segunda-feira, 16 de julho de 2018

Facebook testa Realidade Aumentada para anúncios


Realidade Aumentada
Foto AR Studio Facebook
Realidade Aumentada (em inglês, Augmented Reality - AR) é o nome de um conjunto de tecnologias que permite combinar, ao vivo, imagens digitais nas imagens que o celular esteja mostrando na hora. Por exemplo, o jogo Pokemon Go sobrepõe Pokemons - criaturas virtuais - sobre a paisagem sendo vista pelo celular, fazendo parecer que os personagens do jogo fazem parte da realidade que circunda o jogador, daí o nome Realidade Aumentada.

As tecnologias de AR são especialmente úteis ao marketing e comércio eletrônicos, por permitir prova ou teste visual de produtos, por exemplo sobrepor a imagem de um par de óculos ao seu rosto ou uma peça de roupa ao seu corpo, um par de tênis aos seus pés ou uma peça de decoração ou mobiliário à sala da sua casa, enquanto você olha através da câmera do celular.

Fotos: Facebook
Agora o Facebook anunciou que está trabalhando com diversas marcas na produção de anúncios em
AR, entre elas Michael Kors (foto na lateral deste post), Sephora, NYX Professional Makeup, Bobbi Brown, Pottery Barn, Wayfair, e King.

Nos exemplos que foram divulgados até o momento, os anúncios parecem com os anúncios normais do Facebook, mas contém um botão "Toque para testar" que aciona a função de AR, permitido a pessoa combinar os produtos com as imagens do celular. Os anúncios também conterão a opção de compra sem sair da aplicação.

AR Studio / Facebook
Para ajudar estas e outras empresas que queiram embarcar na nova modalidade de anúncio o Facebook lançou uma ferramenta de desenvolvimento de anúncios em AR, chamada AR Studio.



Facebook e as empresas parceiras estão trabalhando para ter tudo pronto para temporada de compras do final do ano.


quinta-feira, 5 de julho de 2018

Tagwalk quer ser o Google da moda

Tentar criar um site ou aplicativo para competir com o Google, à primeira vista pode parecer uma tarefa para lunáticos ou masoquistas. No entanto, o próprio gigantismo e generalismo do Google às vezes faz com que ele não atenda, com igual eficiência, todos as incontáveis necessidades de diferentes nichos. Aí pode haver espaço para competidores. Pelo menos é o que acredita Alexandra Van Houtte, a fundadora do Tagwalk, um site para pesquisa de imagens de moda, que várias reportagens internacionais chamaram de "o Google da moda".

A ideia surgiu há 4 anos atrás quando Alexandra, então com 29 anos, trabalhava como assistente em Paris, com a missão de pesquisar fotos para editoriais de moda. A chatíssima e ineficiente tarefa de rolar telas e mais telas de sites procurando o look certo - que ela percebeu ser um problema que ela compartilhava com assistentes, estagiários e estilistas no mundo todo - lhe sugeriu que poderia haver um jeito mais moderno de fazer as coisas.

Nas palavras da própria Alexandra: "Para uma indústria multibilionária, que se orgulhava de ser inovadora, todo o sistema era totalmente sem esperança". Para tentar resolver o problema, em maio de 2015 ela fundou a Tagwalk, primeiro contando só com dinheiro próprio e depois com ajuda de investidores, como Carmen Busquets (investidora fundadora do site Net-a-Porter) e Adrien Cheng (fundador da C Ventures).

O objetivo central da iniciativa era indexar  com palavras chave (tags) fotos de moda, em particular fotos de desfiles de passarela (catwalk, em inglês), daí o nome Tagwalk. Essa indexação poderia facilitar aos profissionais da área (ou amadores interessados no assunto) encontrar  imagens que procurem.

Inicialmente a própria Alexandra fez manualmente o trabalho de atribuir palavras chave / tags às imagens. Hoje, usando programas de inteligência artificial e colaboradores humanos a empresa tem um banco de dados de mais de 128.000 imagens indexadas usando mais de 2.800 palavras chave.

Além dos serviços de pesquisa de imagens para assinantes o site oferece também a possibilidade de marcas menores, que não fizeram desfiles ou fizeram desfiles muito menos concorridos e expostos pela mídia, incluir suas imagens nos bancos de dados da empresa junto com as grande marcas, na prática uma espécie de desfile virtual.

Outra fonte de renda da empresa é análise estatística das pesquisas realizadas, tanto de imagens quanto de palavras chave, que podem detectar tendências da moda. Embora a base atual de 25.000 assinantes do site seja pequena, o perfil dessas pessoas é bastante profissional e influente na moda, seu comportamento de pesquisa pode revelar tendências importantes deste mercado.

Para quem quiser conhecer: https://www.tag-walk.com/


quinta-feira, 28 de junho de 2018

Esqueça o apocalipse dos zumbis. Perigo é o apocalipse dos empregos.

Muitos filmes e séries de TV se dedicam a um imaginário apocalipse zumbi, onde um vírus secreto (geralmente criado pelos malignos cientistas militares americanos) escapa e transforma as pessoas em zumbis comedores de gente. As cenas de mortos-vivos semi-decompostos, perseguindo os poucos humanos restantes na Terra devastada, assustam muita gente.

No entanto, o risco de no mundo real algum defunto levantar e sair correndo atrás de você é pequeno. Se você está procurando alguma preocupação com cenários apocalípticos, onde  nosso modo de vida é virado do avesso e acontece uma inevitável convulsão social, talvez você devesse prestar mais atenção no está acontecendo no mundo real da automação e da robótica.

Indo direto ao ponto, os empregos estão sendo paulatinamente substituídos por máquinas, gerando um desemprego estrutural , que não diminui quando a economia melhora. Historicamente, lidamos com o desemprego de ciclo econômico - as pessoas são demitidas na recessão, mas recontratadas quando a economia volta a crescer. Hoje, o desemprego estrutural provocado pela automação, computação e robótica é muito mais grave. A posição de trabalho substituída por uma máquina simplesmente deixa de existir, a economia esteja bem ou mal.

