terça-feira, 28 de janeiro de 2020

As pessoas (e o Google) gostam de site rápido

É mais ou menos óbvio que se seu site demorar demais para carregar na tela do visitante existe o risco dele se chatear e até abandonar o processo e ir para outro site. Mas quanto é "demais"?

A resiliência humana diante de telas é muito estudada e, grosso modo, o que vemos é que se seu site carrega na tela em até uns 2,5 segundos você pode dormir tranquilo. Até 4 segundos talvez você perca um ou outro estressado, mas não é motivo para alarme. Já mais de 5 segundos de carga e indo em direção aos 7, 8 ou 10, já é caso de estudar se possível alguma otimização.

Lembrando que tudo isso é na média, é estatística. No caso a caso, vai entrar na equação o bom humor do cidadão naquele dia, quantas xícaras de café ele já tomou e quão importante para ele é o que ele está esperando, entre outras variáveis.

Digite o número do telefone com DDD...
Vale dizer que por "tempo de carga" do site entenda-se que não é necessário a página inteira já estar disponível, mas apenas o suficiente para o visitante começar a interagir com ela, por exemplo o menu de opções poder ser clicado. Você já deve ter percebido como isso funciona quando teve que ligar  para algum SAC telefônico (Serviço de Atendimento ao Consumidor): enquanto você está ouvindo música o seu enfurecimento é crescente, mas a hora que começam a lhe pedir o CPF - a hora que você começa a interagir - já dá a sensação de estar sendo atendido.

O Google também
Os donos de sites, além da freguesia, tem que se preocupar também com o onipresente Google e sua dominância no mercado de pesquisas. Um dos caminhos comuns das pessoas acharem sites na Internet é via pesquisa e o Google já declarou publicamente que valoriza a velocidade de cada site, na hora de formar a lista de sites que vai ser mostrada como resposta a uma pesquisa.

Por exemplo, se você pesquisar "comprar bicicleta", o site de vendedor de bicicletas que carregar mais rápido tende a ser mostrado antes na lista de respostas à pesquisa, se todo o resto for igual aos sites concorrentes, nas muitas variáveis que são consideradas nesse ranqueamento. O Google afirma que faz isso para estimular que os donos de sites forneçam uma melhor experiência para os usuários, o que é verdade.

Mas, além do bem do próximo, há interesse próprio também. Se os sites fizerem um esforço danado para serem enxutos e compactados visando rapidez, o Google economiza o tempo e o dinheiro dele, no trabalho de ficar regular e periodicamente acessando e indexando todos os sites da Internet (se você ainda não tinha pensado nisso, imagine a conta de linhas de comunicação que o Google deve pagar mundialmente).

Parei na contramão
Porém, na na direção contrária dessa pressão para acelerar a carga do seu site na tela do visitante, está o fato que muitos recursos interessantes - que também enriquecem a experiência do visitante e podem diferenciar seu site - podem atrapalhar a rapidez da carga, como por exemplo fotos de boa qualidade e vídeos. Mesmo fontes - letras - mais legais podem atrasar a carga, em relação às fontes sem graça embutidas no sistema. Que fazer?

Virtus in media stat
Como já advertia São Tomás de Aquino na sua Suma Teológica, uma virtude exagerada pode levar a um pecado... embora o santo frade não estivesse no ano de 1273 já pensando na Internet 😃, o princípio se aplica. Uma boa agência digital (como a Vendere) tem que ter a arte e a ciência para encontrar o delicado balanço que é ter recursos no site que encantem o visitante, sem comprometer demais a velocidade. E ter um olho no peixe e outro no gato: tentar ficar dentro, ou um pouco abaixo, da média de tempo dos sites dos principais players do mercado onde aquele site concorre.


terça-feira, 7 de janeiro de 2020

3 dicas do que NÃO fazer no seu marketing

Geralmente damos aqui sugestões para melhorar seu marketing digital. Para variar, vamos falar de atividades que NÃO melhoram seu marketing e em alguns casos podem até atrapalhar:

NÃO compre seguidores para as suas redes sociais
Há ofertas na Internet de "venda" de seguidores para redes sociais. Você paga e o sujeito consegue milhares ou dezenas de milhares de seguidores para seu Facebook ou Instagram. Num primeiro momento até parece bom, rapidamente o seu Instagram que tinha 200 seguidores pula pra 5.000. "Nossa como nossa empresa está popular!" "Nossa como nosso marketing digital está funcionando!".

