejorativa "Textão no Face" para o coitado, incompreendido, que tenta explicar alguma ideia nas redes sociais em mais que 2 linhas.

É uma questão de atitude mental: nas redes sociais as pessoas estão esperando se entreter, nos blogs se informar.

3) Se você vende alguma coisa que pode gerar boas fotos com frequência - como moda, gastronomia ou artesanato - você precisa de redes sociais. As redes sociais são mídias profundamente visuais - as pessoas as acessam quase que exclusivamente esperando ver fotos e vídeos. 

Para o marketing são especialmente eficazes fotos aspiracionais. Fazer o freguês sonhar com o que você vende. Por exemplo, depois de ver várias vezes praias lindas e pessoas bronzeadas no seu Instagram pode ser que a pessoa se motive a ligar e comprar um pacote da sua agência de turismo.

Porém, cabe aqui uma palavra de caução. Eu, você, o resto da humanidade e milhões de empresas, publicamos nas redes sociais com frequência. Para minimamente conseguir colocar a cabeça para fora desse tsunami de conteúdo e ser visto, ou até estabelecer uma relação com as pessoas, você precisa publicar com frequência. 

A maioria dos especialistas recomendam que uma empresa faça de 1 a 3 publicações por dia no Instagram. Estudos apontam que a média das grandes marcas é de 1,5 posts por dia, mas elas tem muita verba para manter esta frequência com qualidade. Pode não ser fácil para sua empresa prezada leitora, prezado leitor.

Mas mesmo que você não consiga implantar um cronograma de publicação ótimo, uma frequência mais baixa e caprichada também pode ajudar e sempre a sua presença social funciona como um catálogo de seus belos produtos e serviços, na eventualidade de alguém entrar na sua página nas redes sociais.

Dá para fazer um bem bolado
Redes sociais e blogs não são excludentes. Muitas empresas tem as duas coisas. Nossa opinião, é que se trata de uma questão de ênfase, de atenção e verba finitas que cada empresa pode dedicar a cada faceta de seu marketing.  

A Vendere por exemplo, que atua em um mercado técnico - marketing digital, investe bastante atenção neste blog que você lê agora. Também postamos nas redes sociais, mas basicamente para um trabalho leve de branding e para atrair tráfego para nosso  blog e nosso site, onde podemos conversar melhor com nossos clientes e potenciais.

Nosso jabá
Antes da prezada leitora e do prezado leitor irem embora, gostaríamos de agradecer sua visita e acrescentar que um blog é importante para os tipos de empresas que apontamos, mas escrever regularmente artigos e posts técnicos pode desfocar a equipe da empresa de sua atividade fim. 

É preciso muito trabalho e experiência para atingir o ponto certo entre profundidade e didatismo que um blog precisa para ser atraente, divertido e informativo, sem perder de vista sua missão de vender o peixe da empresa.

Uma solução que  pode ter ótimo custo  / benefício para empresas de produtos e serviços que demandam diferenciação e estabelecimento de autoridade técnica é terceirizar o blog para uma empresa especializada em gerar conteúdo de qualidade, como a Vendere

Se você quiser conversar se seríamos uma boa opção para criar um blog para sua empresa, ou criar regularmente conteúdo para um blog já existente, fique a vontade de falar conosco, sem compromisso. 

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segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Os 5 jeitos de fazer seu site


Se você precisa de um novo site, acreditamos que há 5 possíveis caminhos a seguir, cada um com suas peculiaridades.

Jeito 1  de fazer um site -
Não fazer

A Vendere ganha dinheiro fazendo sites, mas com a honestidade que nos caracteriza temos que dizer: se seu negócio está bem no começo e seu produto ou serviço é bem visual - você produz com frequência alguma coisa que dá boas fotos, como por exemplo moda, gastronomia ou artesanato - dá para você levar seu marketing só com o Instagram. 

Especialmente se seu público-alvo está abaixo dos 35 anos de idade (as estatísticas variam de estudo para estudo, mas a  maioria aponta que cerca de 70% dos usuários do Instagram está nesta faixa).

Tirando fotos você mesmo e postando no Instagram você economiza o tempo e/ou o dinheiro de fazer um site. Daqui a um tempo, quando você engrossar as pernas e achar que já está na hora de ter um site, ligue pra Vendere 😀

Porém, cuidado!

