terça-feira, 3 de março de 2020

O site de pesquisa (fora o Google) a considerar

O Google é o site de pesquisa líder no mundo. Mas você sabe quem é o segundo colocado? Quando as pessoas não pesquisam no Google, onde elas pesquisam?

O outro cara que você tem que agradar
Essa dominância do Google (os estudos a respeito variam, mas estima-se que, globalmente, cerca de 75% de todas as pesquisas são feitas no Google) não é novidade. Sabendo disso, hoje em dia a maioria das empresas se preocupam em agradá-lo, em estar bem nas respostas a pesquisas através de técnicas de SEO - Search Engine Optimization. Se você quiser se informar um pouco mais sobre isso há um post bem legal sobre SEO aqui no blog.

Mas para tornar sua vida de marqueteiro digital mais difícil e suas noites mais mal dormidas, tem um outro site de pesquisa, além do Google, que sua presença digital deveria começar a pensar em agradar também. O segundo lugar no mundo, com cerca de 3 bilhões de pesquisas por mês, mais pesquisas que Bing, Yahoo, Duckduckgo e outros somados.

É o YouTube.

Site de pesquisa?
A essa altura do post, ocorreu para parte dos leitores: Peraê, peraê. O YouTube não é um site de pesquisa, como o Google ou Bing. É um portal de streaming, um lugar aonde as pessoas vão para assistir vídeos. Já para outra parte dos leitores ocorreu:  Tá pensando o quê, tá pensando o quê? O YouTube não é um site de pesquisa. É uma rede social, onde as pessoas interagem através de seguidores, comentários, curtidas e compartilhamentos.

Os dois grupos de prezados leitores deste blog estão certos. O YouTube tem características de ambas as coisas - portal de streaming e rede social. Acontece que, independente de definições ou nomenclaturas que queiramos dar, as pessoas vão procurar respostas às suas questões, dúvidas e necessidades digitando na caixa de pesquisa do YouTube. Em muitas situações as pessoas preferem ver em vídeo alguém falando ou explicando o que elas querem saber, ou uma demonstração prática, ou ainda um documentário ou uma reportagem sobre o assunto.

As maior diferença de uma pesquisa feita no Google ou Bing de uma feita no YouTube é que os primeiros respondem com links para vários tipos de conteúdo - textos, imagens, mapas, vídeos, etc. - enquanto o YouTube sempre responde com links para vídeos. Além disso, os conteúdos que o Google e Bing apontam estão hospedados por toda a Internet e o YouTube só aponta conteúdo hospedado nele mesmo.

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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

7 dicas de marketing de conteúdo


Publicar regularmente conteúdo educativo e informativo - dicas, tutoriais, casos de sucesso, etc. - no seu site ou blog é uma das formas de marketing de melhor custo/benefício. Veja 7 cuidados que podem ajudar nessa estratégia de marketing de conteúdo:

1 - Estabeleça uma buyer persona
Lembre-se que o que você publica no seu site, blog ou redes sociais não é para você ou para outras pessoas da sua empresa, é para seu público alvo, os seus possíveis clientes. Vale então uma reflexão para nortear seu planejamento do conteúdo: Quem é esta pessoa que eu quero que veja meu conteúdo? O que ela gostaria de ver? O que eu / minha empresa gostaríamos que essa pessoa visse?

É preciso não cair na tentação de achar que seu público alvo é todo mundo. Claro, você gostaria que toda a humanidade e mais um pouco comprasse de você, mas aqui é preciso honestidade e humildade para focar a comunicação no seu público típico, o que orienta a criação, mas necessariamente vai deixar alguém de fora. 

2 - Adote um calendário de publicação 
Os humanos são criaturas de habito. E se acostumam especialmente rápido com o que os agrada, com o que gostam. Então, para o caso de um possível cliente achar algum conteúdo seu na Internet e gostar, eu tenho boas e más notícias para você. As boas são que ele pode voltar para mais. As más, são que ele pode voltar para mais... 

