sexta-feira, 16 de outubro de 2020

3 coisas que seu site tem que dizer sobre o novo normal

Nessa altura do campeonato todo mundo já percebeu que o novo normal não é, obviamente, normal. 

Por isso há pelo menos 3 coisas que seu site tem que dizer agora, que não tinha que dizer antes da pandemia: 

1 - O que mudou ou não na sua operação por conta da pandemia

Com tantas empresas quebrando, encolhendo e/ou mudando sua linha produtos e serviços, ou ainda mudando seu jeito de operar por conta da pandemia, é natural um cliente ter dúvidas se a sua empresa, prezado leitor, estaria ou não funcionando do jeito que estava antes.

Então não espere o cliente ter a iniciativa de ligar e perguntar. Você pode perder um cliente mais apressado ou mais preguiçoso que não vai nem ligar. Diga claramente em lugar bem visível no seu site "Continuamos prestando os mesmos serviços" ou "Na pandemia estamos entregando toda nossa linha de produtos com os mesmos prazos". 

Se você mudou alguma coisa, isso também deve ser informado de maneira clara: "Estamos atendendo apenas com hora marcada, clique aqui para agendar" ou "estamos trabalhando com nova tabela de prazos de entrega".

Os casos que listei são só exemplos e a linguagem no seu site não precisa ser a que usamos, mas o fundamental na nossa opinião é mostrar no seu site que o que mudou ou não na sua operação, atendimento e produtos ou serviços, de antes da pandemia para hoje. Afirmar o que o cliente pode esperar da sua empresa nestes tempos de incerteza.

2 - O que você está fazendo para proteger seus clientes do novo Coronavírus

Outro dia, esse que vos escreve estava pensando em ir ao showroom de uma empresa conferir um produto e me passou pela cabeça "Como será que eles limpam o showroom depois de visitas de clientes?" e "Será que o fazem com frequência?" Não vi nada sobre isso no site deles. Acabei achando meio desconfortável ligar e perguntar e não fui.

Esse é só um exemplo, mas não sou só eu no mundo que estou preocupado em não pegar a Covid-19. Os seus clientes também estão. De novo, não arrisque perder um cliente por preguiça ou incerteza. Informe claramente em seu site que medidas você tomou para protegê-los de contaminação. 

Limpeza da loja,  showroom e outras áreas de contato do cliente com sua empresa, medida de temperatura corporal de visitantes, uso de equipamentos de proteção sanitária e treinamento de higiene de vendedores e outros atendentes, bem como quaisquer outros itens de proteção ao cliente quanto ao vírus tem que estar em seu site.

Essas estratégias e medidas de segurança podem ser muito diferentes de negócio para negócio, mas o fundamental na nossa opinião é seu site mostrar ao cliente que ele pode ficar tranquilo na hora de fazer negócio com você, não é da sua empresa que ele vai pegar o vírus.

3 - O que você está fazendo para proteger seus funcionários do novo Coronavírus

Mesmo que seus funcionários não tenham contato direto com seus clientes é importante você mostrar no seu site que sua empresa está preocupada em tentar proteger os próprios funcionários de uma possível contaminação, nos ambientes e situações nos quais a empresa tenha algum controle. Liste então no seu site as medidas como home office, distribuição de itens de segurança sanitária individual e outras que porventura tenha adotado.

Também para a proteção de funcionários as estratégias e medidas podem variar muito de negócio para negócio, mas o fundamental aqui é você mostrar no seu site que, na medida do possível, protege seus colaboradores. Não é só uma questão de que sua empresa ser boa com quem trabalha nela. É deixar claro que você entendeu que estamos todos - o conjunto dos serem humanos - juntos neste barco.

Gostou do post?
Compartilhe! ↓ →

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Plataforma da Zoom permitirá cobrar ingressos para teleconferências: lives, shows, aulas...

Zoom, a empresa de teleconferências que ganhou notoriedade por seu crescimento durante a quarentena da Covid, disponibilizou para o mercado americano uma forma de se cobrar ingressos para eventos ao vivo via teleconferência como lives, shows, aulas ou outros.

Como funciona
A nova plataforma de serviços disponibilizada em versão Beta pela Zoom, chamada OnZoom permite seus usuários criarem e anunciarem eventos ao vivo pagos, acessíveis via teleconferência. As pessoas que queiram participar daquela teleconferência tem que pagar um ingresso ao seu criador, na própria plataforma. Esse pagamento pode ser para um evento único, para uma série ou para eventos regulares. 

Por exemplo você pode ser um pianista que vai fazer uma "live" tocando prelúdios de Chopin na próxima quarta-feira às 21h. Você cadastra o evento na plataforma OnZoom e estabelece o preço de ingresso, por exemplo US$ 10. No dia e hora marcados cada pessoa que quiser se conectar na sua live via OnZoom e assistir a apresentação tem que pagar os US$10 para entrar. O serviço aceita cartão de crédito e outras formas de pagamento.

Outro exemplo seria um personal trainer ou professor de Yoga que desse aulas ao vivo todas as segundas, quartas e sextas-feiras às 16h, via a plataforma OnZoom cobrando um valor por aula. Os interessados teriam que cobrar um pacote de ingressos para poder entrar nas lives e participar nas aulas.

A plataforma também permite que um evento seja gratuito. Os criadores que quiserem usar a OnZoom para seus eventos ao vivo podem criar conteúdos gratuitos ou pagos para melhor atender seu público e suas estratégias de marketing. 

A OnZoom também apresenta uma agenda e diretório públicos de todas as sessões disponíveis - um marketplace - para que as pessoas possam pesquisar em tudo que está programado para acontecer na plataforma e daí encontrar algo que queiram participar ou assistir.

Só que no Brasil não. Pelo menos por enquanto.
A plataforma de serviços criada pela Zoom abre novas oportunidades de negócios mas, infelizmente, por enquanto está disponível apenas para o mercado americano. A empresa avisa que pretende o disponibilizar para outros países futuramente. Para quem quiser dar uma olhada, o site do OnZoom é:   https://on.zoom.us/e/view

Gostou do post?
Compartilhe! ↓ →

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

O que olhar e aprender no site do líder do seu mercado


Os sites dos líderes do seu mercado, ou das empresas que você admira, podem ensinar e inspirar quanto ao que fazer no seu. Porém, na nossa opinião, essa chance de aprendizado precisa ser mediada por uma certa abordagem, que vamos tentar descrever aqui.

Empresa boa sempre tem site bom?
Antes de entrarmos de cabeça nas delícias da pesquisa no site do próximo, uma gota de cautela: há sim empresas bem sucedidas cujos sites são uma porcaria, onde você não tem nada a aprender. O sucesso delas está baseado em outras premissas e o site não dá nenhuma contribuição significativa para o negócio.

Porém conforme o século 21 avança, a interface entre empresa e clientes vai ficando cada vez mais digitalizada em todos os ramos da economia. Some-se aí a peste, ops, o Coronavírus e até os mais   analógicos dos negócios estão sendo forçados a criar ou melhorar sua face digital. A chance dos sites dos líderes de seu mercado serem parte integrante do sucesso deles é cada vez maior. E aí você tem o que aprender.

O trigo. E o joio.
Tá, o site da empresa que a sua sonha ser quando crescer é bonito, bem feito. Mas o que procurar nele? O que poderia ajudar o seu negócio? Apertando a tecla SAP: Que boas ideias aproveitar?

1) Informações que apoiam a compra ou ajudam na tomada de decisão: A primeira coisa a olhar é que tipos de informações sobre produtos, serviços ou a empresa tem no site do líder que no seu site não tenha. E daí avaliar se publicar esses mesmos tipos de informações não ajudaria na relação com seus clientes também. Parece simples e óbvio, mas às vezes aquela tabelinha de especificações técnicas que você publicou ou não pode ser a diferença entre o cliente ligar ou não.

2) Serviços que o site presta: Outra sugestão é você encarar o site como um prestador de serviço. E daí tentar perceber quais serviços o site da outra empresa presta que o seu não presta. Esse é um tipo de ideias para analisar se não daria para adaptar no seu site. 

Vive la différence
O que você não deveria copiar dos sites dos líderes do seu mercado? 

1) A programação visual: Você já parou para pensar como você (e eu e o resto da humanidade) fazem quando estão procurando um fornecedor? Você abre em janelas sucessivas do navegador os sites dos candidatos. Em meio a 5, 6 ou 10 sites que o possível cliente está olhando, já meio cansado, já meio de saco cheio da pesquisa, como chamar a atenção, como se destacar? Você precisa ser visualmente diferente. Muito diferente, na nossa opinião.

2) A missão e/ou visão e/ou valores: Vamos ser bem realistas aqui. Se você fornece mais ou menos a mesma coisa, mais ou menos do mesmo jeito, o cliente vai comprar da empresa maior, porque é mais seguro. Claro, sempre tem a opção de você detonar seu preço, mas essa é uma espiral suicida. Então, você tem que não fornecer a mesma coisa e/ou não do mesmo jeito. Tecla SAP de novo: sua missão, visão ou valores tem que ser diferentes (no site e na prática).

Se sucesso fosse fácil todo mundo tinha
Ser o líder ou um dos líderes de mercado é difícil e depende de muitas variáveis, inclusive acaso ou sorte. O site pode não ser o diferencial ou não ser o único diferencial para os líderes de seu mercado terem chegado lá, mas hoje em dia quase com certeza contribuíram. Dado que os sites são públicos , nossa sugestão é você usá-los como fonte de consulta para, quem sabe, ter ideias de como melhorar o seu.

Gostou do post?
Compartilhe! ↓ →

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Amazon cria selo de correção ambiental para produtos


Essa semana a gigante do comércio digital Amazon anunciou um programa de certificação em sustentabilidade para produtos vendidos na plataforma. 

Os produtos que atenderem aos requisitos do programa serão diferenciados no site americano da empresa através de um selo específico, uma "ampulheta alada" (veja na imagem).

O programa
O programa chamado Climate Pledge Friendly ("Amigo do Clima" em uma tradução livre) é uma parceria com 19 certificadores externos, que incluem agências governamentais, ONGs e laboratórios independentes que fornecerão à Amazon as credenciais de sustentabilidade dos produtos das empresas parceiras que vendem no site da Amazon.