Começando ou não, público jovem ou não, há pelo menos 3 casos em que as redes sociais não são suficientes para seu relacionamento com o mercado:

Não dá pra não ter site 1) Produtos ou serviços não fotogênicos ou não fotografáveis  
Você vai precisar de um site se seu produto ou serviço não dá oportunidade de produzir com frequência fotos interessantes para você postar nas redes sociais. Por exemplo uma empresa que trabalha com rolamentos de aço, mangueiras industriais ou insumos químicos. ou ainda um serviço de instalação e manutenção eletrônica. 

Esses são só exemplos, mas há muitos produtos ou serviços que podem ser ótimos, mas não são fotogênicos ou não geram com frequência o tipo de fotos e vídeos que as redes sociais devoram vorazmente: visualmente atraentes, engraçadas ou inusitadas. Sem um fluxo contínuo de fotos para aparecer nas redes sociais você tem que ter um site para conseguir passar sua mensagem.

Isso não quer dizer que empresas de produtos ou serviços não fotogênicos ou até não fotografáveis não possam ter ou não tenham redes sociais. Porém a criação de conteúdo nesses casos é coisa de profissionais de marketing digital, não é coisa para alguém da própria empresa três vezes por semana tirar fotos e postar.

Não dá pra não ter site 2) Produtos ou serviços mais caros.
Se  você vende um produto ou serviço mais caro, você vai precisar de um site. 

Nem o mais distraído ou inocente dos clientes acha que uma empresa não tem site porque não quer. Todo mundo sabe que ela não tem site porque não pode. Quis economizar porque é muito pequena, muito no começo ou está falindo. 

Para comprar biscoitinhos caseiros ou caminho de crochê para a mesa da sala de jantar, ok escolher nas fotos do Instagram e comprar de alguém sem site, o risco é pequeno. Mas dificilmente um cliente vai comprar um produto ou serviço mais caro de uma empresa que parece muito começando, precária, ou mal estabelecida. 

Qualquer cliente potencial minimamente sensato pensa: se a empresa não está podendo gastar nem em um site simples, como é que ela vai garantir me entregar um produto ou serviço de R$ 10 mil?

Não dá pra não ter site 3) Você já tem um site
Se você já tem site, mas ele está meio antiguinho, você não tem a opção de não fazer nada ou ir tocando só com atualização das redes sociais, tem que fazer um novo.

Você até pode escapar sem ter site, se o cliente tiver a boa vontade de pensar sobre você "tudo bem, eles são pequenos estão bem no começo da empresa". 

Mas se você tem site, só que o design é de 2017 e a última vez que ele recebeu conteúdo novo foi há seis meses atrás, dá uma impressão de desleixo ou situação financeira decadente. Não tem boa vontade que aguente...

Jeito 2 de fazer um site -
Fazer você mesmo

Existem vários serviços na Internet para um amador fazer seu próprio site, com diferentes graus de facilidade. Alguns são serviços dedicados a isso como o Wix, outros são oferecidos como opção bônus de um serviço hospedagem de sites, como o "construtor de sites" da Locaweb.

Empresa começando, você tá apertado de grana e tem algum dom para informática, toca meter a mão na massa. Alguns dias ou semanas depois, alguns percalços do caminho na linha "puxa, não é tão facinho quanto falavam na propaganda", você tem um site no ar.

No entanto, na nossa visão, os sites na modalidade faça você mesmo tem pelo menos dois grandes problemas: 

Problema 1) do fazer você mesmo - para ocultar as dificuldades e entranhas técnicas de um site, estes serviços de faça você mesmo se baseiam em templates, em modelos prontos que você preenche com seu conteúdo - texto, fotos e vídeos. 

Estes modelos / templates tem que atender, com algumas opções de variações, a imensa diversidade de empresas, organizações, tipos de negócios e mercados, então são criados para ser o mais genéricos e inespecíficos que for possível, para que possam atender o maior número de clientes para o serviço.