No começo, só algumas funções muito repetitivas ou demandantes de muita força e precisão foram substituídos por robôs, como por exemplo os robôs soldadores em fábricas de carros, que demitiram metalúrgicos. Hoje, a cada dia, mais e mais funções vão sendo assumidas pela automação. A última novidade nesse campo foi mostrada em vários sites de notícias americanos: uma máquina que substitui o cozinheiro nas cadeias de fast-food. A startup Momentum Machines, que recebeu investimentos da Google, já apresentou protótipos da máquina que corta o pão, frita a carne e monta o sanduíche com os recheios e molhos solicitados pelo cliente.
Foto Momentum Machines /
Wharton University of Pennsylvania

Uma máquina cozinhar e preparar um hambúrguer pode não impressionar à primeira vista, mas esse caso de substituição de homem por máquina é especialmente emblemático. As cadeias de fast-food são um grande empregador e absorveram muito da mão de obra que antes ia para as fábricas. Já há algum tempo os atendentes nos caixas destas lanchonetes vem sendo trocados por terminais de auto-atendimento e, com as máquinas da Momentum, os cozinheiros podem perder o emprego também.

Os otimistas gostam de lembrar que o avanço tecnológico também cria novas profissões, o que é verdade. Porém, infelizmente, os milhões de motoristas que vão ser desempregados pelos carros e caminhões autônomos, hoje em fase de testes, não vão todos conseguir se empregar como programadores de vídeo-game. O saldo do avanço tecnológico sobre o emprego é quase sempre negativo.

Esse problema não acontece na mesma intensidade em todas as profissões, mas o efeito somado da automação em muitas áreas é perverso: cada vez mais pessoas não vão conseguir trabalho, não porque não querem, mas porque  máquinas fazem melhor, mais rápido e mais barato o que elas são capazes de fazer. No primeiro mundo, alguns economistas e políticos já dizem que os mecanismos atuais de assistência social são insuficientes para lidar com o problema e que seria hora de começar a pensar na criação de uma UBI (Universal Basic Income): uma renda mínima que seria paga indiscriminadamente à toda a população.

No entanto, mesmo que a polêmica ideia da UBI seja aceita pela sociedade, é no mínimo preocupante o cenário de um futuro dividido entre elites afluentes que tenham trabalho e do outro lado milhões de desempregados permanentes, vivendo de uma espécie de bolsa-família. As questões práticas, políticas e éticas são tremendas.

 A humanidade vai conseguir fazer sem solavancos a transição para esse mundo de poucos empregos? Confesso que o apocalipse dos empregos me tira mais o sono que o dos zumbis.....



terça-feira, 12 de junho de 2018

Uber quer patente de tecnologia que detecta clientes bêbados

A imprensa americana divulgou que a UBER pediu aprovação no departamento de patentes do governo americano de uma tecnologia que, usando inteligência artificial, pode identificar se o cliente que chamou um carro da Uber está bêbado, e em que grau de bebedeira.

A tecnologia usará erros e velocidade de digitação, velocidade e linearidade do movimento do portador do celular, horário e localização do chamado e outras variáveis para determinar o estado etílico do cliente. Por exemplo, se o celular perceber que o freguês está digitando devagar e com erros, andando meio trôpego em zigue-zague, às duas da manhã, na Vila Madalena, é quase certo que esteja bêbado.

Segundo a companhia, isso permitirá ao condutor se preparar para o problema que vai encontrar e até em casos extremos, recusar a corrida. Eu não sei o que você achou disso prezado leitor, mas nesse que vos escreve, a possibidade do Uber começar a usar essa tecnologia levanta uma série de preocupações:

Preocupação 1) A Uber não deveria se interessar mais em identificar se o motorista está bêbado e não tanto com o cliente?

Preocupação 2) Monitorar quando o cliente bebe vai ser mais uma bruta invasão da privacidade. E a Uber tem um precedente ruim quanto a manter seguros os dados que coleta. No final de 2017 noticiou-se que a Uber tinha pago um resgate de US$100 mil para hackers que roubaram dados de 50 milhões de clientes e 7 milhões de motoristas, de vários países.

Preocupação 3) Uma reportagem da CNN apontou mais de 100 casos nos EUA de ataque ou abuso sexual, de motoristas da Uber contra passageiras clientes, muitas delas alcoolizadas. O motorista saber de antemão, o quão bêbada sua cliente está, pode estimular ou facilitar comportamento predador.

Preocupação 4) Já pensou se a pessoa digitando devagar e com erros, andando meio trôpega em zigue-zague, às duas da manhã na Vila Madalena, é uma moradora que teve um derrame, tentando ir para o pronto-socorro?

Deixando de lado a brincadeira da minha preocupação número 4, a coleta de dados dos clientes por diferentes aplicativos nos seus celulares é um problema sério que tem merecido pouca atenção da mídia, dos órgãos reguladores do governo e das próprias pessoas que usam os aplicativos.

Acredito que seria necessário um debate maior entre sociedade, governo e as empresas de tecnologia para que sejam estabelecidos melhor as regras e limites dessas práticas da coleta, guarda e uso de dados dos clientes dos diferentes aplicativos de celular.


Fontes:

[1] Techcrunch - Uber applies for patent that would detect drunk passengers - https://techcrunch.com/2018/06/11/uber-applies-for-patent-that-would-detect-drunk-passengers/

[2] Bloomberg - Uber Paid Hackers to Delete Stolen Data on 57 Million People - https://www.bloomberg.com/news/articles/2017-11-21/uber-concealed-cyberattack-that-exposed-57-million-people-s-data

[3] CNN - CNN investigation: 103 Uber drivers accused of sexual assault or abuse - http://money.cnn.com/2018/04/30/technology/uber-driver-sexual-assault/index.html?iid=EL

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Facebook testa ferramenta para anunciantes acharem influenciadores digitais

Já há algum tempo muitas marcas perceberam o potencial do marketing de influenciadores digitais: pagar a pessoas que tenham seguidores em redes sociais para elas passarem mensagens comerciais para os seus seguidores. Agora o Facebook se prepara para agir mais neste mercado, com uma ferramenta que facilitará anunciantes encontrar influenciadores.

