segunda-feira, 30 de março de 2020

Coronavírus: 3 certezas e uma incerteza para sua empresa

Há cerca de duas semanas atrás postamos nesse blog que seria bom as empresas se prepararem para "talvez" alguma parte das suas atividades terem que ser remotas, via Internet. De repente fomos de um risco para uma terrível certeza... A essa altura do campeonato gostaríamos de compartilhar com nossos leitores algumas outras de nossas certezas e incertezas para sua empresa em especial no que tange o marketing digital:

Incerteza
O quanto a pandemia vai afetar eu, você e o resto da humanidade.
 
Que a pancada vai ser dura é óbvio. Mas quanto a isso, só dá para torcer para o bom senso político e a ciência a fazerem menor. E, é claro, seguir todas as recomendações sanitárias e sociais.

Certeza 1
Você vai ter que se mexer para sobreviver economicamente durante e depois da pandemia
.
Com tanta notícia ruim é difícil não cair num certo desânimo, paralisia até. Mas os boletos, as contas, os impostos não param. Então, prezado leitor, é preciso se mexer.

Certeza 2
O marketing digital vai ser ainda mais importante nos próximos meses e anos.
Se a presença de uma empresa na Internet já era importante, com os contatos pessoais dificultados ou impossibilitados, ela agora é vital. E muitos dos hábitos e tendências criados durante a crise podem se estabelecer e tornar definitivos depois dela. Um investimento feito agora pode ser útil por muito tempo, mesmo depois da crise.

Certeza 3
Você pode (e na nossa opinião deve) melhorar sua presença digital durante a pandemia.
Há mudanças ou melhorias na sua empresa que é muito difícil ou impossível fazer agora. Mas se tem uma coisa que dá para fazer é mexer na sua presença digital. Uma boa agência digital (como a Vendere 😃) pode analisar seu site e suas campanhas na Internet, fazer um orçamento, criar, desenvolver e entregar um projeto, tudo remotamente. Você pode melhorar sua presença na Internet com tranquilidade e segurança para você e sua equipe.


terça-feira, 3 de março de 2020

O site de pesquisa (fora o Google) a considerar

O Google é o site de pesquisa líder no mundo. Os estudos a respeito variam, mas estima-se que, globalmente, cerca de 75% de todas as pesquisas são feitas no Google. Mas você sabe quem é o segundo colocado? Quando as pessoas querem saber alguma coisa e não pesquisam no Google, onde elas pesquisam?

O outro cara que você tem que agradar
Essa dominância do Google não é novidade, hoje em dia a maioria das empresas se preocupam em agradá-lo, em estar bem nas respostas a pesquisas, através de técnicas de SEO - Search Engine Optimization. Se você quiser se informar um pouco mais sobre isso há um post bem legal sobre SEO aqui no blog.

Mas para tornar sua vida de marqueteiro digital mais difícil e suas noites mais mal dormidas, tem um outro site de pesquisa, além do Google, que sua presença digital deveria começar a pensar em agradar também. O segundo lugar no mundo, com cerca de 3 bilhões de pesquisas por mês, mais pesquisas que Bing, Yahoo, Duckduckgo e outros somados.

É o YouTube.

Site de pesquisa?
A essa altura do post, ocorreu para parte dos leitores: Peraê, peraê. O YouTube não é um site de pesquisa, como o Google ou Bing. É um portal de streaming, um lugar aonde as pessoas vão para assistir vídeos. Já para outra parte dos leitores ocorreu:  Tá pensando o quê, tá pensando o quê? O YouTube não é um site de pesquisa. É uma rede social, onde as pessoas interagem através de seguidores, comentários, curtidas e compartilhamentos.

Os dois grupos de prezados leitores deste blog estão certos. O YouTube tem características de ambas as coisas - portal de streaming e rede social. Acontece que, independente de definições ou nomenclaturas que queiramos dar, as pessoas vão procurar respostas às suas questões, dúvidas e necessidades digitando na caixa de pesquisa do YouTube.

As maior diferença de uma pesquisa feita no Google ou Bing de uma feita no YouTube é que os primeiros respondem com links para vários tipos de conteúdo - textos, imagens, mapas, vídeos, etc. - enquanto o YouTube sempre responde com links para vídeos. Além disso, os conteúdos que o Google e Bing apontam estão hospedados por toda a Internet e o YouTube só aponta conteúdo hospedado nele mesmo.