É trabalhoso, mas é preciso criar um fluxo contínuo de novas peças para que, ao voltar, a pessoa encontre outra coisa que goste e depois outra e assim por diante, o que com o tempo pode conduzir à venda. Se a pessoa voltar à presença digital da sua empresa e não encontrar lá conteúdo novo, ou se ele for de baixa qualidade, a chance dela não voltar mais (levando embora uma possível futura venda) é grande.

3 - Evite conteúdo muito vendedor
Eu sei. Você precisa vender logo. Se sócio, preocupado com as contas (e o insaciável fisco) que não esperam. Se executivo, preocupado com bater a cota, porque o chefe também não espera. Debaixo desse stress, você pode sentir que todo esse conteúdo educativo e informativo publicado no seu site não está pressionando o suficiente para o pedido sair logo.

E não está mesmo. O marketing de conteúdo cria relacionamentos, confiança e conhecimento. Prepara o terreno. A venda propriamente dita é feita por outras formas de marketing ou vendas. Uma tentação a ser evitada no marketing de conteúdo é espantar, com um malho comercial muito óbvio, o cliente que veio até ele procurando se informar. 

4 - Pense nas diferentes fases da venda
Para convencer alguém a comprar, especialmente produtos ou serviços de valor mais alto ou de ciclo de venda mais longo, geralmente são necessário vários contatos do possível cliente com seu conteúdo, ao longo da jornada entre ele nem saber que você existe e bater o martelo: o funil de vendas.

Os interesses e curiosidades de cada cliente, a cada visita dessas, são diferentes. Depende se é um primeiro contato, uma primeira pesquisa, ou se é um cliente mais informado a respeito da sua empresa, produtos e serviços, mais perto de uma possível decisão. Então produza  conteúdos mais introdutórios, mais de apresentação, intercalados com outros mais detalhados ou técnicos.

5 - Não copie e cole
Produzir conteúdo de qualidade regularmente dá trabalho. Some-se a isso as outras atividades de marketing e preocupações da vida, às vezes pode dar a tentação de cortar caminho, aproveitar conteúdo que você mesmo publicou no passado, ou pior, que outras empresas publicaram. Copia-se um pouquinho daqui outro pouquinho dali e pronto. Conteúdo novo sem muita trabalheira.

Essa prática, além de imoral e poder ser ilegal (por questões de copyright) é contraproducente porque o visitante frequente, ou mais interessado naquele assunto, pode perceber o plágio (justamente o tipo de visitante que é bom agradar). Além disso, o Google penaliza conteúdo repetido, rebaixando-o nas respostas à pesquisas. Esqueça o copy-and-paste. Vale a canseira, crie conteúdo original. 

6 - Capriche nas imagens
Embora o convencimento de um artigo ou post (como este que você está lendo agora) seja feito pelo texto, o que costuma atrair a atenção primeiro, especialmente de quem está só "passeando" pela Internet, é a imagem, uma boa foto. E, é claro, você precisa que haja esse primeiro interesse para a pessoa querer ver o resto.

Uma das melhores maneiras de se ter boas fotos para ilustrar conteúdo é fotografar, não comprar fotos prontas. Fotografando você tem muito melhor controle da mensagem, e da qualidade. Mas caso fotografar seja caro ou muito complexo para alguns de seus conteúdos, não se iniba de recorrer a bancos de imagens. Só tenha cuidado com o possível irrealismo, em particular com imagens de bancos internacionais, onde os biotipos, paisagens e decoração, e até mesmo as metáforas podem fugir muito das brasileiras.

7 - Facilite o compartilhamento
Uma das vantagens do marketing de conteúdo na Internet é que com qualidade (e um pouco de sorte) as pessoas podem compartilhar seu conteúdo com amigos delas, multiplicando o alcance da sua mensagem. O "pouco de sorte" fica por conta de que ninguém pode garantir que um determinado conteúdo vai ser muito compartilhado na Internet, não dá para fabricar um conteúdo viral na marra.