O lado bom do uso de influenciadores para o marketing é que eles permitem refinar a segmentação da audiência: os seguidores de um determinado Facebooker, Instagramer ou blogueiro tem características muito mais claras que a audiência inespecífica de um programa de TV ou de rádio. Além disso esses influenciadores criam ao longo do tempo uma relação de confiança, até afetividade com sua audiência, que a marca anunciante pode capitalizar para si.

Pelo lado ruim, há uma gigantesca massa de produtores de conteúdo atuantes nas redes sociais, pode ser difícil para um anunciante achar quais seriam os mais adequados para seu marketing. Para ajudar na solução desse problema o Facebook está testando uma ferramenta que permitirá ao anunciante usar parâmetros de pesquisa como dados geográficos e demográficos, interesses e comportamento da audiência para obter uma lista de influenciadores que se encaixam nos parâmetros.

A partir daí a empresa anunciante poderá entrar em contato com o influenciador e negociar, aparentemente sem intervenção e sem ter que pagar uma parte ao Facebook. O "aparentemente" é por conta que a nova ferramenta ainda está em testes e não foi nem lançada nem confirmada oficialmente, porém a etapa de testes, que está sendo feita com várias empresas selecionadas vazou para alguns sites de notícias de tecnologia como o Techcrunch.

A ideia é boa e atende uma demanda real dos anunciantes, mas como se diz de fazer um contrato com o diabo, ele se esconde nos detalhes. Vamos aguardar o lançamento para avaliar melhor.


segunda-feira, 21 de maio de 2018

Style Match da Google: Onde eu compro uma camisa azul igual aquela?

O desejo foi sempre a mesmo: você vê uma peça de roupa, calçado, bolsa ou acessório que acha interessante, fotografa com seu celular e ele acha para você uma loja onde comprar uma peça igual ou parecida.

Já há alguns anos várias empresas vem apresentando aplicativos que supostamente atendem esse desejo. Na prática, a qualidade dos resultados varia muito de aplicativo para aplicativo, depende da foto que você tirou (ângulo, ambiência, iluminação) e das imagens disponíveis nas lojas virtuais. Talvez por isso, até o momento nenhum desses aplicativos se destacou claramente como o melhor nessa missão e seja um óbvio líder de mercado.

Deixando de lado as questões da invasão da privacidade, porque você provavelmente vai fotografar um desconhecido/a (se fosse um conhecido/a seria mais fácil perguntar onde a pessoa comprou) e o fato de que talvez no seu corpitcho a camisa que fica bem naquela moça talvez não fique tão bem... vamos encarar neste post a questão só do ponto de vista técnico: é difícil para a inteligência artificial usada no reconhecimento de imagens reconstruir uma informação complexa a partir de poucos dados, usando só dicas de contexto.

No entanto um dos líderes do campo da inteligência artificial acaba entrar nessa briga pelo "busque-moda-por-imagem" perfeito. A Google acabou de lançar um recurso chamado "Style Match" que funciona em conjunto com o Google Lens (o aplicativo de reconhecimento de imagens via celular do sistema operacional Android). De quebra, além de buscar itens de moda o Style Match também serve para buscar itens de decoração. Além de copiar a camisa da moça você vai poder copiar o abajur bacana que viu na casa de sua amiga....

Agora o tempo dirá se o aplicativo da Google funcionará melhor que os outros que foram surgindo ao longos dos últimos anos. Ao seu favor a empresa tem muita experiência em pesquisa de imagens, uma quantidade de grana para investir quase incompreensível para nós humildes mortais e uma vantagem que nenhuma outra empresa que tentou esse mercado "busque-moda-por-imagem" tem: uma gigantesca massa de humanos usando os seus produtos, "ensinando" os seu algorítimos qual a melhor resposta em cada pesquisa.


quinta-feira, 17 de maio de 2018

Realidade Aumentada: provando tênis virtualmente

A empresa  Vyking está promovendo um aplicativo que permite visualizar um par de tênis no seu próprio pé. A ideia do aplicativo em desenvolvimento pela empresa é usar Realidade Aumentada - combinar imagens que você filma no seu celular com imagens geradas artificialmente - em anúncios de diversos segmentos, em particular moda.

Não dá pra saber se o tênis ficou apertado ou se está pegando naquele calo que você tem no dedinho, mas pode sem dúvida aumentar o desejo de comprar. Confira o vídeo post de um programador deles no Instagram demonstrando o produto abaixo.



Você pode saber mais no site da empresa:  https://www.vyking.io/



terça-feira, 8 de maio de 2018

A Internet e o sucesso da verba de marketing pequena


Antigamente, quando o maior canal de comunicação das empresas com o mercado era a grande mídia – canais de TV, emissoras de rádio, revistas – era complicado para as empresas pequenas e médias fazerem sua comunicação de marketing.  Se sua empresa era dez vezes menor que a Nike não dava para ela comprar um décimo de anúncio que a Nike comprava no Jornal Nacional ou um décimo da página na Vogue. Essas mídias não eram vendidas em pequenas frações. 

Geralmente, com um décimo da verba da grande empresa você não conseguia comprar anúncio nenhum. Havia formas alternativas de marketing para verbas pequenas - eventos, panfletagens, ações no ponto de venda -, mas era impossível alcançar-se grandes audiências com elas, não havia como quebrar o círculo vicioso: verba de marketing pequena – audiência pequena – vendas pequenas – verba de marketing pequena.

O crescimento e penetração da Internet em todos os público e a facilidade de criação e publicação de conteúdo nessa mídia veio subverter a lógica de que só empresa grande tem dinheiro para falar com grandes públicos. Com uma verba pequena, muito trabalho, muita criatividade e um pouco de sorte pode-se, às vezes, alcançar enormes audiências. Não é fácil nem garantido, mas há montes de histórias de pequenos sites que viraram grandes empresas. 