Além dessas certificações externas a Amazon tem uma certificação própria "Compact by Design" que identifica produtos que usam embalagens menores e mais compactas. Segundo o site a empresa embalagens menores diminuem a emissão de carbono na sua fabricação e transporte. (e barateiam o custo de operação da Amazon...)

Para se candidatar a ter o selo da "ampulheta alada" no produto no site a empresa fabricante precisa se submeter a uma das certificações listadas e aí solicitar sua inclusão no programa. A Amazon informa que o programa cobrirá uma extensa relação de categorias de produtos, entre eles mercearia, produtos domésticos, moda, beleza e eletrônicos pessoais.

Gostou do post?
Compartilhe! ↓ →

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Novo botão "shuffle" da Netflix: tecnologia e comportamento

A Netflix está testando um novo recurso, um botão "shuffle play" que ativa a exibição de vídeos em sequência, sem intervenção da pessoa. Segundo as notícias, para os mercados e pessoas participantes do teste funciona mais ou menos como um canal de televisão: você clica e começa a exibição de diferentes vídeos, um depois do outro, ininterruptamente.

Por exemplo, pode primeiro passar um episódio de uma série, seguido de um documentário, seguido de um filme de Holywood, depois um especial de uma comédia stand up, depois mais um episódio de série, assim por diante.

Depois de um dia estafante de trabalho você se aconchega com um cobertor no sofá, liga a televisão e pode passar horas assistindo Netflix, sem ter que ficar analisando trailers ou sinopses para decidir o que assistir em seguida e sem ter nem que nem clicar em mais nada.

Uma experiência tão relaxante quanto assistir televisão comum, mas potencialmente melhor, porque com conteúdo escolhido especialmente para você por um algorítimo - um procedimento automatizado - com inteligência artificial. Esse algorítimo aprende ao longo do tempo e acaba conhecendo melhor seu gosto para vídeos do que sua mãe conhece seu gosto para sobremesas caseiras.

O diabo mora nos detalhes
Do ponto de vista tecnológico o novo recurso não é nenhum grande salto, dado que os algorítimos de aprendizado são comuns nas redes sociais e serviços de streaming, que já há muito tempo preparam  listas de sugestões de conteúdo baseadas no gosto prévio do freguês.

No entanto, ao oferecer a possibilidade de ir passando vídeos automaticamente, ao invés de a pessoa escolher em uma lista sugerida, a Netflix está aumentando a aposta na capacidade de seu algorítimo entender o que o espectador gostaria de ver em seguida.

Na nossa opinião, o possível sucesso do novo recurso da Netflix passa pela calibragem fina do algorítimo por seus programadores. Muito importante para sucesso de qualquer rede social ou mecanismo de streaming é a composição do mix de conteúdo individualizado para cada pessoa que ela oferece, dividido entre itens muito similares ao vistos anteriormente (o que é seguro mas pode ser entediante) e itens de conteúdo diferente  (o que é mais arriscado mas pode apresentar novidades prazerosas).

Gostou do post?
Compartilhe! ↓ →

domingo, 16 de agosto de 2020

3 dicas do que NÃO fazer em vídeo-conferências

Com a proliferação das vídeo-conferências tem crescido também as experiências desagradáveis nessa forma de comunicação. Para evitar algumas delas vamos sugerir dicas do que NÃO fazer, baseadas em situações reais que experimentamos em vídeo-conferências recentes, dentro da empresa e com clientes e fornecedores.

1) Comer
Eu sei que o home-office aboliu um pouco a distinção entre casa e trabalho, entre informalidade e formalidade, mas ultrapassa esse bom senso ver alguém mascando uma fatia de pizza durante a vídeo-reunião de discussão do orçamento da empresa. Com o rosto perto da câmera, na distância de selfie ou menor que as vídeo-reuniões acontecem, dá até para ver os carboidratos  começando a se transformar em maltose...

E a trilha sonora então? Você não imagina quanto um microfone pode ser sensível quando você não quer que seja. E tome nhac, nhec, nhec, nhec, glup. Nhac, nhec, nhec, nhec, glup. Ninguém merece. Nossa sugestão é você deixar os lanchinhos para os intervalos entre as múltiplas vídeo-conversas desses novos tempos.

2) Beber 
Se você não tinha reparado ainda eu vou ressaltar para você: durante uma vídeo-conferência ou vídeo-reunião o rosto fica muito mais perto da câmera do que ficaria do rosto das outras pessoas em uma reunião presencial. Então, mesmo coisas aceitáveis em uma reunião tradional, como beber água, ao serem filmadas muito de perto podem ser uma visão desagradável aos outros participantes.

Tá, você pode acreditar que o segredo para uma vida longa e uma cútis sedosa é tomar pelo menos 2 litros de água por dia. Além disso, para salvar as baleias você já investiu numa garrafa de água não descartável, de alumínio high tech. Ok. Mas ficar uma hora de reunião sem beber não vai matar você de desidratação e poupa o interlocutor dessa visão em close up. Nossa sugestão é você esperar a reunião acabar para voltar à sua saudável rotina de um golinho a cada 12 minutos.

3) Andar
Você acabou de ler um artigo sobre os perigos da trombose no home-office, todo aquele sangue parado, coagulando nas veias das pernas nas longas horas sentado na frente do computador. Se você se assustou e decidiu que vai deixar a vida sedentária, ok. Mas por favor, deixe para andar antes ou depois da reunião. Não durante. Se vídeo-reunião com alguém com o celular na mão já é ruim (porque nem o campeão mundial de tiro tem mão firme durante uma hora), com a pessoa andando pela casa é intolerável.

Ninguém quer ver o teto e as paredes da sua casa passando como fundo e um rosto chacoalhando na frente. Nossa sugestão é você apoiar o celular ou notebook numa superfície fixa e deixar lá, do  começo ao fim da conversa.

4) Não parar de falar / não dar espaço para outros falarem - dica bônus -
Numa conversa presencial as pessoas emitem e entendem pequenos sinais verbais e não verbais de quando é a hora de falar e quando é hora de parar e escutar o outro. Porém, em meio àquele monte de janelinhas com rostos de frente na tela do Zoom, muitos desses sinais que arbitram uma conversação normal podem passar batidos. Por isso é comum algumas pessoas falarem demais em vídeo-conferências, sem dar brecha para outros.

Claro que tem chatos que tentam monopolizar as conversas em qualquer situação, mas muitas das vezes que alguém fala demais em uma vídeo-conversa é só produto dessa fase de criação e aprendizado de uma nova etiqueta para o novo normal. Nossa sugestão é você dar o bom exemplo de se policiar se não está se estendendo demais e até ajudar a cortar (educadamente) os falastrões e chamar para a conversa os mais reservados.

Gostou do post?
Compartilhe! ↓ →

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Vídeo empresarial: A câmera é mais amiga de algumas pessoas

É uma das injustiças da vida: algumas pessoas, sem fazer força,  ficam muito melhor que outras quando filmadas. Embora isso seja perceptível em qualquer tipo de vídeo é especialmente patente nos vídeos estilo "Youtuber": só uma pessoa falando para a câmera.

Já que  produzir vídeos empresariais nesse formato pode ser uma boa opção para seu marketing, vamos conversar neste post sobre como lidar com o fato que a câmera é mais amiga de algumas pessoas.

O vídeo talking-head
O sucesso dos Youtubers  ou influenciadores digitais - muitos tem milhões de seguidores e muitos mais tem centenas de milhares - mostra que ter alguém falando em primeiro plano para a câmera é um formato bem aceito pelo público.

Além disso, para registrar de perto só uma pessoa parada falando, o equipamento é muito simples. Uma câmera, três pontos de luz e um microfone de lapela resolvem a questão. A edição de um vídeo sem muitos efeitos especiais pode ser feita em qualquer notebook ou computador, usando softwares relativamente baratos. Noves fora, o custo geral do projeto é baixo.

Se o povo gosta e é barato de fazer, não tem porque você não refletir se daria para incluir no seu plano de marketing: gravar pessoas da empresa em vídeos nesse estilo. Claro, se você tem verba para filmagem de helicóptero, efeitos especiais da Industrial Light and Magic e o Ferreira Martins narrando em off as maravilhas do seu produto, tem mais é que usar. Mas mesmo se esse for seu caso, há espaço também para vídeos mais intimistas.

Star quality
Nesse tipo de vídeo que tem tão poucos elementos, a pessoa que aparece é fundamental. E quanto a isso, há mais de 100 anos, desde o início do cinema, os profissionais da área perceberam que algumas pessoas ficam naturalmente melhor em filme que outras.

E não é só beleza. Claro que beleza ajuda (em tudo na vida), mas o que funciona melhor é uma combinação de rosto que fica bem em 2D, com jeito de falar e se mexer com naturalidade apesar da filmagem, com tipo de voz que é melhor captada por microfone e reproduzida por alto-falante... e mais outras coisas, algumas difíceis de perceber isoladamente ou listar claramente, mas que em conjunto dão um resultado que a audiência gosta.

O mundo real
Eu não teria aqui a insensatez de propor que você espere carisma de Holywood do gerente de vendas da sua empresa, que vai anunciar em vídeo o lançamento de um novo produto. Eu sei que o Tom Hanks não trabalha aí.

O que queríamos frisar é que tem pessoas que ficam muito melhor que outras quando filmadas e que esse é um critério importante, talvez o mais importante, na escolha de quem vai aparecer nos vídeos da empresa. A pessoa certa pode alavancar e a errada pode minar seu esforço, porque elas vão ajudar a determinar quantas pessoas vão assistir - e por quanto tempo - os vídeos do seu marketing.

Nossa sugestão é você minimizar  a "lógica" de por exemplo o gerente técnico falar nos vídeos técnicos e a comercial nos de apresentação de produto. Tentar encontrar - dentro das pessoas disponíveis - aquela(s) que funciona(m) melhor em vídeo. Da estagiária à presidente da empresa,  tenha a mente aberta para as possibilidades.