O que dá para fazer porém, é facilitar o compartilhamento acontecer, destacando os botões de compartilhamento em algum ponto do próprio conteúdo ou da página e também solicitar que o visitante o compartilhe. Não custa pedir...

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terça-feira, 28 de janeiro de 2020

As pessoas (e o Google) gostam de site rápido


É mais ou menos óbvio que se seu site demorar demais para carregar na tela do visitante existe o risco dele se chatear e até abandonar o processo e ir para outro site. Mas quanto é "demais"?

A resiliência humana diante de telas é muito estudada e, grosso modo, o que vemos é que se seu site carrega na tela em até uns 2,5 segundos você pode dormir tranquilo. Até 4 segundos talvez você perca um ou outro estressado, mas não é motivo para alarme. Já mais de 5 segundos de carga e indo em direção aos 7, 8 ou 10, já é caso de estudar se possível alguma otimização.

Lembrando que tudo isso é na média, é estatística. No caso a caso, vai entrar na equação o bom humor do cidadão naquele dia, quantas xícaras de café ele já tomou e quão importante para ele é o que ele está esperando, entre outras variáveis.

Digite o número do telefone com DDD...
Vale dizer que por "tempo de carga" do site entenda-se que não é necessário a página inteira já estar disponível, mas apenas o suficiente para o visitante começar a interagir com ela, por exemplo o menu de opções poder ser clicado. Você já deve ter percebido como isso funciona quando teve que ligar  para algum SAC telefônico (Serviço de Atendimento ao Consumidor): enquanto você está ouvindo música o seu enfurecimento é crescente, mas a hora que começam a lhe pedir o CPF - a hora que você começa a interagir - já dá a sensação de estar sendo atendido.

O Google também
Os donos de sites, além da freguesia, tem que se preocupar também com o onipresente Google e sua dominância no mercado de pesquisas. Um dos caminhos comuns das pessoas acharem sites na Internet é via pesquisa e o Google já declarou publicamente que valoriza a velocidade de cada site, na hora de formar a lista de sites que vai ser mostrada como resposta a uma pesquisa.

Por exemplo, se você pesquisar "comprar bicicleta", o site de vendedor de bicicletas que carregar mais rápido tende a ser mostrado antes na lista de respostas à pesquisa, se todo o resto for igual aos sites concorrentes, nas muitas variáveis que são consideradas nesse ranqueamento. O Google afirma que faz isso para estimular que os donos de sites forneçam uma melhor experiência para os usuários, o que é verdade.

Mas, além do bem do próximo, há interesse próprio do Google também. Se os sites fizerem um esforço danado para serem enxutos e compactados visando rapidez, o Google economiza o tempo e o dinheiro dele, no trabalho de ficar regular e periodicamente acessando e indexando todos os sites da Internet (se você ainda não tinha pensado nisso, imagine a conta de linhas de comunicação que o Google deve pagar mundialmente).

Parei na contramão
Porém, na na direção contrária dessa pressão para acelerar a carga do seu site na tela do visitante, está o fato que muitos recursos interessantes - que também enriquecem a experiência do visitante e podem diferenciar seu site - podem atrapalhar a rapidez da carga, como por exemplo fotos de boa qualidade e vídeos. Mesmo fontes - letras - mais legais podem atrasar a carga, em relação às fontes sem graça embutidas no sistema. Que fazer?

Virtus in media stat
Como já advertia São Tomás de Aquino na sua Suma Teológica, uma virtude exagerada pode levar a um pecado... embora o santo frade não estivesse no ano de 1273 já pensando na Internet 😃, o princípio se aplica. Uma boa agência digital (como a Vendere) tem que ter a arte e a ciência para encontrar o delicado balanço que é ter recursos no site que encantem o visitante, sem comprometer demais a velocidade. E ter um olho no peixe e outro no gato: tentar ficar dentro, ou um pouco abaixo, da média de tempo dos sites dos principais players do mercado onde aquele site concorre.