Alguns fornecedores desse "serviço" usam robôs de software - que simulam ser pessoas - para artificialmente inflar os seguidores de redes sociais. O problema é que o contador de seguidores na tela cresce, mas o número de pessoas reais recebendo sua mensagem não.

Outros fornecedores fazem sua empresa pedir para seguir milhares de pessoas, na esperança de que por reciprocidade, elas sigam sua empresa. Caro leitor, você aceitaria um convite no Instagram de uma empresa que nunca ouviu falar e, de quebra, a seguiria? Pois é. Essa tática pode até pegar alguns distraídos ou conhecidos, mas dificilmente novos clientes.

Pior porém, do sucesso oco de aumentar artificialmente seus seguidores sociais, é que desvia seu orçamento e atenção de fazer atividades que poderiam realmente ajudar.  É como se você estivesse acima do peso e, em vez de pagar uma academia ou um nutricionista, você usasse esse dinheiro para pagar um técnico para adulterar a balança.

NÃO compre cliques, curtidas e likes
Pesquise no Google "click farm" (fazendas de cliques) e vá para as imagens. Você verá fotos de instalações de centenas de celulares ou computadores automaticamente clicando e curtindo conforme instruídos por sua programação. Esse também é um serviço que você pode comprar para as redes sociais ou o site de sua empresa: aumentar artificialmente o número de cliques, curtidas e likes.

Não é preciso dizer que uma fila de celulares numa bancada pode aumentar o tráfego de seu site e redes sociais, mas não vai comprar nada de você. E agora que o Instagram não mostra mais quantas curtidas sua postagem teve, você não terá nem aquele suposto efeito positivo do cliente ver uma postagem sua com muitas curtidas.

Mas, de novo, um efeito perverso da compra de cliques, curtidas e likes é a falsa sensação de que seu marketing digital está funcionando. Por um tempo você pode se enganar, ou se distrair.

NÃO compre backlinks
É um fato bem conhecido na comunidade do marketing digital e já razoavelmente conhecido do público em geral, que um dos critérios que o Google usa para classificar um site é analisar links em sites de terceiros que apontem para ele, chamados de backlinks. (um lugar do seu site que quando clicado leva para outro é um link, um lugar em outro site que quando clicado traz para o seu é um backlink).

O principio do Google é o mesmo que as universidades usam para ranquear artigos científicos: quanto mais citações um artigo tiver em outras publicações mais esse artigo foi considerado útil e relevante por terceiros.

Aproveitando-se disso, há quem venda backlinks. Você pode pagar para que outros sites tenham links para o seu, na esperança de melhorar a posição do seu site nas respostas a pesquisas feitas no Google.

Porém, há o problema que a relevância do site que aponta para o seu conta muito. Se por exemplo o site da UOL tiver um link para o seu, o ranking do seu site melhora. Já os duzentos sitezinhos que o sujeito fabricou podem não ajudar em nada.

Além disso, dependendo do que for feito, o Google pode rebaixar ou até banir seu site, se perceber uma tentativa de tramoia. Por exemplo, se ele perceber que os sites que tem backlinks para o seu também os tem para muitos outros que compraram o mesmo serviço que você.

Se fosse fácil ficar rico, todo mundo ficava
É, não tem atalhos. Para criar uma audiência que  leve a resultados comerciais é preciso publicar conteúdo de qualidade com regularidade, simultaneamente a uma estratégia de anúncios pagos, para colocar novas pessoas em contato com esse conteúdo.

