sexta-feira, 8 de maio de 2020

Você voltar para o escritório? Pode ser que não.

Previsão de futuro é uma profissão de risco, mas na nossa opinião, muitas das pessoas que estão trabalhando em home-office vão continuar trabalhando em casa conforme a pandemia for melhorando e acabando e, na verdade, para sempre. Acompanhe comigo prezado leitor:

Eu adoro congestionamento
A troco do que você fica uma hora preso no trânsito pra ir, mais uma hora preso no trânsito para voltar, só para poder ficar algumas horas respondendo e-mails e dando telefonemas? Ou 40 minutos de metrô lotado pra ir e uma hora pra voltar (porque à tarde o metrô piora) só para revisar no Excel a previsão de vendas, ou o orçamento da filial?

Essa mecânica de ida e volta da casa para o trabalho foi criada para o operário da fábrica, que não pode trazer a prensa de metal para casa, ou para a época que computadores e linhas telefônicas eram caros e tinham que ser compartilhados entre vários funcionários do escritório.

Com o super-barateamento da informática, linhas telefônicas e de Internet, qualquer pessoa pode ter a computação e comunicação de um escritório em casa e fazer em casa, o que faz no escritório.

Eu adoro reunião
Ah, mas como fica aquela hora que todos os gerentes sentam no escurinho da sala de reunião, em volta daquela mesona, enquanto o diretor passa um interminável Power-Point com os planos infalíveis de dominação do mercado, válidos para o terceiro quartil do ano fiscal?

Desde o primeiro mês de quarentena já ficou claro que dá para recriar a mesmíssima dinâmica da sala de reunião com o Microsoft Teams, Zoom, Google Hangouts e similares, incluindo aí metade do público dormindo e a outra metade voando.

E para os poucos casos em que uma reunião é realmente a melhor forma de abordar um problema, o Teams também resolve, melhor que presencialmente, porque organiza e documenta automaticamente a troca de informação entre os participantes.

O seu diretor financeiro não é tonto
Os CFOs, controllers e similares podem ser (e são) acusados de muitas coisas ruins nas conversas em volta da máquina de café do escritório, mas uma coisa você tem que admitir: ninguém chega a uma posição dessa sendo bobo. E na planilha que eles olham todo dia, um das linhas mais no alto é a que contem o escorchante aluguel daquele belo escritório na Faria Lima, Berrini ou Paulista.

Sim, parte desse custo é marketing. É para impressionar visitantes com a portaria de mármore de pé direito triplo e a vista do Jóquei Clube que o 17º andar tem. Mas a maioria das atividades de qualquer empresa não precisa dessa vista. Se der para a empresa operar com esse espaço pela metade, um terço, ou talvez menos, os financeiros vão cortar. E a quarentena provou na prática que dá.

E antes que você pense que nossa argumentação não vale para a pequena empresa, cortar o aluguel do sobradinho onde ela fica é proporcionalmente tão bom para ela, ou até melhor, que a multinacional cortar o conjuntão no prédio envidraçado.

Mas se home-office é tão bom, porque não foi adotado antes?
A essa altura desse post o prezado leitor pode estar pensando: há alguns meses atrás, antes desse meteoro atingir a Terra, todas essas vantagens já eram verdade e todas essas ferramentas de Internet e computação já existiam. Por que a migração para home-office não aconteceu antes?

Na nossa opinião, a maioria dos executivos e empresários já via algumas das vantagens do home-office, e já vinha em alguns casos experimentando. Porém, temia fazer uma mudança radical. Arriscar virar de ponta cabeça uma mecânica conhecida, que estava funcionando há anos. Porém, gostando ou não, com medo ou não, a pandemia obrigou todos a fazer o teste, a aceitação e a implantação de uma tacada só.

Nem tudo são flores
Apesar de alguns bons resultados preliminares da migração maciça para o trabalho remoto, também algumas dificuldades estão ficando claras. Algumas são devidas à adoção forçada e apressada e não a problemas no conceito. Por exemplo "a velocidade da Internet na minha casa não é boa" ou "não tenho um escritório montado em casa".

Essa e outras questões operacionais e administrativas vão ser resolvidas rapidamente, conforme as pessoas e as empresas forem aprendendo, se adaptando e fazendo pequenos investimentos. E já está acontecendo. Uma empresa de nosso relacionamento contratou Internet mais rápida para a casa dos funcionários e outra enviou cadeiras de escritório mais confortáveis para seus funcionários em casa.

Outros problemas são mais complicados, como os pais com crianças pequenas de quarentena em casa. Eles precisam dividir seu tempo entre atividades de escritório, professor, babá e entretenimento infantil. Mas esse não é um problema do home-office, é um problema da quarentena das crianças. Se resolverá quando as escolas retomarem as atividades.

O animal social
Sério também é que, para muitas pessoas, o escritório era parte importante do convívio social, da interação humana. Na verdade, muitas pessoas passavam mais tempo com os colegas de escritório do que com quaisquer outras pessoas. Às vezes mais até do que com a família nuclear. Trabalhar em casa, que tira esse convívio, pode levar à melancolia ou até depressão.

O futuro não é mais o que era antes
Como dissemos no começo, previsão de futuro é uma missão arriscada. Pode ser que um remédio eficaz ou a vacina surjam mais rápido do que as expectativas. Pode ser que chegue logo a chamada "imunidade de manada" - ter tanta gente que já teve contato sintomático ou assintomático com o vírus que interrompa a transmissão. Se isso acontecer, é provável voltar com força o modelo de trabalhar todo mundo no mesmo escritório físico. Força do habito e do conhecimento.