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terça-feira, 7 de janeiro de 2020

3 dicas do que NÃO fazer no seu marketing


Geralmente damos aqui sugestões para melhorar seu marketing digital. Para variar, vamos falar de atividades que NÃO melhoram seu marketing e em alguns casos podem até atrapalhar.

NÃO compre seguidores para as suas redes sociais
Há ofertas na Internet de "venda" de seguidores para redes sociais. Você paga e o sujeito consegue milhares ou dezenas de milhares de seguidores para seu Facebook ou Instagram. Num primeiro momento até parece bom, rapidamente o seu Instagram que tinha 200 seguidores pula pra 5.000. "Nossa como nossa empresa está popular!" "Nossa como nosso marketing digital está funcionando!".

Alguns fornecedores desse "serviço" usam robôs de software - que simulam ser pessoas - para artificialmente inflar os seguidores de redes sociais. O problema é que o contador de seguidores na tela cresce, mas o número de pessoas reais recebendo sua mensagem não.

Outros fornecedores fazem sua empresa pedir para seguir milhares de pessoas, na esperança de que por reciprocidade, elas sigam sua empresa. Caro leitor, você aceitaria um convite no Instagram de uma empresa que nunca ouviu falar e, de quebra, a seguiria? Pois é. Essa tática pode até pegar alguns distraídos ou conhecidos, mas dificilmente novos clientes.

Pior porém, do sucesso oco de aumentar artificialmente seus seguidores sociais, é que desvia seu orçamento e atenção de fazer atividades que poderiam realmente ajudar.  É como se você estivesse acima do peso e, em vez de pagar uma academia ou um nutricionista, você usasse esse dinheiro para pagar um técnico para adulterar a balança.

NÃO compre cliques, curtidas e likes

Pesquise no Google "click farm" (fazendas de cliques) e vá para as imagens. Você verá fotos de instalações de centenas de celulares ou computadores automaticamente clicando e curtindo conforme instruídos por sua programação. Esse também é um serviço que você pode comprar para as redes sociais ou o site de sua empresa: aumentar artificialmente o número de cliques, curtidas e likes.

Não é preciso dizer que uma fila de celulares numa bancada pode aumentar o tráfego de seu site e redes sociais, mas não vai comprar nada de você. E agora que o Instagram não mostra mais quantas curtidas sua postagem teve, você não terá nem aquele suposto efeito positivo do cliente ver uma postagem sua com muitas curtidas.

Mas, de novo, um efeito perverso da compra de cliques, curtidas e likes é a falsa sensação de que seu marketing digital está funcionando. Por um tempo você pode se enganar, ou se distrair.

NÃO compre backlinks

É um fato bem conhecido na comunidade do marketing digital e já razoavelmente conhecido do público em geral, que um dos critérios que o Google usa para classificar um site é analisar links em sites de terceiros que apontem para ele, chamados de backlinks. (um lugar do seu site que quando clicado leva para outro é um link, um lugar em outro site que quando clicado traz para o seu é um backlink).

O principio do Google é o mesmo que as universidades usam para ranquear artigos científicos: quanto mais citações um artigo tiver em outras publicações mais esse artigo foi considerado útil e relevante por terceiros.

Aproveitando-se disso, há quem venda backlinks. Você pode pagar para que outros sites tenham links para o seu, na esperança de melhorar a posição do seu site nas respostas a pesquisas feitas no Google.

Porém, há o problema que a relevância do site que aponta para o seu conta muito. Se por exemplo o site da UOL tiver um link para o seu, o ranking do seu site melhora. Já os duzentos sitezinhos que o sujeito fabricou podem não ajudar em nada.

Além disso, dependendo do que for feito, o Google pode rebaixar ou até banir seu site, se perceber uma tentativa de tramoia. Por exemplo, se ele perceber que os sites que tem backlinks para o seu também os tem para muitos outros que compraram o mesmo serviço que você. 