Para melhorar os backlinks é preciso estabelecer uma boa rede de relações pessoais, comerciais e técnicas com outros produtores de conteúdo, associações e instituições, bem como com os veículos de mídia, para que ao longo do tempo esses terceiros citem seu conteúdo nos sites deles.

Criar uma relação sólida e honesta com o mercado, onde as pessoas acessem e confiem na presença digital da sua empresa leva tempo, muito trabalho e dinheiro. Se alguém falou diferente para você, lembre-se: uma coisa que parece boa demais para ser verdade provavelmente o é.



quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

O que é remarketing?

Remarketing é o marketing especialmente direcionado para o público que você sabe que já teve algum contato anterior com seu marketing - por exemplo visitou o seu site ou sua loja - mas ainda não comprou. A ideia do remarketing é tentar dar um empurrãozinho final naquele possível cliente que veio, olhou, mas por algum motivo ainda está indeciso.

Como é na prática
Você provavelmente já experimentou remarketing, já foi atingido por anúncios de produtos com os quais você tinha tido contato anterior em sites de compras. Por exemplo, você olha uma geladeira no site da Americanas ou um tênis no site da Netshoes. Mais tarde, numa outra hora, quando você está olhando as fotos dos amigos no Instagram, ou as brigas entre esquerda e direita no Facebook, aparece um anúncio da geladeira ou do tênis que você tinha visto.

E a coisa pode perseguir você por dias, às vezes semanas. É só você entrar no site da UOL, para ver as últimas notícias sobre o que a turma do Bolsonaro aprontou, que pimba. Tá lá no meio das notícias um anúncio da geladeira ou do tênis. Muitas vezes, além do modelo que você olhou, também lhe mostram anúncios de modelos parecidos - em estilo ou preço - para caso você não queira comprar exatamente o que viu da primeira vez, alguma outra coisa parecida o convença.

Como funciona
Funciona assim: Primeiro o vendedor coloca no site ou aplicativo dele uma programação especial para que, quando você entrar na página de um produto, o site ou aplicativo grave no seu computador ou celular um pequeno arquivo - tecnicamente chamado de cookie - onde fica registrado qual produto você olhou. Na verdade o site pode, se quiser, registrar todas as páginas por onde você passou, todo o roteiro da sua visita.

Depois o vendedor paga para o Facebook, o Instagram ou o Google para que toda vez que alguém entrar neles (ou sites parceiros deles como é o caso do UOL) seja verificado no computador ou celular dessa pessoa que está entrando se há cookies. Se houver, o Face, o Insta, o Google, ou o site parceiro, mostram anúncios previamente programados para aparecer em conexão aos diferentes cookies.

Lidando com a humanidade
Se você faz marketing digital, ou está pensando em fazer, o remarketing pode ser uma ferramenta bastante útil porque tenta contornar o fato que a maioria das pessoas não compra um produto ou serviço a primeira vez que o vê. É da natureza humana dar uma olhada, dar uma pensada, quem sabe olhar de novo outras vezes e daí, quem sabe, comprar. O remarteking tenta evitar que nesse vai-e-volta você perca o cliente, ou porque ele simplesmente desistiu, esqueceu, ou porque viu coisa melhor em outro lugar.

Para ajudar o vendedor nesta briga, os sistemas que controlam esses anúncios de remarketing são bastante sofisticados e há muitas opções de programação para o anunciante, por exemplo quantas horas ou dias dias depois da visita ao site do vendedor começar a mostrar anúncios, insistir por quanto tempo, mostrar anúncios diferentes a cada visualização e muito mais.

Além disso, como em algum desses sites e aplicativos  tanto  no computador quanto no celular as pessoas mantém a mesma identidade - tem o mesmo usuário, também é possível exibir anúncios no celular para quem viu um produto no computador e vice versa.