Cliques e likes
Mas como saber quem funciona ou não? Como evitar vieses de amizade e gosto pessoal? Nossa sugestão é você sempre testar diferentes pessoas e monitorar o engajamento do público nos vídeos. Quantos foram assistidos, por quanto tempo, quantos likes, dislikes e comentários receberam e o teor desses comentários.

Se você quiser caprichar pode fazer testes A/B: gravar um mesmo conteúdo duas vezes, com pessoas diferentes falando em cada vez. Daí exibir as versões para amostras aleatórias diferentes de seu público-alvo. Se preferir, ou se só puder pegar um pouco mais leve, pode fazer um rodízio de pessoas falando nos diferentes vídeos, conforme os for produzindo e publicando.

Em qualquer caso, testar diferentes pessoas e monitorar a reação da audiência permite você deixar o próprio público naturalmente lhe mostrar quem vai trazer mais eficácia para o marketing da sua empresa.

Gostou do post?
Compartilhe! ↓ →

sexta-feira, 24 de julho de 2020

5 sugestões de marketing para o pequeno escritório brasileiro da multinacional de tecnologia

Muitas multinacionais abrem um pequeno escritório no Brasil, para tatear o mercado ou começar uma operação que pode crescer. Há desafios de todos os tipos para quem trabalha no pequeno escritório local de uma multinacional de tecnologia.

Baseado na nossa experiência, vamos dar algumas sugestões de comunicação de marketing que acreditamos poder ajudar as lutadoras equipes de operações menores. Algumas podem lhe parecer óbvias e você estar cansado de fazer, mas algumas podem ter sido deixadas para trás na correria, verba curta, equipe pequena e pressão para chegar no número até o final do trimestre fiscal... Confira:

1) Please, give to me a hot dog
Geralmente quem trabalha na multinacional fala e lê inglês, está cercado de outros funcionários que também o fazem, conversa e troca e-mail com os gringos. Fechado dentro dessa bolha é natural achar que é assim em todo lugar.

Permita-me lembrar o real: muitos executivos e empresários brasileiros não tem um bom inglês. Tá, todo mundo consegue se virar na Disney, mas um vídeo técnico pode ser pouco entendido, ou pior, ser cansativo para quem está entendendo mais ou menos. Vai ser parado no meio.

O original daquele PDF que mostra como seu produto chegou na melhor posição do quadrante mágico do Gartner já é chato para quem lê bem em inglês e está atualizado com o jargão. Para o cliente que não tem a obrigação de lê-lo é intragável.

Então, nossa sugestão é traduzir, legendar e dublar para português, TUDO.

2) LATAM? Você está falando da companhia aérea?
Na administração de muitas empresas americanas nosso continente se divide em duas grandes entidades lógicas:  America, que são aquelas pessoas que moram pra cima do Rio Grande e falam inglês e  LATAM - aquelas pessoas que moram para baixo do Rio Grande e falam espanhol.

Atuando nessa simplificação da realidade muitas empresas americanas já produzem duas versões do seu marketing: a americana e a latino-americana. E tome site LATAM, rede social LATAM, white-paper traduzido para a LATAM, anúncios com versão LATAM e por aí vai. Tudo em espanhol, é claro.

Nossa sugestão é você não usar essa produção aqui e brigar para ter verba para site brasileiro, redes sociais brasileiras, eventos, materiais e campanhas brasileiras. Você sabe disso mas não custa relembrar: espanhol  numa situação e assunto profissionais ou técnicos é difícil e cansativo para um brasileiro.

Além disso, o cliente pode se incomodar ao perceber que você está tentando cortar caminho ou economizar com ele, ao direcioná-lo para o site ou material "latino".

3) Você não encarou ler Sagarana inteiro mas passou no vestibular da USP?
Para a maioria dos escritórios brasileiros de multinacionais o problema não é a falta de material de marketing original. Grosso modo, os departamentos de marketing da matriz de multinacionais de tecnologia costumam sofrer mais de hiperatividade do que sonolência.

Mas essa densa enxurrada de conteúdo pode ser muito para o cliente médio. Então cabe ao marketing local digerir a complexidade, versar os acrônimos e neologismos, condensar o detalhe e resumir o todo.

Lembra-se do cursinho pré-vestibular, quando aquelas fichas-resumo de livros lhe salvaram da lista de leitura obrigatória da Fuvest? Nossa sugestão é você transportar essa boa ideia para o marketing. Claro, você sempre põe um link para o conteúdo completo, mas cria uma versão-resumo ou melhor ainda versões, em 2 ou 3 graus de profundidade e abrangência.

De quebra, você já criou para a equipe de vendas brasileira o elevator speach (o "papo de elevador") de 50 ou 100 palavras para eles usarem sobre aquele assunto.

4) Fome de vídeo
As estatísticas variam um pouco de um instituto de pesquisa para outro, mas estima-se que o consumo médio de vídeo na Internet por pessoa já tenha passado de uma hora por dia e caminhe para 84 minutos por dia, por pessoa, até 2022.

Você pode aproveitar esse apetite do público por conteúdo em vídeo e, além de legendar os vídeos vindos de fora, também produzir aqui no Brasil. Nossa sugestão é você gravar vídeos curtos de pessoas do escritório local falando para a câmera - estilo "Youtuber". É um formato testado e aprovado pelo público e com ótimo custo: o "ator" ou "atriz" já está pago e para gravar só uma pessoa parada falando o equipamento é simples.

Só tem que ter cuidado com a falta de carisma de algumas pessoas (tem gente que "não funciona" bem na frente da câmera) e com o roteiro, que precisa vender o peixe de forma leve e agradável.

Como benefícios extra, esses vídeos humanizam a empresa para os clientes e facilitam conversas posteriores em visitas pessoais ou contatos via Teams ou Zoom - o cliente que viu os vídeos sente que "já conhece" aquelas pessoas.

5) Vamos fazer um bem bolado
Alguns dos prezados leitores já podem ter percebido uma conexão entre os itens anteriores: se funciona traduzir tudo para português, fazer resumos do material e gravar vídeos curtos com executivos locais, é quase uma consequência natural a nossa próxima sugestão: usar os resumos como um dos tipos de conteúdo para os executivos locais falarem nos vídeos.

Então quando sair um novo produto, estratégia ou visão, ou ainda qualquer pacote de informação um pouco maior ou mais complexo, você pode publicar aqui o original traduzido para o português, alguns resumos escritos (com diferentes abordagens ou profundidades) e vídeos de pessoas do escritório local explicando, usando os resumos como roteiro.

Só precisa se lembrar, além dos cuidados que já citamos no item sobre vídeos, que a linguagem falada natural é diferente da escrita, então para o resumo em vídeo não ficar com um jeito muito artificial de "Jornal Nacional" é preciso fazer alguma adaptação entre o resumo publicado e o roteiro de fala.

6O som do silêncio  sugestão bônus -
Algumas redes sociais - entre elas Linkedin e Instagram - na configuração normal começam todos os vídeos no modo "mudo", sem som. Além disso, às vezes as pessoas estão em situações onde elas não podem ligar o som, para não incomodar outras pessoas em volta. Por isso, há estudos que mostram que pelo menos 50% dos vídeos assistidos em redes sociais são sem o som.

Para enfrentar mais essa dificuldade de levar sua mensagem para o mercado, nossa sugestão é você legendar todos os vídeos, incluindo aí os dublados e aqueles que você vai produzir aqui, falados originalmente em português. Já que você vai ter que desenvolver fornecedores para legendagem dos vídeos em inglês, fazer um pacote para legendar também os em português pode não ficar muito caro.

Gostou do post?
Compartilhe! ↓ →

quarta-feira, 8 de julho de 2020

3 tipos de conteúdo que sua empresa tem que criar

A publicação regular de conteúdo no seu site, blog e redes sociais pode atrair, convencer e fidelizar clientes, mas o que publicar? Há tipos principais de conteúdo onde focar a criação?

O funil de vendas como guia da criação de conteúdo
Independentemente do produto ou serviço que você venda, os potenciais compradores podem ser divididos logicamente em 3 grandes grupos: 1) os que não estão considerando comprar de você; 2) os que sim estão considerando você como um dos competidores para aquele pedido; e 3) os que já acham você o melhor negócio (ou pelo menos um dos melhores) mas precisam de um último empurrãozinho para fechar.

Tecnicamente são chamados por nós marqueteiros de clientes no topo do funil de vendas, meio do funil e fundo do funil.

Essa maneira de visualizar o mercado fornece, na nossa opinião, um modelo para orientar seu plano de comunicação. Você tem que dividir seu conteúdo em pelo menos 3 grupos, para cada um desses públicos.

Ao longo desse post vamos tentar resistir à tentação de chamar esses grupos de tofu, mefu e fufu... marketing é coisa séria 😃.

Conteúdo para o topo do funil
No topo estão aqueles clientes que ou não sabem que você existe ou não sabem que você vende o que eles querem. Nesse grupo também ficam os que até sabem, mas por um motivo ou outro não estão considerando sua empresa como um possível fornecedor.

Para esse público você precisa lançar "anzóis" - conteúdos que os atraiam para entrar no seu funil - mas ainda sem tentar vender nada explicitamente, porque se for muito cedo para isso pode incomodar.

É uma etapa de estabelecer um relacionamento. Mostrar que você existe, que vende o que o cliente precisa e que é bom nisso. Os melhores conteúdos são conteúdos que presenteiem seu possível cliente, você ajuda sem pedir nada em troca: tutoriais, aulas, listas de dicas e truques sobre o assunto e o mercado onde você atua. Também vale conteúdo no limiar do puro entretenimento, só para atrair a atenção e agradar.

Parte deste conteúdo pode ser de acesso totalmente aberto e parte pode ser fechada, pedir o contato da pessoa: "deixe seu e-mail para fazer o download de nosso e-book", ou "entre com seu usuário no Google ou no Facebook", para facilitar futuros contatos.

Conteúdo para o meio do funil
Depois que o potencial cliente sabe que você existe e vende o que ele está querendo comprar, chega a hora de mostrar para ele que seu produto ou serviço e seu papel como fornecedor são os melhores.