Ah, essa conversa toda quer dizer que com a verbinha que tenho é certeza que minha empresa vai ter sucesso na Internet? Não. Mas com a Internet pelo menos você tem a chance. E você só vai saber se tentar. Como comentário, para quem se entusiasmou para começar, se precisar de ajuda procure uma agência nativamente digital, que já nasceu e cresceu no admirável mundo novo da Internet , como a Vendere 😄. Além de lidar melhor com a própria Internet elas sabem se virar melhor com orçamentos de todos os tamanhos.



quarta-feira, 2 de maio de 2018

Facebook anuncia entrada no mercado de encontros (dating)

Procurando por um novo amor? Em breve os poderosos algorítimos de inteligência artificial do Facebook poderão ajudar... No 1º de maio, enquanto nós brazucas desfrutávamos o feriadão, nos EUA o Facebook iniciava a sua conferência anual para desenvolvedores (lá nos EUA o dia do trabalho - Labor Day - é celebrado na 1ª segunda-feira de setembro).

Na palestra de abertura do evento do Facebook, o "keynote speach", Mark Zuckerberg seu fundador e presidente anunciou que o Facebook vai entrar no mercado de dating (encontros/relacionamentos - amorosos/sexuais...). O recurso vai ser um competidor para sites e aplicativos como match.com, Tinder e OKCupid. Dada a dominância das redes sociais (e a grana) que o Facebook tem, as ações na Bolsa das empresas por trás desses aplicativos de encontros já caíram 22% no mesmo dia.

Zuckerberg não deu muitos detalhes do futuro produto, mas disse que o Facebook vai usar o conhecimento que tem dos interesses de cada pessoa para sugerir parceiros compatíveis. Um recurso anunciado é que será possível procurar por parceiros  fora da sua lista de amigos, por exemplo em grupos ou eventos que você queira participar ou vá se inscrever. O recurso permitirá às pessoas mutuamente interessadas trocarem mensagens fora do ambiente (e dos olhares curiosos) das páginas normais do Facebook e do Messenger.

Na nossa opinião, a principal vantagem do Facebook em relação aos sites e aplicativos de encontros tradicionais é que o perfil psicológico dos participantes, que vai ser usado para encontrar parceiros compatíveis, não foi gerado pelo participante voluntária e conscientemente respondendo a um questionário - onde a pessoa provavelmente vai mentir e/ou pelo menos "embelezar" a realidade. O perfil que o Facebook tem de cada pessoa foi gerado quando ela não estava prestando atenção, nem tentando enganar ninguém, simplesmente navegando, curtindo e compartilhando, durante os anos e anos que ela usa o Facebook.

O uso através de inteligência artificial dessas preciosas informações ajudou o Facebook a se tornar a maior rede social do mundo. Vamos ver se elas vão servir (e se o Facebook vai saber usá-las) de forma tão eficaz na difícil missão de encontrar parceiros amorosos para as pessoas.


segunda-feira, 23 de abril de 2018

Por que saber quais são os navegadores mais populares?

A competição dos navegadores de Internet (browsers) Chrome, Internet Explorer, Safari, Firefox e outros pelo mercado, pode atrapalhar o sucesso do seu marketing na Internet. Vamos tentar aqui destrinchar o problema.

O problema
O problema é que seu site que parece bem bonito quando você olha na tela do seu computador no seu escritório, pode parecer esquisito, feio ou até impossível de usar na tela do seu cliente, que por acaso tenha um navegador de marca ou versão diferente.

Isso pode acontecer porque páginas da Internet que você vê no seu navegador (como esse blog que você está lendo agora) não são enviadas a partir do seu site prontas para exibição na tela do cliente. As páginas são enviadas como um conjunto  de instruções codificadas: "mostre essa foto no canto esquerdo superior da tela" ou "escreva o texto bom dia  abaixo da foto", ou ainda "pinte todo fundo da tela do site de azul". O navegador recebe essas instruções, interpreta e monta a página para o freguês ver.

Grosseiramente comparando, a página Internet é uma receita de bolo que é enviada para um cozinheiro (o navegador) que vai executar a receita: misture a farinha e a manteiga, bata as claras em ponto de neve, acrescente o açúcar devagar.... Num mundo ideal, todos os bolos feitos a partir da mesma receita ficariam igualmente gostosos, mesmo que feitos por cozinheiros diferentes e todas as páginas Internet apareceriam iguais quando exibidas por navegadores diferentes. Mas nós não vivemos em um mundo ideal.
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Num mundo ideal, todas as páginas Internet apareceriam iguais quando exibidas por navegadores diferentes. Mas nós não vivemos em um mundo ideal.
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Claro que a linguagem das instruções para a montagem de uma página de Internet, chamada HTML - Hyper Text Markup Language - é mais técnica e rigorosa que a linguagem coloquial de uma receita de comida, mas mesmo assim cada fabricante de navegador faz a sua interpretação de como as instruções do HTML deveriam ser executadas, às vezes por opções técnicas , às vezes por opções comerciais .

Essas interpretações do HTML além de diferentes de um fabricante para outro, também mudam de uma versão do navegador do mesmo fabricante para a versão seguinte. Por exemplo, não só o Internet Explorer interpreta HTML diferentemente do Chrome, mas o Internet Explorer 9 interpreta diferentemente do Internet Explorer 7. A mesma página Internet pode parecer diferente em cada um deles. Além disso, as versões para celular desses mesmos navegadores também  costumam ter suas particularidades.

Para completar a lambança, o W3C - World Wide Web Consortium - organização que tem como função criar, desenvolver e divulgar o HTML, vai mudando o HTML ao longo do tempo, introduzindo alterações e melhorias, que os fabricantes de navegadores correm atrás de entender e interpretar. Por exemplo, a última versão é a HTML 5, porém há partes dela que ainda estão em definição ou só foram parcialmente aceitas pelos diversos interessados envolvidos no assunto, o que inclui os fabricantes de navegadores.


