Uma opção para ajudar atender a demanda crescente de conteúdo novo em sites e redes sociais é pedir para seus clientes criarem conteúdo para você, especialmente fotos e vídeos. Além de economizar na criação e produção, conteúdo criado fora da "bolha" da sua própria empresa pode trazer ideias inovadoras de marketing e utilização dos produtos. De quebra, a pessoa que tiver seu conteúdo publicado no seu site tende a compartilhar isso nas redes sociais dela, aumentando o alcance do seu marketing.
Porém, conteúdo gerado pelos clientes traz, junto com as vantagens, riscos e dificuldades que precisam ser enfrentados, principalmente o fato que o conteúdo pode ser de qualidade ruim: foto mal tirada, vídeo mal feito ou utilização inadequada dos produtos. Dado isso seguem nossas 5 dicas para utilização de conteúdo gerado pelos seus clientes no seu marketing:
1) Verifique questões legais ligadas à direito de propriedade e uso de imagens: Converse com um advogado sobre possíveis permissões legais que você precisará informar e pedir autorização dos seus clientes, para poder usar imagens geradas por eles em seu marketing, em particular se as imagens contiverem pessoas.
2) Estimule o envio do tipo de conteúdo que você quer: Pode até ser que seus clientes enviem espontaneamente , ou postem nas suas redes sociais, conteúdo útil ao seu marketing, mas o mais eficaz é você pedir. Com isso, não só você aumenta a quantidade de envios úteis como pode determinar mais ou menos o assunto e o formato que você precisa, por exemplo: "Envie vídeos de até 5 segundos segurando o celular na horizontal, de um local que você visitou com os pacotes de viagem da nossa agência de turismo".
3) Selecione só os melhores: A grande maioria das fotos e filmes postadas em redes sociais são péssimos, considerando os padrões de uma fotografia profissional de marketing. Então, não deixe suas redes sociais abertas para as pessoas postarem as fotos e filmes que bem quiserem, peça para elas enviarem por e-mail ou Whatsapp e selecione só as melhores. Claro que, às vezes você pode deixar passar uma foto piorzinha até para dar mais autenticidade ou intimidade, mas a escolha sempre tem que ser baseada no que for melhor para seu marketing.
4) Avise claramente que vai selecionar só uma pequena parte do material: não só todo mundo se ilude que tira fotos e filma bem, todo mundo acha que o próprio filho é bonito.... então se alguém manda a foto do filho usando uma das camisetas que você vende e a foto não é publicada no seu site a pessoa pode até se ofender. Então é preciso avisar claramente que só uma pequena parte será publicada e já pedindo desculpas pelos não publicados: "Agradecemos a imensa adesão que o nosso concurso de fotos de jeans customizados teve junto aos nossos clientes, só lamentamos que, devido a uma questão de espaço, só podermos publicar uma pequena parte..."
5) Renove periodicamente o pedido de conteúdo e o respectivo tema: Um pedido com começo meio e fim, por exemplo um concurso com uma data final de publicação dos resultados recebe mais envios que um pedido em aberto, permanente, de envio de conteúdo de marketing. Com isso você também pode ir renovando o tipo de conteúdo que solicita, conforme suas necessidades vão mudando.
6) Permita uma certa lateralidade de tema em relação aos seus produtos ou serviços: para alguns negócios pode ser mais fácil achar temas para pedir para as pessoas mandarem fotos ou vídeos, mas mesmo para esses, permita-se pensar temas próximos, que não envolvam diretamente fotos dos seus produtos. Por exemplo se você vende bicicletas, o óbvio são fotos de pessoas pedalando ou próximas às suas bikes, mas você poderia por exemplo pedir fotos de pontos turísticos onde as pessoas foram pedalando.
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
segunda-feira, 26 de novembro de 2018
7 dicas para o marketing de médicos, dentistas e clínicas na Internet
Na nossa opinião, médicos, dentistas, clínicas e hospitais, além do seu trabalho primário precisam ter uma preocupação com comunicação de marketing, visando conseguir novos pacientes, conversar com os atuais e seus familiares, conversar com os planos de saúde e até realizar serviços de utilidade pública. E a internet é a plataforma de melhor custo / benefício para isso.
Então aqui vão nossas 7 dicas de comunicação de marketing na Internet para médicos, dentistas e clínicas:
1) Verifique as normas de publicidade médica dos Conselhos de Medicina.
Dê uma verificada nas normas do Conselho Federal de Medicina para publicidade médica e veja se o Conselho de seu estado tem normas locais. Medicina não é um serviço qualquer e as possibilidades para sua publicidade, convencional ou digital, são restritas. Por exemplo, publicar preços, garantir resultados ou anunciar exclusividade de algum procedimento, entre outras coisas, não são permitidos.
2) Invista em um bom site.
Após escolher alguns candidatos a atendê-lo no site do plano de saúde ou depois de ter recebido uma recomendação de um amigo ou familiar, o paciente quase certamente vai dar uma olhada no nome daquele médico, dentista ou da clínica na Internet, antes de marcar uma consulta ou procedimento. Nessa hora, um site bem feito é a melhor apresentação. Já um site mal feito ou amadoresco pode afugentar, mesmo que o profissional ou a clínica sejam excelentes.
Além disso o site pode ser uma ferramenta para melhorar a experiência do paciente no pré e pós marcação da consulta (e também pós consulta), podendo conter desde de um óbvio mapa de como chegar e foto da fachada, bem como respostas às perguntas mais frequentes (o que economiza tempo e otimiza o atendimento), até áreas protegidas por senha para já pacientes terem acesso a informações mais detalhadas ou específicas.
3) Crie um blog.
A publicação regular de artigos de divulgação científica, saúde pública ou cuidados preventivos de saúde em um blog de médico, dentista ou clínica pode ajudar em pelo menos 2 frentes:
- facilitar ser encontrado por pessoas pesquisando assuntos correlatos no Google, na hora de preocupação e necessidade ou fora dela, e
- reforçar a imagem de conhecimento, atualização técnica e preocupação com as pessoas e a sociedade.
Dada a vida corrida do médico ou dentista para ele mesmo escrever todos esses artigos, uma boa agência de conteúdo (como a Vendere 😄) pode ajudar nessa hora.
4) Avalie criar um vlog (vídeo-blog).
Os mesmos efeitos positivos da publicação regular de artigos podem ser potencializados com a publicação regular de vídeos dos profissionais médicos, falando sobre diversos assuntos. As vantagens de vídeo são que as pessoas tendem mais a assistir vídeos do que ler textos mais longos e o vídeo pode ajudar a estabelecer uma relação de confiança pessoal, com o profissional médico que aparece no vídeo.