Nessa etapa os melhores conteúdos são descritivos em detalhe de produtos ou serviços, características técnicas e vídeos de como utilizar. Também é a hora de mostrar casos de sucesso e depoimentos de clientes, bem como comparativos com concorrentes, feitos por você, pela mídia ou por terceiros com credibilidade.

Conteúdo para o fundo do funil
É a hora do conteúdo que ajuda a venda se concretizar, mudar de interesse para pedido. Esses conteúdos precisam atingir o cliente que já sabe que seu produto e você como fornecedor são bons, mas está procrastinando, adiando, exitando. Geralmente, quanto maior for o valor de uma compra para um cliente, ou mais impactante na sua vida, mais natural é o cliente demorar para se decidir.

Ajuda o cliente conteúdo sobre financiamento e condições de pagamento, sobre possibilidade de desistência, devolução ou rompimento de contrato, sobre facilidade de entrega/transporte e instalação. Também conteúdo sobre durabilidade, garantia, assistência técnica e valor de revenda (se for o caso) são exemplos que contribuem para diminuir inseguranças e hesitações na hora de fechar.

Até aqui, todos os conteúdos que citamos - para o topo, meio ou fundo - foram genéricos, podem ser criados e disponibilizados para todos os clientes naquela fase da venda. Porém no caso particular dos clientes no fundo do funil, conteúdos personalizados podem ajudar.

Dependendo do tamanho do negócio, nessa etapa vale a pena criar conteúdo específico para aquela negociação, como um guia de instalação específico para aquele cliente, ou um caso de sucesso no ramo de atividade dele. Nessa hora um bom relacionamento com vendas pode ajudar e direcionar a produção de conteúdo. O vendedor pode saber o que aquele determinado cliente precisa para se decidir e marketing pode produzir esse conteúdo específico.

Porque ter 3 vezes mais trabalho
Essa preocupação com criar regularmente e balanceadamente conteúdo de marketing, para os 3 principais grupos no funil de vendas, visa evitar que a produção de conteúdo se concentre demais em um ou outro, interrompendo (ou nem começando)  a chamada "jornada de compra": o tortuoso caminho entre o freguês nem saber que você existe até o pedidão.

Se você concentra muito conteúdo no topo - por exemplo entretenimento e educação nas redes sociais - você atrai um monte de gente nova. Porém, gente que sem outros incentivos pode desistir, desanimar ou ir prestar atenção em outra coisa no meio do caminho.

Se você concentra muito conteúdo no meio do funil - por exemplo só posta as maravilhas do seu produto ou serviço - sem se preocupar igualmente com trazer um fluxo permanente de gente nova, corre o risco de só pregar para os já convertidos. Ou pior, para a parede do templo.

E por último, mas não menos importante, a humanidade caminha com preguiça e sem vontade. Se você não empurrar - se não tiver conteúdo e estratégias para o fundo do funil - a venda não anda. Ou anda na direção do seu concorrente que está empurrando mais firme que você.

Gostou do post?
Compartilhe! ↓ →

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Novo normal vai esvaziar (um pouco) as metrópoles?

Já que as empresas perceberam que o home-office veio para ficar, o próximo passo natural seria distribuir geograficamente a empresa: o gerente financeiro morar e trabalhar em Valinhos, a gerente de recursos humanos em Saquarema, um programador de software em Piracicaba o outro em Franca, enquanto a sede formal da empresa fica na Avenida Paulista.

Se as pessoas trabalham em home-office e conversam e se reúnem por teleconferência, sua localização não importa. As vantagens são gritantes: a empresa pode procurar talentos onde houver e o talento pode procurar trabalho onde houver.

Passado o desconforto com a quebra da tradição, com o "mas não é assim que as empresas sempre trabalharam", o trabalho distribuído pode se tornar uma revolução de eficiência e lucratividade tão grande quanto foi a do e-commerce nos últimos anos.

Porque você se amontoa com mais dez milhões de pessoas
Se perguntado diretamente, todo morador de grande metrópole responde que mora assim por causa dos bares e restaurantes, dos teatros, cinemas, shoppings, parques e outras opções de lazer, além do acesso a melhores hospitais e escolas. É comum a pessoa não citar, ou citar por último a razão mais importante: ganhar dinheiro.

Acontece que nas metrópoles há mais mercado para a maioria dos profissionais e empresas. Em busca dessas oportunidades de renda melhor as pessoas engolem o trânsito congestionado, o metrô e ônibus lotado, a poluição, os custos de vida e de moradia mais altos, a criminalidade e outros sapos da cidade grande.

Claro que atrás do dinheiro as vantagens da cidade grande se retroalimentam: tem mais escolas boas porque tem mais famílias com renda alta, tem mais bons hospitais porque tem mais gente com plano de saúde, tem mais shoppings porque tem mais gente com renda excedente para consumo e assim por diante.

O círculo virtuoso
Em um possível futuro de trabalho remoto / home-office, onde tudo que puder ser levado a este modelo o seja, poderia haver a contratação generalizada de funcionários fora da cidade-sede de cada empresa.

Com isso haveria uma diminuição do incentivo para as pessoas mudarem-se para a cidade grande e até criaria motivação para saídas de quem já mora lá. Também haveria uma consequente distribuição da renda para fora da regiões metropolitanas, que poderia levar os serviços - shoppings, escolas, hospitais, restaurantes, etc. - a ir atrás de onde está a renda, contribuindo para o êxodo.

Ao longo do tempo esse movimento poderia levar ao melhor dos dois mundos, as pessoas terem as oportunidades de trabalho e de renda da cidade grande, com qualidade de vida das cidade médias e pequenas. Sem prescindir de serviços de qualidade.

Devagar com o andor que o santo é de barro
Antes que o prezado leitor ache que eu estou deslumbrado com uma utopia de trabalho distribuído e a vida idílica da cidades pequenas e médias, permita-me listar as dificuldades para este cenário: primeiro, algumas atividades não podem ser fisicamente distribuídas. Os biólogos precisam ir ao laboratório, os técnicos de hardware precisam ir ao datacenter e muitas outras ocupações não são geo-independentes.

Depois, tem gente que gosta da muvuca. Há pessoas que preferem o convívio de um número enorme de outras pessoas, que a metrópole oferece. E por último, mas não menos importante, a maioria dos negócios não-digitais se beneficiam do adensamento populacional: ter mais potenciais clientes a uma menor distância.

Assim, mesmo que o trabalho remoto decole, um possível movimento de pessoas para fora das mega-cidades será moderado.

O animal racional
Se a sensatez fosse o motor do espírito humano, a esta altura do campeonato a maioria das empresas deveria estar avaliando quais atividades poderiam ficar no home-office para sempre e se não haveria pessoas talentosas e de melhor custo/benefício, moradoras de outras cidades, para contratos de trabalho remoto.

O mesmo bom senso estaria levando muitos profissionais a refletir se, no futuro próximo, não daria para negociar ter a mesma renda com trabalho remoto, trocando o apartamento apertado na capital por uma casa espaçosa com jardim e quintal no interior. E de quebra, parar de ter medo de ser assaltado cada vez que vai até a padaria.

No entanto, se as redes sociais são um termômetro do estado de espírito das empresas e seus empregados, a racionalidade tem sido atropelada pelo desejo de voltar logo para 2019, quando a gente era feliz e não sabia... Tenho visto mais posts na linha "Como promover a volta segura ao escritório" do que na direção contrária: "Como aproveitar essa deixa que já está muita gente em home-office para implantar de vez o trabalho distribuído".

A praia, a montanha e outros sonhos
A essa altura ainda é difícil avaliar se dessa vez o escritório geograficamente distribuído decola ou não e com ele algum esvaziamento das metrópoles. O que podemos dizer com certeza, é que nunca houve uma chance tão propícia para que isso aconteça.


Gostou do post?
Compartilhe! ↓ →

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Novo normal: A área comercial ficará no home office?

Na nossa opinião, uma coisa já ficou clara: o home-office tem funcionado e por isso muita gente não vai voltar para o escritório. Porém há uma incerteza nesta estória: dá para vender no B2B sem sair de casa? As vendas empresariais podem funcionar sem a visita cara a cara do vendedor? A área comercial pode ficar no home office, como parece que muitas áreas ficarão?

Uma agradável surpresa
Em meio ao tsunami de más notícias da pandemia tem sobrado pouco espaço na mídia para se falar de uma coisa muito positiva que está acontecendo simultaneamente a toda essa desgraça: funcionou bem a transição de uma quantidade enorme de gente do escritório tradicional para o home-office.

Várias companhias como Facebook, Google, Microsoft, Amazon e Twitter já avisaram que vão esticar o período de home-office, independente de os governos permitirem volta. Falam em volta parcial ou em etapas aos escritórios para o final de 2020, outros para começo de 2021. Se essas empresas não estão com pressa em voltar assim que legalmente possível, é claro que o home-office está funcionando. O Twitter em particular já avisou que, para maioria dos seus funcionários, o home-office será para sempre.

E não são só as "Big Techs" - as maiores empresas americanas do Vale do Silício - que perceberam que home-office funciona.  Também muitos pequenos e médios escritórios lá e aqui no Brasil, dos mais variados ramos, desde escritórios de contabilidade até agências de marketing (um ramo que eu conheço bem 😃 ), tem tido a agradável surpresa de descobrir que com as pessoas trabalhando na casa delas a empresa continua funcionando perfeitamente.

A lanterna na popa
Esse que vos escreve já tem muita experiência no mundo do marketing e das vendas e assistiu muitas mudanças de cenário, em particular o crescimento do marketing e vendas pela Internet. No entanto ao longo desse tempo todo houve uma coisa que permaneceu constante: a necessidade do contato presencial para as vendas B2B, (business to business, de empresa para empresa).

A sala de reunião, o aperto de mãos, a troca de cartões tem sido fundamentais no estabelecimento de relações entre empresas. Depois de estabelecida a relação, às vezes as vendas subsequentes até são feitas por telefone, e-mail ou quase automaticamente por programação, mas a tradição da presencialidade no estabelecimento da relação, ou no fechamento de negócios maiores, nunca foi quebrada nos anos em que acompanhamos essas questões.

