sexta-feira, 14 de junho de 2019

3 cuidados com as redes sociais da empresa (que você deveria ter)

A presença de uma empresa nas redes sociais, visando usá-las como ferramenta de marketing e relacionamento com clientes, exige alguns cuidados para não se fazer publicações que incomodem ou até ofendam as pessoas. Na rede social pessoal, se você postar alguma coisa ofensiva ou for mal interpretado, pode receber alguns comentários ranzinzas, em casos extremos até perder algum amigo, mas não afeta seu fluxo de caixa, segue o jogo.

Já na rede social incluída no seu projeto de marketing (pessoal ou empresarial) você tem que tentar reduzir ao mínimo os comentários e repercussões negativas sobre postagens que faça, para não alienar possíveis clientes. Com esse fim sugerimos 3 cuidados:

1) Evite posts sobre política, religião, sexualidade, costumes e outros assuntos polêmicos.
Eu sei que às vezes bate a tentação de participar nos grandes debates do nosso tempo, tomar partido nas guerras culturais em andamento, mas o propósito da participação de uma empresa nas redes sociais não é salvar o mundo ou consertar o Brasil.

O propósito de uma empresa nas redes sociais é ajudá-la a atrair, convencer e fidelizar clientes. Dado isso, uma postura neutra - ou melhor ainda, ausente - sobre temas polêmicos, evita alienar parte do público que poderia se tornar cliente ou tornar a empresa vítima de uma multidão de linchamento digital.

2) Lembre-se que tudo o que você publica é definitivo e para sempre. 
Mesmo que você se arrependa e apague uma publicação, as pessoas podem ter feito "print" da tela, podem ter salvado a publicação. Além disso, há sites especializados em arquivar conteúdos da Internet para uso posterior. Então, pense, repense, "tri-pense", antes de publicar alguma coisa. Também é recomendável pedir a opinião de mais pessoas antes de publicar, elas podem ter uma visão diferente de mundo ou perceber um detalhe que você deixou passar batido.

E, muito importante: nunca publique nada em momento de raiva, por exemplo como resposta a uma postagem ou comentário negativo ou contrário a você, sua empresa ou coisas que você acredita ou defende. Conte até 10. Até 100. Melhor, espere até o dia seguinte.

Claro, você sempre pode pedir desculpas e se retratar depois de fazer uma bobagem nas redes sociais, mas os abutres sentem o cheiro do sangue. Geralmente, um pedido de desculpas na Internet só consegue atrair mais atenção, pesquisas e cliques no erro original. O melhor é tentar não errar da primeira vez.

3) Crie uma política por escrito de publicação em redes sociais. 
Em muitas empresas a administração das redes sociais não é feita pelo dono ou principais executivos é feita por funcionários do marketing ou uma agência contratada (como a Vendere 😄), ou seja, se você é o responsável pelo marketing da empresa você vai ter que transferir o bom senso contido nos item 1 e 2 deste post para outras pessoas.

Então, invista algum tempo em escrever uma política do que pode ou não pode e algumas boas práticas, contendo, por exemplo: os temas tabus,  a obrigação de uma publicação ser aprovada por mais de uma pessoa antes de ir ao ar e o que fazer quando se receber críticas e reclamações pelas redes sociais. Esse documento pode evoluir com o tempo, mas é bom ter linhas guias desde o começo.

Uma observação final
Ao falar ao longo do tempo para milhares e milhares de pessoas, talvez milhões dependendo do sucesso das suas redes sociais, é impossível estatisticamente não trombar de vez em quando com alguns mal-humorados ou mal-intencionados que vão comentar ou responder negativamente a postagens que você faça.

Além, é claro, dos troladores - uma espécie de pixadores de paredes digitais - que distribuem gratuitamente provocações e ofensas, independentemente de quão respeitoso ou cuidadoso você tenha sido nas suas postagens.

Mas, em ambos os casos, se você fizer direito a sua parte, evitando pisar nas cascas de banana mais óbvias, esses possíveis ataques espúrios e injustificados não tem repercussão e se esgotam por conta própria.