O resultado final é que os sites feitos nestes serviços tem uma cara super genérica e inespecífica. Se você lembrar como é que um potencial cliente faz para escolher um fornecedor - abrindo vários sites de candidatos a fornecedores no computador ou celular dele - um site genérico e sem graça simplesmente some no meio de concorrentes mais profissionais.

Problema 2) do fazer você mesmo - Parte fundamental de qualquer site é o conteúdo - os textos, fotos e vídeos que o "você" do faça você mesmo tem que criar, que não estão prontos no esqueleto pré-fabricado do modelo / template.

Esse conteúdo precisa agradar duas audiências de interesses às vezes contraditórios: os robôs do Google e os clientes potenciais dos produtos ou serviços que o site está tentando vender. 

Os textos, legendas de fotos, nomes de arquivos e páginas, etc., tem que conter palavras que tenham sido recentemente pesquisadas com frequência no Google (para que o site seja considerado uma possível resposta às pesquisas de clientes) mas ao mesmo tempo este conteúdo tem que parecer natural e convincente para os humanos que estejam visitando o site.

Uma combinação eficiente destes requisitos é muito difícil de ser criada por uma amador, mesmo que inteligente e esforçado.

Jeito 3 de fazer um site -
Fazer com agência digital barata
Outro dia, este que vos escreve viu um anúncio de uma agência "Site profissional por apenas R$ 649,90".  Me ocorreram dois pensamentos. O primeiro é que se o cara tem que afirmar no anúncio que o que ele faz é profissional, fuja. 

Imagine você ver o anúncio de uma clínica odontológica dizendo que eles fazem "obturações profissionais"...  Ufa! Ainda bem que vocês avisaram no anúncio, eu estava preocupado que vocês fossem me fazer uma obturação amadora, com Durepox...

O segundo, é que qualquer agência que dá preço sem detalhar um projeto com você antes, fuja. Imagine você ver um anúncio de uma empreiteira "Reformamos sua casa por R$ 5 mil", sem perguntar a metragem, sem conhecer suas necessidades, o estilo arquitetônico que você gosta...  

Jeito 4 de fazer um site -
Fazer com agência digital "normal"

Tá, você escapou do cara que faz obturações profissionais e encontrou uma agência digital mais estabelecida. O mercado de marketing digital está muito aquecido - até pela transformação digital forçada da pandemia - e há muitas empresas atuando neste espaço.

Porém esse próprio aquecimento do mercado gera um problema de recursos humanos: é muito mais fácil e barato encontrar gente que entende de informática, do que gente com grande experiência de negócios, marketing, cultura e design.

Isso acaba gerando uma distorção no trabalho final da maioria das agências digitais, mesmo as bem estabelecidas: elas fazem sites que funcionam perfeitamente do ponto de vista técnico, mas não necessariamente ótimos para o negócio do cliente, seu mercado, psicologia de clientes, cultura brasileira e seu zeitgeist e outros itens que escapam da informática.

Jeito 5 de fazer um site -
Fazer com a Vendere

Eu não vou perder o tempo da prezada leitora e do prezado leitor contando que os sites que a Vendere faz funcionam bem tecnicamente. A gente acha que isso não é qualidade, é obrigação. 

O que eu quero dizer aqui é que procuramos diferenciar a Vendere naquilo que é difícil: visão de negócios, marketing, cultura e design. Nosso caminho é fazer um design mais autoral, diferenciado no que faz sentido para a sua marca, embalando um conteúdo mais informado e inteligente, porém sem nunca esquecer que só existimos para vender o peixe de nossos clientes. 

Acreditamos que com os clientes com a atenção fragmentada e mais informados pela Internet, o modelo da Vendere pode funcionar melhor para muitas empresas e organizações. Você não sabe se nosso modelo seria adequado para sua empresa, seu negócio? Fale conosco, sem compromisso.

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quarta-feira, 28 de julho de 2021

O que são SSL, TLS e HTTPS? O cadeado no navegador.


Você já deve ter reparado que alguns sites mostram a figura de um cadeado fechado na barra do navegador e outros não. Veja por que isso é importante para a segurança e privacidade dos visitantes e da empresa dona do site.