Porém, como dizia o saudoso economista Roberto Campos, a experiência é uma lanterna na popa do barco. O futuro sempre está na sua proa, no escuro.

O Zap, o Zoom e outras higiênicas ferramentas começadas por Z
Será que as ferramentas de teleconferência serão capazes de substituir a reunião presencial de vendas? Será que na tela do Whatsapp conseguiremos ler todos os sinais não verbais que ajudam a balizar uma negociação? Será que a tela do Microsoft Teams vai conseguir incutir a imponência e a intimidação da mesona no 21º andar, com vista para a Ponte Estaiada? E será que precisa?

Se você costuma vir a esse blog procurando certezas, essa é uma das vezes que não sairá satisfeito. Acreditamos que muitas atividades das empresas não voltarão do home office quando isso for seguro, porque o home office provou que funciona, é mais barato e melhora a qualidade de vida da maioria dos funcionários. Mas para as vendas B2B é difícil julgar se pode funcionar à distância. O que o prezado leitor acha?

Gostou do post?
Compartilhe! ↓ →

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Você voltar para o escritório? Pode ser que não.

Previsão de futuro é uma profissão de risco, mas na nossa opinião, muitas das pessoas que estão trabalhando em home-office vão continuar trabalhando em casa conforme a pandemia for melhorando e acabando e, na verdade, para sempre. Acompanhe comigo prezado leitor:

Eu adoro congestionamento
A troco do que você fica uma hora preso no trânsito pra ir, mais uma hora preso no trânsito para voltar, só para poder ficar algumas horas respondendo e-mails e dando telefonemas? Ou 40 minutos de metrô lotado pra ir e uma hora pra voltar (porque à tarde o metrô piora) só para revisar no Excel a previsão de vendas, ou o orçamento da filial?

Essa mecânica de ida e volta da casa para o trabalho foi criada para o operário da fábrica, que não pode trazer a prensa de metal para casa, ou para a época que computadores e linhas telefônicas eram caros e tinham que ser compartilhados entre vários funcionários do escritório.

Com o super-barateamento da informática, linhas telefônicas e de Internet, qualquer pessoa pode ter a computação e comunicação de um escritório em casa e fazer em casa, o que faz no escritório.

Eu adoro reunião
Ah, mas como fica aquela hora que todos os gerentes sentam no escurinho da sala de reunião, em volta daquela mesona, enquanto o diretor passa um interminável Power-Point com os planos infalíveis de dominação do mercado, válidos para o terceiro quartil do ano fiscal?

Desde o primeiro mês de quarentena já ficou claro que dá para recriar a mesmíssima dinâmica da sala de reunião com o Microsoft Teams, Zoom, Google Hangouts e similares, incluindo aí metade do público dormindo e a outra metade voando.

E para os poucos casos em que uma reunião é realmente a melhor forma de abordar um problema, o Teams também resolve, melhor que presencialmente, porque organiza e documenta automaticamente a troca de informação entre os participantes.

O seu diretor financeiro não é tonto
Os CFOs, controllers e similares podem ser (e são) acusados de muitas coisas ruins nas conversas em volta da máquina de café do escritório, mas uma coisa você tem que admitir: ninguém chega a uma posição dessa sendo bobo. E na planilha que eles olham todo dia, um das linhas mais no alto é a que contem o escorchante aluguel daquele belo escritório na Faria Lima, Berrini ou Paulista.

Sim, parte desse custo é marketing. É para impressionar visitantes com a portaria de mármore de pé direito triplo e a vista do Jóquei Clube que o 17º andar tem. Mas a maioria das atividades de qualquer empresa não precisa dessa vista. Se der para a empresa operar com esse espaço pela metade, um terço, ou talvez menos, os financeiros vão cortar. E a quarentena provou na prática que dá.

E antes que você pense que nossa argumentação não vale para a pequena empresa, cortar o aluguel do sobradinho onde ela fica é proporcionalmente tão bom para ela, ou até melhor, que a multinacional cortar o conjuntão no prédio envidraçado.

Mas se home-office é tão bom, porque não foi adotado antes?
A essa altura desse post o prezado leitor pode estar pensando: há alguns meses atrás, antes desse meteoro atingir a Terra, todas essas vantagens já eram verdade e todas essas ferramentas de Internet e computação já existiam. Por que a migração para home-office não aconteceu antes?

Na nossa opinião, a maioria dos executivos e empresários já via algumas das vantagens do home-office, e já vinha em alguns casos experimentando. Porém, temia fazer uma mudança radical. Arriscar virar de ponta cabeça uma mecânica conhecida, que estava funcionando há anos. Porém, gostando ou não, com medo ou não, a pandemia obrigou todos a fazer o teste, a aceitação e a implantação de uma tacada só.

Nem tudo são flores
Apesar de alguns bons resultados preliminares da migração maciça para o trabalho remoto, também algumas dificuldades estão ficando claras. Algumas são devidas à adoção forçada e apressada e não a problemas no conceito. Por exemplo "a velocidade da Internet na minha casa não é boa" ou "não tenho um escritório montado em casa".

Essa e outras questões operacionais e administrativas vão ser resolvidas rapidamente, conforme as pessoas e as empresas forem aprendendo, se adaptando e fazendo pequenos investimentos. E já está acontecendo. Uma empresa de nosso relacionamento contratou Internet mais rápida para a casa dos funcionários e outra enviou cadeiras de escritório mais confortáveis para seus funcionários em casa.

Outros problemas são mais complicados, como os pais com crianças pequenas de quarentena em casa. Eles precisam dividir seu tempo entre atividades de escritório, professor, babá e entretenimento infantil. Mas esse não é um problema do home-office, é um problema da quarentena das crianças. Se resolverá quando as escolas retomarem as atividades.

O animal social
Sério também é que, para muitas pessoas, o escritório era parte importante do convívio social, da interação humana. Na verdade, muitas pessoas passavam mais tempo com os colegas de escritório do que com quaisquer outras pessoas. Às vezes mais até do que com a família nuclear. Trabalhar em casa, que tira esse convívio, pode levar à melancolia ou até depressão.

O futuro não é mais o que era antes
Como dissemos no começo, previsão de futuro é uma missão arriscada. Pode ser que um remédio eficaz ou a vacina surjam mais rápido do que as expectativas. Pode ser que chegue logo a chamada "imunidade de manada" - ter tanta gente que já teve contato sintomático ou assintomático com o vírus que interrompa a transmissão. Se isso acontecer, é provável voltar com força o modelo de trabalhar todo mundo no mesmo escritório físico. Força do habito e do conhecimento.

Porém, quanto mais a saída da pandemia demora, mais as empresas estão vendo na prática o que funciona ou não no home-office. Também estão aprendendo e investindo em técnicas e ferramentas.  É provável que quando o perigo diminuir, muito do que estiver funcionando bem em home-office vá ficar, porque será mais prático e barato que trazer de volta para o escritório.

Dias melhores
Se esse futuro pós-pandemia com muita gente em home-office permanente se concretizar, a falta de socialização talvez possa ser combatida com atividades em grupo semanais ou quinzenais, no que restar do escritório central ou em locais para isso. Poderá ser o melhor de dois mundos. As vantagens do home-office - menos trânsito, menos poluição, mais tempo pessoal e para a família - sem abrir mão da saudável socialização com os colegas de trabalho.

Gostou do post?
Compartilhe! ↓ →

terça-feira, 5 de maio de 2020

3 boas notícias (digitais) em meio à pandemia

Como acontece uma diminuição da sensibilidade das pessoas para as mesmas más notícias repetidas todos os dias, para manter a atenção do público a grande mídia parece estar em um campeonato de quem encontra a maior fonte de desesperança, ou a imagem mais chocante.

Nessa competição macabra por audiência, muitas vezes é dado pouco destaque às coisas boas que também tem acontecido no Brasil. Gostaríamos de destacar algumas, vindas do mundo digital, assunto deste blog:

1) A infra-estrutura da Internet brasileira aguentou
Milhões de estudantes, do fundamental à pós-graduação assistindo aulas remotamente, milhões de outros brasileiros tralhando em casa - o home office - e mais outros milhões se entretendo em serviços de streaming como o Netflix ou Spotify, para minimizar o tédio da quarentena. Simultaneamente. Se você dissesse em janeiro desse ano que isso iria acontecer, muitos profissionais de T.I. e telecom previriam lentidões e travamentos

No entanto, para a nossa agradável surpresa esse gigantesco aumento da carga sobre as linhas de comunicação da Internet brasileira aconteceu sem sustos ou solavancos.

2) O home-office está funcionando
A migração para o trabalho remoto está sendo um aprendizado para todos - empresários e trabalhadores - e algumas arestas ainda estão sendo aparadas. No entanto, no que diz respeito à produtividade, embora não tenhamos uma estatística formal, temos ouvido de muitos empresários e executivos que conversamos nessa quarentena que a transição para trabalho em casa tem sido relativamente fácil e o desempenho do pessoal no home office tem sido satisfatório.

Em alguns casos - por exemplo alguns departamentos de desenvolvimento de software - temos notícias de que a produtividade até aumentou em relação ao que acontecia no escritório. E do lado dos empregados, mesmo sentindo falta do convívio social com os colegas, muitos já estão experimentando diariamente as óbvias vantagens de descartar a viagem de ida e volta, especialmente complicada nas metrópoles.

A coisa está indo tão bem que acreditamos que algumas empresas decidam manter parte de suas atividades em home-office quando a pandemia acabar ou diminuir, porque o desempenho tem sido bom, o custo é menor e melhora a qualidade de vida de muitos empregados.

3) O ensino remoto está funcionando (pelo menos em parte)
Primeiro vamos à parte problemática: se prezado leitor está em home-office e é pai de criança no ensino fundamental, pode estar muito incomodado com a mudança forçada para ensino remoto e "homeschooling". As crianças menores não conseguem estudar sozinhas no computador, então os pais tem que atuar como professores. Além do ensino, também precisam substituir os serviços de babá e entretenimento que a escola provia. E some-se que alguns aspectos do ensino fundamental, como a alfabetização, exigem uma especialização profissional que os pais não tem. Esse acumulado de dificuldades compõe uma parte do ensino remoto ainda mal resolvida.

