sexta-feira, 6 de setembro de 2019

O que são landing pages e quando usá-las no seu site

Landing page é o nome dado à página de um site criada especialmente para ser a página de chegada para quem vier a ele por um determinado link fora do site. Por exemplo, um site pode ter uma página específica para receber quem clicar em um anúncio que a empresa colocou no Google. Essa seria a landing page daquele anúncio.

Um mesmo site pode ter uma ou mais landing pages para receber quem clicou em diferentes links fora do site, por exemplo em diferentes anúncios referentes a diversas promoções que a empresa esteja fazendo simultaneamente.

Porque criar landing pages
O principal motivo de criar uma landing page é levar um visitante do site mais diretamente à uma página com a informação que você quer que ele veja, sem ele precisar ficar navegando por outras páginas, em menus e botões, correndo o risco de ele não achar ou desistir no caminho.

Quando alguém entra no seu site pela home page porque digitou o seu endereço no browser, em principio não dá para saber porque a pessoa veio até o site. Então, geralmente a home page de qualquer site é meio genérica e tem um menu ou botões de navegação para o visitante escolher o que quer ver.

Porém, há situações em que se sabe de antemão porque a pessoa veio até o site: quando ela clica em alguns links específicos em outros sites. Por exemplo, se a pessoa clicou no anúncio que você colocou em outro site dizendo "Inscreva-se para concorrer a uma Mountain Bike aro 29", você sabe exatamente o que ela deveria ver quando chegar ao seu site.

Nesse caso seria bobagem o link jogá-la na home-page ou na página de produtos e deixá-la procurar o que quer em menus e botões, sendo que ela veio até o site porque clicou no anúncio. É muito mais eficiente levá-la direto a uma landing page - uma página específica de chegada construída para quem clicar naquele anúncio em particular.

Quando usar landing pages
Em ideal você deveria pensar se precisa fazer uma landing page para cada caso que você saiba porque a pessoa veio até o site, ou em outras palavras, sempre que você saiba onde foi que ela clicou para vir até o seu site. O exemplo mais óbvio são anúncios. Toda vez que você fizer um anúncio digital você deveria fazer uma respectiva landing page - vinculada ao que foi que você disse no anúncio.

Além de anúncios há outros casos que você sabe o contexto da chegada da pessoa no site: por exemplo quando ela clica em um post nas suas redes sociais, em um artigo no seu blog, ou no link em um vídeo que você publicou no YouTube.

Se a pessoa acabou de assistir o vídeo sobre clareamento dental que você postou no YouTube e clicou no link na descrição do vídeo, esse link não deveria levá-la para a home page ou outra página genérica do site. Ela já mostrou seu interesse por clareamento dental.

Então, para muitas publicações da empresa em redes sociais também pode ser produtivo fazer uma respectiva landing page no site, para receber quem vier pelo link daquela publicação.

Landing page tem que ter objetivo
Tão importante quanto pensar no que a pessoa gostaria de ver quando ela clicar em um determinado link para chegar ao seu site, é pensar o que você gostaria que ela fizesse na página - qual é o objetivo  daquela landing page - e daí tentar conduzir a pessoa para esse objetivo.

Precisamos lembrar aqui que, embora o objetivo final de qualquer marketing seja vender (a Vendere não tem esse nome à toa... 😃), algumas vendas podem precisar de várias etapas para acontecer. Então, vai haver casos onde uma landing page vai ter o objetivo de vender imediatamente - já vai ter um botão "compre aqui" - mas outras landing pages podem não ter botão de venda, podem ter objetivos intermediários, anteriores ao fechamento do negócio.

Por exemplo, nos casos em que a empresa não tenha loja virtual no site ou que tenha, mas as vendas sejam de ciclo mais longo, o objetivo de uma landing page pode ser obter os dados de contato do visitante, como telefone e e-mail. Ou que ele instale um aplicativo no celular dele. Ou por exemplo que ele agende um test-drive, visita ao show-room, demonstração ou degustação de um produto.