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segunda-feira, 13 de maio de 2019

3 dicas de design para o seu site

Seu site é quase sempre o primeiro contato de um possível cliente com sua empresa. E ninguém tem uma segunda chance de causar uma primeira impressão. Nessa hora crucial, o design do seu site pode falar tanto quanto o conteúdo, então é preciso caprichar. Para tanto, veja nossas 3 dicas de design para seu site:

1) Tente fugir do padrão de aparência do seu segmento de mercado
Hoje em dia os sites são muito parecidos entre si, principalmente por duas razões :
a) Estão disponíveis na Internet "peças" pré-fabricadas, templates (modelos) e bibliotecas de recursos muito boas para se fazer  páginas de Internet. A grande maioria das agências digitais as usam nos seus projetos, porque diminui os cronogramas, os custos e os riscos (porque são pré-testadas). b) Também é comum as agências buscarem "inspiração" nos sites dos outros concorrentes do segmento de mercado do cliente e copiarem as boas ideias. Soma-se a com b, os sites ficam parecidos.

O grande problema de os sites serem parecidos é que o jeito padrão de qualquer pessoa procurar um fornecedor na Internet é abrir sequencialmente os sites de vários candidatos a fornecedor e "folhear" entre eles. Em meio a sites parecidos, o seu - mesmo que muito bem feito - não se destaca, pode ser só mais um, semi-ignorado na grande massa de concorrentes que hoje existem em todos os segmentos de negócios. Já um site com design diferenciado pode despertar aquele tico a mais de atenção que leve o possível cliente a buscar mais informações ou ligar.

Porém, quebrar paradigmas, inovar nas sintaxes E manter razoáveis os preços e prazos do desenvolvimento é uma ciência e uma arte que poucas boas agências digitais (como a Vendere  😃) são capazes de fazer.

2) Evite usar fotos de bancos de imagens.
Muitas agências usam fotos compradas de bancos de imagens nos sites de seus clientes. Não tem nada mais barato e prático... Nem tão falso também. Se você acha que aquela foto do vendedor sorridente com cara de americano engana algum cliente, bem, pense de novo. E quando é um grupo de pessoas fingindo estar em reunião, com uma modelo fingindo escrever no quadro branco? Quando eu vejo em algum site me dá até vergonha alheia. 

Já nos casos onde se precisa de uma foto mais abstrata - para ilustrar um conceito ou reforçar um ideia - as fotos desse tipo em bancos de imagens usam metáforas super batidas e genéricas, porque o produtor tem que criar imagens que atendam a várias situações, para vendê-las o maior número de vezes possível.

Na nossa opinião, no seu site (como na vida) a verdade é sempre a melhor estratégia. Boas fotos e vídeos reais da sua empresa, produtos e serviços, feitas por profissionais qualificados (como os da Vendere 😃) podem ilustrar muito melhor o seu site e passar mais confiabilidade para o seu público. E imagens mais abstratas - conceituais ou meramente decorativas - podem ilustrar muito melhor se criadas e fotografadas para as determinadas necessidades de cada empresa e mensagem. 

Sabemos que nem todas as instalações, produtos e pessoas são especialmente fotogênicas. Porém, uma boa foto geralmente é muito mais uma questão de ângulo, detalhe, luz e sensibilidade do fotógrafo do que do objeto daquela fotografia.

3) Procure um design que reflita o espírito da marca / empresa.
Não adianta nada você dizer que sua empresa é moderna se seu site tem uma cara conservadora ou o contrário, você quer passar segurança e conservadorismo e o seu site é arrojado. Design tem a capacidade de passar uma "vibe", um sentimento da marca, sem precisar dizer nada ou antes de alguma coisa ser dita. Esse sentimento não verbal que o design pode transmitir precisa não só ser  compatível com o espírito de sua marca, precisa reforçá-lo.

Porém essa necessidade esbarra na dificuldade que muitas agências tem de captar qual seria este sentimento para cada marca, e até no fato que algumas empresas, elas mesmo, ou não tem essa clareza, ou estão meio em cima do muro, tentando agradar o universo do mercado. Faz parte do trabalho de uma boa agência (como a Vendere 😃) entender bem a marca que o cliente construiu ou ajudar a empresa cliente encontrar seu significado e daí, traduzi-lo em design.

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terça-feira, 23 de abril de 2019

Direto do mundo dos Jetsons: robô para dobrar suas roupas

Dobradora de roupas
FoldiMate
Embora os carros voadores ainda não tenham chegado, nem a robô doméstica Rosie que resolveria todas as nossas necessidades de trabalho em casa, alguns avanços sonhados na série de desenhos animados dos Jetsons estão chegando. Um deles é o de robôs para dobrar as roupas.

No primeiro mundo a maioria das casas não tem mais varal, apenas lavadoras e secadoras, até porque durante parte do ano se você puser a roupa molhada no quintal ela congela, não seca... Porém, depois de uma máquina lavar e outra secar, não tem jeito, um ser humano tem que dobrar a roupa para ser guardada. A ideia é automatizar essa etapa também.