Nem tudo são flores
Apesar da utilidade do uso das técnicas de remarketing para os vendedores, ele levanta alguns senões entre os consumidores. O primeiro é uma questão de privacidade. Algumas pessoas podem considerar invasivo saber que tudo o que elas fazem na Internet está sendo registrado e que os sites e aplicativos possam gravar arquivos no computador e no celular delas, sem elas saberem ou autorizarem. Por isso na Comunidade Européia já é lei os sites terem que perguntar para seus visitantes, assim que eles entrem em um site que use cookies, se o visitante aceita ou não que sejam gravados cookies.

O segundo problema é que pode ser desagradável psicologicamente e até contra-producente para o anunciante, a pessoa ser bombardeada por anúncios de um produto que ela olhou no passado e não quer ver mais. Porém, este segundo problema é mais fácil do anunciante resolver. É uma questão do programador dos anúncios ter sensibilidade - um pouco arte, um pouco ciência - de ajustar a frequência e repetição dos anúncios para maximizar as vendas, enquanto tenta minimizar o incomodo da audiência.



terça-feira, 10 de dezembro de 2019

3 perguntas que seu marketing tem que responder

2019 está acabando, está chegando a hora de pensar no que mudar ou melhorar no seu plano de marketing para 2020. Nossa sugestão para orientar seu planejamento é centrá-lo em torno de 3 perguntas e quais seriam as estratégias, ações e comunicação necessárias para respondê-las:

1) O que fazer para conseguir que meu público alvo saiba que minha empresa é um possível fornecedor do que ele quer/precisa?

O passo zero de qualquer plano de marketing é reconhecer que no mundão lá fora há milhões de pessoas e empresas que não compram de você porque nem sabem que você existe.  Ou até já souberam um dia, mas não se lembram de você no momento de necessidade. Qual é a estratégia, ações e comunicação para atingir essas pessoas e elas considerarem sua empresa como um possível fornecedor?

2) Dado que o possível comprador sabe  que eu sou um possível fornecedor, como convencê-lo que meu produto ou serviço é o melhor?

O segundo passo de qualquer plano de marketing, dado que o possível cliente já sabe que você existe e vende o que ele está procurando, é convencê-lo que seu produto ou serviço é o que melhor atende o que ele precisa - ou tem melhor preço, e/ou tem melhores características técnicas, e/ou tem melhores características imateriais/emocionais (status, imagem, tradição), e/ou tem melhor prazo e/ou condições de entrega, etc. Qual é a estratégia, ações e comunicação para convencer as pessoas que seu produto ou serviço é o melhor para as necessidades delas?

3) Dado que a maioria das vendas não acontecem em um primeiro contato, como dar um empurrãozinho final nos interessados?

Excetuando-se itens de muito baixo valor, com um café ou um chiclete, na maioria das vezes um comprador  e mais ainda um comprador empresarial, não fecha o negócio a primeira vez que vê o produto ou o serviço. Faz parte da natureza humana um pouco de hesitação e incerteza, dar uma olhada em concorrentes, "namorar" um pouco a possível compra e daí bater o martelo. Qual a estratégia, ações e comunicação para converter esses interessados em compradores?

Um plano razoável
Essas 3 perguntas podem ser um boa linha guia para botar no papel um plano de marketing que otimize custos e esforços enquanto maximiza o retorno. Da nossa experiência, o mínimo que um plano desse costuma conter é: 1) anúncios, para que o público pelo menos saiba ou lembre que você tem o que ele precisa e daí entre em contato 2) um belo site, para convencer quem entrar em contato que é você quem deve levar esse pedido e 3) ações de remarketing para tentar retomar o cliente caso o primeiro contato não seja suficiente para ele se decidir.