No entanto é necessária alguma avaliação preliminar, porque os custos de produção de vídeo são maiores do que textos para um blog e nem todo mundo fica bem, ou se sente seguro, na frente das câmeras. De novo, essa também é uma hora que uma boa agência de conteúdo pode ajudar a avaliar a presença em vídeo dos profissionais, sugerir assuntos e roteiros e produzir os vídeos.
5) Avalie patrocinar termos de pesquisa no Google.
Alguns pacientes chegam até o médico ou clínica por indicação, outros pela lista do plano de saúde, mas muitos outros pesquisam no Google a especialidade ou o procedimento que precisam. Por exemplo colocam no Google "ginecologista no bairro da Lapa", "cirurgia de catarata", "fisioterapia para joelho" ou "dentista que faz clareamento".
O médico, dentista ou clínica pode patrocinar no Google as palavras e frases associadas à sua especialidade e quando alguém fizer a respectiva pesquisa, o Google mostra o anúncio do médico. No entanto essa seleção de palavras e possíveis regras de restrição e delimitação do público-alvo não são triviais, você pode precisar da ajuda de uma boa agência digital (como a Vendere 😄).
6) Crie no seu site paginas de chegada (landing-pages) para os termos e frases que patrocinar no Google
Se você patrocinar palavras ou frases no Google, faz sentido você criar no seu site uma página específica sobre cada tópico patrocinado, explicando o problema e o tratamento oferecido.
Se o possível paciente pesquisar "clareamento dental", vir o seu anúncio sobre isso e clicar, ele não quer ser levado a uma página genérica de site de dentista. Ele quer ver clareamento dental. Parece óbvio, mas é um erro muito comum de anunciantes na Internet.
7) Tenha cuidado com as redes sociais.
Estar numa rede social é de graça e o próprio médico, um assistente ou outrem - não especializado em informática ou marketing - pode atualizar regularmente. À primeira vista parece ótimo.
Porém, há custos e riscos ocultos: primeiro a qualidade esperada do conteúdo de uma rede social profissional é muito maior que de uma rede pessoal. Não é foto de aniversário feita com celular. Depois, comentários e postagens paralelas podem facilmente fugir do controle nas redes sociais. Por exemplo uma reclamação, mesmo que injustificada ou indevida, pode ser vista ou compartilhada por milhares de pessoas e provocar um estrago na reputação.
As redes sociais - para uso profissional - precisam de atualização e monitoração profissional permanente. Você vai ter que pagar uma pessoa, uma equipe ou uma agência para cuidar. E mesmo assim, o risco de comentários negativos difíceis de lidar nunca pode ser totalmente descartado.
8) Prioridades (Dica bônus. Título de lista com número par de itens é menos clicada 😉)
Em pleno século 21, nenhum médico, clínica ou dentista pode se dar ao luxo de não ter presença digital. Todo mundo tem um celular na mão e é natural, quase automático, o próprio paciente e/ou a família pesquisar uma indicação, ou um nome da lista do plano de saúde.
No entanto, o tempo, orçamento e atenção do prezado médico ou responsável por clínica que nos leem são limitados, nem sempre dá para se fazer tudo. Então como sugestão , segue a ordem de prioridades que acreditamos deveria ser seguida:
0 - Site. (Tem que ter). 1 - Blog. (Muito bom ter). 2 - Vlog (muito bom mas precisa avaliar custo e viabilidade). 3 - Anúncios no Google + Respectivas landing pages no site (Vale um teste para ver se no caso em particular traz novos pacientes). 4 - Redes Sociais (Pode funcionar para medicina eletiva, mas o custo para fazer direito é bem maior do que parece à primeira vista)
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sexta-feira, 16 de novembro de 2018
O que é SEO Search Engine Optimization?
SEO - Search Engine Optimization, é um conjunto de técnicas para você tentar fazer o Google dar a resposta que você gostaria, quando as pessoas fizerem uma determinada pesquisa. Por exemplo se você tem uma loja de bicicletas, as técnicas de SEO servem para você tentar fazer o Google colocar o site da sua loja como uma das respostas para as pessoas que estejam pesquisando uma bicicleta para comprar. E, além disso, tentar fazer o Google mostrar o site da sua loja antes dos sites das lojas concorrentes, na lista de respostas à pesquisa.
Como é que se faz SEO
Fazer SEO portanto, é tentar saber quais são os critérios que o Google usa para escolher as respostas a uma pesquisa e daí alterar seu site para atender esses critérios. Este processo também pode envolver outros sites, se você tiver controle ou influência sobre eles, porque o Google valoriza que sites de terceiros tenham links para o seu.
Porém, um problema nessa história toda de tentar adaptar o seu e outros sites para a pesquisa do Google - que chamamos de fazer SEO - é que o Google só divulga parte dos critérios que usa, na complexa tarefa de escolher e ordenar sites como resposta a uma pesquisa. A maior parte de como ele faz ele não conta.
Tem coisas que são óbvias, como por exemplo o seu site precisa ter informações sobre bicicletas para ser resposta a uma pesquisa sobre bicicletas, mas os exatos fatores que o Google usa para concluir que o site da sua loja de bicicletas deveria ser listado antes do site da loja de seu concorrente não são sabidos. São motivo de especulação de todos os marqueteiros do mundo, que vão tentando descobrir por observação, somada a tentativa e erro.
Mas SEO funciona?
Sim. O próprio Google divulga coisas que ele prefere em sites, por exemplo rapidez. Se todo o resto for igual, o site mais rápido aparece antes na lista de respostas que o site mais lento.
Como é que se faz SEO
Fazer SEO portanto, é tentar saber quais são os critérios que o Google usa para escolher as respostas a uma pesquisa e daí alterar seu site para atender esses critérios. Este processo também pode envolver outros sites, se você tiver controle ou influência sobre eles, porque o Google valoriza que sites de terceiros tenham links para o seu.
Porém, um problema nessa história toda de tentar adaptar o seu e outros sites para a pesquisa do Google - que chamamos de fazer SEO - é que o Google só divulga parte dos critérios que usa, na complexa tarefa de escolher e ordenar sites como resposta a uma pesquisa. A maior parte de como ele faz ele não conta.
Tem coisas que são óbvias, como por exemplo o seu site precisa ter informações sobre bicicletas para ser resposta a uma pesquisa sobre bicicletas, mas os exatos fatores que o Google usa para concluir que o site da sua loja de bicicletas deveria ser listado antes do site da loja de seu concorrente não são sabidos. São motivo de especulação de todos os marqueteiros do mundo, que vão tentando descobrir por observação, somada a tentativa e erro.
Mas SEO funciona?