Tem alguém espionando na Internet?
A comunicação entre um visitante e um site não é direta. Qualquer interação na Internet passa por uma grande malha de roteadores (chamados assim porque controlam a rota, o caminho das informações), servidores (computadores que prestam um serviço) e outros equipamentos, conectados entre si por ondas de rádio, fios metálicos ou fibra ótica. 

Essa infraestrutura complexa permite que milhões ou bilhões de pessoas usem a Internet simultaneamente, de forma similar ao sistema de trânsito de uma metrópole, que permite que milhares de carros passem simultaneamente nas mesmas estradas e avenidas, mas cada carro com diferentes pontos de partida e destinos.

O problema dessa complexidade toda é que abre a possibilidade de criminosos colocarem "escutas" físicas ou digitais em algum ponto do meio do caminho entre você e o site e daí monitorar a informação que está passando.

Por exemplo, quando você está no aeroporto, ou em um restaurante ou café, usando uma rede WiFi aberta, aquele simpático senhor tomando um capuccino duas mesas para sua esquerda, pode ter um programa no notebook dele que está captando o mesmo sinal de rádio (WiFi) que você e monitorando toda a informação aberta que passa, para ver se pesca alguma coisa útil.

Além disso, a própria empresa onde você trabalha, a sua casa ou as operadoras de telefonia e telecomunicações ou provimento de Internet podem ter pontos comprometidos, espionados. 

É claro que os fabricantes de equipamentos e softwares embutem proteções contra espionagem nos seus produtos, bem como as operadoras e provedores tem grandes sistemas de segurança, mas nada disso é infalível. Os criminosos podem às vezes conseguir implantar softwares ou hardwares espiões em diferentes lugares.

Para se proteger desses casos de espionagem de meio de caminho, uma proteção extra é criptografar a informação que está indo do visitante para o site e de volta do site para o visitante. Com a informação em trânsito criptografada, os criminosos além de ter que conseguir capturar a informação que está passando, vão ter que quebrar a criptografia para conseguir ler a informação. 

Essa criptografia protetiva da informação em trânsito entre visitante e site é o que fazem a combinação de um Certificado SSL, com tecnologia TLS  e o protocolo HTTPS, como detalharemos a seguir.

HTTP
A tecnologia historicamente mais comum de comunicação entre um visitante e um site é o protocolo HTTP -  Hypertext Transfer Protocol / Protocolo de Transferência de Hipertexto. Por isso os endereços completos de sites contem o prefixo http, por exemplo http://www.nomedosite.com.br 

Para facilitar o uso, os navegadores atuais aceitam que você digite uma versão abreviada do nome do site sem escrever o http, por exemplo só www.nomedosite.com.br ou só nomedosite.com.br . Porém, se você copiar o endereço abreviado de um site lá do topo do navegador e colar em uma outra janela do navegador, ou em um campo de texto, verá que o prefixo http está lá, faz parte do nome.

O protocolo HTTP estabelece uma comunicação aberta, não criptografada, entre um visitante e um site. Ou seja, se você escreve  "José da Silva CPF 555.666 senha xpto" e manda para um site http, isso vai passar nas linhas de comunicação como "José da Silva CPF 555.666 senha xpto". 

E se o site htpp responde "José da Silva seu saldo é R$ 2.000,00", isso vai passar nas linhas de comunicação como "José da Silva seu saldo é R$ 2.000,00".

Não é só cartão de crédito ou senha de banco
Se algum espião digital monitorando a comunicação entre uma pessoa e um site conseguir capturar informações financeiras, senhas ou outras informações confidenciais ou sigilosas, o risco é óbvio. Porém, infelizmente, a criatividade dos bandidos é enorme. 

Mesmo que consigam pegar informações triviais como nome, endereço de casa, telefone ou e-mail, eles podem usá-las para crimes, ou pelo menos para chateações, por exemplo inundar você de propaganda não solicitada. 

SSL, TLS e HTTPS
Esses riscos já foram identificados há bastante tempo e para combate-los foi desenvolvida uma tecnologia chamada SSL - Secure Sockets Layer e um novo protocolo de comunicação o HTTPS - Hypertext Transfer Protocol Secure / Protocolo de Transferência de Hipertexto Seguro. Eles permitem uma comunicação mais segura, criptografada, entre visitante e site. 