Uma solução de compromisso
Infelizmente não há uma solução fácil, ótima ou única para esse problema. De maneira geral você vai ter que ficar em algum ponto entre ter um site bem simplinho - que só usa os recursos mais antigos ou corriqueiros do HTML - e daí roda bem em muitos lugares, ou ter um site bem sofisticado - que usa os recursos mais modernos e atraentes do HTML - mas corre o risco de não funcionar direito em algumas versões de alguns navegadores.

Também é possível se criar dentro da página HTML testes para saber-se qual o browser que a está interpretando e usar recursos diferentes em cada caso, mas isso aumenta a complexidade, custo e tempo de desenvolvimento do site.

Nessa hora pode ser importante saber quais navegadores tem mais penetração de mercado, ou até quais navegadores acessam mais o seu site em particular, para se escolher que recursos vale a pena manter ou tirar do site, por razões de compatibilidade com os navegadores que seu público-alvo usa ou ainda avaliar-se quanto a mais de tempo e dinheiro deve ser gasto no desenvolvimento do site para uma maior compatibilidade com diferentes navegadores. Uma boa agência digital pode ajudar.


segunda-feira, 16 de abril de 2018

A economia melhora. Está na hora de renovar seu site.

Você gostaria que o Brasil tivesse o PIB dos EUA, a segurança pública do Japão, a justiça social da Dinamarca, a estabilidade política da Suíça e, de quebra, a comida da França? Nós também. Aí sim daria para investir com vontade, comprar novos equipamentos, contratar funcionários, renovar o site na Internet 😃, tudo com a certeza de retorno do investimento.


Porém, a essa altura do campeonato, mesmo os mais distraídos ou mais otimistas já perceberam que o gigante está demorando para acordar e levantar do berço esplêndido. A sugestão desse articulista é, se o leitor me permite, tanto para você que acredita que o Brasil vai decolar um dia, quanto para você que já perdeu as esperanças a este respeito: procure a salvação individual - pessoal ou empresarial - enquanto a coletiva não vem. Nosso terceiro mundismo crônico, "nação em desenvolvimento" desde quando eu me conheço por gente, não impediu milhares ou até milhões de histórias de sucesso pessoais ou empresariais.

Não, eu não estou pregando o egoísmo ou o individualismo. Você pode e em muito casos deve procurar ajudar o Brasil ser um país melhor, através do seu comportamento social e cívico, voto e participação eleitoral, responsabilidade ecológica da sua empresa, etc. Só estou lembrando para o fato que enquanto as condições ideais não chegam é possível ir trabalhando com condições menos que ideais.
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Uma das coisas que dá para fazer no Brasil é aproveitar os ciclos de crescimento da economia para ganhar força para sua empresa. E estamos entrando em um desses ciclos.
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Dentro desta ótica, uma das coisas que dá para fazer no Brasil é aproveitar os ciclos de crescimento da economia para ganhar força para sua empresa. E estamos entrando em um desses ciclos. O governo, com as poucas medidas sensatas que conseguiu passar pelo congresso, estancou a sangria desatada e apontou a economia na direção da melhora: a balança comercial teve o melhor saldo do últimos 12 anos, juros básicos estão em 6,5% e caindo, a inflação está controlada (2,95% em 2017), a bolsa está acima dos 80.000 pontos, o PIB tem projeção de crescimento de 3,1% para 2018, etc..

Ah, mas o emprego não voltou aos níveis de 2012... Ah, mas ainda não foi aprovada a reforma da previdência... Ah, mas tem um monte de escândalos de corrupção em andamento... Ah, mas a  eleição pra presidente de 2018 tá muito incerta... Tudo verdade. Mas se a gente for esperar o Brasil estar na situação de uma Noruega, ou mesmo de um Chile para citar um exemplo mais próximo e realista, pode ser que a gente espere até o além túmulo. Apesar da bagunça institucional, estamos entrando em uma modesta fase de crescimento da economia. Pode ser possível crescer o seu negócio, se você investir direito, por exemplo na presença digital da sua empresa.

A economia melhora. Está na hora de renovar seu site. Chame a Vendere.


terça-feira, 3 de abril de 2018

Em quais línguas fazer seu site?

Antigamente era comum se ver sites com aquelas bandeirinhas que, se clicadas, levavam o visitante a uma versão do site em outra língua. Inglês, espanhol, alemão, até francês e italiano em alguns casos. Dava status ter o site em várias línguas, sugeria que a empresa era maior, internacional. Uma globetrotter....

Nesse passado distante a multilinguagem era mais fácil, porque os sites eram mais estáticos: você fazia o site, pagava três ou quatro traduções para outras línguas, publicava tudo na Internet e ia se preocupar com isso de novo só 2 ou 3 anos depois, quando renovasse o site.

O problema é que  que a tendência atualmente é de sites muito mais dinâmicos, com constante atualização de notícias, novidades ou ofertas. Se você não trocar ou acrescentar conteúdo de qualidade constantemente, seu site vai caindo no ranking do Google e no gosto das pessoas, sua empresa vai sumindo da Internet.

Se produzir regularmente conteúdo em português para se manter visível na Internet já é difícil, traduzir textos para 3 ou 4 línguas, acrescenta ainda mais custo. Vídeo - que é outra tendência forte na Internet -  é caro e problemático para dublar ou legendar. Fora a questão dos prazos. Um texto em português, a própria pessoa que escreveu pode rapidamente colocar no ar. Se ela depender de outros para as traduções (sejam pessoas da própria empresa ou externas), vão acontecer atrasos.

Dado esse conflito entre muito conteúdo e as dificuldades e custo de sua tradução, qual seria a melhor estratégia , hoje em dia, para decidir em quais línguas fazer um site? Seguem nossas considerações a respeito:

1) Se você não exporta, ou não faz contratos diretamente com empresas fora do país ter apenas um bom site em Português é suficiente. "Ah, mas a gente faz contratos com o escritório no Brasil de multinacionais..." Nesse caso, as pessoas do escritório brasileiro da multinacional falam português e mesmo que o responsável direto pela compra do seu produto seja um gringo trabalhando aqui, é preferível ele ler um texto de qualidade em português, do que uma tradução feita por um não nativo  ou por um não técnico do seu mercado. Um texto traduzido assim pode soar artificial ou mal feito para um nativo.