Link externo + objetivo claro = landing page
Em qualquer caso, as duas principais características de uma landing page são: a) estar vinculada a um link específico fora do site (que permita você saber porque o visitante veio até o site)  e b) ter um objetivo claro de conseguir um passo do visitante em direção a fechar o negócio. Essas duas características incorporadas no design e conteúdo das landing pages fazem com que, de maneira geral, as landing pages sejam mais simples e diretas que outras páginas de um site.

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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

No marketing você tem que correr mais que o outro cara

A fábula é antiga mas merece ser recontada aqui:
O avião cai na Savana e só ficam dois sobreviventes. No meio da noite eles ouvem um rugido. Nesse momento, um deles abre a mochila, tira um par de tênis de corrida e começa a calçá-los. 

O outro sobrevivente fala: — Pra que calçar esses tênis? Você não vai conseguir correr mais que um leão. 
Ao que o primeiro responde:
— Eu não preciso correr mais que o leão. Eu só preciso correr mais do que você.

Todo mercado é finito

Essa estória exemplar sugere, na nossa opinião, uma reflexão para o marketing. Todo mercado - por definição - é finito. A cada momento, há só um certo número de empresas querendo comprar um software de contabilidade. E só um certo número de pessoas querendo reformar a casa, ou trocar de carro. Ou ainda, só um certo número de pessoas querendo clarear os dentes... Goste ou não, você e seus concorrentes estão o tempo inteiro competindo pelos mesmos pedidos. 

A reflexão que nossa história sugere então é: Você está correndo mais que os outros caras do seu mercado?

Acredite, mas verifique

Nossa sugestão para o empresário, ou executivo responsável pelo marketing, que nos lê é a seguinte: depois de ler este post abra o seu site e o de seus concorrentes. Primeiro no seu computador e depois no seu celular (porque tem site que é bom no computador e uma droga no celular e vice-versa). 

Dê especial atenção aos competidores que você sabe que são maiores que você. Agora, olhando para o seu site e os dos seus concorrentes, diga com sinceridade: É para a sua empresa que você ligaria?

Tem pai que é cego

Dado que provavelmente foi você que aprovou a criação do seu site e deu muitos inputs durante a construção, evite o viés do amor paternal e experimente fazer a mesma coisa - comparar o seu site com os dos concorrentes no computador e no celular - mas com outras pessoas dando a opinião delas, se possível pessoas de fora da sua empresa. Se você e as outras pessoas acharem que o seu site se destaca positivamente, meus parabéns.

Porém, se o seu site pareceu meio fraco ou desatualizado, quando comparado com os de seus concorrentes, você tem um problemão. Nenhum visitante que vê sua empresa na Internet pensa "o site é pior, mas a empresa deve ser melhor". É duro e pode não ser verdade, mas o que as pessoas instintivamente pensam é: se o site é pior, a empresa é pior.

Agora as boas notícias

Nessa comparação da sua presença digital com as dos concorrentes você pode dar a sorte de descobrir que só precisa de um facelift - uma reforminha, uma plástica - para passar na frente. Também pode ser mais complicado, o concorrente pode ter vantagens mais difíceis de combater, por exemplo ele tem mais casos de sucesso para mostrar. Ou teve verba para fazer um vídeo com um famoso falando bem do produto dele.

Mas em qualquer caso, uma boa agência digital (como a Vendere 😃)  pode ajudar muito, com trabalho duro e um pequeno orçamento. Cada caso é um caso, mas por exemplo dá para diferenciar seu site no design, dá para apostar em mais informação técnica e sua renovação mais frequente, dá para ir pelo caminho da afetividade e outras estratégias que passem você na frente, mesmo dos concorrentes que por acaso tenham mais força bruta.

O que você não deveria é ficar aí parado. Os outros caras estão correndo.