Essas duas tecnologias sempre são usadas em conjunto. Grosso modo, o SSL é a tecnologia que estabelece a conexão segura inicial  - tecnicamente chamado de handshake - entre dois agentes que querem "conversar" na Internet. Já o HTPPS transmite os dados seguros entre os dois, depois de estabelecida a conexão.

Para garantir um handshake seguro entre duas partes que querem se comunicar na Internet, a tecnologia SSL tem que acessar um certificado digital emitido por um  terceiro, uma entidade certificadora credenciada que emite um Certificado SSL, próprio para uso pela tecnologia SSL. Todo site que usa HTTPS tem que ter um Certificado SSL para garantir sua identidade.

Ao longo do tempo a tecnologia SSL foi tendo seguidas melhorias em novas versões, SSL 2.0, SSL 3.0 e a partir de 2006 passou a ser substituída por uma tecnologia similar porém mais segura, chamada TLS -Transport Layer Security. Tanto a tecnologia SSL mais antiga, quanto a nova TLS demandam que o site tenha um Certificado SSL, que manteve o nome.

Eu sei. É meio confuso. Tecnologia SSL, Tecnologia TSL e o fato que ambas precisam de um Certificado SSL para funcionar. Porém, você verá a seguir que para quem usa, a coisa toda é mais ou menos transparente.

Devorando a sopa de letrinhas
Para a leitora e o leitor menos interessados nas entranhas tecnológicas, é preciso dizer que independente de detalhes da conexão segura, em qualquer caso, os sites que fazem comunicação criptografada com os visitantes usam o protocolo HTPPS, o que facilita os distinguir.

Esses sites tem um nome completo contendo o prefixo https, por exemplo 
https://www.vendere.com.br .  Para acessá-los no navegador você também pode digitar a versão abreviada do nome, como www.vendere.com.br ou apenas vendere.com.br

Vive la difference
Quando você digita "José da Silva CPF 555.666 senha xpto" e manda para um site https, o navegador criptografa essa informação e manda por exemplo "346&*etu++op-56xxvbm%tqwe890-et7" para o site, que decodifica esta informação e manda de volta uma resposta também criptografada.

Então, se houver alguém que conseguiu monitorar essa comunicação, em algum ponto entre o visitante e o site, só terá acesso à informação criptografada,  no nosso exemplo "346&*etu++op-56xxvbm%tqwe890-et7". 

Os algoritmos  usados para fazer a criptografia são sofisticados e é muito difícil a mensagem criptografada interceptada no meio caminho ser decifrada de volta à informação original.

O alerta do cadeado
A diferenciação entre HTTP e HTTPS é um tanto técnica e só um "s" a mais no nome completo do site pode ser difícil de perceber, ou até impossível de ver no caso do nome abreviado. Por isso os navegadores adotaram convenções mais visíveis para alertar o visitante se o site que ele está acessando usa uma comunicação aberta(http) ou criptografada (htpps).

Por exemplo os navegadores Chrome e Edge escrevem "Não Seguro" ao lado do endereço de um site http no topo do navegador. Já em um site https, estes mesmos navegadores colocam o desenho de um cadeado fechado ao lado do endereço, no topo do navegador. 

As convenções visuais para indicar http ou https podem variar um pouco de navegador para navegador e de versão para versão, mas você pode observar no topo desse blog - que é seguro e usa https - como o seu navegador indica isso.

As vantagens pra quem está atrás do balcão
Em muitos momentos neste post abordamos as vantagens de Certificado SSL / tecnologia TLS / protocolo HTTPS mais focados no visitante do site, mas também há vantagens para a empresa dona do site investir em https. 

Para começar, a sensação de segurança dos visitantes ao ver o cadeado fechado no navegador pode aumentar o número de visitantes, sua frequência e permanência. Já a frase "Não seguro" que o navegador coloca nos sites que não tem https pode assustar visitantes.

Outra vantagem é que a criptografia pode também proteger de captura informações sigilosas que pudessem ser usadas contra a empresa dona do site, não só contra o visitante. 

Soma-se a tudo isso que o Google dá uma pequena preferência nas respostas às pesquisas para os sites que usam HTTPS. Ou seja, se todo o resto for igual, o site HTPPS pode aparecer antes do HTTP numa resposta às pesquisas feitas no Google.