2) Se você exporta ou faz contratos diretamente com empresas fora do país, se justifica ter pelo menos uma versão do seu site em outra língua. Se você tem somente um país como mercado, por exemplo a França ou Israel e não tem planos de crescer para outras regiões, pode ser sensato ter um versão do site em francês ou hebraico. Já se você tem clientes (ou pretende ter) em dois ou mais países de línguas diferentes, o menor denominador comum quase sempre é o inglês.  Praticamente todos os operadores internacionais (de todos os países) sabem inglês e é muito mais fácil encontrar no Brasil tradutores qualificados em inglês do que em outras línguas. Com isso, fica muito mais barato e prático ter um site em inglês para atender as diversas nacionalidades dos seus clientes e potenciais do que ter um site diferente para cada uma.

3) Se você precisar mesmo ter site em outra língua, não se iluda que o Pierre que trabalha na contabilidade da sua empresa (e fala francês) ou o Wagner de vendas (que fala alemão) ou ainda o Sr. Hiroshi diretor financeiro (que fala japonês) vão ter tempo ou prioridade para ficar traduzindo notícia de site, mesmo que eles prometam de pé junto. Podem até ajudar eventualmente, mas entre atrasar a tarefa que paga o salário dele ou atrasar a tradução do site, adivinhe qual o Pierre vai escolher? É muito mais seguro montar um esquema totalmente independente de tradução.

4) Se você acha que o Google tradutor vai resolver seu problema, bem.... não vai. Apesar dos avanços da inteligência artificial, os tradutores automáticos ainda estão muito longe de traduzir com qualidade profissional textos um pouco mais longos.

Nossa mensagem final 
Os tempos de várias bandeirinhas para várias línguas foram atropelados pela necessidade moderna de atualização constante e regular do conteúdo dos sites. É claro porém, que o fiel dessa balança é sempre sua necessidade específica. Pode ser que no caso particular da sua empresa se justifique estrategicamente manter 4 ou 5 línguas diferentes no site, tudo atualizado e sincronizado. Que Deus lhe ajude...  mas nossa experiência ensinou que um bom site em português e, se necessário, no máximo mais uma língua, geralmente a língua franca do comércio internacional, o inglês, é o que trouxe o melhor custo / benefício para as empresas com as quais temos trabalhado.


quinta-feira, 8 de março de 2018

O que fazem os algorítimos do Facebook e do Instagram?

Você já deve ter percebido que Facebook e Instagram não mostram todos as suas postagens para todos os seus amigos ou seguidores. Das várias coisas que você posta, só algumas são mostradas para só algumas pessoas. Quem escolhe o que vai ser mostrado é o algorítimo - um conjunto de regras automatizadas.

Na matemática, algorítimo é um termo técnico para procedimentos e regras que possam ser automatizadas numa sequência de passos. Formalmente, todo programa de computador é um algorítimo. Porém, no contexto das redes sociais, se tornou comum usar coloquialmente algorítimo para se referir ao programa de computador da rede social que controla o que ela mostra. É nesse sentido que vamos usar a palavra neste post.

O maior objetivo dos algorítimos das redes sociais é fazer cada pessoa ver o maior número de posts que a agradem e o menor número de posts que a desagradem, ou que não tenha interesse. Ou seja, tornar o uso daquela rede social o mais prazeroso possível, para que a pessoa passe mais tempo navegando e volte mais vezes.

Esses algorítimos são tecnicamente sofisticados e levam em conta muitas variáveis para descobrir o que você gostaria de ver ou não: seus dados demográficos, o que você olhou, comentou ou compartilhou no passado, o gosto de quais amigos pode ajudar a prever o seu e muito mais. Os algorítimos das redes sociais não esquecem absolutamente nada do que você fez ao longo do tempo e podem testar você, mostrar coisas diferentes, para ir refinando o que funciona ou não.  Com tudo isso, o Facebook provavelmente sabe mais sobre sua personalidade do que seu terapeuta  😃...

Porém, para a infelicidade do prezado leitor que é marqueteiro digital, uma das coisas que os algorítimos não levam em conta são as necessidades de comunicação da sua empresa. Você gostaria muito que aquela foto do novo produto fosse mostrada para todos os seus 5.000 seguidores, só que a rede social vai  mostrar para só 50, que ela escolheu pelos critérios dela. E para tornar a vida mais difícil, conforme o número de usuários e posts de todas as redes sociais vai crescendo, a possibilidade do seu post aparecer para a pessoa que você quer vai ficando cada vez mais diluída.

Para lidar com esse problema só há dois caminhos:

  a) Tentar jogar com as regras do algorítimo - Pesquisar o que as próprias redes sociais já divulgaram a respeito e o que se foi descobrindo ao longo do tempo e tentar criar posts que agradem essas regras. Esse é um caminho difícil. Os programadores das redes sociais não são bobos, sabem que todos os marqueteiros do mundo vão tentar manipular seus algorítimos, então criam proteções. Por outro lado, se você conseguir criar posts que realmente agradem seu público, que gerem acessos, likes e compartilhamentos, eles provavelmente vão ser mostrados para mais gente, afinal o objetivo dos algorítimos é mesmo agradar as pessoas.

  b) Pagar. Fazer anúncios ou posts pagos. Com o devido orçamento você pode aumentar a visibilidade da sua mensagem na rede social, mesmo que seus posts não sejam os mais queridos do público.


quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Seu site pode ser pior do que você acha

O ser humano tem uma certa dificuldade para avaliar de forma isenta as coisas com que tem muita familiaridade. Por exemplo, depois de muito tempo morando numa mesma casa, você não enxerga mais aquela mancha na parede ou aquela rachadura no canto do piso, você se acostuma  e não presta mais atenção. No entanto, uma visita que não está acostumada com a casa, ao entrar pode perceber estes problemas e até ficar incomodada com eles.