O leitor mais atento talvez esteja pensando, e passar a roupa? Pois é prezado leitor, no primeiro mundo também muito pouca roupa é passada em casa, talvez um vestido antes de uma festa, mas o grosso - jeans, camisetas, moletons, roupa de baixo, etc. é direto da secadora para a gaveta. Mas tem que dobrar, até porque dado que não vai passar, tem que dobrar direitinho para não parecer amassada na hora de vestir.

Pelo menos duas empresas em fases diferentes de desenvolvimento começam a competir neste mercado de dobradura doméstica de roupas, FoldiMate e Panasonic (em parceria com a firma de design Seven Dreamers). A máquina da FoldiMate foi apresentada como protótipo e já abriu uma lista antecipada de vendas por preços em torno de US$ 1.000 e a da Panasonic já está a venda no Japão, por um preço muito caro de lançamento de US$ 14.000 - praticamente só um chamariz ou demonstrador de tecnologia - mas com a meta declarada de chegar num preço final de US$ 2.000 quando ganhar escala.

Parte da diferença brutal de preço é devido a abordagens diferentes do problema feitas pelas empresas. Enquanto a FoldiMate pressupõe um pouco mais de intervenção humana no pré-preparo e seleção da roupa a ser dobrada a Panasonic Laundroid recebe qualquer tipo de roupa em qualquer condição e via inteligência artificial descobre que peça é aquela (se é uma camisa ou uma calça por exemplo) e escolhe a dobradura adequada. Veja vídeos delas funcionando abaixo:

FoldiMate:
 
Panasonic Laundroid:


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quinta-feira, 11 de abril de 2019

A briga pelos algorítimos das redes sociais e de pesquisa

Como é que cada algoritmo de cada rede social ou mecanismo de pesquisas escolhe o que cada pessoa vai ver na Internet? Por que na minha tela aparece uma coisa e na sua outra? 
(Algoritmo nesse contexto é usado para se referir ao procedimento automatizado de sites e aplicativos que escolhe o que cada pessoa vai ver na sua tela quando usa aquele aplicativo ou site).

Exemplificando: quando eu ponho "notícias de Brasília" na caixa de pesquisa do Google, como é que ele escolhe o que ele vai me mostrar, e em que ordem de importância? As boas notícias? As más? Primeiro umas ou primeiro as outras? E se eu tivesse pesquisado "aborto", "eutanásia, "escola sem partido" ou qualquer outro tema polêmico, com quais critérios seria montada a lista de resposta?

Ou, quando eu entro no Facebook, das milhares de coisas publicadas por centenas de amigos, como ele escolhe a pequena parte que me mostra e em qual ordem? Ou ainda, quando eu estou assistindo um vídeo no YouTube, como ele escolhe a lista de vídeos que ele me oferece para assistir em seguida?

A Internet e a opinião pública

Não é preciso muita reflexão para perceber a influência que podem ter sobre a opinião pública esses procedimentos de filtragem e priorização de praticamente toda a informação que as pessoas acessam. Um sutil aumento da exibição ou oferta de notícias ou informações favoráveis ou contrárias a uma ideia, pessoa, serviço, produto ou instituição, podem esterçar a opinião pública a respeito.

Esses hipotéticos vieses, a favor ou contra alguma coisa, gerados pelos algoritmos das redes sociais e sites de pesquisa, se é que acontecem, poderiam ser causados intencionalmente pelo programadores de software que escrevem os algorítimos (ou pelos donos dessas empresas instruindo os programadores a fazê-lo), ou poderiam ser gerados não intencionalmente, por simples negligência, descaso ou erro.

As empresas envolvidas afirmam sua isenção política, econômica e social e seu cuidado com a neutralidade dos algorítimos, mas isso é difícil de verificar. Por razões técnicas e comerciais elas revelam apenas parte dos critérios que os algorítimos usam nas filtragens e priorizações.