Há desvantagens?
De maneira geral, para a empresa dona do site a implantação e manutenção de um site com  HTTPS pode ser um pouco mais cara e complexa do que um com só HTTP. 

Além a disso a comunicação HTTPS entre site e visitante pode sofrer um pequeno atraso pelos processos extras de handshake e criptografia, que não acontecem no HTTP. Geralmente é coisa de centésimos de segundo, na maioria das vezes imperceptível ao visitante do site. 

Porém, as vantagens de segurança e privacidade do HTTPS compensam o pequeno custo e complexidades extras e algum possível micro atraso, especialmente se o site troca informações pessoais ou confidenciais com o visitante. 

LGPD - Lei Geral de Proteção de Dados
O cuidado com as informações do visitante do site é ainda mais importante com a entrada em vigor no Brasil da LGPD, a Lei Geral de Proteção de Dados. Essa lei demanda cuidados com a segurança e a privacidade de quaisquer dados pessoais, coletados ou em posse da empresa.  

O uso de  certificado SSL / tecnologia TLS / protocolo HTTPS em um site dificulta a captura de informações quando em trânsito do visitante para o site e vice-versa. Isso pode ser parte importante de políticas e  tecnologias mais amplas de observância da empresa para com a LGPD.

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quarta-feira, 14 de julho de 2021

3 dicas de Endomarketing para a pequena e média empresa


Um público às vezes esquecido no marketing digital das pequenas e médias empresas é o público interno. No entanto, o marketing digital pode ser pensado para atuar tanto para clientes quanto para funcionários.

Quem deveria parar de ler este post agora
No Brasil, grandes empresas tem grandes estruturas de recursos humanos. Boa parte do esforço dessa  gente dedicada é para encarar a pedreira da legislação e justiça trabalhistas brasileiras. Depois de matar um leão por dia nisso, o que sobra de energia é para captar, treinar, motivar e reter talentos para a empresa.

Para esta segunda parte da sua missão, é comum se usar técnicas do marketing, só que voltadas para o público interno - o chamado endomarketing. Muitas grandes empresas tem orçamentos que incluem a manutenção de equipes ou subdepartamentos de endomarketing e também é frequente a contratação de agências externas, especializadas no assunto. 

A esta altura, correndo o risco de jogar contra nosso SEO pela queda do tempo de permanência dos leitores, preciso dizer para a prezada e o prezado marqueteiros digitais habituées deste blog, que se você tem a sorte de trabalhar na situação do parágrafo acima, pode parar de ler este post agora. 

Numa grande empresa com um trabalho dedicado de endomarketing, a equipe de marketing digital "comum" - o marketing comercial, "para fora da empresa" - não tem o que criar. Quando e se for o caso é só executar alguma coisa que seja solicitada ou demandada pelos especialistas.

Porém, se você é responsável pelo marketing digital de uma pequena ou média empresa, que não tem muito orçamento e muito menos um departamento ou agência externa só para fazer endomarketing, pode verificar nossas sugestões a seguir.

Na nossa opinião, com um pouco de esforço, o marketing digital geral da sua empresa também pode atuar nos corações e mentes do lado de dentro da organização.

As dicas

1 - Pergunte aos funcionários o que poderia ser acrescentado ou alterado na presença digital da empresa

Essa pergunta deve ser feita regularmente às pessoas de vendas e atendimento, por exemplo nas reuniões semanais de vendas. Para os demais funcionários pode ser feita via uma caixa de sugestões digital, como um e-mail de sugestões. 

Às vezes, especialmente na linha de frente do contato com os clientes, as pessoas sabem que uma determinada informação faltante no site ou nas redes sociais poderia ajudar se estivesse presente, mas não avisam porque não tem um canal ou motivação para isso.

Uma vantagem extra de perguntar sobre possíveis falhas ou faltas na presença digital da empresa é que além de dizer o que os clientes não estão encontrando na presença digital, os funcionários também podem dizer o que eles próprios gostariam de saber e não encontraram. 