Sim. O próprio Google divulga coisas que ele prefere em sites, por exemplo rapidez. Se todo o resto for igual, o site mais rápido aparece antes na lista de respostas que o site mais lento.
Então, se você cuidar para o seu site seguir uma boa lista dos critérios conhecidos de preferência do Google, aumentam as chances de ele ser listado numa posição melhor que um outro site que fale do mesmo assunto e não tenha tido esse cuidado.
Não tem milagre
No entanto, você tem que ajustar as suas expectativas para os limites do que pode ser obtido com um projeto de SEO. Você mexer no seu site para agradar o Google só ajuda até um certo ponto, principalmente porque a resposta que o Google dá a cada pesquisa é otimizada para a pessoa em particular que está pesquisando, baseado nas informações demográficas e geográficas da pessoa e no histórico de tudo o que ela pesquisou e navegou no passado.
Não tem milagre
No entanto, você tem que ajustar as suas expectativas para os limites do que pode ser obtido com um projeto de SEO. Você mexer no seu site para agradar o Google só ajuda até um certo ponto, principalmente porque a resposta que o Google dá a cada pesquisa é otimizada para a pessoa em particular que está pesquisando, baseado nas informações demográficas e geográficas da pessoa e no histórico de tudo o que ela pesquisou e navegou no passado.
Já o seu site é um só, é impossível ele ser sempre a melhor resposta à imensa diversidade de perfis e históricos diferentes das pessoas fazendo pesquisas.
Se por exemplo, nesse exato momento você pesquisar "comprar Mountain bike" no seu celular e eu fizer o mesmo aqui no meu, a lista de sites que o Google vai mostrar para você é diferente daquela que vai mostrar para mim, baseado no que ele sabe a nosso respeito. O site de uma determinada loja de bicicletas pode aparecer na lista de respostas numa posição melhor para mim e pior para você ou vice-versa, independente do SEO que por ventura tenha sido feito nele.
O que fazer então?
Seguem as nossas sugestões para tentar melhorar sua posição nas respostas às pesquisas:
1) Procure tornar seu site uma boa resposta às perguntas dos clientes. Se o Google é muito eficiente em dar uma boa resposta para cada pesquisa, fazer do seu site uma boa resposta às possíveis perguntas dos seus clientes é uma das maneiras mais eficazes de melhorar o posicionamento dele nas listas de respostas.
É trabalhoso, mas se você identificar bem seu público alvo, que informações ele gostaria de ver e daí colocar essas informações no seu site, aumentam suas chances na listagem do Google. De quebra, se a pessoa clicar e for ao seu site, este será mais convincente. Mas não basta colocar uma vez só, é preciso atualizá-las e melhorá-las com frequência, porque a novidade também é valorizada.
2) Aplique no seu site as técnicas de SEO publicadas pelo próprio Google. Nos sites do Google há publicadas uma série de boas práticas , como por exemplo legendar as fotos e garantir uma boa visualização nas telas pequenas de celulares, entre outras. Além disso o Google também tem uma série de ferramentas públicas e gratuitas de análise de sites que podem verificar seu site e sugerir alterações.
3) Desconfie se lhe oferecerem técnicas exclusivas ou infalíveis que "garantam" uma posição para o seu site. O Google não se tornou a maior empresa de pesquisa na Internet no mundo sendo bobinho e fácil de enganar. Ele tem um exército dos melhores programadores de computador do mundo, refinando continuamente os sistemas para derrubar possíveis "truques" de artificialmente melhorar a posição de um site.
Se por exemplo, nesse exato momento você pesquisar "comprar Mountain bike" no seu celular e eu fizer o mesmo aqui no meu, a lista de sites que o Google vai mostrar para você é diferente daquela que vai mostrar para mim, baseado no que ele sabe a nosso respeito. O site de uma determinada loja de bicicletas pode aparecer na lista de respostas numa posição melhor para mim e pior para você ou vice-versa, independente do SEO que por ventura tenha sido feito nele.
O que fazer então?
Seguem as nossas sugestões para tentar melhorar sua posição nas respostas às pesquisas:
1) Procure tornar seu site uma boa resposta às perguntas dos clientes. Se o Google é muito eficiente em dar uma boa resposta para cada pesquisa, fazer do seu site uma boa resposta às possíveis perguntas dos seus clientes é uma das maneiras mais eficazes de melhorar o posicionamento dele nas listas de respostas.
É trabalhoso, mas se você identificar bem seu público alvo, que informações ele gostaria de ver e daí colocar essas informações no seu site, aumentam suas chances na listagem do Google. De quebra, se a pessoa clicar e for ao seu site, este será mais convincente. Mas não basta colocar uma vez só, é preciso atualizá-las e melhorá-las com frequência, porque a novidade também é valorizada.
2) Aplique no seu site as técnicas de SEO publicadas pelo próprio Google. Nos sites do Google há publicadas uma série de boas práticas , como por exemplo legendar as fotos e garantir uma boa visualização nas telas pequenas de celulares, entre outras. Além disso o Google também tem uma série de ferramentas públicas e gratuitas de análise de sites que podem verificar seu site e sugerir alterações.
3) Desconfie se lhe oferecerem técnicas exclusivas ou infalíveis que "garantam" uma posição para o seu site. O Google não se tornou a maior empresa de pesquisa na Internet no mundo sendo bobinho e fácil de enganar. Ele tem um exército dos melhores programadores de computador do mundo, refinando continuamente os sistemas para derrubar possíveis "truques" de artificialmente melhorar a posição de um site.
Técnicas miraculosas não só podem desperdiçar o tempo e o dinheiro que você vai gastar nelas como, dependendo do que for feito, existe até o risco do Google penalizar seu site. O Google muitas vezes dá um puxão de orelha bem dolorido em quem tenta enganá-lo com técnicas não muito ortodoxas, banindo o site infrator de aparecer nas respostas a pesquisas.
4) Lembre-se que seu cliente é uma pessoa, não os robôs do Google. Não adianta o seu site ser o primeiro da resposta de uma pesquisa, daí o cliente clicar no link, mas quando ele chegar no seu site ele não gostar do que vê. Um exemplo desse conflito: quanto menor e de mais baixa resolução for uma foto, menor é o arquivo e mais rápido é o site, agrada o robô do Google, pode subir o site na lista de respostas.
4) Lembre-se que seu cliente é uma pessoa, não os robôs do Google. Não adianta o seu site ser o primeiro da resposta de uma pesquisa, daí o cliente clicar no link, mas quando ele chegar no seu site ele não gostar do que vê. Um exemplo desse conflito: quanto menor e de mais baixa resolução for uma foto, menor é o arquivo e mais rápido é o site, agrada o robô do Google, pode subir o site na lista de respostas.