O senado americano quer intervir
Preocupados com alguns aspectos dessa questão dos algoritmos dois senadores americanos acabaram de propor uma lei - chamada Algorithimic Accountability Act (Lei de Responsabilização pelos Algorítimos) - que, se aprovada, permitirá aos órgãos reguladores do governo americano analisarem e regularem os "os procedimentos automáticos de decisão" de sites e aplicativos usados pelos consumidores, para tentar identificar e controlar possíveis preconceitos, violações de privacidade e outros riscos

O que querem os autores da lei
Os senadores Democratas que apresentaram a lei declararam que sua motivação primária é impedir uma possível discriminação nos algoritmos que controlam a exibição de anúncios comercias. Sua exibição ou não poderia sofrer vieses preconceituosos, por exemplo os algoritmos não mostrarem um anúncio para uma pessoa por questões de raça, gênero ou condição social, o que poderia negar o acesso dessa pessoa a uma oportunidade de emprego, empréstimo ou moradia.

Em particular há uma preocupação entre os democratas e outras correntes de pensamento à esquerda do espectro político americano com o fato que os algoritmos que usam a chamada "Inteligência Artificial" monitoram e aprendem padrões de comportamento dos usuários da Internet e assim poderiam, em hipótese, transportar para dentro do algoritmo preconceitos das pessoas.

Para justificar sua preocupação os políticos mencionaram práticas comerciais preconceituosas anteriormente praticadas nos EUA, como por exemplo só anunciar um determinado condomínio residencial para determinadas pessoas, selecionadas por raça, renda, religião ou outros fatores. Uma prática conhecida como "steering" (direcionamento): não se pode proibir pessoas fora do público alvo de um determinado produto ou serviço de comprá-lo (o que seria ilegal) mas os anúncios não são mostrados para pessoas fora desse público e portanto elas não são estimuladas a comprar, ou nem ficam sabendo da sua existência.

Os republicanos também se preocupam

Nessa mesma questão dos algoritmos, vários políticos Republicanos já manifestaram preocupação com possíveis ataques à liberdade de expressão. Há denúncias que conteúdos de direita ou conservadores tenham sido "censurados" por algoritmos: conteúdo com esse viés ideológico apareceria para um número menor de pessoas e/ou iria para o fim da página. A prática até tem nome: "shadow banning". Em vez de banir completamente o conservador, o que daria muito na cara, ele só é posto na "sombra", mostrado ou ofertado menos.

Também há denúncias que algoritmos teriam desabilitado alguns conteúdos conservadores a receber dinheiro pelos acessos, alegando que conteriam "conteúdo impróprio" para anunciantes ou em violação de vagos termos de serviço. Essa prática também tem nome - "demonetization" (desmonetização). Se realizada, ela inviabilizaria economicamente os criadores de conteúdo que a rede social quer calar, sem ter que censurá-los abertamente.

Os Republicanos e outras correntes de pensamento à direita do espectro político americano já manifestaram em diversas ocasiões sua suspeita de que as pessoas do Vale do Silício possam estar calibrando os algoritmos das redes sociais para furtivamente censurar a direita e apoiar a esquerda. Essa região onde ficam as sedes das maiores empresas de Internet - e em particular sua elite - é majoritariamente democrata, à esquerda do espectro político americano.

Falar é fácil, provar é difícil
Essas supostas práticas de discriminação, censura e outras distorções nas redes sociais são difíceis de comprovar porque, contrariamente a um canal de TV ou jornal, em que todo o público vê a mesma coisa (então é fácil perceber se aquela TV ou aquele jornal são tendenciosos), nas redes sociais e nas pesquisas o que cada pessoa vê na sua tela pode ser diferente do que as outras pessoas veem nas telas delas.

Qualquer indivíduo ou mesmo grupo de indivíduos só sabe o que a rede social ou mecanismo de pesquisa mostrou para ele. Só quem sabe o agregado de tudo que foi mostrado para todas as pessoas e alguma possível distorção estatística nesse conjunto é a própria rede social ou mecanismo de pesquisa.

Colocando ordem na casa

Seja por motivos destros ou canhotos 😉, ou pelo simples bom senso de tentar diminuir as incertezas e suspeitas de quem usa a Internet, pode ser benéfico um maior conhecimento e controle da sociedade sobre os algoritmos das redes sociais, mecanismos de busca, grandes sites de compras e outros serviços de grande aceitação (a lei proposta no senado americano prevê atingir qualquer serviço de Internet que mantenha registro de mais de 1 milhão de usuários).

Hoje, todos os serviços de grande consumo, por exemplo água, energia, transportes ou telefonia estão sujeitos a fortes controles, fiscalização e regulamentação dos governos, visando proteger os indivíduos e a sociedade. Nos parece que alguns serviços da Internet estão começando a ocupar um papel tão essencial na vida cotidiana que também precisem de mais controle e regulamentação, similarmente a outros serviços básicos tradicionais.