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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

O que é marketing O2O - marketing on line da loja off line


Para o marketing digital conduzir alguém para uma loja de comércio eletrônico é relativamente fácil e natural, é só conseguir que o possível freguês clique em um link que o leve para o site da loja. Porém, para o marketing digital incentivar alguém a comprar numa loja física são necessárias técnicas mais especializadas, o chamado marketing O2O (pronuncia-se "ôu-tu-ôu"): marketing feito na Internet com o objetivo de vender em lojas físicas - lojas de rua, super-mercados, shopping-centers, etc.

A ponte entre o virtual e o físico
Apesar do crescimento do comércio eletrônico, o comércio tradicional, de lojas físicas, vai bem obrigado, como pode constatar qualquer pessoa que for passear pela Rua 25 de Março (rua de comércio popular em São Paulo -SP) no sábado de manhã. Só precisa tomar cuidado para não ser pisoteado pela multidão 😄. Também é uma experiência educativa ficar rodando uma hora para tentar achar uma vaga para estacionar em qualquer shopping do Brasil na véspera do Dia das Mães.

Se você prestar atenção, por exemplo não há o menor sinal de falência nas lojas de rua ou shopping do Pão de Açúcar, do Carrefour, das Casas Bahia, da Drogaria Raia, da Fast-Shop, da Renner, ou da Riachuelo... todas com faturamento anual na casa dos vários bilhões. Sem falar nos casos de crescimento vertiginoso como a Havan que acabou de inaugurar a 120ª mega-loja de departamentos e projeta a abertura de mais 20 pra 2019, ou a Cacau-Show que encerrou o ano passado com 2.235 lojas e faturamento de R$ 3,5 bilhões. Tente imaginar a montanha de chocolate que é isso...

Seja por razões práticas, psicológicas ou culturais, apesar de todo o hype em volta do comércio eletrônico, as pessoas continuam comprando muito nas lojas físicas. Porém também é inegável - basta olhar em volta - que as pessoas passam cada vez mais tempo hipnotizadas pelas telas de seus celulares.  A ideia central do marketing O2O é é fazer a ponte entre esses dois mundos.

O flautista de Hamelin
As técnicas de marketing O2O se dividem basicamente em dois tipos: a) trazer mais gente para a loja (tecnicamente "aumentar o foot trafic") e b) fazer o freguês gastar mais, uma vez que ele já esteja dentro da loja (tecnicamente, "aumentar o valor médio do ticket").

Há alguns mercados para os quais o O2O é naturalmente indicado, por exemplo alimentação, entretenimento e serviços de beleza. Obviamente não dá para você comprar um corte de cabelo no Mercado Livre e esperar que ele seja entregue numa caixinha do correio na sua casa. Você tem que ir ao salão ou barbearia. A mesma ideia se aplica a uma sessão de cinema ou o happy-hour com os amigos na sexta-feira depois do trabalho.

Nesses casos o marketing O2O pode intervir durante o processo de decisão, antes da pessoa sair. Por exemplo, das centenas de barbearias "temáticas" de Sâo Paulo (tá na moda) há mais de chance de você escolher aquela que ofereceu um brinde ou promoção nas suas redes sociais - por exemplo um primeiro chopp grátis se você for cortar o cabelo - e também mostrar no GPS do seu celular como é fácil chegar lá. Porém, o Ministério da Saúde adverte: "Depois de beber, não dirija". Vá de Uber na barbearia-bar ... 😃

Mas, mesmo nas coisas que dá para você receber numa caixa do correio na sua casa, o Marketing O2O pode apostar nas vantagens de ir até loja física, como a segurança de poder testar ou experimentar o produto ao vivo e a gratificação instantânea de comprar e já sair com o produto debaixo do braço. Além de evitar as inseguranças sobre receber o produto errado ou defeituoso.

 Vários estudos mostram que os consumidores gostam da facilidade de pesquisa e comparação de preços e características que a Internet permite, mas também gostam dessas vantagens da loja física que listamos acima, (uma tendência geralmente referida por  ROPO - Research Online, Purchase Offline - pesquisa na Internet mas compra na loja física) o que pode ser explorado e até incentivado pelo marketing O2O.