Se fosse fácil ficar rico, todo mundo ficava

É, não tem atalhos. Para criar uma audiência que  leve a resultados comerciais é preciso publicar conteúdo de qualidade com regularidade, simultaneamente a uma estratégia de anúncios pagos, para colocar novas pessoas em contato com esse conteúdo.

Para melhorar os backlinks é preciso estabelecer uma boa rede de relações pessoais, comerciais e técnicas com outros produtores de conteúdo, associações e instituições, bem como com os veículos de mídia, para que ao longo do tempo esses terceiros citem seu conteúdo nos sites deles.

Conclusão

Criar uma relação sólida e honesta com o mercado, onde as pessoas acessem e confiem na presença digital da sua empresa leva tempo, muito trabalho e dinheiro. Se alguém falou diferente para você, lembre-se: uma coisa que parece boa demais para ser verdade provavelmente o é.

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quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

O que é remarketing?


Remarketing é o marketing especialmente direcionado para o público que você sabe que já teve algum contato anterior com seu marketing - por exemplo visitou o seu site ou sua loja - mas ainda não comprou. A ideia do remarketing é tentar dar um empurrãozinho final naquele possível cliente que veio, olhou, mas por algum motivo ainda está indeciso.

Como é na prática
Você provavelmente já experimentou remarketing, já foi atingido por anúncios de produtos com os quais você tinha tido contato anterior em sites de compras. Por exemplo, você olha uma geladeira no site da Americanas ou um tênis no site da Netshoes. Mais tarde, numa outra hora, quando você está olhando as fotos dos amigos no Instagram, ou as brigas entre esquerda e direita no Facebook, aparece um anúncio da geladeira ou do tênis que você tinha visto.

E a coisa pode perseguir você por dias, às vezes semanas. É só você entrar no site da UOL, para ver as últimas notícias sobre o que a turma do Bolsonaro aprontou, que pimba. Tá lá no meio das notícias um anúncio da geladeira ou do tênis. Muitas vezes, além do modelo que você olhou, também lhe mostram anúncios de modelos parecidos - em estilo ou preço - para caso você não queira comprar exatamente o que viu da primeira vez, alguma outra coisa parecida o convença.

Como funciona
Funciona assim: Primeiro o vendedor coloca no site ou aplicativo dele uma programação especial para que, quando você entrar na página de um produto, o site ou aplicativo grave no seu computador ou celular um pequeno arquivo - tecnicamente chamado de cookie - onde fica registrado qual produto você olhou. Na verdade o site pode, se quiser, registrar todas as páginas por onde você passou, todo o roteiro da sua visita.

Depois o vendedor paga para o Facebook, o Instagram ou o Google para que toda vez que alguém entrar neles (ou sites parceiros deles) seja verificado no computador ou celular dessa pessoa que está entrando se há cookies. Se houver, o Face, o Insta, o Google, ou o site parceiro, mostram anúncios previamente programados para aparecer em conexão aos diferentes cookies.

Lidando com a humanidade
Se você faz marketing digital, ou está pensando em fazer, o remarketing pode ser uma ferramenta bastante útil porque tenta contornar o fato que a maioria das pessoas não compra um produto ou serviço a primeira vez que o vê. Vários estudos mostram que, embora haja uma certa variação de um ramo de negócios para outro, na média, mais de 90% dos visitantes de um site não compram na primeira visita.

É da natureza humana dar uma olhada, dar uma pensada, quem sabe olhar de novo outras vezes e daí, quem sabe, comprar. O remarteking tenta evitar que nesse vai-e-volta você perca o cliente, ou porque ele simplesmente desistiu, esqueceu, ou porque viu coisa melhor em outro lugar.

Para ajudar o vendedor nesta briga, os sistemas que controlam esses anúncios de remarketing são bastante sofisticados e há muitas opções de programação para o anunciante, por exemplo quantas horas ou dias dias depois da visita ao site do vendedor começar a mostrar anúncios, insistir por quanto tempo, mostrar anúncios diferentes a cada visualização e muito mais.