Já um ser humano tem mais chance de querer comprar um produto vendo fotos de boa qualidade dele - arquivos maiores que deixam o site mais lento, pode descer o site na lista de respostas.
5) Considere fazer anúncios pagos. Nos primeiros anos do século 21, quando havia poucos sites de empresas concorrendo em cada segmento de negócios e a própria ideia de SEO - otimizar um site para ser achado pelo Google - era uma novidade, um site um pouco mais otimizado podia fazer uma bruta diferença. Naquela terra de cegos de 2010, quem tinha um olho era rei.
Hoje, há um número gigante de sites concorrendo por cada pequeno nicho de mercado e as boas agências digitais já fazem todos os sites, desde o projeto, embutindo otimizações para ele ser achado pelo Google. Então, na nossa opinião, para aumentar a audiência do seu site, além de uma possível otimização SEO, vale a pena você fazer campanhas de anúncios pagos, no próprio Google, no Facebook, Instagram ou YouTube.
Nós acreditamos que é sensato você não confiar só no tráfego orgânico - gratuito - que porventura as pesquisas possam trazer ao seu site e se garantir investindo em comprar tráfego com anúncios.
Observação: Tudo que dissemos sobre SEO neste post vale para qualquer site de pesquisa, como Bing, Yahoo, DuckDuckgo, Ask.com, etc. Mas, sendo realista, dada a dominância do Google no mercado de pesquisas, geralmente quem faz SEO o faz tentando agradar o Google.
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5) Considere fazer anúncios pagos. Nos primeiros anos do século 21, quando havia poucos sites de empresas concorrendo em cada segmento de negócios e a própria ideia de SEO - otimizar um site para ser achado pelo Google - era uma novidade, um site um pouco mais otimizado podia fazer uma bruta diferença. Naquela terra de cegos de 2010, quem tinha um olho era rei.
Hoje, há um número gigante de sites concorrendo por cada pequeno nicho de mercado e as boas agências digitais já fazem todos os sites, desde o projeto, embutindo otimizações para ele ser achado pelo Google. Então, na nossa opinião, para aumentar a audiência do seu site, além de uma possível otimização SEO, vale a pena você fazer campanhas de anúncios pagos, no próprio Google, no Facebook, Instagram ou YouTube.
Nós acreditamos que é sensato você não confiar só no tráfego orgânico - gratuito - que porventura as pesquisas possam trazer ao seu site e se garantir investindo em comprar tráfego com anúncios.
Observação: Tudo que dissemos sobre SEO neste post vale para qualquer site de pesquisa, como Bing, Yahoo, DuckDuckgo, Ask.com, etc. Mas, sendo realista, dada a dominância do Google no mercado de pesquisas, geralmente quem faz SEO o faz tentando agradar o Google.
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quinta-feira, 1 de novembro de 2018
O que é inbound marketing?
Inbound marketing, ao pé da letra, quer dizer marketing de entrada. Na prática, trata-se de um tipo de marketing onde o possível cliente entra espontaneamente, ele vem ver por vontade própria. Isso é o contrário do marketing tradicional, às vezes chamado de outbound marketing - marketing de saída - onde você é que sai atrás do cliente, tentando forçá-lo a ver suas mensagens.
1) Dependendo do seu segmento de negócio, pode ser mais difícil encontrar conteúdo informativo e atraente, relacionado a ele. Alguns produtos e serviços exigem uma dose especial de criatividade para se poder criar um fluxo regular de conteúdos ligados a eles.
2) Com a enxurrada de conteúdo de todos os tipos na Internet, o seu tem que ter muita qualidade e profissionalismo para se destacar e provocar interesse. O marketing digital é fundamentalmente uma briga por atenção.
3) Não adianta fazer conteúdo de Inbound Marketing uma vez só. É preciso criar um processo de criação e publicação regular de conteúdo, primeiro porque pode ser preciso tocar o cliente várias vezes antes de ele se decidir e depois porque toda empresa precisa vender no curto, médio e longo prazos.
Goela abaixo
Há muito tempo os marqueteiros sabem que, se houver opção, as pessoas fogem como o diabo da cruz da maioria das formas mais intrusivas de marketing. Ser interrompido na hora de maior emoção do filme pra ver o comercial de margarina. Receber ligação do telemarketing bem no meio do jantar. Ter que esperar os 5 segundos para pode clicar no "Pular Anúncio" antes de ver um vídeo no YouTube...
De maneira geral, ninguém gosta de ser forçado a ver uma mensagem que não pediu para ver. Uma das maneiras de se contornar esse problema é tentar criar conteúdo que as pessoas queiram ou precisem e que venham de livre e espontânea vontade consumir. Há vários jeitos de se fazer isso, mas a forma mais comum é se criar conteúdo técnico ou informativo sobre o segmento de mercado do produto ou serviço que se quer vender: aulas, tutoriais, dicas e explicações.
O canto da sereia
Para fazer os clientes verem espontaneamente seu marketing, se por exemplo você vende serviços financeiros, pode criar um e-book (um livrinho digital) ensinando como investir na crise. Se vende cosméticos, pode criar uma série de vídeos com tutoriais de maquiagem. Se vende marketing digital, pode criar um blog com informação sobre marketing na Internet... 😏
Esse tipo conteúdo, além de não interromper nem chatear as pessoas, que o acessam porque querem, permite reforçar sua imagem como um especialista no seu segmento. Você não só diz que tem conhecimento sobre o assunto, você mostra que tem.
Há muito tempo os marqueteiros sabem que, se houver opção, as pessoas fogem como o diabo da cruz da maioria das formas mais intrusivas de marketing. Ser interrompido na hora de maior emoção do filme pra ver o comercial de margarina. Receber ligação do telemarketing bem no meio do jantar. Ter que esperar os 5 segundos para pode clicar no "Pular Anúncio" antes de ver um vídeo no YouTube...
De maneira geral, ninguém gosta de ser forçado a ver uma mensagem que não pediu para ver. Uma das maneiras de se contornar esse problema é tentar criar conteúdo que as pessoas queiram ou precisem e que venham de livre e espontânea vontade consumir. Há vários jeitos de se fazer isso, mas a forma mais comum é se criar conteúdo técnico ou informativo sobre o segmento de mercado do produto ou serviço que se quer vender: aulas, tutoriais, dicas e explicações.
O canto da sereia
Para fazer os clientes verem espontaneamente seu marketing, se por exemplo você vende serviços financeiros, pode criar um e-book (um livrinho digital) ensinando como investir na crise. Se vende cosméticos, pode criar uma série de vídeos com tutoriais de maquiagem. Se vende marketing digital, pode criar um blog com informação sobre marketing na Internet... 😏
Esse tipo conteúdo, além de não interromper nem chatear as pessoas, que o acessam porque querem, permite reforçar sua imagem como um especialista no seu segmento. Você não só diz que tem conhecimento sobre o assunto, você mostra que tem.