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terça-feira, 30 de julho de 2019

Defina com clareza seu comprador ideal: Buyer Persona


Tentar identificar com clareza as pessoas que mais tipicamente poderiam ser seus clientes é um exercício que as empresas precisam fazer para otimizar seu investimento na escolha dos canais de comunicação e focar a mensagem do seu marketing. Procurar não gastar vela boa com santo ruim.

Tecnicamente chamamos esse comprador (ou compradores) típicos de cada empresa de Buyer Persona, e identificá-lo passa por tentar definir os 4 itens a seguir:

1) Perfil da pessoa física (consumidor ou o tomador da decisão na empresa)
Existe uma idade, sexo, formação escolar, classe social, região geográfica e outros dados demográficos típicos de seus clientes? Exemplificando: se você vende sistemas de informática para empresas, há grande chance do seu cliente típico ser um homem de classe média, entre 35 e 45 anos, formado em exatas: um gerente de informática típico.

E, antes que você diga que conhece uma empresa onde a gerente de informática é uma milionária de 90 anos formada em filosofia, interrompo preventivamente para dizer que a ideia de definir uma buyer persona serve para conter o investimento em marketing nas maiores chances de retorno, é uma abordagem estatística.

Se as vovós nerd-filósofas também quiserem comprar, que sejam bem vindas, mas a empresa não deveria pagar um anúncio só para falar com elas.

2)  Perfil da empresa cliente (para os negócios B2B, que vendem para outras empresas)
Nós aqui da Vendere adoraríamos fazer o marketing digital da Coca-Cola (cuja conta digital é da W/McCann). Primeiro pela indecente quantidade de grana envolvida, segundo pelo prestígio. Mas a Vendere não tem o porte ou o perfil típico de quem faz negócios no Olimpo empresarial brasileiro (nem esse que vos escreve tem o talento pra isso que tem o Washington Olivetto, o "W" da W/MacCann ).

Então, focamos o marketing da própria Vendere nas empresas pequenas e médias empresas brasileiras e nos pequenos escritórios brasileiros de multinacionais, que mais provavelmente vão trabalhar com uma agência como a nossa. E o porte não é o único critério, também focamos mais nosso marketing nas empresas  da meia dúzia de ramos de atividade nos quais tivemos mais casos de sucesso, para gerar uma retro-alimentação positiva.

Isso não quer dizer que se amanhã a Ambev nos ligar a gente nem atende o telefone, só quer dizer que o nosso limitado orçamento de marketing está investido em outra direção. (Se tiver alguém da Ambev lendo este post, é (11)3477-7046, tá?). 😃

3) Dores da buyer persona
Quais são as dores, os problemas, as chateações que o consumidor, empresa ou comprador empresarial típicos do seu negócio tem? (que seu produto ou serviço poderia aliviar ou ajudar a resolver)

Gostaríamos de lembrar aqui que nem sempre há uma intersecção perfeita entre o que incomoda a pessoa jurídica e o que incomoda o indivíduo ou indivíduos que tomam as decisões de compra nessas empresas, especialmente nas empresas maiores, onde não é o dono que vai fechar negócio.

Essa dupla lealdade (para consigo mesmo e para quem você está fazendo a compra) não existe só no comprador empresarial, o consumidor também lida com isso. Uma fralda que deixa o bebê sequinho por mais tempo é um bom argumento de venda, mas uma fralda que deixa o bebê sequinho por mais tempo e por isso permite aos pais dormir mais é um argumento melhor.

4) Desejos da buyer persona
Quais os benefícios, avanços, melhorias ou otimizações seu produto ou serviço poderia prover ao consumidor, a empresa ou comprador empresarial típicos do seu negócio? De novo, a pessoa física que toma a decisão de compra na empresa (ou pessoas) podem ter interesses que não são uma intersecção perfeita com os interesses da empresa. Se for o caso é interessante tentar identificar os dois conjuntos.