Além disso, como em algum desses sites e aplicativos  tanto  no computador quanto no celular as pessoas mantém a mesma identidade - tem o mesmo usuário, também é possível exibir anúncios no celular para quem viu um produto no computador e vice versa.

Nem tudo são flores
Apesar da utilidade do uso das técnicas de remarketing para os vendedores, ele levanta alguns senões entre os consumidores. O primeiro é uma questão de privacidade. Algumas pessoas podem considerar invasivo saber que tudo o que elas fazem na Internet está sendo registrado e que os sites e aplicativos possam gravar arquivos no computador e no celular delas, sem elas saberem ou autorizarem. 

Por isso na Comunidade Européia já é lei os sites terem que perguntar para seus visitantes, assim que eles entrem em um site que use cookies, se o visitante aceita ou não que sejam gravados cookies. No Brasil a lei que lida com privacidade na Internet, a LGPD - Lei Geral de Proteção de Dados - não menciona explicitamente cookies, mas muitas empresas interpretaram a partir dos princípios gerais da lei que sim, aqui no Brasil também é preciso uma tela de aceitação de cookies na entrada dos sites.

O segundo problema é que, mesmo que a pessoa aceite cookies,  pode ser desagradável psicologicamente e até contra-producente para o anunciante, a pessoa ser bombardeada por anúncios de um produto que ela olhou no passado e não quer ver mais, ou porque já comprou, ou porque desistiu.

Porém, este segundo problema é mais fácil do anunciante resolver. É uma questão do programador dos anúncios ter sensibilidade - um pouco arte, um pouco ciência - de ajustar a frequência e repetição dos anúncios para maximizar as vendas, enquanto tenta minimizar o incomodo da audiência.

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terça-feira, 10 de dezembro de 2019

3 perguntas que seu marketing tem que responder

2019 está acabando, está chegando a hora de pensar no que mudar ou melhorar no seu plano de marketing para 2020. Nossa sugestão para orientar seu planejamento é centrá-lo em torno de 3 perguntas e quais seriam as estratégias, ações e comunicação necessárias para respondê-las:

1) O que fazer para conseguir que meu público alvo saiba que minha empresa é um possível fornecedor do que ele quer/precisa?

O passo zero de qualquer plano de marketing é reconhecer que no mundão lá fora há milhões de pessoas e empresas que não compram de você porque nem sabem que você existe.  Ou até já souberam um dia, mas não se lembram de você no momento de necessidade. Qual é a estratégia, ações e comunicação para atingir essas pessoas e elas considerarem sua empresa como um possível fornecedor?

2) Dado que o possível comprador sabe  que eu sou um possível fornecedor, como convencê-lo que meu produto ou serviço é o melhor?

O segundo passo de qualquer plano de marketing, dado que o possível cliente já sabe que você existe e vende o que ele está procurando, é convencê-lo que seu produto ou serviço é o que melhor atende o que ele precisa - ou tem melhor preço, e/ou tem melhores características técnicas, e/ou tem melhores características imateriais/emocionais (status, imagem, tradição), e/ou tem melhor prazo e/ou condições de entrega, etc. Qual é a estratégia, ações e comunicação para convencer as pessoas que seu produto ou serviço é o melhor para as necessidades delas?

3) Dado que a maioria das vendas não acontecem em um primeiro contato, como dar um empurrãozinho final nos interessados?

Excetuando-se itens de muito baixo valor, com um café ou um chiclete, na maioria das vezes um comprador  e mais ainda um comprador empresarial, não fecha o negócio a primeira vez que vê o produto ou o serviço. Faz parte da natureza humana um pouco de hesitação e incerteza, dar uma olhada em concorrentes, "namorar" um pouco a possível compra e daí bater o martelo. Qual a estratégia, ações e comunicação para converter esses interessados em compradores?