De quebra, a Internet permite que você peça informações sobre a pessoa para liberar o acesso ao conteúdo, por exemplo pedir para a pessoa dar o e-mail dela antes de você deixá-la fazer o download do livrinho que ela quer. Além de passar sua mensagem, você já recebe um lead - um possível cliente - para quem você pode tentar vender depois.
Problemas
Nem tudo são flores no jardim do Inbound Marketing. Os 3 principais espinhos são:
Problemas
Nem tudo são flores no jardim do Inbound Marketing. Os 3 principais espinhos são:
1) Dependendo do seu segmento de negócio, pode ser mais difícil encontrar conteúdo informativo e atraente, relacionado a ele. Alguns produtos e serviços exigem uma dose especial de criatividade para se poder criar um fluxo regular de conteúdos ligados a eles.
2) Com a enxurrada de conteúdo de todos os tipos na Internet, o seu tem que ter muita qualidade e profissionalismo para se destacar e provocar interesse. O marketing digital é fundamentalmente uma briga por atenção.
3) Não adianta fazer conteúdo de Inbound Marketing uma vez só. É preciso criar um processo de criação e publicação regular de conteúdo, primeiro porque pode ser preciso tocar o cliente várias vezes antes de ele se decidir e depois porque toda empresa precisa vender no curto, médio e longo prazos.
Se sucesso fosse facinho todo mundo fazia
Uma das qualidades de uma boa agência digital - como a Vendere 😀 - é desenvolver ao longo do tempo profissionais e métodos para lidar com essas dificuldades, ser capaz de criar um fluxo regular e permanente de conteúdo atraente para Inbound Marketing, independente do ramo de negócio do cliente da competição por atenção naquele nicho.
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Uma das qualidades de uma boa agência digital - como a Vendere 😀 - é desenvolver ao longo do tempo profissionais e métodos para lidar com essas dificuldades, ser capaz de criar um fluxo regular e permanente de conteúdo atraente para Inbound Marketing, independente do ramo de negócio do cliente da competição por atenção naquele nicho.
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quinta-feira, 11 de outubro de 2018
5 dicas para seu marketing de conteúdo
A essa altura, toda empresa já sabe que precisa publicar regularmente na Internet, para se manter relevante. Mas publicar o que?
Uma mudança importante que as redes sociais introduziram na maneira das pessoas consumirem conteúdo - textos, vídeos, gráficos, animações, etc. - foi que a quantidade de itens aumentou e o tamanho de cada um diminuiu.
O grosso dos posts nas redes sociais é só uma foto com uma legenda de um linha e algumas hashtags. Também se vê gifs (imagens animadas) ou vídeos de alguns segundos. Texto sozinho, quando às vezes aparece, é apenas um aforismo ou uma frase de efeito.
Essa tendência de se consumir conteúdo em "bocadinhos" nas redes sociais é tão forte que criou a expressão pejorativa "Textão" ou "Textão no Face", para quando algum coitado, incompreendido, tenta expressar uma ideia um pouco mais elaborada do que 5 linhas. O cara desabafa e acha que vai mudar o mundo, mas não só ninguém lê, como ainda debocham...
1) Produza muitas unidades de pequena quantidade de conteúdo para as redes sociais
Se as pessoas gostam de bocadinhos, dê a elas bocadinhos, sabendo que é só para se manter lembrado e querido, fazer o famoso branding. Passar ideias mesmo, só as muito básicas sobre sua empresa, produtos, serviços e diferenciais.
2) De vez em quando você pode fugir um pouco do seu tema principal
Para certos ramos de negócio, como moda e comida por exemplo, é mais fácil produzir uma grande fileira de bocadinhos de conteúdo, por exemplo publicar uma foto de peça de roupa ou prato de comida por dia, mas para a grande maioria das empresas não é tão simples.
Sinalizar virtude é só um exemplo do que dá para postar para ter um pouco mais de assunto para postagens frequentes. Com um pouco de reflexão (e ajuda de uma boa agência digital) você poderá encontrar uma série de tópicos de seu mercado, da relação dele com a sociedade ou notícias que podem fazer sentido no fluxo de postagens da sua empresa.
3) Use as redes sociais como isca para trazer as pessoas para seu site
Um dos problemas das redes sociais é que você não controla a conversa. Enquanto você está tentando passar sua mensagem outras empresas e pessoas também estão, em cima, em baixo e dos lados... se você tiver sempre chamadas ou links para seu site nos seus posts, você pode atrair parte do público para um lugar onde você tem mais controle da conversa: seu site.
4) Produza conteúdo mais longo para seu site, para os possíveis interessados
Se a pessoa clicou em um link nas redes sociais e veio para seu site ela já está um pouco mais interessada (tecnicamente falando, está mais à frente no funil de vendas) e provavelmente quer informação mais extensa, textos e vídeos mais longos, mas é interessante que eles sejam relacionados ao conteúdo de rede social que trouxe a pessoa ao seu site, uma continuação da conversa que começou lá nas redes.
5) Você pode precisar de ajuda profissional
Produzir conteúdos curtos, frequentes e interessantes para suas redes sociais e ainda pareá-los com conteúdos mais longos e interessantes no seu site geralmente requer gente especializada e uma dedicação de tempo que a maioria das empresas não tem disponível. Contratar uma agência de conteúdo (como a Vendere 😉) pode trazer um bom custo benefício.
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Essa tendência de se consumir conteúdo em "bocadinhos" nas redes sociais é tão forte que criou a expressão pejorativa "Textão" ou "Textão no Face", para quando algum coitado, incompreendido, tenta expressar uma ideia um pouco mais elaborada do que 5 linhas. O cara desabafa e acha que vai mudar o mundo, mas não só ninguém lê, como ainda debocham...
Além disso, nas redes sociais todo conteúdo é extremamente efêmero: em segundos vai ser soterrado debaixo de uma interminável sequência de outras publicações amadoras e profissionais que vão aparecendo na tela.
Para o marqueteiro digital isso cria desafios: algumas ideias são mais complexas e difíceis de passar do que o permitido por 2 linhas de texto ou um gif de 3 segundos. Provavelmente muitas coisas importantes sobre sua empresa e seus produtos o são, especialmente se você trabalha com produtos ou serviços que não tenham muito apelo visual.