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sábado, 29 de fevereiro de 2020

Feliz 2020

Dizem que no Brasil o ano novo só começa depois do Carnaval. Embora isso não seja verdade para todos os ramos de negócios (por exemplo hotéis turísticos ganham muito em janeiro), para muitas empresas brasileiras há uma inevitável queda da atividade, no começo de cada ano-calendário. Para muitos é isso mesmo. O "ano comercial" só começa bem depois do réveillon.

Me liga depois do carnaval
A combinação de verão e férias escolares leva muitos donos de empresa, executivos e profissionais de todos os segmentos a viajarem, ou pelo menos tirarem suas férias nessa época. As pessoas responsáveis por tomada de decisões nas empresas não estão nelas, então negócios maiores ou mais complexos não acontecem. E, por efeito cascata, muitos negócios menores também não acontecem - na cadeia de fornecimento, apoio e terceirização dos maiores.

Mesmo muitos negócios B2C (Business to Consumer) - que vendem para o consumidor - também sofrem impacto negativo. Ninguém troca o piso do banheiro, ou a geladeira da cozinha da casa em São Paulo, enquanto está descansando em Maresias.

É prezado leitor, as pessoas que assinariam o pedido que você está precisando preferem ficar debaixo do guarda-sol tomando uma batida de maracujá, em vez de ficar analisando sua proposta comercial...

Abençoado por Deus e bonito por natureza
Eu não vou advogar aqui que o Brasil deveria ser diferente, ter menos férias e feriados, virar um severo e pontual país desenvolvido. Primeiro porque, queira ou não queira, isso não vai acontecer no meu e seu tempo de vida, prezado leitor. Culturas nacionais mudam muito devagar, quando mudam. Segundo, porque acredito que nós brasileiros atingimos um razoável equilíbrio entre lazer e trabalho, entre descontração e seriedade, que também tem suas vantagens para nossa qualidade geral de vida.

Almoço de 15 minutos e férias de 1 semana por ano podem fazer maravilhas pela economia dos gringos, mas sinceramente, não. Obrigado.

Bora pegar firme que 2020 começou
Depois dessa longa digressão filósofo-econômica sobre as alegrias da brasilidade, o que a gente queria falar mesmo é que agora não tem desculpa, o carnaval acabou, o ano começou para todo mundo.

A economia vai esquentar e pode ser a hora de você verificar se sua presença digital - site, redes sociais, anúncios digitais - está preparada para fazer sua empresa crescer junto. Se precisar, conte com a Vendere. Feliz 2020!

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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

7 dicas de marketing de conteúdo

Publicar regularmente conteúdo educativo e informativo - dicas, tutoriais, casos de sucesso, etc. - no seu site ou blog é uma das formas de marketing de melhor custo/benefício. Veja 7 cuidados que podem ajudar nessa estratégia de marketing de conteúdo:

1 - Estabeleça uma buyer persona
Lembre-se que o que você publica no seu site, blog ou redes sociais não é para você ou para outras pessoas da sua empresa, é para seu público alvo, os seus possíveis clientes. Vale então uma reflexão para nortear seu planejamento do conteúdo: Quem é esta pessoa que eu quero que veja meu conteúdo? O que ela gostaria de ver? O que eu / minha empresa gostaríamos que essa pessoa visse?

É preciso não cair na tentação de achar que seu público alvo é todo mundo. Claro, você gostaria que toda a humanidade e mais um pouco comprasse de você, mas aqui é preciso honestidade e humildade para focar a comunicação no seu público típico, o que orienta a criação, mas necessariamente vai deixar alguém de fora. 

2 - Adote um calendário de publicação 
Os humanos são criaturas de habito. E se acostumam especialmente rápido com o que os agrada, com o que gostam. Então, para o caso de um possível cliente achar algum conteúdo seu na Internet e gostar, eu tenho boas e más notícias para você. As boas são que ele pode voltar para mais. As más, são que ele pode voltar para mais... 