Porém, quanto mais a saída da pandemia demora, mais as empresas estão vendo na prática o que funciona ou não no home-office. Também estão aprendendo e investindo em técnicas e ferramentas.  É provável que quando o perigo diminuir, muito do que estiver funcionando bem em home-office vá ficar, porque será mais prático e barato que trazer de volta para o escritório.

Dias melhores
Se esse futuro pós-pandemia com muita gente em home-office permanente se concretizar, a falta de socialização talvez possa ser combatida com atividades em grupo semanais ou quinzenais, no que restar do escritório central ou em locais para isso. Poderá ser o melhor de dois mundos. As vantagens do home-office - menos trânsito, menos poluição, mais tempo pessoal e para a família - sem abrir mão da saudável socialização com os colegas de trabalho.

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terça-feira, 5 de maio de 2020

3 boas notícias (digitais) em meio à pandemia

Como acontece uma diminuição da sensibilidade das pessoas para as mesmas más notícias repetidas todos os dias, para manter a atenção do público a grande mídia parece estar em um campeonato de quem encontra a maior fonte de desesperança, ou a imagem mais chocante.

Nessa competição macabra por audiência, muitas vezes é dado pouco destaque às coisas boas que também tem acontecido no Brasil. Gostaríamos de destacar algumas, vindas do mundo digital, assunto deste blog:

1) A infra-estrutura da Internet brasileira aguentou
Milhões de estudantes, do fundamental à pós-graduação assistindo aulas remotamente, milhões de outros brasileiros tralhando em casa - o home office - e mais outros milhões se entretendo em serviços de streaming como o Netflix ou Spotify, para minimizar o tédio da quarentena. Simultaneamente. Se você dissesse em janeiro desse ano que isso iria acontecer, muitos profissionais de T.I. e telecom previriam lentidões e travamentos

No entanto, para a nossa agradável surpresa esse gigantesco aumento da carga sobre as linhas de comunicação da Internet brasileira aconteceu sem sustos ou solavancos.

2) O home-office está funcionando
A migração para o trabalho remoto está sendo um aprendizado para todos - empresários e trabalhadores - e algumas arestas ainda estão sendo aparadas. No entanto, no que diz respeito à produtividade, embora não tenhamos uma estatística formal, temos ouvido de muitos empresários e executivos que conversamos nessa quarentena que a transição para trabalho em casa tem sido relativamente fácil e o desempenho do pessoal no home office tem sido satisfatório.

Em alguns casos - por exemplo alguns departamentos de desenvolvimento de software - temos notícias de que a produtividade até aumentou em relação ao que acontecia no escritório. E do lado dos empregados, mesmo sentindo falta do convívio social com os colegas, muitos já estão experimentando diariamente as óbvias vantagens de descartar a viagem de ida e volta, especialmente complicada nas metrópoles.

A coisa está indo tão bem que acreditamos que algumas empresas decidam manter parte de suas atividades em home-office quando a pandemia acabar ou diminuir, porque o desempenho tem sido bom, o custo é menor e melhora a qualidade de vida de muitos empregados.

3) O ensino remoto está funcionando (pelo menos em parte)
Primeiro vamos à parte problemática: se prezado leitor está em home-office e é pai de criança no ensino fundamental, pode estar muito incomodado com a mudança forçada para ensino remoto e "homeschooling". As crianças menores não conseguem estudar sozinhas no computador, então os pais tem que atuar como professores. Além do ensino, também precisam substituir os serviços de babá e entretenimento que a escola provia. E some-se que alguns aspectos do ensino fundamental, como a alfabetização, exigem uma especialização profissional que os pais não tem. Esse acumulado de dificuldades compõe uma parte do ensino remoto ainda mal resolvida.

Agora, a parte positiva: no ensino médio, cursos pré-vestibulares e faculdades a situação é melhor, há histórias de sucesso  na transição para o ensino remoto. Muitos professores conseguiram se adaptar bem às novas ferramentas digitais e do outro lado da linha, os alunos - adolescente e jovens adultos, sabem e gostam de se comunicar pela Internet. Testemunhamos vários relatos sobre aulas por teleconferência que tiveram uma avaliação tão boa quanto, ou até mesmo melhor, que as presenciais.

Além disso, aulas ao vivo por teleconferência tem sido gravadas para uso posterior e também sido complementadas por aulas pré-produzidas em vídeo. Uma vídeo-aula pode ter mais recursos que uma aula ao vivo, como um filme pode ter mais recursos que uma peça de teatro. E um vídeo pode ser assistido em horários diferentes de acordo com a disponibilidade do aluno ou assistido várias vezes, para assuntos mais difíceis.

A viabilidade e algumas vantagens do ensino de adolescentes um pouco mais velhos, jovens adultos e adultos pela Internet estão ficando mais claras à medida que as escolas vão descobrindo e desenvolvendo técnicas e ferramentas. Acreditamos que quando a pandemia diminuir ou acabar muitas escolas, alunos e pais vão considerar não voltar ao ensino tradicional em sala de aula, pelo menos não totalmente.

Um comentário final importante
Não queremos neste post minimizar o impacto em vidas humanas e sofrimento das famílias, nem as perdas econômicas trazidas pela pandemia. Também não queremos negar que a luz no fim do túnel ainda não está tão visível quanto gostaríamos, para o Brasil e para o mundo. Apenas queremos destacar que alguns aspectos da transformação digital forçada e apressada que tivemos que fazer estão se mostrando melhores que a expectativa e podem até deixar um legado positivo para o pós-pandemia.

sexta-feira, 24 de abril de 2020

5 dicas para sua empresa criar conteúdo de marketing na pandemia

As pessoas confinadas em casa estão consumindo mais conteúdo digital, estão gastando mais tempo acessando a Internet. Você pode se aproveitar disso criando conteúdos para elas: vídeos, textos, apresentações, tutoriais e aulas, etc.