Para o marqueteiro digital isso cria desafios: algumas ideias são mais complexas e difíceis de passar do que o permitido por 2 linhas de texto ou um gif de 3 segundos. Provavelmente muitas coisas importantes sobre sua empresa e seus produtos o são, especialmente se você trabalha com produtos ou serviços que não tenham muito apelo visual.
E mesmo que com muita criatividade você consiga compactar alguns conceitos complexos no formato de meme, não é fácil ele ser notado (e quem dirá lembrado) em meio à uma interminável avalanche de conteúdo.
É prezado leitor, fazer marketing digital pode ser dureza. Mas como dizia meu saudoso pai, a gente tem que trabalhar com o jeito que o mundo é, não com o jeito que a gente gostaria que o mundo fosse... Então vão aqui algumas dicas para sua empresa fazer marketing com conteúdo levando em consideração a maneira atual de se consumir conteúdo:
É prezado leitor, fazer marketing digital pode ser dureza. Mas como dizia meu saudoso pai, a gente tem que trabalhar com o jeito que o mundo é, não com o jeito que a gente gostaria que o mundo fosse... Então vão aqui algumas dicas para sua empresa fazer marketing com conteúdo levando em consideração a maneira atual de se consumir conteúdo:
1) Produza muitas unidades de pequena quantidade de conteúdo para as redes sociais
Se as pessoas gostam de bocadinhos, dê a elas bocadinhos, sabendo que é só para se manter lembrado e querido, fazer o famoso branding. Passar ideias mesmo, só as muito básicas sobre sua empresa, produtos, serviços e diferenciais.
2) De vez em quando você pode fugir um pouco do seu tema principal
Para certos ramos de negócio, como moda e comida por exemplo, é mais fácil produzir uma grande fileira de bocadinhos de conteúdo, por exemplo publicar uma foto de peça de roupa ou prato de comida por dia, mas para a grande maioria das empresas não é tão simples.
Então, para ter o que publicar com frequência você pode dar uma fugidinha lateral dos produtos ou serviços que você vende, por exemplo fazer posts sobre ecologia ou alguma outra causa popular ou benemérita.
Sinalizar virtude é só um exemplo do que dá para postar para ter um pouco mais de assunto para postagens frequentes. Com um pouco de reflexão (e ajuda de uma boa agência digital) você poderá encontrar uma série de tópicos de seu mercado, da relação dele com a sociedade ou notícias que podem fazer sentido no fluxo de postagens da sua empresa.
3) Use as redes sociais como isca para trazer as pessoas para seu site
Um dos problemas das redes sociais é que você não controla a conversa. Enquanto você está tentando passar sua mensagem outras empresas e pessoas também estão, em cima, em baixo e dos lados... se você tiver sempre chamadas ou links para seu site nos seus posts, você pode atrair parte do público para um lugar onde você tem mais controle da conversa: seu site.
4) Produza conteúdo mais longo para seu site, para os possíveis interessados
Se a pessoa clicou em um link nas redes sociais e veio para seu site ela já está um pouco mais interessada (tecnicamente falando, está mais à frente no funil de vendas) e provavelmente quer informação mais extensa, textos e vídeos mais longos, mas é interessante que eles sejam relacionados ao conteúdo de rede social que trouxe a pessoa ao seu site, uma continuação da conversa que começou lá nas redes.
5) Você pode precisar de ajuda profissional
Produzir conteúdos curtos, frequentes e interessantes para suas redes sociais e ainda pareá-los com conteúdos mais longos e interessantes no seu site geralmente requer gente especializada e uma dedicação de tempo que a maioria das empresas não tem disponível. Contratar uma agência de conteúdo (como a Vendere 😉) pode trazer um bom custo benefício.
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terça-feira, 25 de setembro de 2018
5 tipos de Fake News - 5/5) A radicalização nas redes sociais
Uma distorção de como as pessoas formam sua visão da realidade é a "bolha" formada em sua volta pelas redes sociais. O que as redes mostram para cada pessoas é filtrado da Internet por elas: você só vê parte do que seus amigos e produtores de conteúdo publicam, só o que passa para dentro da bolha onde a rede social coloca você. Se essa filtragem não for muito cuidadosamente balanceada essa visão parcial pode distorcer a compreensão que a pessoa tem do todo e, na nossa opinião, pode ser enquadrado no fenômeno geral das Fake News - no viés que estamos abordando o assunto nessa série de posts.
Aparentemente as redes sociais tem feito um bom trabalho. Bilhões as usam todos os dias, alguns até compulsivamente, sendo atropelados, caindo em buracos ou batendo o carro, porque não conseguem se desgrudar da tela do celular. No entanto, esse próprio sucesso todo já sugere um questionamento: Por que é tão agradável usar as redes sociais? Por que as pessoas passam tanto tempo nelas e voltam com tanta frequência?
Há várias razões, porém, no que interessa para essa série de posts sobre Fake News, parte do sucesso das redes sociais é devido ao fato de elas mostram para cada pessoa o que ela mais gosta. As redes sociais monitoram o engajamento - o grau de interação - de cada pessoa com cada amigo, cada produtor e cada conteúdo: quanto tempo ela fica vendo cada post, se compartilha, se dá like, se dá play naquele vídeo ou se ignora etc. Conforme vão aprendendo sobre a pessoa vão aumentando a dose daquilo que a pessoa se engaja - ou seja do que ela gosta - e diminuindo a dose do que ela não se engaja - ou seja não gosta.
Então se você gosta de vídeos de gatinho fofo fazendo estripulias, ou de ciclismo, ou de artesanato, ou seja o que for, as redes sociais vão oferecendo mais disso para você. O autor de cada conteúdo também entra na equação, então se você gosta mais do que o João publica do o que o José publica, você vai ver cada vez mais posts do João e menos do José. Por outro lado, se você nunca clica no play de vídeos de automobilismo, nunca compartilha posts de automobilismo, nunca dá like em posts de automobilismo, a rede vai diminuindo até parar de oferecer conteúdo de automobilismo para você.
E aí mora o perigo. No objetivo de sempre agradar você, as redes sociais fazem isso com todos os conteúdos, incluindo notícias e conteúdos de opinião política ou social. Quando você encontra nas redes sociais conteúdo que tem a mesma posição que você sobre um assunto político, social ou econômico, você se engaja mais do que com os que tem a posição contrária. Quando você encontra um amigo ou produtor de conteúdo que posta mensagens ou vídeos que defendem ideias parecidas com as suas você também se engaja mais. Afinal é agradável assistir o vídeo ou ler ou post do cara que fala a favor do que você já acredita e desagradável ser contrariado.