Claro que cada empresa e cada mercado é diferente e muitos outros itens podem ser acrescentados ao  que citamos, como por exemplo para atrair novos clientes um blog, um canal de vídeos no YouTube, presença nas redes sociais ou participação em feiras e eventos setoriais. Para convencê-los treinamento dos vendedores, demonstrações, degustações e test-drives. Para "remarketeá-los" 😃 e-mail de retorno, anúncios direcionados e ligações de um vendedor. No marketing o céu é o limite.

Para fechar este post cabem aqui duas palavras de caução também advindas da nossa experiência: 1) Um plano razoável hoje é melhor que um perfeito o mês que vem. O mercado não espera. Cada dia que passa os clientes estão comprando e os seus concorrentes estão vendendo e 2) Se o limite do marketing é o céu, o do seu orçamento e do seu tempo é bem mais baixo. É preferível se focar em 1 ou 2 itens bem feitos para cada pergunta - para cada fase da venda - do que diluir os esforços em muitas ações.




terça-feira, 5 de novembro de 2019

O que é o Funil de Vendas (ou Funil de Marketing)

Funil de vendas (ou Funil de Marketing) é um modelo lógico de encarar a venda como uma sucessão de passos que um número cada vez menor de pessoas vai tomando em direção a comprar um produto ou serviço.

Exemplificando: suponha que o Brasil tenha 30 milhões de possíveis compradores de automóveis. Que destes, 3 milhões vejam um anúncio de um novo carro na televisão. Que destes, 30 mil vão até uma concessionária fazer um teste drive. E que destes, 3 mil pessoas efetivamente comprem o carro.

O comportamento desses consumidores pode ser modelado como um funil dividido em etapas, que começa largo na parte de cima (com muitas pessoas) e que vai afinando (diminuindo o número de pessoas) conforme vai se mudando de uma etapa mais distante para outra mais próxima da venda.

Porque ajuda
 A principal ajuda que desenhar um funil traz é estabelecer um arcabouço lógico para criar um conjunto de discursos, materiais de vendas, páginas de sites e outros recursos relacionados com cada uma das etapas do funil, que facilite e acelere a passagem do comprador para a próxima etapa.

Exemplificando: para uma incorporadora de imóveis com um prédio de apartamentos para vender, tipicamente o cliente primeiro vê um anúncio no  jornal ou na TV, depois vai visitar o empreendimento, daí vai ver um apartamento decorado, verifica formas de financiamento, analisa o contrato, fecha o negócio.

Em cada uma dessas etapas o tipo de informação e convencimento que o cliente precisa tem ênfases em itens diferentes. Se houver materiais de marketing - folhetos, páginas do site, etc. - e treinamento dos corretores diferenciados para cada etapa, fica mais fácil empurrar o comprador para a etapa seguinte.

O Funil de Vendas digital
Outra vantagem do modelo do Funil de Vendas é que ele passa quase naturalmente para o mundo digital. A ideia de etapas e uma mensagem de marketing diferenciada para cada etapa é facilmente automatizável. Um bom site pode entender em que etapa o cliente está e atuar de acordo.

Um extra interessante do uso do modelo do Funil de Vendas na Internet é que um site ou aplicativo nunca se esquece e nunca se cansa. Caso o cliente não compre na primeira visita, pode retomar o processo de onde parou na última vez, bem como pode ir atrás do cliente que não retorna espontaneamente, com e-mails ou anúncios específicos de retomada.

O Funil de Vendas serve para sua empresa?
A venda de muitos produtos ou serviços, que não sejam de muito baixo valor, ou de compra de impulso, pode ser modelada deste jeito, é possível se estabelecer um certo número de passos claros entre a grande massa de pessoas que nem sabem que o produto ou serviço existem até algumas que batam o martelo. O funil.

O número de passos e o que acontece em cada um deles varia de produto para produto ou serviço para serviço bem como, mesmo determinado um funil,  nem todas as vendas vão acontecer exatamente seguindo o seu roteiro.