Considerando as prioridades
Quando você estiver analisando as dores e desejos de sua buyer persona e daí planejando seu marketing, um ponto importante a se considerar é que quase sempre é mais urgente resolver um problema do que acrescentar um benefício. Um dente inflamado doendo é uma questão que você tem que resolver agora. Já trocar o seu carro por um carro melhor é bom, mas pode esperar.

A cereja digital no bolo do seu marketing
Definir as Buyer Personas do seu negócio não só pode ajudar a focar o investimento de marketing e o discurso dos vendedores, como é muito útil para as ferramentas de marketing digital, como anúncios no Facebook, Google ou Youtube.

Essas plataformas permitem ajustar com detalhe quem vai ver os anúncios. Por exemplo você pode programar no Google "só mostre este anúncio para mulheres entre 30 e 40 anos, de nível universitário e renda superior a R$ 15 mil mensais, que morem na Zona Oeste de SP e que tem interesse em arquitetura e decoração". Além de mostrar o anúncio para as pessoas certas, se você souber suas dores e desejos e expressar isso no conteúdo dos anúncios, eles serão mais clicados.

Então, se você conseguir encontrar quem seriam as suas Buyer Personas e tentar entender suas dores e desejos sua agência pode programar isso nas campanhas digitais. Seu investimento nestas plataformas pode ser menor e mais eficaz.

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segunda-feira, 1 de julho de 2019

Não jogue dinheiro fora com cliques, visitantes, seguidores, likes e compartilhamentos

Se o objetivo da sua empresa fosse ser popular como as irmãs Kardashian, era só investir no máximo de cliques, visitantes, likes. Porém, se o objetivo é vender mais, é bem mais complicado

A medida da vaidade

As métricas mais comuns do marketing digital são ligadas ao número de interações com pessoas que esse marketing teve (medidas chamadas de "alcance" e "engajamento" pelos marqueteiros digitais): por exemplo quantas pessoas clicaram em um anúncio, quantas pessoas visitaram o site, quantos seguidores no Facebook e no Instagram a empresa tem e quantas pessoas deram like ou compartilharam uma publicação nessas redes sociais. 

Praticamente todas as empresas buscam aumentar esses números e, como onde há demanda há oferta, a maioria das agência digitais oferece isso: trazer mais visitantes para o site, conseguir mais seguidores para a empresa no Instagram, mais curtidas e assim por diante.

Isso acontece por dois motivos: primeiro porque essas métricas de vaidade - vanity metrics - são muito fáceis de verificar. Se agência digital prometeu mais visitantes no seu site é só puxar um relatório do Google Analytics ou do provedor de hospedagem do site e tá provado: você tinha 10 mil visitas por mês no site, agora tem 20 mil. A verificação nas redes sociais é mais fácil ainda: você abre o Instagram e vê que o número de seguidores subiu de 5 mil pra 10 mil. Missão dada, missão cumprida.

O segundo motivo para o uso dessas métricas é a força do hábito advinda do marketing convencional, da televisão, rádio, revistas e jornais: sempre tentar atingir o maior número de pessoas. O comercial na Globo é preferível (e muito mais caro) que o na Band porque no primeiro você fala com 5 milhões de pessoas e no segundo com 1 milhão. É só transportar essa ideia para a Internet.

Só que não
O problema, que muitas empresas descobrem duramente, é que o número de interações com pessoas  que a empresa tem na Internet não tem uma relação tão clara com as vendas. Entre as várias histórias tristes que já ouvimos de clientes, há casos de empresas que quintuplicaram, ou até decuplicaram o número de seguidores no Instagram e a melhora nas vendas foi zero.

Também temos histórias reais de clientes que produziram e postaram vídeos bem legais no YouTube e redes sociais que foram  assistidos, curtidos e compartilhados, mas que trouxeram zero clientes.