É trabalhoso, mas é preciso criar um fluxo contínuo de novas peças para que, ao voltar, a pessoa encontre outra coisa que goste e depois outra e assim por diante, o que com o tempo pode conduzir à venda. Se a pessoa voltar à presença digital da sua empresa e não encontrar lá conteúdo novo, ou se ele for de baixa qualidade, a chance dela não voltar mais (levando embora uma possível futura venda) é grande.

3 - Evite conteúdo muito vendedor
Eu sei. Você precisa vender logo. Se sócio, preocupado com as contas (e o insaciável fisco) que não esperam. Se executivo, preocupado com bater a cota, porque o chefe também não espera. Debaixo desse stress, você pode sentir que todo esse conteúdo educativo e informativo publicado no seu site não está pressionando o suficiente para o pedido sair logo.

E não está mesmo. O marketing de conteúdo cria relacionamentos, confiança e conhecimento. Prepara o terreno. A venda propriamente dita é feita por outras formas de marketing ou vendas. Uma tentação a ser evitada no marketing de conteúdo é espantar, com um malho comercial muito óbvio, o cliente que veio até ele procurando se informar. 

4 - Pense nas diferentes fases da venda
Para convencer alguém a comprar, especialmente produtos ou serviços de valor mais alto ou de ciclo de venda mais longo, geralmente são necessário vários contatos do possível cliente com seu conteúdo, ao longo da jornada entre ele nem saber que você existe e bater o martelo: o funil de vendas.

Os interesses e curiosidades de cada cliente, a cada visita dessas, são diferentes. Depende se é um primeiro contato, uma primeira pesquisa, ou se é um cliente mais informado a respeito da sua empresa, produtos e serviços, mais perto de uma possível decisão. Então produza  conteúdos mais introdutórios, mais de apresentação, intercalados com outros mais detalhados ou técnicos.

5 - Não copie e cole
Produzir conteúdo de qualidade regularmente dá trabalho. Some-se a isso as outras atividades de marketing e preocupações da vida, às vezes pode dar a tentação de cortar caminho, aproveitar conteúdo que você mesmo publicou no passado, ou pior, que outras empresas publicaram. Copia-se um pouquinho daqui outro pouquinho dali e pronto. Conteúdo novo sem muita trabalheira.

Essa prática, além de imoral e poder ser ilegal (por questões de copyright) é contraproducente porque o visitante frequente, ou mais interessado naquele assunto, pode perceber o plágio (justamente o tipo de visitante que é bom agradar). Além disso, o Google penaliza conteúdo repetido, rebaixando-o nas respostas à pesquisas. Esqueça o copy-and-paste. Vale a canseira, crie conteúdo original. 

6 - Capriche nas imagens
Embora o convencimento de um artigo ou post (como este que você está lendo agora) seja feito pelo texto, o que costuma atrair a atenção primeiro, especialmente de quem está só "passeando" pela Internet, é a imagem, uma boa foto. E, é claro, você precisa que haja esse primeiro interesse para a pessoa querer ver o resto.

Uma das melhores maneiras de se ter boas fotos para ilustrar conteúdo é fotografar, não comprar fotos prontas. Fotografando você tem muito melhor controle da mensagem, e da qualidade. Mas caso fotografar seja caro ou muito complexo para alguns de seus conteúdos, não se iniba de recorrer a bancos de imagens, Só cuidado com o possível irrealismo, em particular com imagens de bancos internacionais onde os biotipos, paisagens e decoração, e até mesmo as metáforas,  podem fugir muito das brasileiras.

7 - Facilite o compartilhamento
Uma das vantagens do marketing de conteúdo na Internet é que com qualidade (e um pouco de sorte) as pessoas podem compartilhar seu conteúdo com amigos delas, multiplicando o alcance da sua mensagem. O "pouco de sorte" fica por conta de que ninguém pode garantir que um determinado conteúdo vai ser muito compartilhado na Internet, não dá para fabricar um conteúdo viral na marra.

O que dá para fazer porém, é facilitar o compartilhamento acontecer, destacando os botões de compartilhamento em algum ponto do próprio conteúdo ou da página e também solicitar que o visitante o compartilhe. Não custa pedir...