Vai criar um plano para responder às perguntas?
Para fechar este post cabem aqui duas palavras de caução advindas da nossa experiência:
1) Um plano razoável de marketing digital hoje é melhor que um perfeito o mês que vem. O mercado não espera. Cada dia que passa os clientes estão comprando e os seus concorrentes estão vendendo e
2) Se o limite do marketing é o céu, o do seu orçamento e do seu tempo é bem mais baixo. É preferível se focar em 1 ou 2 itens bem feitos para cada pergunta - para cada fase da venda - do que diluir os esforços em muitas ações.

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terça-feira, 5 de novembro de 2019

O que é o Funil de Vendas (ou Funil de Marketing)

Funil de vendas (ou Funil de Marketing) é um modelo lógico de encarar a venda como uma sucessão de passos que um número cada vez menor de pessoas vai tomando em direção a comprar um produto ou serviço.

Exemplificando: suponha que o Brasil tenha 30 milhões de possíveis compradores de automóveis. Que destes, 3 milhões vejam um anúncio de um novo carro na televisão. Que destes, 30 mil vão até uma concessionária fazer um teste drive. E que destes, 3 mil pessoas efetivamente comprem o carro.

O comportamento desses consumidores pode ser modelado como um funil dividido em etapas, que começa largo na parte de cima (com muitas pessoas) e que vai afinando (diminuindo o número de pessoas) conforme vai se mudando de uma etapa mais distante para outra mais próxima da venda.

Porque ajuda
 A principal ajuda que desenhar um funil traz é estabelecer um arcabouço lógico para criar um conjunto de discursos, materiais de vendas, páginas de sites e outros recursos relacionados com cada uma das etapas do funil, que facilite e acelere a passagem do comprador para a próxima etapa.

Exemplificando: para uma incorporadora de imóveis com um prédio de apartamentos para vender, tipicamente o cliente primeiro vê um anúncio no  jornal ou na TV, depois vai visitar o empreendimento, daí vai ver um apartamento decorado, verifica formas de financiamento, analisa o contrato, fecha o negócio.

Em cada uma dessas etapas o tipo de informação e convencimento que o cliente precisa tem ênfases em itens diferentes. Se houver materiais de marketing - folhetos, páginas do site, etc. - e treinamento dos corretores diferenciados para cada etapa, fica mais fácil empurrar o comprador para a etapa seguinte.

O Funil de Vendas digital
Outra vantagem do modelo do Funil de Vendas é que ele passa quase naturalmente para o mundo digital. A ideia de etapas e uma mensagem de marketing diferenciada para cada etapa é facilmente automatizável. Um bom site pode entender em que etapa o cliente está e atuar de acordo.

Um extra interessante do uso do modelo do Funil de Vendas na Internet é que um site ou aplicativo nunca se esquece e nunca se cansa. Caso o cliente não compre na primeira visita, pode retomar o processo de onde parou na última vez, bem como pode ir atrás do cliente que não retorna espontaneamente, com e-mails ou anúncios específicos de retomada.

O Funil de Vendas serve para sua empresa?
A venda de muitos produtos ou serviços, que não sejam de muito baixo valor, ou de compra de impulso, pode ser modelada deste jeito, é possível se estabelecer um certo número de passos claros entre a grande massa de pessoas que nem sabem que o produto ou serviço existem até algumas que batam o martelo. O funil.

O número de passos e o que acontece em cada um deles varia de produto para produto ou serviço para serviço bem como, mesmo determinado um funil,  nem todas as vendas vão acontecer exatamente seguindo o seu roteiro.

É uma abordagem estatística. O funil é um bom modelo para sua empresa quando você consegue determinar um certo número de passos ou etapas da venda e determinar também que a maioria dos negócios fechados passa pela maioria desses passos.

Se esse for o seu caso, você pode preparar material e discurso com antecedência para cada etapa, otimizando e até automatizando o processo de venda.

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