Se você estiver podendo vender agora, esse conteúdo que você puser na Internet já ajuda no curto ou médio prazo. Se seu negócio estiver legal, física ou psicologicamente bloqueado pela quarentena, pelo menos você vai se mantendo presente no imaginário da freguesia, para quando puder voltar a vender.

De quebra, se você conseguir criar um mecanismo de produção regular de conteúdo e encontrar uma boa agência (como a Vendere 😃) para ajudá-lo, isso vai ser útil para agora, para a quarentena mais dura e também vai ajudar na abertura gradual que vai se seguir. Bem feito, marketing de conteúdo pode ajudar sua empresa para sempre.

As 5 dicas

1) Lives podem ser uma boa opção
O sucesso das lives - transmissões de vídeo ao vivo pela Internet - tem sido enorme. A Marília Mendonça quase derrubou o Youtube quando mais de 3 milhões de pessoas acessaram simultaneamente a live dela. Deu até notícia no New York Times. Haja sofrência... e há muitos outros exemplos de lives bem sucedidas.

A proliferação das lives nestes tempos de isolamento se deve primeiro ao fato que elas conseguem recriar um pouco da mágica do contato presencial, ao vivo, que as pessoas sentem falta. Segundo, porque o custo de produção é muito baixo. No extremo, tudo o que você precisa para fazer uma live é um celular. E terceiro, por que dá para fazer sem ninguém furar a quarentena.

Porém, as de maior público são as de pessoas que já lotavam estádios antes, como Bruno e Marrone ou Ivete Sangalo. Sua empresa não tem essa audiência prévia. Uma live com audiência pequena já ajuda seu marketing, mas se você quiser tentar alcançar mais gente, pode tentar pelo menos dois caminhos:

a) Ter na sua live alguém famoso. Por exemplo, você conversando com um empresário conhecido, ou com um autor, coach ou palestrante famoso no seu mercado. Você amarra sua canoinha no transatlântico do famoso; e b) Tentar criar um conteúdo muito, muito atraente para seu público . Nisso, as dicas seguintes podem ajudar.

2) Ligue seu conteúdo ao novo Coronavírus
Seja uma live, um vídeo pré-gravado, um texto no blog, um infográfico, uma sequência de slides de power point, ou qualquer outro tipo de conteúdo, ter as palavras "Coronavírus", "Covid-19" ou "Sars-Cov-2" no título e no link aumenta a chance das pessoas quererem ver. É o assunto que as pessoas mais estão preocupadas agora.

No entanto, para alguns negócios vai ser mais fácil e para outros mais difícil, talvez impossível, encontrar uma ligação real entre o que você tem para dizer, seus produtos e serviços e a pandemia. Não adianta você colocar Coronavírus no título, a pessoa clicar e quando ela chegar no seu conteúdo o assunto é outro ou a ligação com a pandemia é meio forçada. A pessoa pode se sentir enganada e ser um tiro no próprio pé do seu marketing.

3) Tente mostrar como seu produto ou serviço pode ajudar economicamente na crise
Depois do risco da doença, a segunda coisa que mais atrai a atenção das pessoas hoje em dia é o risco de perder o emprego ou a empresa falir, na bruta crise econômica que a pandemia está provocando.

Se sua empresa, produtos ou serviços tem alguma possibilidade de contribuir para as pessoas ou outras empresas atravessarem economicamente a crise, esse é um viés que pode ser dado também a qualquer tipo de conteúdo, um enfoque da sua comunicação que vai chamar a atenção

4) Tente abordar problemas provocados pelo confinamento
Uma outra coisa que atrai muito a atenção hoje em dia são as mudanças e agruras provocadas pelo confinamento. Perrengues conjugais, educação e entretenimento das crianças fora da escola, fazer exercícios sem ir à academia, administração e segurança no home office, etc.

Se você encontrar uma ligação razoável, natural, entre sua empresa, produtos ou serviços e o controle ou enfrentamento destas questões, qualquer tipo de conteúdo a este respeito pode provocar mais interesse.

5) Dê boas notícias
Em meio ao bombardeio vindo da mídia com notícias depressivas, se você tiver alguma coisa positiva para contar, pode atrair a atenção de quem está procurando um tico de alívio. E funciona para o seu marketing mesmo que o que você tenha para contar esteja indiretamente ligado à sua empresa, produtos ou serviços.

Vale casos de sucesso técnicos ou econômicos, seus ou de clientes em meio à crise, vale ações beneméritas ou assistenciais suas e ou de seus clientes e qualquer outra informação que dê um pouco de conforto ou esperança.

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quarta-feira, 15 de abril de 2020

3 coisas que dá para fazer na quarentena (para seu marketing digital)

Você deve ter visto muitos artigos e vídeos com dicas e tutoriais sobre o que fazer durante a quarentena.

Se você tivesse seguido só uma pequena parte já teria 3 mestrados online gratuitos, também já teria redecorado a casa só movendo as coisas de lugar e, de quebra, aprendido a fazer lindas esculturas ornamentais com a terra do jardim de sua casa, cozida no microondas...

Gostaríamos de dar aqui mais uma abordagem sobre coisas a fazer na quarentena, mas com o viés desse blog: melhorar o marketing digital da sua empresa.

Nem todos estão sofrendo o mesmo tanto
Pode ser que você esteja com um certo desânimo de mexer no seu marketing neste momento, dependendo de quanto seu negócio foi prejudicado pela pandemia. Mas mesmo nessa crise pode haver oportunidades de negócios, se sua presença digital ajudar. Há muitas coisas que continuam funcionando, por exemplo as pessoas mesmo em casa continuam comendo, comprando remédios, assistindo TV e navegando na Internet. Alguém tem que fornecer para elas e a cadeia produtiva associada.