Acontece coisa parecida com o site de sua empresa. Você e as pessoas que trabalham junto com você entram nele com tanta frequência, que podem parar de ver as deficiências, tudo fica meio que natural. A gente se acostuma com a aparência e conteúdo e até aprende a contornar alguns problemas conhecidos.

No entanto, o que você pensa quando está procurando um produto ou serviço para comprar e o site do possível fornecedor é fraquinho? Qual dos dois você pensa: "Essa empresa deve ser ótima, eles só não conseguiram mostrar isso no site, vou ligar pra comprar!" ou  "Nossa, que site fraco, vou clicar no próximo"?

Então, prezado leitor, o dilema é o seguinte: 1) pensar "se o site é meia boca a empresa deve ser meia boca" é natural para qualquer pessoa e 2) a familiaridade pode ter feito você perder parte da sensibilidade para avaliar a qualidade do seu próprio site.

Ajuda a agravar o problema o fato que a tecnologia e os designs avançam muito rápido na Internet e um site que era bom quando você mandou fazer, em pouco tempo já pode estar parecendo meio datado ou caidinho em relação aos mais atuais.
Que fazer?

Nossa sugestão é, no máximo a cada ano, chamar uma boa agência digital (como a Vendere 😄) para uma avaliação conjunta (você  e sua equipe que estão acostumados com o site + os caras da agência que não estão ) para ver como o seu site se compara com o de seus concorrentes e os sites de outros segmentos, para decidir se não seria hora de mudanças. 

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Já pensou numa extensão digital para seu produto?

Toda empresa procura criar e renovar com alguma frequência seus produtos, conforme as demandas do mercado ou a necessidade de superar a concorrência.

Um caminho para a renovação de um produto pode ser a criação de uma extensão digital, de um "acessório" digital: um aplicativo de celular ou página de site que possa tornar o uso do seu produto melhor, mais fácil ou mais completo.

Por exemplo, se você fabrica panelas, seus produtos poderiam ter como acessórios digitais um aplicativo de cronômetro para o celular controlar o tempo de cocção de diferentes pratos na suas panelas, ou uma página do seu site ensinando receitas que ficam melhores quando feitas nas panelas que você fabrica.

Outro exemplo: Se você fabrica roupas ou calçados esportivos, seus produtos podem ter como extensões digitais um aplicativo de corrida ou fitness para celular ou uma página do seu site com calendário de corridas de rua que possam ser praticadas com as roupas ou calçados que você fabrica.

Uma extensão digital não exime um produto de competir por qualidade, preço, canais de revenda, etc. (é leitor, eu sei, a vida é dura...), mas se o produto for igual ou parecido com o do competidor nos quesitos mais básicos, o consumidor pode preferir a panela com aplicativo do que a panela sem aplicativo, ou a camiseta de corrida com aplicativo do que a sem.

Há produtos para os quais é natural, quase óbvio, que a experiência do consumidor em usar o produto poderia ser melhorada com um pouco de software - uma extensão digital - para ele usar no celular, computador ou tablet, como nos exemplos que demos acima. 

Já há produtos onde as ideias para possíveis extensões não são tão imediatas, mas acreditamos que valha a pena você pensar nisso: Haveria um aplicativo de celular ou página do site da empresa, que você pudesse desenvolver, que tornasse a experiência do consumidor com seu produto melhor, mais fácil ou mais completa?



quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

3ª resolução de ano novo: Profissionalizar suas redes sociais

Debaixo do nome "rede social" classificamos uma série de sites e aplicativos que tem como principal característica a comunicação em massa many to many, via Internet. Em bom português, muitos  podem produzir conteúdo - textos, fotos, áudios, vídeos - e muitos podem consumir conteúdo. Esse modelo está sendo uma revolução do modelo tradicional de comunicação em massa, few to many, onde poucos produziam conteúdo - as TV, rádios e editoras - e muitos o consumiam.

A mais popular das redes sociais, o Facebook, permitiu o acesso público para qualquer pessoa maior de 13 anos a partir de 2006. Outra, o YouTube, foi fundada em 2005 e comprada pela Google em 2006. Passados pouco mais de 10 anos destes pioneiros, mudamos de um mundo de grandes estrelas para grandes audiências, para um mundo onde cada pessoa pode ser a micro estrela de sua própria micro audiência. E até, no caso de uns poucos muito competentes, poder falar para grandes audiências sem o apoio de corporações de mídia.

O sucesso desse novo modelo de comunicação é uma faca de dois gumes para o marketing das empresas. Do lado bom, a publicação de material promocional ficou muito mais fácil e barata. Há algum tempo atrás levar um vídeo sobre produtos ao público era coisa para gigantes com Nestlé ou Procter & Gamble, que podiam pagar uma fortuna para uma agência criar um filme e depois disso ainda tinham o orçamento assustador necessário para alugar alguns segundos no intervalo da novela. Hoje, Seu Zezinho da Zezinho Freios, filma com o próprio celular uma mensagem para clientes e publica no YouTube, a custo zero.

Do lado ruim, se Seu Zezinho pode, todo mundo pode. A chance da publicação de marketing da sua empresa ser soterrada é grande. Sumir no meio de bilhões de outras . Para ela ter a mínima chance de chegar a quem lhe interessa, ela precisa de muita qualidade e precisa saber jogar com as regras de cada rede social.

Além disso, as publicações gratuitas que você faça tem que competir por espaço e atenção com as pagas. Sempre é bom lembrar que Facebook, Instagram e demais redes não são instituições de caridade. Precisam dos criadores de conteúdo gratuito para criar audiência, mas tem que dar alguma vantagem para quem publica anúncios e postagens pagas. São eles que realmente sustentam e dão lucro para as redes sociais.