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terça-feira, 28 de janeiro de 2020

As pessoas (e o Google) gostam de site rápido

É mais ou menos óbvio que se seu site demorar demais para carregar na tela do visitante existe o risco dele se chatear e até abandonar o processo e ir para outro site. Mas quanto é "demais"?

A resiliência humana diante de telas é muito estudada e, grosso modo, o que vemos é que se seu site carrega na tela em até uns 2,5 segundos você pode dormir tranquilo. Até 4 segundos talvez você perca um ou outro estressado, mas não é motivo para alarme. Já mais de 5 segundos de carga e indo em direção aos 7, 8 ou 10, já é caso de estudar se possível alguma otimização.

Lembrando que tudo isso é na média, é estatística. No caso a caso, vai entrar na equação o bom humor do cidadão naquele dia, quantas xícaras de café ele já tomou e quão importante para ele é o que ele está esperando, entre outras variáveis.

Digite o número do telefone com DDD...
Vale dizer que por "tempo de carga" do site entenda-se que não é necessário a página inteira já estar disponível, mas apenas o suficiente para o visitante começar a interagir com ela, por exemplo o menu de opções poder ser clicado. Você já deve ter percebido como isso funciona quando teve que ligar  para algum SAC telefônico (Serviço de Atendimento ao Consumidor): enquanto você está ouvindo música o seu enfurecimento é crescente, mas a hora que começam a lhe pedir o CPF - a hora que você começa a interagir - já dá a sensação de estar sendo atendido.

O Google também
Os donos de sites, além da freguesia, tem que se preocupar também com o onipresente Google e sua dominância no mercado de pesquisas. Um dos caminhos comuns das pessoas acharem sites na Internet é via pesquisa e o Google já declarou publicamente que valoriza a velocidade de cada site, na hora de formar a lista de sites que vai ser mostrada como resposta a uma pesquisa.

Por exemplo, se você pesquisar "comprar bicicleta", o site de vendedor de bicicletas que carregar mais rápido tende a ser mostrado antes na lista de respostas à pesquisa, se todo o resto for igual aos sites concorrentes, nas muitas variáveis que são consideradas nesse ranqueamento. O Google afirma que faz isso para estimular que os donos de sites forneçam uma melhor experiência para os usuários, o que é verdade.

Mas, além do bem do próximo, há interesse próprio também. Se os sites fizerem um esforço danado para serem enxutos e compactados visando rapidez, o Google economiza o tempo e o dinheiro dele, no trabalho de ficar regular e periodicamente acessando e indexando todos os sites da Internet (se você ainda não tinha pensado nisso, imagine a conta de linhas de comunicação que o Google deve pagar mundialmente).

Parei na contramão
Porém, na na direção contrária dessa pressão para acelerar a carga do seu site na tela do visitante, está o fato que muitos recursos interessantes - que também enriquecem a experiência do visitante e podem diferenciar seu site - podem atrapalhar a rapidez da carga, como por exemplo fotos de boa qualidade e vídeos. Mesmo fontes - letras - mais legais podem atrasar a carga, em relação às fontes sem graça embutidas no sistema. Que fazer?

Virtus in media stat
Como já advertia São Tomás de Aquino na sua Suma Teológica, uma virtude exagerada pode levar a um pecado... embora o santo frade não estivesse no ano de 1273 já pensando na Internet 😃, o princípio se aplica. Uma boa agência digital (como a Vendere) tem que ter a arte e a ciência para encontrar o delicado balanço que é ter recursos no site que encantem o visitante, sem comprometer demais a velocidade. E ter um olho no peixe e outro no gato: tentar ficar dentro, ou um pouco abaixo, da média de tempo dos sites dos principais players do mercado onde aquele site concorre.

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terça-feira, 7 de janeiro de 2020

3 dicas do que NÃO fazer no seu marketing

Geralmente damos aqui sugestões para melhorar seu marketing digital. Para variar, vamos falar de atividades que NÃO melhoram seu marketing e em alguns casos podem até atrapalhar:

NÃO compre seguidores para as suas redes sociais
Há ofertas na Internet de "venda" de seguidores para redes sociais. Você paga e o sujeito consegue milhares ou dezenas de milhares de seguidores para seu Facebook ou Instagram. Num primeiro momento até parece bom, rapidamente o seu Instagram que tinha 200 seguidores pula pra 5.000. "Nossa como nossa empresa está popular!" "Nossa como nosso marketing digital está funcionando!".