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segunda-feira, 18 de março de 2019

Não confie em ninguém para guardar seus arquivos

Diga a verdade, prezada leitora e prezado leitor que guardam seus arquivos pessoais, ou da empresa - textos, fotos, bancos de dados , planilhas, etc  - em algum serviço da Internet: Você leu com atenção aquele imenso texto de "Termos de Serviço" ou só clicou no "Aceito"?

Ah, leu os "Termos de Serviço"? Então me diga, o que acontece se eles perderem seus arquivos? Quanto eles vão lhe pagar se eles perderem o seu banco de dados de clientes? E se sumirem todos os seu projetos dos últimos cinco anos?  E, se é que existe um valor, ele cobre o dano?

Infalível. Até o dia que dá pau.
Nesse momento a prezada leitora e o prezado leitor podem estar pensando "Mas isso nunca acontece, essas Big Techs tem sistemas de segurança para não perder arquivos de clientes... ". 

Recomendamos você pensar de novo.

Essa semana por exemplo, o site TechCrunch divulgou que a rede social MySpace pode ter perdido cerca de dez anos de músicas de clientes armazenadas por eles[1]. Nada demais? Se o cliente era músico profissional e usava o serviço para trabalho, pode ser uma bela dor de cabeça.

Sólido como uma nuvem
Sabemos que esses serviços em nuvem (cloud) são super úteis (serviços em nuvem são aqueles que você não precisa se preocupar com quais computadores físicos prestam o serviço, eles estão em um ou mais lugares na Internet). Para muitos usos fica mais prático e fácil guardar arquivos na "nuvem" da Internet do que guardá-los localmente na sua casa ou escritório. 

Você pode acessá-los de qualquer lugar que tenha uma conexão para a Internet e não é preciso se preocupar com ter computadores só para armazenar arquivos, o tamanho da memória deles, a segurança de seu acesso e outras chatices da vida.

Claro que os provedores de armazenamento na Internet tem sofisticados sistemas de redundância e segurança e se esforçam para nunca perder nada, mas se avião de última geração cai, foguete espacial explode, usina nuclear vaza e outros sistemas de tecnologia de ponta falham, não haveria de ser só a turma do Vale do Silício que nunca erra.

Que fazer? 
Os especialistas de segurança recomendam que você tenha pelo menos 3 cópias de seus arquivos importantes, guardadas em lugares diferentes. Se alguém perder ou estragar uma cópia, ainda restam duas. 

Então, para se garantir, você pode por exemplo, armazenar seus arquivos importantes em 3 serviços diferentes  na Internet, ou então 2 de Internet e uma cópia local.

Você poderia, por exemplo, guardar simultaneamente seus arquivos na "nuvem" da Google, na da Amazon e na da Microsoft. Vai encarecer, mas o preço da paz, além da eterna vigilância, é meter a mão no bolso.

Finalmente, o meteoro
Ah, mas se a Google, a Amazon e a Microsoft falharem todas no mesmo dia? Aí você não precisa mais se preocupar com seus arquivos. Provavelmente é o Apocalipse... 😉


[1] Myspace may have lost more than a decades worth of user music https://techcrunch.com/2019/03/18/myspace-may-have-lost-more-than-a-decades-worth-of-user-music/

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

3 sugestões para seu marketing 3/3 - Incluir vídeo no seu marketing digital

A Cisco – principal empresa americana de produtos de infraestrutura de comunicação da Internet – fez um estudo sobre a participação de vídeo no tráfego da Internet e concluiu que até 2021 vídeo vai ser 82% de tudo que trafega pela rede.

Como vídeo é mais caro e difícil de produzir que um texto ou uma foto, essa dominância só pode ser explicada pelo lado da demanda: as pessoas querem consumir vídeo, mais que outras mídias.

Além disso, se uma foto vale mil palavras, um vídeo vale mil fotos... há muitas ideias e conceitos de marketing e negócios sobre seu produtos e serviços que podem ser passados muito melhor e mais convincentemente por vídeo. E pra fechar essa lista não exaustiva das vantagens do vídeo: vídeo aposta em uma das mais difundidas características humanas, a preguiça.

Entre ler um textão e tentar entender alguma coisa ou só ficar assistindo alguém explicando o assunto, a maioria das pessoas prefere assistir. Somando tudo isso, na nossa opinião fica claro você tem que considerar incluir vídeo no seu marketing.