Agora, a parte positiva: no ensino médio, cursos pré-vestibulares e faculdades a situação é melhor, há histórias de sucesso  na transição para o ensino remoto. Muitos professores conseguiram se adaptar bem às novas ferramentas digitais e do outro lado da linha, os alunos - adolescente e jovens adultos, sabem e gostam de se comunicar pela Internet. Testemunhamos vários relatos sobre aulas por teleconferência que tiveram uma avaliação tão boa quanto, ou até mesmo melhor, que as presenciais.

Além disso, aulas ao vivo por teleconferência tem sido gravadas para uso posterior e também sido complementadas por aulas pré-produzidas em vídeo. Uma vídeo-aula pode ter mais recursos que uma aula ao vivo, como um filme pode ter mais recursos que uma peça de teatro. E um vídeo pode ser assistido em horários diferentes de acordo com a disponibilidade do aluno ou assistido várias vezes, para assuntos mais difíceis.

A viabilidade e algumas vantagens do ensino de adolescentes um pouco mais velhos, jovens adultos e adultos pela Internet estão ficando mais claras à medida que as escolas vão descobrindo e desenvolvendo técnicas e ferramentas. Acreditamos que quando a pandemia diminuir ou acabar muitas escolas, alunos e pais vão considerar não voltar ao ensino tradicional em sala de aula, pelo menos não totalmente.

Um comentário final importante
Não queremos neste post minimizar o impacto em vidas humanas e sofrimento das famílias, nem as perdas econômicas trazidas pela pandemia. Também não queremos negar que a luz no fim do túnel ainda não está tão visível quanto gostaríamos, para o Brasil e para o mundo. Apenas queremos destacar que alguns aspectos da transformação digital forçada e apressada que tivemos que fazer estão se mostrando melhores que a expectativa e podem até deixar um legado positivo para o pós-pandemia.

sexta-feira, 24 de abril de 2020

5 dicas para sua empresa criar conteúdo de marketing na pandemia

As pessoas confinadas em casa estão consumindo mais conteúdo digital, estão gastando mais tempo acessando a Internet. Você pode se aproveitar disso criando conteúdos para elas: vídeos, textos, apresentações, tutoriais e aulas, etc.

Se você estiver podendo vender agora, esse conteúdo que você puser na Internet já ajuda no curto ou médio prazo. Se seu negócio estiver legal, física ou psicologicamente bloqueado pela quarentena, pelo menos você vai se mantendo presente no imaginário da freguesia, para quando puder voltar a vender.

De quebra, se você conseguir criar um mecanismo de produção regular de conteúdo e encontrar uma boa agência (como a Vendere 😃) para ajudá-lo, isso vai ser útil para agora, para a quarentena mais dura e também vai ajudar na abertura gradual que vai se seguir. Bem feito, marketing de conteúdo pode ajudar sua empresa para sempre.

As 5 dicas

1) Lives podem ser uma boa opção
O sucesso das lives - transmissões de vídeo ao vivo pela Internet - tem sido enorme. A Marília Mendonça quase derrubou o Youtube quando mais de 3 milhões de pessoas acessaram simultaneamente a live dela. Deu até notícia no New York Times. Haja sofrência... e há muitos outros exemplos de lives bem sucedidas.

A proliferação das lives nestes tempos de isolamento se deve primeiro ao fato que elas conseguem recriar um pouco da mágica do contato presencial, ao vivo, que as pessoas sentem falta. Segundo, porque o custo de produção é muito baixo. No extremo, tudo o que você precisa para fazer uma live é um celular. E terceiro, por que dá para fazer sem ninguém furar a quarentena.

Porém, as de maior público são as de pessoas que já lotavam estádios antes, como Bruno e Marrone ou Ivete Sangalo. Sua empresa não tem essa audiência prévia. Uma live com audiência pequena já ajuda seu marketing, mas se você quiser tentar alcançar mais gente, pode tentar pelo menos dois caminhos:

a) Ter na sua live alguém famoso. Por exemplo, você conversando com um empresário conhecido, ou com um autor, coach ou palestrante famoso no seu mercado. Você amarra sua canoinha no transatlântico do famoso; e b) Tentar criar um conteúdo muito, muito atraente para seu público . Nisso, as dicas seguintes podem ajudar.

2) Ligue seu conteúdo ao novo Coronavírus
Seja uma live, um vídeo pré-gravado, um texto no blog, um infográfico, uma sequência de slides de power point, ou qualquer outro tipo de conteúdo, ter as palavras "Coronavírus", "Covid-19" ou "Sars-Cov-2" no título e no link aumenta a chance das pessoas quererem ver. É o assunto que as pessoas mais estão preocupadas agora.

No entanto, para alguns negócios vai ser mais fácil e para outros mais difícil, talvez impossível, encontrar uma ligação real entre o que você tem para dizer, seus produtos e serviços e a pandemia. Não adianta você colocar Coronavírus no título, a pessoa clicar e quando ela chegar no seu conteúdo o assunto é outro ou a ligação com a pandemia é meio forçada. A pessoa pode se sentir enganada e ser um tiro no próprio pé do seu marketing.

3) Tente mostrar como seu produto ou serviço pode ajudar economicamente na crise
Depois do risco da doença, a segunda coisa que mais atrai a atenção das pessoas hoje em dia é o risco de perder o emprego ou a empresa falir, na bruta crise econômica que a pandemia está provocando.

Se sua empresa, produtos ou serviços tem alguma possibilidade de contribuir para as pessoas ou outras empresas atravessarem economicamente a crise, esse é um viés que pode ser dado também a qualquer tipo de conteúdo, um enfoque da sua comunicação que vai chamar a atenção

4) Tente abordar problemas provocados pelo confinamento
Uma outra coisa que atrai muito a atenção hoje em dia são as mudanças e agruras provocadas pelo confinamento. Perrengues conjugais, educação e entretenimento das crianças fora da escola, fazer exercícios sem ir à academia, administração e segurança no home office, etc.

Se você encontrar uma ligação razoável, natural, entre sua empresa, produtos ou serviços e o controle ou enfrentamento destas questões, qualquer tipo de conteúdo a este respeito pode provocar mais interesse.

5) Dê boas notícias
Em meio ao bombardeio vindo da mídia com notícias depressivas, se você tiver alguma coisa positiva para contar, pode atrair a atenção de quem está procurando um tico de alívio. E funciona para o seu marketing mesmo que o que você tenha para contar esteja indiretamente ligado à sua empresa, produtos ou serviços.

Vale casos de sucesso técnicos ou econômicos, seus ou de clientes em meio à crise, vale ações beneméritas ou assistenciais suas e ou de seus clientes e qualquer outra informação que dê um pouco de conforto ou esperança.

Gostou do post?
Compartilhe! ↓ →

quarta-feira, 15 de abril de 2020

3 coisas que dá para fazer na quarentena (para seu marketing digital)

Você deve ter visto muitos artigos e vídeos com dicas e tutoriais sobre o que fazer durante a quarentena.

Se você tivesse seguido só uma pequena parte já teria 3 mestrados online gratuitos, também já teria redecorado a casa só movendo as coisas de lugar e, de quebra, aprendido a fazer lindas esculturas ornamentais com a terra do jardim de sua casa, cozida no microondas...

Gostaríamos de dar aqui mais uma abordagem sobre coisas a fazer na quarentena, mas com o viés desse blog: melhorar o marketing digital da sua empresa.

O Sol vai nascer amanhã
Mesmo que as oportunidades para sua empresa em particular sejam muito pequenas ou nulas no presente, muitos dos seus possíveis clientes estão planejando, ou pelo menos sonhando, o que farão quando as coisas melhorarem um pouco. Um bom contato com seu site, blog e/ou redes sociais agora pode resultar numa venda mais a frente.

AS 3 COISAS

1 - Melhora da presença da sua empresa na Internet
A familiaridade e o dia-a-dia podem fazer você não prestar muita atenção na sua presença digital e deixar de perceber que ela está ficando para trás de seus concorrentes. E bem nessa hora que o contato mais importante que um cliente ou futuro cliente pode ter com você é pela Internet.

Uma reavaliação da sua presença digital, feita por uma boa agência, pode mostrar onde mexer, se necessário. Se você precisar melhorar, por exemplo fazer um upgrade no seu site, o lançamento de um blog ou a inclusão de novos conteúdos em suas redes sociais, isso pode ser feito em prazos relativamente curtos e de forma totalmente remota, você aí e a agência aqui.

2 - Criação de conteúdos específicos para serem consumidos na quarentena 
A massa de gente confinada em casa está necessariamente consumindo mais conteúdo digital. Claro que o grosso disso são notícias sobre a pandemia para se estressar e séries da Netflix, para tentar se desestressar... Mas parte desse conteúdo que as pessoas vão ver na quarentena pode ser da sua empresa, como um artigo de blog ou um vídeo no site.

É necessário pensar uma estratégia sobre o que seu público em particular poderia querer ver nesse momento e criar de acordo com essa estratégia. Se você tiver o que vender agora é uma oportunidade de falar com clientes e possíveis clientes, se não tiver  pelo menos você vai mantendo sua marca e sua imagem vivas no mercado e quando der, vende.

3 - Criação de produtos digitais
Talvez você já estivesse pensando nisso antes da pandemia e ela só tenha apressado os planos, talvez você tenha que sair do zero, mas será que não haveria ligado a seu negócio um produto digital, ou um acessório digital a um produto ou serviço físico que você possa criar?

Eu sei que você (e eu e o resto da humanidade) gostaríamos de continuar fazendo negócios do jeito que já sabíamos e estávamos acostumados a fazer e, se fossemos lançar uma novo produto ou serviço, fazê-lo em um cronograma mais tranquilo e sem incertezas econômicas. Mas o mundo é o que é e não o que gostaríamos que fosse...

Mas agora é a hora de mexer nisso?
Provavelmente existem muitas coisas que você poderia ou gostaria de fazer para melhorar sua empresa, produtos ou serviços, que agora nessa crise não são possíveis ou são muito difíceis.