Alguns fornecedores desse "serviço" usam robôs de software - que simulam ser pessoas - para artificialmente inflar os seguidores de redes sociais. O problema é que o contador de seguidores na tela cresce, mas o número de pessoas reais recebendo sua mensagem não.

Outros fornecedores fazem sua empresa pedir para seguir milhares de pessoas, na esperança de que por reciprocidade, elas sigam sua empresa. Caro leitor, você aceitaria um convite no Instagram de uma empresa que nunca ouviu falar e, de quebra, a seguiria? Pois é. Essa tática pode até pegar alguns distraídos ou conhecidos, mas dificilmente novos clientes.

Pior porém, do sucesso oco de aumentar artificialmente seus seguidores sociais, é que desvia seu orçamento e atenção de fazer atividades que poderiam realmente ajudar.  É como se você estivesse acima do peso e, em vez de pagar uma academia ou um nutricionista, você usasse esse dinheiro para pagar um técnico para adulterar a balança.

NÃO compre cliques, curtidas e likes
Pesquise no Google "click farm" (fazendas de cliques) e vá para as imagens. Você verá fotos de instalações de centenas de celulares ou computadores automaticamente clicando e curtindo conforme instruídos por sua programação. Esse também é um serviço que você pode comprar para as redes sociais ou o site de sua empresa: aumentar artificialmente o número de cliques, curtidas e likes.

Não é preciso dizer que uma fila de celulares numa bancada pode aumentar o tráfego de seu site e redes sociais, mas não vai comprar nada de você. E agora que o Instagram não mostra mais quantas curtidas sua postagem teve, você não terá nem aquele suposto efeito positivo do cliente ver uma postagem sua com muitas curtidas.

Mas, de novo, um efeito perverso da compra de cliques, curtidas e likes é a falsa sensação de que seu marketing digital está funcionando. Por um tempo você pode se enganar, ou se distrair.

NÃO compre backlinks
É um fato bem conhecido na comunidade do marketing digital e já razoavelmente conhecido do público em geral, que um dos critérios que o Google usa para classificar um site é analisar links em sites de terceiros que apontem para ele, chamados de backlinks. (um lugar do seu site que quando clicado leva para outro é um link, um lugar em outro site que quando clicado traz para o seu é um backlink).

O principio do Google é o mesmo que as universidades usam para ranquear artigos científicos: quanto mais citações um artigo tiver em outras publicações mais esse artigo foi considerado útil e relevante por terceiros.

Aproveitando-se disso, há quem venda backlinks. Você pode pagar para que outros sites tenham links para o seu, na esperança de melhorar a posição do seu site nas respostas a pesquisas feitas no Google.

Porém, há o problema que a relevância do site que aponta para o seu conta muito. Se por exemplo o site da UOL tiver um link para o seu, o ranking do seu site melhora. Já os duzentos sitezinhos que o sujeito fabricou podem não ajudar em nada.

Além disso, dependendo do que for feito, o Google pode rebaixar ou até banir seu site, se perceber uma tentativa de tramoia. Por exemplo, se ele perceber que os sites que tem backlinks para o seu também os tem para muitos outros que compraram o mesmo serviço que você.

Se fosse fácil ficar rico, todo mundo ficava
É, não tem atalhos. Para criar uma audiência que  leve a resultados comerciais é preciso publicar conteúdo de qualidade com regularidade, simultaneamente a uma estratégia de anúncios pagos, para colocar novas pessoas em contato com esse conteúdo.

Para melhorar os backlinks é preciso estabelecer uma boa rede de relações pessoais, comerciais e técnicas com outros produtores de conteúdo, associações e instituições, bem como com os veículos de mídia, para que ao longo do tempo esses terceiros citem seu conteúdo nos sites deles.

Criar uma relação sólida e honesta com o mercado, onde as pessoas acessem e confiem na presença digital da sua empresa leva tempo, muito trabalho e dinheiro. Se alguém falou diferente para você, lembre-se: uma coisa que parece boa demais para ser verdade provavelmente o é.

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quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

O que é remarketing?