É preciso notar aqui que, quando se faz uma pergunta tão aberta, é provável que venham algumas respostas com sugestões inviáveis ou indevidas. Cabe ao pessoal do marketing digital aplicar filtros de sanidade ao que vier, mas mesmo que uma sugestão não seja realizada, os funcionários já se sentem mais ouvidos e participantes da gestão. E se uma sugestão for realizada, mais ainda.

2 - Submeta peças e ações de marketing digital ao comentário interno, antes de irem ao ar publicamente

O pecado capital característico dos praticantes do marketing é a soberba. Quase todo marqueteiro acha que o que ele cria é exatamente o que o público-alvo quer. Porém, acreditamos que é sensato ouvir várias opiniões sobre qualquer produção intelectual, em particular de outras pessoas da própria empresa, pela facilidade de acesso e pelo conhecimento do assunto.

Agindo assim, além do marketing poder receber sugestões e comentários realmente úteis, também é uma forma de aumentar a motivação dos funcionários de fora do marketing, pela sua maior participação na comunicação da empresa.

3- Apresente os funcionários e suas realizações no site

Desde que expressamente autorizado por escrito pelos envolvidos, funciona para o marketing e o endomarketing exibir no site da empresa fotos dos funcionários, mini currículos ou até particularidades curiosas, profissionais ou pessoais.

Por exemplo "Maria da Silva bateu nosso recorde de vendas pela terceira vez! Parabéns Maria!" ou "José da Silva - Zeca - é um grande goleiro nas peladas das quartas-feiras" são publicações que acompanhadas das respectivas fotos humanizam a empresa para os clientes e valorizam e motivam os funcionários apresentados. 

O pessoal do marketing pode refletir um pouco sobre o ambiente, cultura e imagem de mercado de cada empresa, para decidir se um formato mais brincalhão ou mais sério seria o mais indicado, bem como a melhor motivação, frequência e regularidade dessas publicações. Caso se adote um caminho mais formal, contratar um fotógrafo profissional pode prover retratos mais adequados.

O pessoal de vendas e atendimento - recepção, suporte, treinamento, etc. - é uma aposta certa para essas publicações no site porque os "apresenta" para clientes com quem eles já falam ou vão falar, mas a ideia também pode funcionar com pessoal de retaguarda.

Alertamos que antes de começar essas atividade de apresentar funcionários no site, é necessária uma consulta a um advogado para o texto das autorizações de uso de imagem das pessoas, para evitar problemas.

4 - Mostre atividades internas / bastidores nas redes sociais - dica extra - 

A maioria das pessoas gosta de assistir "making of" e bastidores de filmes, porque é uma oportunidade de ver mais do que a apresentação formal, ensaiada e editada da estória. Guardadas as devidas proporções que sua empresa não é a 20th Century Fox e você não está produzindo Avatar, as pessoas - clientes e potenciais - também tem interesse em ver mais que sua apresentação formal ensaiada e editada, mais do que a  "cara" oficial que sua empresa mostra no site.

Publicar fotos e vídeos de lugares, ações e atividades internas da empresa nas redes sociais pode trazer várias vantagens: pode gerar bastante conteúdo para a voracidade incansável das redes sociais, pode aumentar o interesse e a simpatia dos clientes pela empresa e, no que tange o assunto central desse post, aumentar a valorização e motivação dos funcionários que aparecerem nas fotos e vídeos.

Por exemplo, uma foto do pessoal em volta da mesa da reunião de vendas, publicada no Instagram todas as segundas-feiras depois da reunião, acompanhada de uma legenda inspiradora e criativa funciona como marketing para o público externo e para o interno.

De novo, alertamos que antes de começar atividades que envolvam a publicação de imagens de pessoas, é necessária uma consulta a um advogado para a formalização das autorizações de uso de imagem das pessoas.

Endomarketing
O trabalho de endomarketing - utilizar técnicas de marketing para informar, motivar e reter funcionários - é complexo e abrange áreas muito diversas de conhecimento, sendo melhor realizado por gente especializada no assunto. 

Porém, muitas vezes é inviável para empresas médias e pequenas ter uma equipe, consultoria, ou agência externa especialmente para fazer endomarketing. Aí, a equipe do marketing digital geral da empresa pode dar algumas pequenas contribuições, por exemplo nos moldes que sugerimos neste post.

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