Além disso, há setores que estão até crescendo, como por exemplo e-commerce e entregas urbanas de todos os tipos, bem como a fabricação, importação e distribuição de produtos médicos, de higiene e proteção sanitária.  Algumas empresas de comunicação e T.I. (tecnologia da informação) também estão lucrando com a adoção em massa do home office.

Outro mercado, relativamente pequeno porém lucrativo, é a construção e ampliação de instalações hospitalares permanentes e de campanha, em praticamente todas as cidades médias e grandes. Isso movimenta uma ampla cadeia de fornecedores de produtos e serviços.

O Sol vai nascer amanhã
Mesmo que as oportunidades para sua empresa em particular sejam muito pequenas ou nulas no presente, muitos dos seus possíveis clientes estão planejando, ou pelo menos sonhando, o que farão quando as coisas melhorarem um pouco. Um bom contato com seu site, blog e/ou redes sociais agora pode resultar numa venda mais a frente.

AS 3 COISAS

1 - Melhora da presença da sua empresa na Internet
A familiaridade e o dia-a-dia podem fazer você não prestar muita atenção na sua presença digital e deixar de perceber que ela está ficando para trás de seus concorrentes. E bem nessa hora que o contato mais importante que um cliente ou futuro cliente pode ter com você é pela Internet.

Uma reavaliação da sua presença digital, feita por uma boa agência, pode mostrar onde mexer, se necessário. Se você precisar melhorar, por exemplo fazer um upgrade no seu site, o lançamento de um blog ou a inclusão de novos conteúdos em suas redes sociais, isso pode ser feito em prazos relativamente curtos e de forma totalmente remota, você aí e a agência aqui.

2 - Criação de conteúdos específicos para serem consumidos na quarentena 
A massa de gente confinada em casa está necessariamente consumindo mais conteúdo digital. Claro que o grosso disso são notícias sobre a pandemia para se estressar e séries da Netflix, para tentar se desestressar... Mas parte desse conteúdo que as pessoas vão ver na quarentena pode ser da sua empresa, como um artigo de blog ou um vídeo no site.

É necessário pensar uma estratégia sobre o que seu público em particular poderia querer ver nesse momento e criar de acordo com essa estratégia. Se você tiver o que vender agora é uma oportunidade de falar com clientes e possíveis clientes, se não tiver  pelo menos você vai mantendo sua marca e sua imagem vivas no mercado e quando der, vende.

3 - Criação de produtos digitais
Talvez você já estivesse pensando nisso antes da pandemia e ela só tenha apressado os planos, talvez você tenha que sair do zero, mas será que não haveria ligado a seu negócio um produto digital, ou um acessório digital a um produto ou serviço físico que você possa criar?

Eu sei que você (e eu e o resto da humanidade) gostaríamos de continuar fazendo negócios do jeito que já sabíamos e estávamos acostumados a fazer e, se fossemos lançar uma novo produto ou serviço, fazê-lo em um cronograma mais tranquilo e sem incertezas econômicas. Mas o mundo é o que é e não o que gostaríamos que fosse...

Mas agora é a hora de mexer nisso?
Provavelmente existem muitas coisas que você poderia ou gostaria de fazer para melhorar sua empresa, produtos ou serviços, que agora nessa crise não são possíveis ou são muito difíceis.

Porém, se há uma coisa que dá para fazer agora, começar hoje se você quiser, é mexer na presença da sua empresa na Internet: renovar seu site, criar um blog, publicar novos conteúdos no site, blog e redes sociais e, quem sabe, até lançar algum produto ou acessório digital.

Um projeto de desenvolvimento de tecnologia e conteúdo para a Internet pode ser feito de forma completamente remota. Reuniões por "Zap", Zoom e outras ferramentas começadas por Z 😃, apresentação e aprovação via Internet e disponibilização para o público via site, blog e redes sociais.

Além disso, as agências digitais sensatas (como a Vendere) tem planos de pagamento adequados ao momento que vivemos, com preços mais camaradas, parcelas postergadas e outras facilidades, para enfrentarmos todos juntos esse momento difícil.

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segunda-feira, 6 de abril de 2020

9 dicas para vídeo-reuniões mais produtivas no home office

Com a adoção em massa do home office, as reuniões de funcionários da empresa e também com clientes e fornecedores passaram a ser por vídeo - Skype,  vídeo do Whatsapp, Google Hangouts, Bluejeans, Microsoft Teams, Zoom, etc.

Como na Vendere há 18 anos a gente come, bebe e dorme Internet e já fizemos muitas vídeo-reuniões e vídeo-conferências, gostaríamos de compartilhar um pouco do que aprendemos para aumentar sua produtividade:

1) Só uma pessoa muito superficial não acredita nas aparências
Claro que todo mundo que lê esse blog sabe que não é para fazer reunião de pijama, mas estar em casa pode levar você a dar uma relaxada no padrão. Para suas vídeo-reuniões use as mesmas roupas, acessórios e rotina de grooming (banho, pentear/arrumar o cabelo, fazer a barba, maquiagem, etc.) que usaria se estivesse no escritório. De quebra, manter a rotina matinal e estar "bem arrumada(o)" aumenta a sua atenção e disposição psicológica para o dia de trabalho.