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Ser popular na Internet só é valioso por si só para quem vende essa popularidade: vende endosso a produtos ou espaço de propaganda para terceiros
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O problema é que ser popular na Internet só é valioso por si só para quem vende essa popularidade: vende endosso a produtos ou espaço de propaganda para terceiros. É valioso para o blogueiro, YouTuber, podcaster ou influenciador digital que vende menções a marcas, produtos e serviços nos seus posts e vídeos.

Só que sua empresa não é influenciadora digital, nem blogueirinha, nem modelo fitness. Para sua empresa que vende qualquer outra coisa que não visualizações na Internet, é preciso trabalhar a complexa relação entre popularidade digital - o número de interações com pessoas que sua empresa tem na Internet- e as vendas.

Uma breve contra a luxúria digital
A essa altura desse post a prezada leitora e o prezado leitor pode estar pensando: mas se eu tiver poucas visitas no site e poucos seguidores nas redes sociais o marketing digital não vai funcionar. O que é verdade. 

E também é verdade na outra direção: se você tiver muitas visitas no seu site e muitos seguidores nas redes sociais, por simples variância estatística há chance de sair alguma venda.

No entanto, o que gostaríamos de alertar aqui ao executivo ou empresário responsável pelo marketing digital que nos lê, é que é preciso tomar cuidado com o canto da sereia de mais visitas, mais seguidores, mais curtidas.

É importante medir e estar muito atento à relação entre o número de interações  digitais da empresa  e o de cotações de preços realizadas. E a relação entre o número de cotações e o de vendas efetivadas (relação que os marqueteiros digitais chamam de "taxa de conversão").

Se a relação entre sua popularidade digital e suas vendas for ruim - a popularidade na Internet cresce mas as vendas não - é preciso verificar se você está falando para as pessoas certas a mensagem certa, ou se você está só gastando dinheiro produzindo entretenimento para quem nunca vai comprar nada. 

Além disso, saiba que aqueles 10 mil seguidores no Instagram que você "comprou" do cara que vende seguidores, muito provavelmente são só meia dúzia de computadores zumbindo num porão... 😀

Nem tudo acontece na Internet
A taxa de conversão - a relação entre a popularidade digital e vendas - é mais fácil de verificar no e-commerce, nas empresas que tem loja no site. Nesse caso você consegue monitorar toda a jornada de compra, desde o clique no anúncio, passando por etapas no site, até o último clique na tela do cartão de crédito. Então, é possível saber em que ponto a coisa desandou, precisa ser remodelada.

É mais difícil para as empresas que fazem vendas parcial ou totalmente fora da Internet, que precisam de vendedor ou equipe de vendas. Quando acontece uma desconexão entre o gráfico do engajamento com o das vendas, é preciso ver se o problema não está fora da sua comunicação na Internet. 

Você pode estar fazendo tudo certo no seu site e redes sociais e os entraves às vendas podem estar no atendimento dos vendedores, no preço ou características dos produtos e outras variáveis onde é mais difícil de perceber um erro e corrigi-lo do que mexer no número de seguidores no Instagram ou de likes no Facebook.

Conclusão

Nesses tempos de sucesso das redes sociais, é muito fácil se deixar ofuscar por suas métricas e gastar dinheiro de marketing para ter mais visitas, mais seguidores e curtidas. Poder se orgulhar de ter muitos seguidores ou ter tido um vídeo com muitas visualizações.

Porém, curtida não é pedido, seguidor não é cliente. Se suas métricas de alcance e engajamento na Internet melhoram e as vendas não, você pode estar jogando dinheiro fora com vaidade. Pode ser hora de você reavaliar seu projeto de marketing.

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sexta-feira, 14 de junho de 2019

3 cuidados com as redes sociais da empresa (que você deveria ter)

A presença de uma empresa nas redes sociais, visando usá-las como ferramenta de marketing e relacionamento com clientes, exige alguns cuidados para não se fazer publicações que incomodem ou até ofendam as pessoas. Na rede social pessoal, se você postar alguma coisa ofensiva ou for mal interpretado, pode receber alguns comentários ranzinzas, em casos extremos até perder algum amigo, mas não afeta seu fluxo de caixa, segue o jogo.