Remarketing é o marketing especialmente direcionado para o público que você sabe que já teve algum contato anterior com seu marketing - por exemplo visitou o seu site ou sua loja - mas ainda não comprou. A ideia do remarketing é tentar dar um empurrãozinho final naquele possível cliente que veio, olhou, mas por algum motivo ainda está indeciso.

Como é na prática
Você provavelmente já experimentou remarketing, já foi atingido por anúncios de produtos com os quais você tinha tido contato anterior em sites de compras. Por exemplo, você olha uma geladeira no site da Americanas ou um tênis no site da Netshoes. Mais tarde, numa outra hora, quando você está olhando as fotos dos amigos no Instagram, ou as brigas entre esquerda e direita no Facebook, aparece um anúncio da geladeira ou do tênis que você tinha visto.

E a coisa pode perseguir você por dias, às vezes semanas. É só você entrar no site da UOL, para ver as últimas notícias sobre o que a turma do Bolsonaro aprontou, que pimba. Tá lá no meio das notícias um anúncio da geladeira ou do tênis. Muitas vezes, além do modelo que você olhou, também lhe mostram anúncios de modelos parecidos - em estilo ou preço - para caso você não queira comprar exatamente o que viu da primeira vez, alguma outra coisa parecida o convença.

Como funciona
Funciona assim: Primeiro o vendedor coloca no site ou aplicativo dele uma programação especial para que, quando você entrar na página de um produto, o site ou aplicativo grave no seu computador ou celular um pequeno arquivo - tecnicamente chamado de cookie - onde fica registrado qual produto você olhou. Na verdade o site pode, se quiser, registrar todas as páginas por onde você passou, todo o roteiro da sua visita.

Depois o vendedor paga para o Facebook, o Instagram ou o Google para que toda vez que alguém entrar neles (ou sites parceiros deles como é o caso do UOL) seja verificado no computador ou celular dessa pessoa que está entrando se há cookies. Se houver, o Face, o Insta, o Google, ou o site parceiro, mostram anúncios previamente programados para aparecer em conexão aos diferentes cookies.

Lidando com a humanidade
Se você faz marketing digital, ou está pensando em fazer, o remarketing pode ser uma ferramenta bastante útil porque tenta contornar o fato que a maioria das pessoas não compra um produto ou serviço a primeira vez que o vê. É da natureza humana dar uma olhada, dar uma pensada, quem sabe olhar de novo outras vezes e daí, quem sabe, comprar. O remarteking tenta evitar que nesse vai-e-volta você perca o cliente, ou porque ele simplesmente desistiu, esqueceu, ou porque viu coisa melhor em outro lugar.

Para ajudar o vendedor nesta briga, os sistemas que controlam esses anúncios de remarketing são bastante sofisticados e há muitas opções de programação para o anunciante, por exemplo quantas horas ou dias dias depois da visita ao site do vendedor começar a mostrar anúncios, insistir por quanto tempo, mostrar anúncios diferentes a cada visualização e muito mais.

Além disso, como em algum desses sites e aplicativos  tanto  no computador quanto no celular as pessoas mantém a mesma identidade - tem o mesmo usuário, também é possível exibir anúncios no celular para quem viu um produto no computador e vice versa.

Nem tudo são flores
Apesar da utilidade do uso das técnicas de remarketing para os vendedores, ele levanta alguns senões entre os consumidores. O primeiro é uma questão de privacidade. Algumas pessoas podem considerar invasivo saber que tudo o que elas fazem na Internet está sendo registrado e que os sites e aplicativos possam gravar arquivos no computador e no celular delas, sem elas saberem ou autorizarem. Por isso na Comunidade Européia já é lei os sites terem que perguntar para seus visitantes, assim que eles entrem em um site que use cookies, se o visitante aceita ou não que sejam gravados cookies.

O segundo problema é que pode ser desagradável psicologicamente e até contra-producente para o anunciante, a pessoa ser bombardeada por anúncios de um produto que ela olhou no passado e não quer ver mais. Porém, este segundo problema é mais fácil do anunciante resolver. É uma questão do programador dos anúncios ter sensibilidade - um pouco arte, um pouco ciência - de ajustar a frequência e repetição dos anúncios para maximizar as vendas, enquanto tenta minimizar o incomodo da audiência.

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