2) Olhos nos olhos
Nem a Gisele Bündchem fica bem naquele ângulo de baixo para cima que um notebook filma as pessoas, quando na mesa ou no colo. Se você não quiser parecer que saiu direto do set de Nosferatu para a reunião, levante a câmera até a altura dos seus olhos usando um suporte de notebook ou, se não tiver, use uma pilha de livros ou outro objeto que tiver em casa. (Tá, a Gisele talvez passasse. Já eu e você...)

3) Aquilo é um cesto de roupa suja?
Você gostaria que as pessoas prestassem atenção só na belíssima apresentação que está fazendo no vídeo, mas a tendência natural do ser humano é fazer um curioso e atento escaneamento de tudo que aparece na imagem. Então, ligue a câmera antes da reunião e verifique tudo que aparece atrás de você. Arrume o ambiente. Tire os livros ou escolha um ângulo ou distância que não dê para ler o títulos. Sempre opte por um fundo bem neutro.

4) Luz, mais luz!
Se você não quiser correr o risco de ficar a com aparência sinistra do Marlon Brando em Apocalipse Now, fique próximo e de frente para uma janela ensolarada. Além disso, um ambiente que parece bem iluminado ao olho pode ser insuficiente para a câmera então, mesmo de dia e perto da janela, também sempre experimente acender a luz do ambiente e veja se melhora. Evite janela nas costas porque faz o rosto ficar mal iluminado, mas se não houver outro ângulo possível, feche a cortina ou persiana nas costas e acenda a luz do ambiente.

5) Au, au
Como não é possível (nem sensato ou legal 😃) envenenar o cachorro do vizinho ou amordaçar as crianças para a reunião, escolha um ambiente mais isolado, feche a porta e o vidro da janela. Além disso o microfone embutido do computador ou celular tem baixa qualidade e pega muito ruído ambiente. Use um conjunto microfone / fone de ouvido, como esses normais de celular. Também tente se lembrar de desligar o seu microfone durante o tempo que outras pessoas estiverem falando.

6) Tô ficando meio mareado
Imagem chacoalhando em uma conversa curta é ruim, em uma mais longa é insuportável. Para vídeo-reuniões sempre dê preferência a uma câmera fixa, mas se tiver que usar o celular, fixe-o em um suporte, ou coloque-o apoiado em uma superfície. Se você segurar o celular na mão (ou usar o notebook no colo) inevitavelmente a imagem vai ficar mexendo.

7) Abaixo o socialismo!
A banda passante (a velocidade de comunicação) do WiFi da sua casa é dividida por todas a pessoas que a estejam usando simultaneamente. Então, com seu cônjuge e filhos em casa e todo mundo trabalhando, estudando e se divertindo na Internet ao mesmo tempo, a velocidade pode ficar baixa para vídeo ao vivo bidirecional. Para evitar possíveis engasgadas ou travadas na imagem de suas reuniões, você pode se conectar por cabo ao roteador da casa, o que é nativamente mais rápido e não compartilhado.

8) A man with a plan
Se as reuniões no escritório costumam ser chatas e improdutivas, por vídeo a coisa pode passar de mal a pior. Um maneira minimizar isso é rascunhar um roteiro de itens a serem abordados e, especialmente, o objetivo claro e específico do que você quer atingir com aquela reunião, para poder encerrá-la quando chegar lá. Tudo isso vale se você é que teve a iniciativa ou tem controle da reunião. Se for o seu chefe, minha única dica é: aguente firme. Emprego não tá fácil nessa crise...

9) Peraí só um pouquinho
Seja pontual com o horário programado para começar. Para evitar interrupções e esperas, ou a visão da sua cadeira vazia, faça um checklist de tudo que vai precisar na reunião e tenha antes tudo à mão, por exemplo papéis na mesa e as várias telas das informações já abertas no computador. E lembre-se, pior que a sua cadeira vazia, só a visão do seu traseiro passando na frente da câmera quando você levantar para ir pegar o papel que esqueceu...

10 dica bônus) No futuro todo mundo vai ter 15 minutos de fama
Se você faz muitas reuniões remotas, mas principalmente se você quer causar uma excelente impressão em clientes por vídeo-reunião, ou ainda se você faz vídeo conferências para grupos grandes de pessoas, você pode considerar investir em um upgrade para um "kit Youtuber": câmera profissional/semi-profissional, tripé, microfone direcional ou de lapela e luz para vídeo. Um kit desse tipo que os Youtubers usam não é barato (especialmente uma câmera DSLR  como uma Canon T7i por exemplo) mas a diferença de qualidade é gritante e pode afetar a percepção que o cliente tem de sua empresa. De quebra, nas horas vagas você pode usar os equipamentos para se lançar numa nova carreira paralela, a de influenciador digital...

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segunda-feira, 30 de março de 2020

Coronavírus: 3 certezas e uma incerteza para sua empresa

A essa altura da pandemia gostaríamos de compartilhar com nossos leitores algumas de nossas certezas e incertezas para sua empresa em especial no que tange o marketing digital:

Incerteza
O quanto a pandemia vai afetar eu, você e o resto da humanidade.
 
Que a pancada vai ser dura é óbvio. Mas quanto a isso, só dá para torcer para o bom senso político e a ciência a fazerem menor. E, é claro, seguir todas as recomendações sanitárias e sociais.

Certeza 1
Você vai ter que se mexer para sobreviver economicamente durante e depois da pandemia
.
Com tanta notícia ruim é difícil não cair num certo desânimo, paralisia até. Mas os boletos, as contas, os impostos não param. Então, prezado leitor, é preciso se mexer.

Certeza 2
O marketing digital vai ser ainda mais importante nos próximos meses e anos.
Se a presença de uma empresa na Internet já era importante, com os contatos pessoais dificultados ou impossibilitados, ela agora é vital. E muitos dos hábitos e tendências criados durante a crise podem se estabelecer e tornar definitivos depois dela. Um investimento feito agora pode ser útil por muito tempo, mesmo depois da crise.