Já na rede social incluída no seu projeto de marketing (pessoal ou empresarial) você tem que tentar reduzir ao mínimo os comentários e repercussões negativas sobre postagens que faça, para não alienar possíveis clientes. Com esse fim sugerimos 3 cuidados:

1) Evite posts sobre política, religião, sexualidade, costumes e outros assuntos polêmicos.
Eu sei que às vezes bate a tentação de participar nos grandes debates do nosso tempo, tomar partido nas guerras culturais em andamento, mas o propósito da participação de uma empresa nas redes sociais não é salvar o mundo ou consertar o Brasil.

O propósito de uma empresa nas redes sociais é ajudá-la a atrair, convencer e fidelizar clientes. Dado isso, uma postura neutra - ou melhor ainda, ausente - sobre temas polêmicos, evita alienar parte do público que poderia se tornar cliente ou tornar a empresa vítima de uma multidão de linchamento digital.

2) Lembre-se que tudo o que você publica é definitivo e para sempre. 
Mesmo que você se arrependa e apague uma publicação, as pessoas podem ter feito "print" da tela, podem ter salvado a publicação. Além disso, há sites especializados em arquivar conteúdos da Internet para uso posterior. Então, pense, repense, "tri-pense", antes de publicar alguma coisa. Também é recomendável pedir a opinião de mais pessoas antes de publicar, elas podem ter uma visão diferente de mundo ou perceber um detalhe que você deixou passar batido.

E, muito importante: nunca publique nada em momento de raiva, por exemplo como resposta a uma postagem ou comentário negativo ou contrário a você, sua empresa ou coisas que você acredita ou defende. Conte até 10. Até 100. Melhor, espere até o dia seguinte.

Claro, você sempre pode pedir desculpas e se retratar depois de fazer uma bobagem nas redes sociais, mas os abutres sentem o cheiro do sangue. Geralmente, um pedido de desculpas na Internet só consegue atrair mais atenção, pesquisas e cliques no erro original. O melhor é tentar não errar da primeira vez.

3) Crie uma política por escrito de publicação em redes sociais. 
Em muitas empresas a administração das redes sociais não é feita pelo dono ou principais executivos é feita por funcionários do marketing ou uma agência contratada (como a Vendere 😄), ou seja, se você é o responsável pelo marketing da empresa você vai ter que transferir o bom senso contido nos item 1 e 2 deste post para outras pessoas.

Então, invista algum tempo em escrever uma política do que pode ou não pode e algumas boas práticas, contendo, por exemplo: os temas tabus,  a obrigação de uma publicação ser aprovada por mais de uma pessoa antes de ir ao ar e o que fazer quando se receber críticas e reclamações pelas redes sociais. Esse documento pode evoluir com o tempo, mas é bom ter linhas guias desde o começo.

Uma observação final
Ao falar ao longo do tempo para milhares e milhares de pessoas, talvez milhões dependendo do sucesso das suas redes sociais, é impossível estatisticamente não trombar de vez em quando com alguns mal-humorados ou mal-intencionados que vão comentar ou responder negativamente a postagens que você faça.

Além, é claro, dos troladores - uma espécie de pixadores de paredes digitais - que distribuem gratuitamente provocações e ofensas, independentemente de quão respeitoso ou cuidadoso você tenha sido nas suas postagens.

Mas, em ambos os casos, se você fizer direito a sua parte, evitando pisar nas cascas de banana mais óbvias, esses possíveis ataques espúrios e injustificados não tem repercussão e se esgotam por conta própria.