O resumo dessa ópera é que fazer marketing nas redes sociais está se tornando cada vez mais um jogo para profissionais. Então nossa sugestão para uma terceira resolução de ano novo para 2018 é você profissionalizar as redes sociais de sua empresa, procurar gente especializada.



quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

2ª resolução de ano novo: Criar uma newsletter

Apesar das tentativas de várias redes sociais de substituírem o e-mail no mercado corporativo, se tornarem a principal forma de comunicação dentro da empresa e entre empresas, o e-mail ainda é, de longe, a forma de comunicação empresarial mais usada na Internet, especialmente para a comunicação formal: aquilo que precisa deixar registro, que pode ser auditado, que pode ser verificado e usado como documento se necessário. 

Embora se ouça estórias de alguns casos de "foi demitido por WhatsApp", elas são geralmente anedóticas e causam surpresa (ou até revolta), justamente porque as redes sociais não são consideradas uma forma de comunicação adequada para questões sérias ou formais.

Essa posição de importância do e-mail na comunicação interna das empresas e entre empresas, o torna uma ferramenta especialmente útil no marketing B2B, quando você quer que seu marketing chegue no gestor ou influenciador de decisões de compra empresariais. 

No entanto, apesar de vantagens como ferramenta para o marqueteiro, é preciso lembra que do ponto de vista do cliente, ninguém gosta de receber e-mails não solicitados, o infame spam. Além de ser ilegal em alguns casos, ficar mandando e-mail para quem não pediu para receber pode ser até contraproducente. Pode, em vez de ajudar sua imagem, prejudicá-la.

A solução? Criar e oferecer em seu site uma newsletter, um "jornalzinho" por e-mail, a ser enviado só para quem se inscreveu na lista de distribuição. Nossa experiência mostra que você poderá se surpreender com a quantidade de assinaturas que vai receber, se souber planejar e criar o conteúdo certo. 

Então nossa segunda sugestão de resolução de ano novo para sua empresa é criar uma newsletter por assinatura, regular e permanente em 2018.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

1ª resolução de ano novo: Criar uma estratégia de produção e publicação regular de conteúdo

Um site ou uma rede social são só um vasilhame vazio. O que vai fazê-los ajudar ou não o seu marketing é o conteúdo - textos, fotos, vídeos, gráficos - que eles contiverem.

Claro que um site tem que ser bonito e rápido quando acessado por computadores e celulares e de preferência não travar nem ficar lento, pra qualquer coisa que o internauta faça... mas isso são condições necessárias, obrigações de qualquer site decente.

Então, num oceano de sites e redes sociais concorrentes, também bonitos e que também funcionam, o que vai fazer o seu ajudar ou não seu marketing é o conteúdo - textos, fotos, vídeos e gráficos - que contiver.

No entanto a criação de conteúdo eficaz para Internet não é trivial, porque precisa atender a duas demandas diferentes e às vezes até conflitantes: o conteúdo precisa agradar os robots do Google, que vão determinar se o seu site vai ser uma das respostas (ou, com sorte, a primeira resposta) a uma pesquisa que um possível cliente faça na Internet e esse mesmo conteúdo precisa agradar as pessoas que chegam no site.

E pra tornar a vida do marqueteiro digital mais difícil, não basta ter o trabalhão de publicar uma vez conteúdo legal no seu site e redes sociais. Tanto os algoritmos do Google quanto as pessoas dão preferência à informação mais recente, que não esteja com cara de data vencida. Então é preciso renovar com frequência o conteúdo, de preferência com conteúdo de qualidade igual ou melhor que o anterior.

É caro leitor, não dá pra deixar ao acaso ou à boa vontade de publicar o que der na telha quando der na telha. Você vai precisar de um plano: que textos, fotos, vídeos, gráficos e outros materiais publicar, de acordo com qual cronograma e quem na organização vai ser responsável por isso. Um plano anual, com revisões para ajuste da rota mensais ou trimestrais.

Então nossa primeira sugestão de resolução de ano novo para sua empresa é criar uma estratégia, no papel (no PDF...), de produção e publicação regular de conteúdo para seu site e redes sociais em 2018. E caso você já tenha uma, essa é uma boa hora de avaliar se está funcionando, se o tempo (e o dinheiro) que você gasta com Internet está retornando o que você esperava, em leads, vendas, fidelização e outros KPIs que você julgar pertinente.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

3 resoluções de ano novo (para seu marketing digital)

Chegou de novo aquela época de refletir sobre o que podemos melhorar no ano que se inicia ... e de fazer resoluções para se atingir estes objetivos.

Gostaríamos de poder ajudar muito no seu soul-searching e no desenho de suas metas para 2018, mas dada a limitada competência deste que vos escreve, de todos os desejos comuns para um ano melhor, vamos focar este post só na prosperidade. Em particular, naquela gerada pelo marketing digital bem feito, esse sim, nossa área de expertise.

Permita-nos então, oferecer 3 sugestões de resoluções para sua empresa em 2018:

- Criar uma estratégia de produção e publicação regular de conteúdo

- Criar uma newsletter

- Profissionalizar suas redes sociais

- E para manter a longa tradição dos 3 mosqueteiros serem 4* aqui vai mais uma: terceirizar os 3 itens anteriores com uma boa agência digital.

Ao longo dos próximos posts, quando esperamos que você já tenha digerido melhor o pernil e a champanhe, vamos falar um pouco mais sobre cada uma das nossas sugestões de resoluções.

Feliz Ano Novo!


* Pra quem não lembra (ou não leu), o clássico romance Os 3 Mosqueteiros, do francês Alexandre Dumas, tinha como protagonistas 4 mosqueteiros: Athos, Porthos, Aramis e d'Artgnan. Embora, pra sermos honestos com o autor, no começo da história só os 3 primeiros já são mosqueteiros e o ponto de partida da narrativa é justamente a tentativa de d'Artgnan ingressar na corporação. Guardadas as devidíssimas proporções entre este modesto blogueiro e o gênio francês, este post também partiu de um título de 3 resoluções para terminar apresentando 4....