É uma abordagem estatística. O funil é um bom modelo para sua empresa quando você consegue determinar um certo número de passos ou etapas da venda e determinar também que a maioria dos negócios fechados passa pela maioria desses passos.

Se esse for o seu caso, você pode preparar material e discurso com antecedência para cada etapa, otimizando e até automatizando o processo de venda.


quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Tecnologia para incentivar religião nos mais jovens: o rosário eletrônico

e-rosary
Visando incentivar a geração mais jovem e ligada em tecnologia a rezar, a Igreja Católica lançou um rosário eletrônico o e-rosary. Desde o começo da religião os cristãos tem o costume de recitar repetidamente orações, usando um colar de contas para auxiliar na contagem de quantas vezes cada oração foi dita. Hoje a versão mais comum dessa prática é o Rosário, uma série de orações que compõe simbolicamente uma coroa de rosas - um rosário - para a Virgem Maria.

rosário - "terço"
tradicional
O conjunto das orações seriadas em homenagem à Maria é chamado Rosário (em maiúscula) e o objeto de apoio - o colar de contas - também é chamado de rosário (em minúscula). O Rosário clássico é composto de 150 Ave Marias intercaladas de um Pai Nosso a cada 10. Como um colar com 150 contas ficaria muito longo, o rosário usualmente contém só 50 contas (intercaladas a cada 10 por uma diferente) e é dito 3 vezes na sequência. Por isso no Brasil é mais popularmente chamado de terço (ao se rezar uma vez as contas se rezou um terço de um Rosário completo).

O novo rosário eletrônico - o e-rosary - lançado agora, pretende ser uma versão século 21 do tradicional objeto. Pode ser usado como um bracelete ou portado no bolso ou na bolsa e é composto de 10 contas e uma cruz que funciona para armazenar dados - é chamada de smart-cross. Um extra do produto é que seu sensor de movimento permite que ele seja acionado pelo usuário ao fazer o sinal da cruz com ele no pulso ou na mão.

e-rosary também se conecta a um aplicativo de celular chamado Click to Pray (Clique para Rezar), que não só ensina a rezar 3 formas tradicionais diferentes do Rosário - padrão, contemplativa ou temática - como também auxilia no seu uso, monitorando e armazenando todo o programa de orações da pessoa ao longo do tempo.

e-rosary na sua base e celular com o aplicativo Click to Pray


O rosário eletrônico vem se juntar a uma série de iniciativas tecnológicas da Igreja, como uma conta no Instagram para o Papa e o envio de mensagens diárias por Telegram - contendo versículos do evangelho -, durante toda a quaresma. Desde 2008 quando lançou seu primeiro aplicativo para o iPhone, o Vaticano vem fazendo este movimento de aproximação com as tecnologias digitais.

Para saber mais, o site do e-rosary é https://erosary.clicktoprayerosary.org/en-it/index.html?v=9


sábado, 12 de outubro de 2019

5 pilares do marketing na Internet (que sua empresa tem que ter)

Há muitos jeitos de se fazer marketing na Internet, mas ao longo dos anos nós aprendemos que há pelo menos 5 itens fundamentais - pilares - que as empresas bem sucedidas tem, no que diz respeito a marketing digital:

1) UM PLANO
A essa altura do século 21, todas as empresas sabem que a Internet pode ajudá-las. Porém, para organizar os esforços e ajustar as expectativas é preciso estabelecer por escrito o como, o quando, e o quanto. Um plano.

- Porque: Se você não sabe onde quer chegar todos os caminhos são ruins.
- Erro mais comum: Tentar fazer muitas atividades ao invés de focar em algumas poucas bem feitas e coordenadas entre si.
- Tem que ser dito: É melhor um bom plano executado já do que um plano perfeito deixado para depois.

2) UM ORÇAMENTO ANUAL
Marketing é uma atividade regular, é preciso pedalar o tempo inteiro ou a bicicleta - a atenção que seu mercado presta em você - cai. E atividade regular implica programar desembolsos regulares de dinheiro, normalmente mensais, para acontecer ao longo do ano.