Certeza 3
Você pode (e na nossa opinião deve) melhorar sua presença digital durante a pandemia.
Há mudanças ou melhorias na sua empresa que é muito difícil ou impossível fazer agora. Mas se tem uma coisa que dá para fazer é mexer na sua presença digital. Uma boa agência digital (como a Vendere 😃) pode analisar seu site e suas campanhas na Internet, fazer um orçamento, criar, desenvolver e entregar um projeto, tudo remotamente. Você pode melhorar sua presença na Internet com tranquilidade e segurança para você e sua equipe.

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terça-feira, 3 de março de 2020

O site de pesquisa (fora o Google) a considerar

O Google é o site de pesquisa líder no mundo. Os estudos a respeito variam, mas estima-se que, globalmente, cerca de 75% de todas as pesquisas são feitas no Google. Mas você sabe quem é o segundo colocado? Quando as pessoas querem saber alguma coisa e não pesquisam no Google, onde elas pesquisam?

O outro cara que você tem que agradar
Essa dominância do Google não é novidade, hoje em dia a maioria das empresas se preocupam em agradá-lo, em estar bem nas respostas a pesquisas, através de técnicas de SEO - Search Engine Optimization. Se você quiser se informar um pouco mais sobre isso há um post bem legal sobre SEO aqui no blog.

Mas para tornar sua vida de marqueteiro digital mais difícil e suas noites mais mal dormidas, tem um outro site de pesquisa, além do Google, que sua presença digital deveria começar a pensar em agradar também. O segundo lugar no mundo, com cerca de 3 bilhões de pesquisas por mês, mais pesquisas que Bing, Yahoo, Duckduckgo e outros somados.

É o YouTube.

Site de pesquisa?
A essa altura do post, ocorreu para parte dos leitores: Peraê, peraê. O YouTube não é um site de pesquisa, como o Google ou Bing. É um portal de streaming, um lugar aonde as pessoas vão para assistir vídeos. Já para outra parte dos leitores ocorreu:  Tá pensando o quê, tá pensando o quê? O YouTube não é um site de pesquisa. É uma rede social, onde as pessoas interagem através de seguidores, comentários, curtidas e compartilhamentos.

Os dois grupos de prezados leitores deste blog estão certos. O YouTube tem características de ambas as coisas - portal de streaming e rede social. Acontece que, independente de definições ou nomenclaturas que queiramos dar, as pessoas vão procurar respostas às suas questões, dúvidas e necessidades digitando na caixa de pesquisa do YouTube.

As maior diferença de uma pesquisa feita no Google ou Bing de uma feita no YouTube é que os primeiros respondem com links para vários tipos de conteúdo - textos, imagens, mapas, vídeos, etc. - enquanto o YouTube sempre responde com links para vídeos. Além disso, os conteúdos que o Google e Bing apontam estão hospedados por toda a Internet e o YouTube só aponta conteúdo hospedado nele mesmo.

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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

7 dicas de marketing de conteúdo

Publicar regularmente conteúdo educativo e informativo - dicas, tutoriais, casos de sucesso, etc. - no seu site ou blog é uma das formas de marketing de melhor custo/benefício. Veja 7 cuidados que podem ajudar nessa estratégia de marketing de conteúdo:

1 - Estabeleça uma buyer persona
Lembre-se que o que você publica no seu site, blog ou redes sociais não é para você ou para outras pessoas da sua empresa, é para seu público alvo, os seus possíveis clientes. Vale então uma reflexão para nortear seu planejamento do conteúdo: Quem é esta pessoa que eu quero que veja meu conteúdo? O que ela gostaria de ver? O que eu / minha empresa gostaríamos que essa pessoa visse?

É preciso não cair na tentação de achar que seu público alvo é todo mundo. Claro, você gostaria que toda a humanidade e mais um pouco comprasse de você, mas aqui é preciso honestidade e humildade para focar a comunicação no seu público típico, o que orienta a criação, mas necessariamente vai deixar alguém de fora. 

2 - Adote um calendário de publicação 
Os humanos são criaturas de habito. E se acostumam especialmente rápido com o que os agrada, com o que gostam. Então, para o caso de um possível cliente achar algum conteúdo seu na Internet e gostar, eu tenho boas e más notícias para você. As boas são que ele pode voltar para mais. As más, são que ele pode voltar para mais... 

É trabalhoso, mas é preciso criar um fluxo contínuo de novas peças para que, ao voltar, a pessoa encontre outra coisa que goste e depois outra e assim por diante, o que com o tempo pode conduzir à venda. Se a pessoa voltar à presença digital da sua empresa e não encontrar lá conteúdo novo, ou se ele for de baixa qualidade, a chance dela não voltar mais (levando embora uma possível futura venda) é grande.

3 - Evite conteúdo muito vendedor
Eu sei. Você precisa vender logo. Se sócio, preocupado com as contas (e o insaciável fisco) que não esperam. Se executivo, preocupado com bater a cota, porque o chefe também não espera. Debaixo desse stress, você pode sentir que todo esse conteúdo educativo e informativo publicado no seu site não está pressionando o suficiente para o pedido sair logo.

E não está mesmo. O marketing de conteúdo cria relacionamentos, confiança e conhecimento. Prepara o terreno. A venda propriamente dita é feita por outras formas de marketing ou vendas. Uma tentação a ser evitada no marketing de conteúdo é espantar, com um malho comercial muito óbvio, o cliente que veio até ele procurando se informar. 