Porém, se há uma coisa que dá para fazer agora, começar hoje se você quiser, é mexer na presença da sua empresa na Internet: renovar seu site, criar um blog, publicar novos conteúdos no site, blog e redes sociais e, quem sabe, até lançar algum produto ou acessório digital.

Um projeto de desenvolvimento de tecnologia e conteúdo para a Internet pode ser feito de forma completamente remota. Reuniões por "Zap", Zoom e outras ferramentas começadas por Z 😃, apresentação e aprovação via Internet e disponibilização para o público via site, blog e redes sociais.

Além disso, as agências digitais sensatas (como a Vendere) tem planos de pagamento adequados ao momento que vivemos, com preços mais camaradas, parcelas postergadas e outras facilidades, para enfrentarmos todos juntos esse momento difícil.

Gostou do post?
Compartilhe! ↓ →

segunda-feira, 6 de abril de 2020

9 dicas para vídeo-reuniões mais produtivas no home office

Com a adoção em massa do home office, as reuniões de funcionários da empresa e também com clientes e fornecedores passaram a ser por vídeo - Skype,  vídeo do Whatsapp, Google Hangouts, Bluejeans, Microsoft Teams, Zoom, etc.

Como na Vendere há 18 anos a gente come, bebe e dorme Internet e já fizemos muitas vídeo-reuniões e vídeo-conferências, gostaríamos de compartilhar um pouco do que aprendemos para aumentar sua produtividade:

1) Só uma pessoa muito superficial não acredita nas aparências
Claro que todo mundo que lê esse blog sabe que não é para fazer reunião de pijama, mas estar em casa pode levar você a dar uma relaxada no padrão. Para suas vídeo-reuniões use as mesmas roupas, acessórios e rotina de grooming (banho, pentear/arrumar o cabelo, fazer a barba, maquiagem, etc.) que usaria se estivesse no escritório. De quebra, manter a rotina matinal e estar "bem arrumada(o)" aumenta a sua atenção e disposição psicológica para o dia de trabalho.

2) Olhos nos olhos
Nem a Gisele Bündchem fica bem naquele ângulo de baixo para cima que um notebook filma as pessoas, quando na mesa ou no colo. Se você não quiser parecer que saiu direto do set de Nosferatu para a reunião, levante a câmera até a altura dos seus olhos usando um suporte de notebook ou, se não tiver, use uma pilha de livros ou outro objeto que tiver em casa. (Tá, a Gisele talvez passasse. Já eu e você...)

3) Aquilo é um cesto de roupa suja?
Você gostaria que as pessoas prestassem atenção só na belíssima apresentação que está fazendo no vídeo, mas a tendência natural do ser humano é fazer um curioso e atento escaneamento de tudo que aparece na imagem. Então, ligue a câmera antes da reunião e verifique tudo que aparece atrás de você. Arrume o ambiente. Tire os livros ou escolha um ângulo ou distância que não dê para ler o títulos. Sempre opte por um fundo bem neutro.

4) Luz, mais luz!
Se você não quiser correr o risco de ficar a com aparência sinistra do Marlon Brando em Apocalipse Now, fique próximo e de frente para uma janela ensolarada. Além disso, um ambiente que parece bem iluminado ao olho pode ser insuficiente para a câmera então, mesmo de dia e perto da janela, também sempre experimente acender a luz do ambiente e veja se melhora. Evite janela nas costas porque o contraste da luz externa com a interna pode deixar o rosto mal iluminado, mas se não houver outro ângulo possível, feche a cortina ou persiana nas costas e acenda a luz do ambiente.

5) Au, au
Como não é possível (nem sensato ou legal 😃) envenenar o cachorro do vizinho ou amordaçar as crianças para a reunião, escolha um ambiente mais isolado, feche a porta e o vidro da janela. Além disso o microfone embutido do computador ou celular tem baixa qualidade e pega muito ruído ambiente. Use um conjunto microfone / fone de ouvido, como esses normais de celular. Também tente se lembrar de desligar o seu microfone durante o tempo que outras pessoas estiverem falando.

6) Tô ficando meio mareado
Imagem chacoalhando em uma conversa curta é ruim, em uma mais longa é insuportável. Para vídeo-reuniões sempre dê preferência a uma câmera fixa, mas se tiver que usar o celular, fixe-o em um suporte, ou coloque-o apoiado em uma superfície. Se você segurar o celular na mão (ou usar o notebook no colo) inevitavelmente a imagem vai ficar mexendo.

7) Abaixo o socialismo!
A banda passante (a velocidade de comunicação) do WiFi da sua casa é dividida por todas a pessoas que a estejam usando simultaneamente. Então, com seu cônjuge e filhos em casa e todo mundo trabalhando, estudando e se divertindo na Internet ao mesmo tempo, a velocidade pode ficar baixa para vídeo ao vivo bidirecional. Para evitar possíveis engasgadas ou travadas na imagem de suas reuniões, você pode se conectar por cabo ao roteador da casa, o que é nativamente mais rápido e não compartilhado.

8) A man with a plan
Se as reuniões no escritório costumam ser chatas e improdutivas, por vídeo a coisa pode passar de mal a pior. Um maneira minimizar isso é rascunhar um roteiro de itens a serem abordados e, especialmente, o objetivo claro e específico do que você quer atingir com aquela reunião, para poder encerrá-la quando chegar lá. Essa dica vale se você é quem teve a iniciativa ou tem controle da reunião. Se for o seu chefe, minha única dica é: aguente firme o blá-blá-blá. Emprego não tá fácil nessa crise...

9) Peraí só um pouquinho
Seja pontual com o horário programado para começar. Para evitar interrupções e esperas, ou a visão da sua cadeira vazia, faça um checklist de tudo que vai precisar na reunião e tenha antes tudo à mão, por exemplo papéis na mesa e as várias telas das informações já abertas no computador. E lembre-se, pior que a sua cadeira vazia, só a visão do seu traseiro passando na frente da câmera quando você levantar para ir pegar o papel que esqueceu...

10) No futuro todo mundo vai ter 15 minutos de fama - dica bônus -
Se você faz muitas reuniões remotas, mas principalmente se você quer causar uma excelente impressão em clientes por vídeo-reunião, ou ainda se você faz vídeo conferências para grupos grandes de pessoas, você pode considerar investir em um upgrade para um "kit Youtuber": câmera profissional/semi-profissional, tripé, microfone direcional ou de lapela e conjunto de luzes para vídeo. Um kit desse tipo que os Youtubers usam não é barato (especialmente uma câmera DSLR  como uma Canon T7i por exemplo) mas a diferença de qualidade é gritante e pode afetar a percepção que o cliente tem de sua empresa. De quebra, nas horas vagas você pode usar os equipamentos para se lançar numa nova carreira paralela, a de influenciador digital...

Gostou do post?
Compartilhe! ↓ →

segunda-feira, 30 de março de 2020

Coronavírus: 3 certezas e uma incerteza para sua empresa

A essa altura da pandemia gostaríamos de compartilhar com nossos leitores algumas de nossas certezas e incertezas para sua empresa em especial no que tange o marketing digital:

Incerteza
O quanto a pandemia vai afetar eu, você e o resto da humanidade.
 
Que a pancada vai ser dura é óbvio. Mas quanto a isso, só dá para torcer para o bom senso político e a ciência a fazerem menor. E, é claro, seguir todas as recomendações sanitárias e sociais.

Certeza 1
Você vai ter que se mexer para sobreviver economicamente durante e depois da pandemia
.
Com tanta notícia ruim é difícil não cair num certo desânimo, paralisia até. Mas os boletos, as contas, os impostos não param. Então, prezado leitor, é preciso se mexer.

Certeza 2
O marketing digital vai ser ainda mais importante nos próximos meses e anos.
Se a presença de uma empresa na Internet já era importante, com os contatos pessoais dificultados ou impossibilitados, ela agora é vital. E muitos dos hábitos e tendências criados durante a crise podem se estabelecer e tornar definitivos depois dela. Um investimento feito agora pode ser útil por muito tempo, mesmo depois da crise.

Certeza 3
Você pode (e na nossa opinião deve) melhorar sua presença digital durante a pandemia.
Há mudanças ou melhorias na sua empresa que é muito difícil ou impossível fazer agora. Mas se tem uma coisa que dá para fazer é mexer na sua presença digital. Uma boa agência digital (como a Vendere 😃) pode analisar seu site e suas campanhas na Internet, fazer um orçamento, criar, desenvolver e entregar um projeto, tudo remotamente. Você pode melhorar sua presença na Internet com tranquilidade e segurança para você e sua equipe.

Gostou do post?
Compartilhe! ↓ →

terça-feira, 3 de março de 2020

O site de pesquisa (fora o Google) a considerar

O Google é o site de pesquisa líder no mundo. Mas você sabe quem é o segundo colocado? Quando as pessoas não pesquisam no Google, onde elas pesquisam?

O outro cara que você tem que agradar
Essa dominância do Google - os estudos a respeito variam, mas estima-se que, globalmente, cerca de 75% de todas as pesquisas são feitas no Google - não é novidade, hoje em dia a maioria das empresas se preocupam em agradá-lo, em estar bem nas respostas a pesquisas, através de técnicas de SEO - Search Engine Optimization. Se você quiser se informar um pouco mais sobre isso há um post bem legal sobre SEO aqui no blog.

Mas para tornar sua vida de marqueteiro digital mais difícil e suas noites mais mal dormidas, tem um outro site de pesquisa, além do Google, que sua presença digital deveria começar a pensar em agradar também. O segundo lugar no mundo, com cerca de 3 bilhões de pesquisas por mês, mais pesquisas que Bing, Yahoo, Duckduckgo e outros somados.

É o YouTube.

Site de pesquisa?
A essa altura do post, ocorreu para parte dos leitores: Peraê, peraê. O YouTube não é um site de pesquisa, como o Google ou Bing. É um portal de streaming, um lugar aonde as pessoas vão para assistir vídeos. Já para outra parte dos leitores ocorreu:  Tá pensando o quê, tá pensando o quê? O YouTube não é um site de pesquisa. É uma rede social, onde as pessoas interagem através de seguidores, comentários, curtidas e compartilhamentos.