Porém vídeos não são fáceis de produzir. Se fotos amadoras já ficam com uma cara meio tosca (quando comparadas com o padrão de uma foto profissional de propaganda) vídeo amador então dá vontade de chorar. A câmera mexe errado, o objeto não está bem iluminado, o som pega ruído do carro passando na rua... Para fazer uma graça com seus amigos nas redes sociais, tudo bem. Mas não dá para associar essa falta de qualidade com sua marca.

E aqui cabe mais uma reflexão sobre o profissionalismo. Existem vários canais de vídeo de muito sucesso no Youtube de aparência bem tosca. Mas são canais de entretenimento: garotão contanto piada ou falando de vídeo-game, mãe brincando com a filha e por aí vai. E os mais bem sucedidos tem uma retaguarda de produção profissional, embora façam uma força danada para parecer que tudo aquilo é só uma moça simpática falando naturalmente para câmera.

Dependendo do tipo de produto ou serviço ou de seu público alvo - por exemplo se você vende para gente muito jovem -  você até pode adotar uma linguagem que pareça mais espontânea, mais improvisada, na linha dos Youtubers de sucesso, mas você não imagina a enorme quantidade de trabalho que é necessária para parecer que você não teve trabalho...

Além disso, para muitas empresas não é fácil pensar em um roteiro de vídeo que ajude a atingir os objetivos de marketing e mais difícil ainda se você lembrar que é preciso fazer isso repetida e regularmente. Uma das dificuldades de fazer bem feito é que seu público vai querer mais... 😀

Então pra fechar o post: 1) Pense seriamente em incluir vídeo no seu marketing digital. As pessoas adoram vídeos e eles são muito eficientes para passar mensagens de marketing e 2) Profissionalize desde o começo, fale com uma produtora de conteúdo (como a Vendere) para ter um plano e execução profissional de uma estratégia de vídeo.

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

3 sugestões para seu marketing 2/3 - Pagar anúncios no Google, Facebook e ou Instagram

Marketing de graça
Houve um tempo em que muita gente acreditou que a Internet tinha vindo para subverter o ciclo de investimento do marketing. No ciclo tradicional, quem tinha dinheiro para fazer marketing vendia mais e com essas vendas tinha ainda mais dinheiro pra fazer marketing e daí vendia mais ainda e daí...

Já no bravo mundo novo da Internet era só fazer um site de graça no Wix ou outro serviço parecido, criar uma página no Face ou Insta de graça, aí publicar nessas redes sociais umas fotos feitas de graça com o celular e pronto! Iam chover clientes e pedidos. A lógica perversa do capitalismo malvadão tinha sido quebrada!

O sonho acabou
Eu detesto ser o portador de más notícias ou destruir sonhos, mas alguém tinha que dizer isso para você: o tempo do marketing de graça (ou baratinho) na Internet acabou. Houve sim uma época de faroeste, quando as grandes empresas e agências de publicidade ainda não tinham percebido todo o  potencial da nova mídia e que, portanto, ainda não tinham jogado toda a sua capacidade de investimento e seu profissionalismo na briga. Nessa pré-história, com pouca grana, alguma criatividade e trabalho duro uma  empresa podia se destacar na Internet. A competição pela atenção era menor e mais amadoresca. Hoje não é mais assim.

Com o passar do tempo, todas as grandes empresas (e as médias, e as pequenas, e a padaria da esquina da sua casa), bem como todas as agências de propaganda do mundo já perceberam o poder da Internet e estão competindo - leia-se investindo - pela atenção dos compradores. Estão criando sites bonitos e funcionais, feitos por profissionais altamente qualificados, sites esses altamente otimizados para SEO - para serem facilmente encontrados em pesquisas no Google - estão postando regular e permanentemente conteúdo de qualidade nas redes sociais. É uma guerra.

Onde há vida há esperança
Mas calma, empresário ou executivo com orçamento apertado, não se jogue do viaduto. A época do marketing de graça na Internet acabou, mas agora (e sempre) inteligência, agilidade, dedicação e esforço continuam sendo um tremendo diferencial competitivo. A agência de marketing digital certa pode conseguir o dobro da atenção pela metade do investimento. Porém, o que que você não pode se enganar é que dá para ter bons resultados na Internet sem um site muito profissional e sem comprar tráfego para ele.

Então nossa segunda sugestão para sua empresa é procurar uma boa agência digital (como a Vendere 😃) e começar a montar uma estratégia de aumento de tráfego da sua presença digital através de anúncios e campanhas no Google, Facebook ou Instagram.

Próximo post da série 3 sugestões para seu marketing: 3/3 - Incluir vídeo no seu marketing digital

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