4 - Pense nas diferentes fases da venda
Para convencer alguém a comprar, especialmente produtos ou serviços de valor mais alto ou de ciclo de venda mais longo, geralmente são necessário vários contatos do possível cliente com seu conteúdo, ao longo da jornada entre ele nem saber que você existe e bater o martelo: o funil de vendas.

Os interesses e curiosidades de cada cliente, a cada visita dessas, são diferentes. Depende se é um primeiro contato, uma primeira pesquisa, ou se é um cliente mais informado a respeito da sua empresa, produtos e serviços, mais perto de uma possível decisão. Então produza  conteúdos mais introdutórios, mais de apresentação, intercalados com outros mais detalhados ou técnicos.

5 - Não copie e cole
Produzir conteúdo de qualidade regularmente dá trabalho. Some-se a isso as outras atividades de marketing e preocupações da vida, às vezes pode dar a tentação de cortar caminho, aproveitar conteúdo que você mesmo publicou no passado, ou pior, que outras empresas publicaram. Copia-se um pouquinho daqui outro pouquinho dali e pronto. Conteúdo novo sem muita trabalheira.

Essa prática, além de imoral e poder ser ilegal (por questões de copyright) é contraproducente porque o visitante frequente, ou mais interessado naquele assunto, pode perceber o plágio (justamente o tipo de visitante que é bom agradar). Além disso, o Google penaliza conteúdo repetido, rebaixando-o nas respostas à pesquisas. Esqueça o copy-and-paste. Vale a canseira, crie conteúdo original. 

6 - Capriche nas imagens
Embora o convencimento de um artigo ou post (como este que você está lendo agora) seja feito pelo texto, o que costuma atrair a atenção primeiro, especialmente de quem está só "passeando" pela Internet, é a imagem, uma boa foto. E, é claro, você precisa que haja esse primeiro interesse para a pessoa querer ver o resto.

Uma das melhores maneiras de se ter boas fotos para ilustrar conteúdo é fotografar, não comprar fotos prontas. Fotografando você tem muito melhor controle da mensagem, e da qualidade. Mas caso fotografar seja caro ou muito complexo para alguns de seus conteúdos, não se iniba de recorrer a bancos de imagens, Só cuidado com o possível irrealismo, em particular com imagens de bancos internacionais onde os biotipos, paisagens e decoração, e até mesmo as metáforas,  podem fugir muito das brasileiras.

7 - Facilite o compartilhamento
Uma das vantagens do marketing de conteúdo na Internet é que com qualidade (e um pouco de sorte) as pessoas podem compartilhar seu conteúdo com amigos delas, multiplicando o alcance da sua mensagem. O "pouco de sorte" fica por conta de que ninguém pode garantir que um determinado conteúdo vai ser muito compartilhado na Internet, não dá para fabricar um conteúdo viral na marra.

O que dá para fazer porém, é facilitar o compartilhamento acontecer, destacando os botões de compartilhamento em algum ponto do próprio conteúdo ou da página e também solicitar que o visitante o compartilhe. Não custa pedir...

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terça-feira, 28 de janeiro de 2020

As pessoas (e o Google) gostam de site rápido

É mais ou menos óbvio que se seu site demorar demais para carregar na tela do visitante existe o risco dele se chatear e até abandonar o processo e ir para outro site. Mas quanto é "demais"?

A resiliência humana diante de telas é muito estudada e, grosso modo, o que vemos é que se seu site carrega na tela em até uns 2,5 segundos você pode dormir tranquilo. Até 4 segundos talvez você perca um ou outro estressado, mas não é motivo para alarme. Já mais de 5 segundos de carga e indo em direção aos 7, 8 ou 10, já é caso de estudar se possível alguma otimização.

Lembrando que tudo isso é na média, é estatística. No caso a caso, vai entrar na equação o bom humor do cidadão naquele dia, quantas xícaras de café ele já tomou e quão importante para ele é o que ele está esperando, entre outras variáveis.

Digite o número do telefone com DDD...
Vale dizer que por "tempo de carga" do site entenda-se que não é necessário a página inteira já estar disponível, mas apenas o suficiente para o visitante começar a interagir com ela, por exemplo o menu de opções poder ser clicado. Você já deve ter percebido como isso funciona quando teve que ligar  para algum SAC telefônico (Serviço de Atendimento ao Consumidor): enquanto você está ouvindo música o seu enfurecimento é crescente, mas a hora que começam a lhe pedir o CPF - a hora que você começa a interagir - já dá a sensação de estar sendo atendido.

O Google também
Os donos de sites, além da freguesia, tem que se preocupar também com o onipresente Google e sua dominância no mercado de pesquisas. Um dos caminhos comuns das pessoas acharem sites na Internet é via pesquisa e o Google já declarou publicamente que valoriza a velocidade de cada site, na hora de formar a lista de sites que vai ser mostrada como resposta a uma pesquisa.

Por exemplo, se você pesquisar "comprar bicicleta", o site de vendedor de bicicletas que carregar mais rápido tende a ser mostrado antes na lista de respostas à pesquisa, se todo o resto for igual aos sites concorrentes, nas muitas variáveis que são consideradas nesse ranqueamento. O Google afirma que faz isso para estimular que os donos de sites forneçam uma melhor experiência para os usuários, o que é verdade.

Mas, além do bem do próximo, há interesse próprio do Google também. Se os sites fizerem um esforço danado para serem enxutos e compactados visando rapidez, o Google economiza o tempo e o dinheiro dele, no trabalho de ficar regular e periodicamente acessando e indexando todos os sites da Internet (se você ainda não tinha pensado nisso, imagine a conta de linhas de comunicação que o Google deve pagar mundialmente).

