quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

O que é CMS - Content Management System


As tecnologias de CMS permitem que pessoas não técnicas possam editar seus próprios sites. Quais são as vantagens e desvantagens da opção por tecnologias CMS para o site de uma empresa?

O que é CMS
CMS - Content Management System - é o nome genérico de uma série de tecnologias de construção de sites que permitem que pessoas não técnicas de informática possam publicar, apagar e alterar conteúdo em um site já pronto. Por exemplo, os CMS permitem o dono da empresa ou pessoas do departamento de marketing mexer nos textos, imagens e vídeos do site.

Os sites construídos com essas tecnologias tem duas "caras": uma pública, que é o que todo mundo vê quando o acessa na Internet e uma outra de retaguarda, que é um painel de controle só para as pessoas que tem senhas. Esse painel é projetado para ter uma operação fácil de aprender e permite uma pessoa não especialista em programação ou Internet fazer alterações no conteúdo do site.

E o primeiro lugar vai para...
O sistema de CMS  - Content Management System - mais famoso e mais usado no mundo é o WordPress. Foi lançado em 2003 como um software aberto (open source): o conteúdo interno do software é público e qualquer pessoa pode usá-lo sem ter que pagar direitos autorais, bem como pode criar extensões ou melhorias.

Inicialmente foi projetado para a construção de blogs, para que seus usuários pudessem publicar seus textos ("Word" é palavra e "Press" é imprensa). Ao logo do tempo foram sendo adicionados novos recursos e funcionalidades e com isso que ele pudesse ser usado em outras aplicações além de blogs.

Hoje o WordPress é um sistema muito mais complexo e capaz do que no seu início. Tem uma oferta enorme de acessórios e funcionalidades opcionais - normalmente chamadas "plug-ins" - tanto gratuitas quanto pagas, criadas por pessoas e empresas do mundo inteiro.

Que vantagem Maria (ou João) leva
A principal vantagem dos sistemas de CMS é permitir a qualquer pessoa editar o conteúdo do site, depois do site pronto: incluir, apagar e alterar textos, imagens e vídeos. Basta esta pessoa ter senha de acesso e aprender usar o painel de controle. 

Isso elimina a necessidade da empresa ter um programador assalariado, pagar uma manutenção mensal para uma agência ou pagar avulso para alguém especialista em Internet, para poder fazer as atualizações eventuais ou periódicas do conteúdo do site. 

Além de diminuir o custo da edição de um site pronto, um CMS permite que essas edições possam ser feitas mais rápido, pela praticidade do painel de controle e pela pela possibilidade de acesso direto ao site das pessoas que criam o conteúdo, sem intermediários.

Essas vantagens são especialmente sensíveis nos casos em que o conteúdo do site tem que ser alterado ou acrescentado com muita frequência, por exemplo um blog onde saiam textos novos regularmente ou um site de notícias.

Onde o bicho pega
Quando vistos no navegador (no browser) por um visitante, os sites feitos com CMS são iguais a um site comum. Porém, para permitir a edição facilitada via painel de controle, são internamente muito mais complexos. 

Essa complexidade técnica os torna de maneira geral mais lentos que um site de mesmo conteúdo feito sem CMS, mais sujeitos a panes e mais difíceis de consertar em caso de pane. 

O peso extra da complexidade não é só um inconveniente para o visitante que espera a página carregar, também pode prejudicar o site no ranking do Google, que privilegia sites leves e rápidos nas respostas que dá a pesquisas.

Além disso, os CMS de código livre / open source (como o WordPress) podem ter mais aberturas para ataques de hackers e vírus, porque os detalhes de sua arquitetura são públicos e também porque usam uma variedade de plug-ins escritos por programadores do mundo inteiro. Alguns deles podem ser descuidados com segurança ou até mal intencionados.

O fiel dessa balança
A escolha de fazer o site da sua empresa com ou sem CMS não é uma escolha simples ou imediata, é interessante você conversar com uma boa agência digital antes de qualquer decisão mas, grosso modo, a principal variável a ser considerada é a quantidade e periodicidade de alterações ou acréscimos que você faz no conteúdo do seu site. 

Se por exemplo você publica notícias todos os dias, um site com CMS pode ser o caminho mais natural, porque a publicação é muito fácil. Se você publica de vez em quando ou irregularmente, um site sem CMS pode compensar pela possível maior rapidez, estabilidade e segurança do site.

Boas intenções, maus resultados
Um caminho ruim que alguma empresas às vezes entram é optar por um site com CMS na expectativa de que os funcionários da empresa vão publicar frequentemente conteúdo novo, mas a expectativa acabar não se concretizando. Na correria do dia a dia os funcionários serem tomados por outras prioridades e a atualização do site ficar meio abandonada. 

Este que vos escreve perdeu a conta de quantas vezes entrou em algum site e a última novidade era de um ano atrás (ou mais antiga). A impressão que dá é que a empresa está quebrando ou, pelo menos, que é muito descuidada. E tudo que um cliente quer na vida é contratar um fornecedor descuidado...

O melhor de dois mundos
Uma terceira via que pode ser ideal para algumas empresas é contratar uma boa agência digital (como a Vendere 😀) para criar um site sem CMS e encarregar a própria agência de criar regularmente conteúdo novo e publicá-lo no site. Já contratar o serviço de criação de conteúdo e sua programação no site em uma mensalidade só. 

Nesse tipo de contrato a empresa pode ter o melhor de dois mundos, um site rápido, estável e seguro  e também a garantia de conteúdo sempre fresco e atraente para os visitantes.

Gostou do post?
Compartilhe! ↓ →