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segunda-feira, 13 de maio de 2019

3 dicas de design para o seu site

Seu site é quase sempre o primeiro contato de um possível cliente com sua empresa. E ninguém tem uma segunda chance de causar uma primeira impressão. Nessa hora crucial, o design do seu site pode falar tanto quanto o conteúdo, então é preciso caprichar. Para tanto, veja nossas 3 dicas de design para seu site:

1) Tente fugir do padrão de aparência do seu segmento de mercado
Hoje em dia os sites são muito parecidos entre si, principalmente por duas razões :
a) Estão disponíveis na Internet "peças" pré-fabricadas, templates (modelos) e bibliotecas de recursos muito boas para se fazer  páginas de Internet. A grande maioria das agências digitais as usam nos seus projetos, porque diminui os cronogramas, os custos e os riscos (porque são pré-testadas). b) Também é comum as agências buscarem "inspiração" nos sites dos outros concorrentes do segmento de mercado do cliente e copiarem as boas ideias. Soma-se a com b, os sites ficam parecidos.

O grande problema de os sites serem parecidos é que o jeito padrão de qualquer pessoa procurar um fornecedor na Internet é abrir sequencialmente os sites de vários candidatos a fornecedor e "folhear" entre eles. Em meio a sites parecidos, o seu - mesmo que muito bem feito - não se destaca, pode ser só mais um, semi-ignorado na grande massa de concorrentes que hoje existem em todos os segmentos de negócios. Já um site com design diferenciado pode despertar aquele tico a mais de atenção que leve o possível cliente a buscar mais informações ou ligar.

Porém, quebrar paradigmas, inovar nas sintaxes E manter razoáveis os preços e prazos do desenvolvimento é uma ciência e uma arte que poucas boas agências digitais (como a Vendere  😃) são capazes de fazer.

2) Evite usar fotos de bancos de imagens.
Muitas agências usam fotos compradas de bancos de imagens nos sites de seus clientes. Não tem nada mais barato e prático... Nem tão falso também. Se você acha que aquela foto do vendedor sorridente com cara de americano engana algum cliente, bem, pense de novo. E quando é um grupo de pessoas fingindo estar em reunião, com uma modelo fingindo escrever no quadro branco? Quando eu vejo em algum site me dá até vergonha alheia. 

Já nos casos onde se precisa de uma foto mais abstrata - para ilustrar um conceito ou reforçar um ideia - as fotos desse tipo em bancos de imagens usam metáforas super batidas e genéricas, porque o produtor tem que criar imagens que atendam a várias situações, para vendê-las o maior número de vezes possível.

Na nossa opinião, no seu site (como na vida) a verdade é sempre a melhor estratégia. Boas fotos e vídeos reais da sua empresa, produtos e serviços, feitas por profissionais qualificados (como os da Vendere 😃) podem ilustrar muito melhor o seu site e passar mais confiabilidade para o seu público. E imagens mais abstratas - conceituais ou meramente decorativas - podem ilustrar muito melhor se criadas e fotografadas para as determinadas necessidades de cada empresa e mensagem. 

Sabemos que nem todas as instalações, produtos e pessoas são especialmente fotogênicas. Porém, uma boa foto geralmente é muito mais uma questão de ângulo, detalhe, luz e sensibilidade do fotógrafo do que do objeto daquela fotografia.

3) Procure um design que reflita o espírito da marca / empresa.
Não adianta nada você dizer que sua empresa é moderna se seu site tem uma cara conservadora ou o contrário, você quer passar segurança e conservadorismo e o seu site é arrojado. Design tem a capacidade de passar uma "vibe", um sentimento da marca, sem precisar dizer nada ou antes de alguma coisa ser dita. Esse sentimento não verbal que o design pode transmitir precisa não só ser  compatível com o espírito de sua marca, precisa reforçá-lo.

Porém essa necessidade esbarra na dificuldade que muitas agências tem de captar qual seria este sentimento para cada marca, e até no fato que algumas empresas, elas mesmo, ou não tem essa clareza, ou estão meio em cima do muro, tentando agradar o universo do mercado. Faz parte do trabalho de uma boa agência (como a Vendere 😃) entender bem a marca que o cliente construiu ou ajudar a empresa cliente encontrar seu significado e daí, traduzi-lo em design.

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