Parei na contramão
Porém, na na direção contrária dessa pressão para acelerar a carga do seu site na tela do visitante, está o fato que muitos recursos interessantes - que também enriquecem a experiência do visitante e podem diferenciar seu site - podem atrapalhar a rapidez da carga, como por exemplo fotos de boa qualidade e vídeos. Mesmo fontes - letras - mais legais podem atrasar a carga, em relação às fontes sem graça embutidas no sistema. Que fazer?

Virtus in media stat
Como já advertia São Tomás de Aquino na sua Suma Teológica, uma virtude exagerada pode levar a um pecado... embora o santo frade não estivesse no ano de 1273 já pensando na Internet 😃, o princípio se aplica. Uma boa agência digital (como a Vendere) tem que ter a arte e a ciência para encontrar o delicado balanço que é ter recursos no site que encantem o visitante, sem comprometer demais a velocidade. E ter um olho no peixe e outro no gato: tentar ficar dentro, ou um pouco abaixo, da média de tempo dos sites dos principais players do mercado onde aquele site concorre.

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terça-feira, 7 de janeiro de 2020

3 dicas do que NÃO fazer no seu marketing

Geralmente damos aqui sugestões para melhorar seu marketing digital. Para variar, vamos falar de atividades que NÃO melhoram seu marketing e em alguns casos podem até atrapalhar:

NÃO compre seguidores para as suas redes sociais
Há ofertas na Internet de "venda" de seguidores para redes sociais. Você paga e o sujeito consegue milhares ou dezenas de milhares de seguidores para seu Facebook ou Instagram. Num primeiro momento até parece bom, rapidamente o seu Instagram que tinha 200 seguidores pula pra 5.000. "Nossa como nossa empresa está popular!" "Nossa como nosso marketing digital está funcionando!".

Alguns fornecedores desse "serviço" usam robôs de software - que simulam ser pessoas - para artificialmente inflar os seguidores de redes sociais. O problema é que o contador de seguidores na tela cresce, mas o número de pessoas reais recebendo sua mensagem não.

Outros fornecedores fazem sua empresa pedir para seguir milhares de pessoas, na esperança de que por reciprocidade, elas sigam sua empresa. Caro leitor, você aceitaria um convite no Instagram de uma empresa que nunca ouviu falar e, de quebra, a seguiria? Pois é. Essa tática pode até pegar alguns distraídos ou conhecidos, mas dificilmente novos clientes.

Pior porém, do sucesso oco de aumentar artificialmente seus seguidores sociais, é que desvia seu orçamento e atenção de fazer atividades que poderiam realmente ajudar.  É como se você estivesse acima do peso e, em vez de pagar uma academia ou um nutricionista, você usasse esse dinheiro para pagar um técnico para adulterar a balança.

NÃO compre cliques, curtidas e likes
Pesquise no Google "click farm" (fazendas de cliques) e vá para as imagens. Você verá fotos de instalações de centenas de celulares ou computadores automaticamente clicando e curtindo conforme instruídos por sua programação. Esse também é um serviço que você pode comprar para as redes sociais ou o site de sua empresa: aumentar artificialmente o número de cliques, curtidas e likes.

Não é preciso dizer que uma fila de celulares numa bancada pode aumentar o tráfego de seu site e redes sociais, mas não vai comprar nada de você. E agora que o Instagram não mostra mais quantas curtidas sua postagem teve, você não terá nem aquele suposto efeito positivo do cliente ver uma postagem sua com muitas curtidas.

Mas, de novo, um efeito perverso da compra de cliques, curtidas e likes é a falsa sensação de que seu marketing digital está funcionando. Por um tempo você pode se enganar, ou se distrair.

NÃO compre backlinks
É um fato bem conhecido na comunidade do marketing digital e já razoavelmente conhecido do público em geral, que um dos critérios que o Google usa para classificar um site é analisar links em sites de terceiros que apontem para ele, chamados de backlinks. (um lugar do seu site que quando clicado leva para outro é um link, um lugar em outro site que quando clicado traz para o seu é um backlink).

O principio do Google é o mesmo que as universidades usam para ranquear artigos científicos: quanto mais citações um artigo tiver em outras publicações mais esse artigo foi considerado útil e relevante por terceiros.

Aproveitando-se disso, há quem venda backlinks. Você pode pagar para que outros sites tenham links para o seu, na esperança de melhorar a posição do seu site nas respostas a pesquisas feitas no Google.

Porém, há o problema que a relevância do site que aponta para o seu conta muito. Se por exemplo o site da UOL tiver um link para o seu, o ranking do seu site melhora. Já os duzentos sitezinhos que o sujeito fabricou podem não ajudar em nada.

Além disso, dependendo do que for feito, o Google pode rebaixar ou até banir seu site, se perceber uma tentativa de tramoia. Por exemplo, se ele perceber que os sites que tem backlinks para o seu também os tem para muitos outros que compraram o mesmo serviço que você.

Se fosse fácil ficar rico, todo mundo ficava
É, não tem atalhos. Para criar uma audiência que  leve a resultados comerciais é preciso publicar conteúdo de qualidade com regularidade, simultaneamente a uma estratégia de anúncios pagos, para colocar novas pessoas em contato com esse conteúdo.

Para melhorar os backlinks é preciso estabelecer uma boa rede de relações pessoais, comerciais e técnicas com outros produtores de conteúdo, associações e instituições, bem como com os veículos de mídia, para que ao longo do tempo esses terceiros citem seu conteúdo nos sites deles.

Criar uma relação sólida e honesta com o mercado, onde as pessoas acessem e confiem na presença digital da sua empresa leva tempo, muito trabalho e dinheiro. Se alguém falou diferente para você, lembre-se: uma coisa que parece boa demais para ser verdade provavelmente o é.

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