- Porque: garante os meios concretos para executar o plano, especialmente no médio e longo prazos.
- Erro mais comum: tentar ir aprovando a verba a cada ação ou cada mês.
- Tem que ser dito: Um orçamento não é uma das tábuas da lei, pode ser alterado ou até cancelado, mas as pessoas e organizações trabalham muito melhor se tiveram parâmetros pré-estabelecidos e aceitos por todos.

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Um bom plano executado vigorosamente agora é melhor do que um plano perfeito executado na semana que vem.
General George S. Patton *
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3) UMA EQUIPE OU UMA AGÊNCIA
Tem que haver alguém responsável pela execução do plano de marketing digital, de quem a empresa possa cobrar o andamento e discutir possíveis ajustes.

- Porque: Se você quer que alguma coisa aconteça regular e consistentemente, alguém tem que ter medo de perder o emprego (ou o contrato) se ela não acontecer.
- Erro mais comum:
nomear para tocar o marketing digital alguém que tenha simultaneamente outra atividade importante para a empresa. A pessoa já sai de começo com um motivo para atrasar o plano - tinha que fazer a outra atividade.
- Tem que ser dito: Muitas empresas não tem verba para contratar uma pessoa exclusiva para marketing na Internet e muito menos uma equipe. Tudo bem, desde de que se contrate uma agência. Um plano e um orçamento precisam de alguém especializado e focado para fazer acontecer.

4) UM SITE BOM E NOVO
Algumas empresas fazem marketing digital de um jeito, outras fazem de outro, mas nunca vimos dar certo sem pelo menos um site muito bom. E novo, porque um bom site de 2 anos atrás hoje já pode parecer meio caído ou ultrapassado.

- Porque: Em um primeiro contato, tudo que um possível futuro cliente tem para julgar sua empresa é o que ele está vendo no seu site. Ele não tem como adivinhar ou supor nada.
- Erro mais comum: Se iludir que para alguns ramos de negócio, ou que para sua empresa em particular, os clientes e potenciais não olham site e não tiram conclusões a partir do que veem ali.
- Tem que ser dito: O site é o centro do marketing digital que qualquer empresa. É onde você pode conversar com calma, sem a cacofonia e as atrações paralelas das redes sociais.

5) ANÚNCIOS
Todo mundo gosta de histórias de sucesso espontâneo na Internet.  É o menino que gravava vídeos com o celular no quarto de dormir e hoje é um influencer com milhões de seguidores, é a pintora que começou postar fotos do seus quadros no Facebook e hoje é famosa no mundo, o sitezinho de e-commerce que no boca-a-boca virou uma potência e por aí vai... A parte pouco mencionada é que maioria destas histórias começou a 5 ou 10 anos atrás, quando a competição por atenção era muito menor. E que dos milhões que tentam, uma fração ínfima consegue. Sendo realista, na Internet congestionada de hoje, se você quiser ser visto de forma consistente tem que pagar anúncios.

- Porque: Para crescer todo negócio precisa de um fluxo regular de novos clientes - pessoas que não sabiam que seu negócio existia, não lembravam dele ou não o estavam considerando.   
- Erro mais comum: Cair no conto do SEO. Acreditar naquele cara que prometeu que vai colocar seu site na primeira posição do Google em todas as pesquisas. **
- Tem que ser dito: É dureza. Você investiu em um site bacana e agora tem que investir mais para as pessoas virem vê-lo? É exatamente isso. Ninguém disse que ia ser fácil...


* O general Patton foi um dos líderes da retomada da Europa na 2ª Guerra Mundial.
** SEO / Search Engine Optimization - otimizar seu site para ser achado por que está pesquisando no Google - ajuda, mas não faz milagre. Se você quiser saber mais sobre esse assunto veja nosso post O que é SEO - Search Engine Optimization