As redes sociais estão monitorando isso tudo, do mesmo jeito que monitoram quando você assiste vídeo de gatinho. Os computadores nunca descansam e nunca se esquecem... E vão cada vez mais oferecendo posts e vídeos que apoiam o seu ponto de vista e cada vez menos os que o contrariam. Mesmo que tudo o que você visse fosse verdadeiro, esse conteúdo filtrado pelo seu engajamento prévio pode construir uma versão parcial da realidade, que podemos enquadrar no fenômeno geral das Fake News - porque pode filtrar notícias e opiniões desagradáveis para você, porém verdadeiras.
Essa visão parcial tende a radicalizar as posições políticas, a gerar uma ainda maior intolerância com o contraditório. Se o tempo inteiro você só vê opiniões que concordam com a sua quando por acaso você tromba com uma contrária a tendência é o rancor, o ressentimento e até a vontade de querer calar aquela voz dissonante.
Esse é nosso 5º e último post da série sobre Fake News - distorções na criação e distribuição e notícias e informações na Internet que podem prejudicar a visão das pessoas sobre o mundo.
Aparentemente as redes sociais tem feito um bom trabalho. Bilhões as usam todos os dias, alguns até compulsivamente, sendo atropelados, caindo em buracos ou batendo o carro, porque não conseguem se desgrudar da tela do celular. No entanto, esse próprio sucesso todo já sugere um questionamento: Por que é tão agradável usar as redes sociais? Por que as pessoas passam tanto tempo nelas e voltam com tanta frequência?
Há várias razões, porém, no que interessa para essa série de posts sobre Fake News, parte do sucesso das redes sociais é devido ao fato de elas mostram para cada pessoa o que ela mais gosta. As redes sociais monitoram o engajamento - o grau de interação - de cada pessoa com cada amigo, cada produtor e cada conteúdo: quanto tempo ela fica vendo cada post, se compartilha, se dá like, se dá play naquele vídeo ou se ignora etc. Conforme vão aprendendo sobre a pessoa vão aumentando a dose daquilo que a pessoa se engaja - ou seja do que ela gosta - e diminuindo a dose do que ela não se engaja - ou seja não gosta.
Então se você gosta de vídeos de gatinho fofo fazendo estripulias, ou de ciclismo, ou de artesanato, ou seja o que for, as redes sociais vão oferecendo mais disso para você. O autor de cada conteúdo também entra na equação, então se você gosta mais do que o João publica do o que o José publica, você vai ver cada vez mais posts do João e menos do José. Por outro lado, se você nunca clica no play de vídeos de automobilismo, nunca compartilha posts de automobilismo, nunca dá like em posts de automobilismo, a rede vai diminuindo até parar de oferecer conteúdo de automobilismo para você.
E aí mora o perigo. No objetivo de sempre agradar você, as redes sociais fazem isso com todos os conteúdos, incluindo notícias e conteúdos de opinião política ou social. Quando você encontra nas redes sociais conteúdo que tem a mesma posição que você sobre um assunto político, social ou econômico, você se engaja mais do que com os que tem a posição contrária. Quando você encontra um amigo ou produtor de conteúdo que posta mensagens ou vídeos que defendem ideias parecidas com as suas você também se engaja mais. Afinal é agradável assistir o vídeo ou ler ou post do cara que fala a favor do que você já acredita e desagradável ser contrariado.
As redes sociais estão monitorando isso tudo, do mesmo jeito que monitoram quando você assiste vídeo de gatinho. Os computadores nunca descansam e nunca se esquecem... E vão cada vez mais oferecendo posts e vídeos que apoiam o seu ponto de vista e cada vez menos os que o contrariam. Mesmo que tudo o que você visse fosse verdadeiro, esse conteúdo filtrado pelo seu engajamento prévio pode construir uma versão parcial da realidade, que podemos enquadrar no fenômeno geral das Fake News - porque pode filtrar notícias e opiniões desagradáveis para você, porém verdadeiras.
Essa visão parcial tende a radicalizar as posições políticas, a gerar uma ainda maior intolerância com o contraditório. Se o tempo inteiro você só vê opiniões que concordam com a sua quando por acaso você tromba com uma contrária a tendência é o rancor, o ressentimento e até a vontade de querer calar aquela voz dissonante.
Esse é nosso 5º e último post da série sobre Fake News - distorções na criação e distribuição e notícias e informações na Internet que podem prejudicar a visão das pessoas sobre o mundo.
terça-feira, 11 de setembro de 2018
5 tipos de Fake News - 4/5) Os Hackers
Os hackers - programadores de computador mal intencionados - que, entre outras pilantragens, constroem programas de computador para afetar a influência das redes sociais sobre as pessoas, é o assunto desse nosso quarto post da série sobre Fake News - a manipulação da criação e distribuição de notícias na Internet que podem distorcer sua visão do mundo.
Papai, como vocês viviam sem a Internet?
Durante os mais ou menos 4 milhões de anos de existência dos hominídeos, contando aí os 100 ou 150 mil últimos anos dos já homo sapiens, nós vivemos em pequenas tribos de não mais que algumas centenas de pessoas, sem nenhum acesso à informação além daquilo que víamos com os nossos próprios olhos e aquilo que os outros membros da tribo nos contavam.
Durante todo esse tempo formativo do que somos hoje, se vários membros da tribo me dissessem para não entrar naquela caverna porque lá mora uma onça, era melhor eu confiar nessa informação. Claro, sempre houve os desconfiados que faziam a questão de ir lá conferir e morriam comidos pela onça.... e esses deixaram menos (ou zero) descendentes porque morriam mais cedo. É, a evolução tem um jeitinho meio duro de ensinar às espécies o melhor a fazer em cada situação.
Nossos cérebros portanto evoluíram para funcionar bem neste ambiente: pequenos grupos onde a confirmação (ou negação) social das informações é valiosíssima, questão de vida ou morte. Porém, de repente (em termos evolutivos), em 5.000 anos nós criamos a agricultura, a escrita, passamos a viver em cidades, criamos o método científico, a eletrônica... e em menos de 50 anos passamos de um mundo onde era difícil de se fazer um telefonema interurbano para uma conexão instantânea por voz, texto e imagem de bilhões de pessoas: a Internet, as redes sociais... E nesse rápido processo, trouxemos mais ou menos o mesmo cérebro tribal de nossos antepassados.
Na Internet ninguém sabe que você é um cachorro
A Internet e em particular a World Wide Web, o pedaço da Internet onde normalmente navegamos, foi criada com um tamanho e uma abrangência muito menores do que tem hoje. Na época, Tim Berners-Lee (que é o cientista de computação inglês que escreveu as especificações da WEB em 1989 e é reconhecido internacionalmente como o "pai" da WWW) quis enfatizar uma certa democratização e universalização do acesso às informações para quem se conectasse à rede e não se preocupou muito com a questões de segurança, em particular com a questão da identidade de quem estava se conectando.