Os dois grupos de prezados leitores deste blog estão certos. O YouTube tem características de ambas as coisas - portal de streaming e rede social. Acontece que, independente de definições ou nomenclaturas que queiramos dar, as pessoas vão procurar respostas às suas questões, dúvidas e necessidades digitando na caixa de pesquisa do YouTube. Em muitas situações as pessoas preferem ver em vídeo alguém falando ou explicando o que elas querem saber, ou uma demonstração prática, ou ainda um documentário ou uma reportagem sobre o assunto.

As maior diferença de uma pesquisa feita no Google ou Bing de uma feita no YouTube é que os primeiros respondem com links para vários tipos de conteúdo - textos, imagens, mapas, vídeos, etc. - enquanto o YouTube sempre responde com links para vídeos. Além disso, os conteúdos que o Google e Bing apontam estão hospedados por toda a Internet e o YouTube só aponta conteúdo hospedado nele mesmo.

Gostou do post?
Compartilhe! ↓ →

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

7 dicas de marketing de conteúdo

Publicar regularmente conteúdo educativo e informativo - dicas, tutoriais, casos de sucesso, etc. - no seu site ou blog é uma das formas de marketing de melhor custo/benefício. Veja 7 cuidados que podem ajudar nessa estratégia de marketing de conteúdo:

1 - Estabeleça uma buyer persona
Lembre-se que o que você publica no seu site, blog ou redes sociais não é para você ou para outras pessoas da sua empresa, é para seu público alvo, os seus possíveis clientes. Vale então uma reflexão para nortear seu planejamento do conteúdo: Quem é esta pessoa que eu quero que veja meu conteúdo? O que ela gostaria de ver? O que eu / minha empresa gostaríamos que essa pessoa visse?

É preciso não cair na tentação de achar que seu público alvo é todo mundo. Claro, você gostaria que toda a humanidade e mais um pouco comprasse de você, mas aqui é preciso honestidade e humildade para focar a comunicação no seu público típico, o que orienta a criação, mas necessariamente vai deixar alguém de fora. 

2 - Adote um calendário de publicação 
Os humanos são criaturas de habito. E se acostumam especialmente rápido com o que os agrada, com o que gostam. Então, para o caso de um possível cliente achar algum conteúdo seu na Internet e gostar, eu tenho boas e más notícias para você. As boas são que ele pode voltar para mais. As más, são que ele pode voltar para mais... 

É trabalhoso, mas é preciso criar um fluxo contínuo de novas peças para que, ao voltar, a pessoa encontre outra coisa que goste e depois outra e assim por diante, o que com o tempo pode conduzir à venda. Se a pessoa voltar à presença digital da sua empresa e não encontrar lá conteúdo novo, ou se ele for de baixa qualidade, a chance dela não voltar mais (levando embora uma possível futura venda) é grande.

3 - Evite conteúdo muito vendedor
Eu sei. Você precisa vender logo. Se sócio, preocupado com as contas (e o insaciável fisco) que não esperam. Se executivo, preocupado com bater a cota, porque o chefe também não espera. Debaixo desse stress, você pode sentir que todo esse conteúdo educativo e informativo publicado no seu site não está pressionando o suficiente para o pedido sair logo.

E não está mesmo. O marketing de conteúdo cria relacionamentos, confiança e conhecimento. Prepara o terreno. A venda propriamente dita é feita por outras formas de marketing ou vendas. Uma tentação a ser evitada no marketing de conteúdo é espantar, com um malho comercial muito óbvio, o cliente que veio até ele procurando se informar. 

4 - Pense nas diferentes fases da venda
Para convencer alguém a comprar, especialmente produtos ou serviços de valor mais alto ou de ciclo de venda mais longo, geralmente são necessário vários contatos do possível cliente com seu conteúdo, ao longo da jornada entre ele nem saber que você existe e bater o martelo: o funil de vendas.

Os interesses e curiosidades de cada cliente, a cada visita dessas, são diferentes. Depende se é um primeiro contato, uma primeira pesquisa, ou se é um cliente mais informado a respeito da sua empresa, produtos e serviços, mais perto de uma possível decisão. Então produza  conteúdos mais introdutórios, mais de apresentação, intercalados com outros mais detalhados ou técnicos.

5 - Não copie e cole
Produzir conteúdo de qualidade regularmente dá trabalho. Some-se a isso as outras atividades de marketing e preocupações da vida, às vezes pode dar a tentação de cortar caminho, aproveitar conteúdo que você mesmo publicou no passado, ou pior, que outras empresas publicaram. Copia-se um pouquinho daqui outro pouquinho dali e pronto. Conteúdo novo sem muita trabalheira.

Essa prática, além de imoral e poder ser ilegal (por questões de copyright) é contraproducente porque o visitante frequente, ou mais interessado naquele assunto, pode perceber o plágio (justamente o tipo de visitante que é bom agradar). Além disso, o Google penaliza conteúdo repetido, rebaixando-o nas respostas à pesquisas. Esqueça o copy-and-paste. Vale a canseira, crie conteúdo original. 

6 - Capriche nas imagens
Embora o convencimento de um artigo ou post (como este que você está lendo agora) seja feito pelo texto, o que costuma atrair a atenção primeiro, especialmente de quem está só "passeando" pela Internet, é a imagem, uma boa foto. E, é claro, você precisa que haja esse primeiro interesse para a pessoa querer ver o resto.

Uma das melhores maneiras de se ter boas fotos para ilustrar conteúdo é fotografar, não comprar fotos prontas. Fotografando você tem muito melhor controle da mensagem, e da qualidade. Mas caso fotografar seja caro ou muito complexo para alguns de seus conteúdos, não se iniba de recorrer a bancos de imagens. Só tenha cuidado com o possível irrealismo, em particular com imagens de bancos internacionais, onde os biotipos, paisagens e decoração, e até mesmo as metáforas podem fugir muito das brasileiras.

7 - Facilite o compartilhamento
Uma das vantagens do marketing de conteúdo na Internet é que com qualidade (e um pouco de sorte) as pessoas podem compartilhar seu conteúdo com amigos delas, multiplicando o alcance da sua mensagem. O "pouco de sorte" fica por conta de que ninguém pode garantir que um determinado conteúdo vai ser muito compartilhado na Internet, não dá para fabricar um conteúdo viral na marra.

O que dá para fazer porém, é facilitar o compartilhamento acontecer, destacando os botões de compartilhamento em algum ponto do próprio conteúdo ou da página e também solicitar que o visitante o compartilhe. Não custa pedir...

Gostou do post?
Compartilhe! ↓ →

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

As pessoas (e o Google) gostam de site rápido

É mais ou menos óbvio que se seu site demorar demais para carregar na tela do visitante existe o risco dele se chatear e até abandonar o processo e ir para outro site. Mas quanto é "demais"?

A resiliência humana diante de telas é muito estudada e, grosso modo, o que vemos é que se seu site carrega na tela em até uns 2,5 segundos você pode dormir tranquilo. Até 4 segundos talvez você perca um ou outro estressado, mas não é motivo para alarme. Já mais de 5 segundos de carga e indo em direção aos 7, 8 ou 10, já é caso de estudar se possível alguma otimização.

Lembrando que tudo isso é na média, é estatística. No caso a caso, vai entrar na equação o bom humor do cidadão naquele dia, quantas xícaras de café ele já tomou e quão importante para ele é o que ele está esperando, entre outras variáveis.

Digite o número do telefone com DDD...
Vale dizer que por "tempo de carga" do site entenda-se que não é necessário a página inteira já estar disponível, mas apenas o suficiente para o visitante começar a interagir com ela, por exemplo o menu de opções poder ser clicado. Você já deve ter percebido como isso funciona quando teve que ligar  para algum SAC telefônico (Serviço de Atendimento ao Consumidor): enquanto você está ouvindo música o seu enfurecimento é crescente, mas a hora que começam a lhe pedir o CPF - a hora que você começa a interagir - já dá a sensação de estar sendo atendido.

O Google também
Os donos de sites, além da freguesia, tem que se preocupar também com o onipresente Google e sua dominância no mercado de pesquisas. Um dos caminhos comuns das pessoas acharem sites na Internet é via pesquisa e o Google já declarou publicamente que valoriza a velocidade de cada site, na hora de formar a lista de sites que vai ser mostrada como resposta a uma pesquisa.

Por exemplo, se você pesquisar "comprar bicicleta", o site de vendedor de bicicletas que carregar mais rápido tende a ser mostrado antes na lista de respostas à pesquisa, se todo o resto for igual aos sites concorrentes, nas muitas variáveis que são consideradas nesse ranqueamento. O Google afirma que faz isso para estimular que os donos de sites forneçam uma melhor experiência para os usuários, o que é verdade.

Mas, além do bem do próximo, há interesse próprio do Google também. Se os sites fizerem um esforço danado para serem enxutos e compactados visando rapidez, o Google economiza o tempo e o dinheiro dele, no trabalho de ficar regular e periodicamente acessando e indexando todos os sites da Internet (se você ainda não tinha pensado nisso, imagine a conta de linhas de comunicação que o Google deve pagar mundialmente).

Parei na contramão
Porém, na na direção contrária dessa pressão para acelerar a carga do seu site na tela do visitante, está o fato que muitos recursos interessantes - que também enriquecem a experiência do visitante e podem diferenciar seu site - podem atrapalhar a rapidez da carga, como por exemplo fotos de boa qualidade e vídeos. Mesmo fontes - letras - mais legais podem atrasar a carga, em relação às fontes sem graça embutidas no sistema. Que fazer?

Virtus in media stat
Como já advertia São Tomás de Aquino na sua Suma Teológica, uma virtude exagerada pode levar a um pecado... embora o santo frade não estivesse no ano de 1273 já pensando na Internet 😃, o princípio se aplica. Uma boa agência digital (como a Vendere) tem que ter a arte e a ciência para encontrar o delicado balanço que é ter recursos no site que encantem o visitante, sem comprometer demais a velocidade. E ter um olho no peixe e outro no gato: tentar ficar dentro, ou um pouco abaixo, da média de tempo dos sites dos principais players do mercado onde aquele site concorre.

Gostou do post?
Compartilhe! ↓ →