Essa orientação mais para a praticidade que para a segurança foi muito útil para o crescimento exponencial que a Internet experimentou nos anos seguintes, afinal qualquer esquema rigoroso de segurança atrapalharia e encareceria a vida dos usuários comuns, na sua maioria bem intencionados.
Porém, essa facilidade de acesso embutida na própria filosofia da Web criou um problema ainda não totalmente resolvido até hoje, de identidade. Por exemplo, programas de correio como Gmail ou Hotmail ou redes sociais como Facebook ou Instagram, não tem um controle rigoroso na criação de perfis, se você é mesmo quem está falando que é, bem como não controlam se você já criou 3, 4 ou 10 contas diferentes. Claro que algumas aplicações de maior risco, como as bancárias, criaram mecanismos próprios de proteção em cima da estrutura básica da Web, mas a maioria das aplicações não é assim segura.
Já em 1993, o cartunista Peter Steiner da revista The New Yorker publicou um cartum, hoje clássico, onde um cachorro digitando no teclado de um computador fala para outro, que estava olhando intrigado para ele: Na Internet ninguém sabe que você é um cachorro.
Os hackers só juntaram a gasolina com o fogo
Juntando esses dois fatos, que a gente confia mais no que as outras pessoas confirmam e que a Internet, de maneira geral, não tem um controle muito rigoroso da identidade de quem se conecta a ela, há pessoas mal intencionadas que usam isso para promover nas redes sociais produtos, políticos, causas, ou seja o que for, criando muitos perfis falsos para com eles fazer crescer artificialmente o número de seguidores, compartilhamentos e likes daquilo que querem promover.
Isso pode ser feito manualmente, um grupo de pessoas com perfis falsos clicando, mas é muito trabalhoso. Mais comumente os hackers escrevem programas de computador que se comportam como se fossem pessoas - robôs de software - para ficar seguindo, compartilhando e likando de maneira a ajudar quem os pagam. A pessoa desavisada, ao ver que uma determinada informação foi muito compartilhada ou recebeu muitos likes e curtidas, tende a pensar quase automaticamente que aquela informação é relevante e verdadeira, mesmo que não o seja.
Próximo post da série: 5 tipos de fake news 5/5) A Radicalização das Redes Sociais
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Papai, como vocês viviam sem a Internet?
Durante os mais ou menos 4 milhões de anos de existência dos hominídeos, contando aí os 100 ou 150 mil últimos anos dos já homo sapiens, nós vivemos em pequenas tribos de não mais que algumas centenas de pessoas, sem nenhum acesso à informação além daquilo que víamos com os nossos próprios olhos e aquilo que os outros membros da tribo nos contavam.
Durante todo esse tempo formativo do que somos hoje, se vários membros da tribo me dissessem para não entrar naquela caverna porque lá mora uma onça, era melhor eu confiar nessa informação. Claro, sempre houve os desconfiados que faziam a questão de ir lá conferir e morriam comidos pela onça.... e esses deixaram menos (ou zero) descendentes porque morriam mais cedo. É, a evolução tem um jeitinho meio duro de ensinar às espécies o melhor a fazer em cada situação.
Nossos cérebros portanto evoluíram para funcionar bem neste ambiente: pequenos grupos onde a confirmação (ou negação) social das informações é valiosíssima, questão de vida ou morte. Porém, de repente (em termos evolutivos), em 5.000 anos nós criamos a agricultura, a escrita, passamos a viver em cidades, criamos o método científico, a eletrônica... e em menos de 50 anos passamos de um mundo onde era difícil de se fazer um telefonema interurbano para uma conexão instantânea por voz, texto e imagem de bilhões de pessoas: a Internet, as redes sociais... E nesse rápido processo, trouxemos mais ou menos o mesmo cérebro tribal de nossos antepassados.
Na Internet ninguém sabe que você é um cachorro
A Internet e em particular a World Wide Web, o pedaço da Internet onde normalmente navegamos, foi criada com um tamanho e uma abrangência muito menores do que tem hoje. Na época, Tim Berners-Lee (que é o cientista de computação inglês que escreveu as especificações da WEB em 1989 e é reconhecido internacionalmente como o "pai" da WWW) quis enfatizar uma certa democratização e universalização do acesso às informações para quem se conectasse à rede e não se preocupou muito com a questões de segurança, em particular com a questão da identidade de quem estava se conectando.
Essa orientação mais para a praticidade que para a segurança foi muito útil para o crescimento exponencial que a Internet experimentou nos anos seguintes, afinal qualquer esquema rigoroso de segurança atrapalharia e encareceria a vida dos usuários comuns, na sua maioria bem intencionados.
Porém, essa facilidade de acesso embutida na própria filosofia da Web criou um problema ainda não totalmente resolvido até hoje, de identidade. Por exemplo, programas de correio como Gmail ou Hotmail ou redes sociais como Facebook ou Instagram, não tem um controle rigoroso na criação de perfis, se você é mesmo quem está falando que é, bem como não controlam se você já criou 3, 4 ou 10 contas diferentes. Claro que algumas aplicações de maior risco, como as bancárias, criaram mecanismos próprios de proteção em cima da estrutura básica da Web, mas a maioria das aplicações não é assim segura.
Já em 1993, o cartunista Peter Steiner da revista The New Yorker publicou um cartum, hoje clássico, onde um cachorro digitando no teclado de um computador fala para outro, que estava olhando intrigado para ele: Na Internet ninguém sabe que você é um cachorro.
Os hackers só juntaram a gasolina com o fogo
Juntando esses dois fatos, que a gente confia mais no que as outras pessoas confirmam e que a Internet, de maneira geral, não tem um controle muito rigoroso da identidade de quem se conecta a ela, há pessoas mal intencionadas que usam isso para promover nas redes sociais produtos, políticos, causas, ou seja o que for, criando muitos perfis falsos para com eles fazer crescer artificialmente o número de seguidores, compartilhamentos e likes daquilo que querem promover.
Isso pode ser feito manualmente, um grupo de pessoas com perfis falsos clicando, mas é muito trabalhoso. Mais comumente os hackers escrevem programas de computador que se comportam como se fossem pessoas - robôs de software - para ficar seguindo, compartilhando e likando de maneira a ajudar quem os pagam. A pessoa desavisada, ao ver que uma determinada informação foi muito compartilhada ou recebeu muitos likes e curtidas, tende a pensar quase automaticamente que aquela informação é relevante e verdadeira, mesmo que não o seja.
Próximo post da série: 5 tipos de fake news 5/5) A Radicalização das Redes Sociais
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