quinta-feira, 1 de outubro de 2020

O que olhar e aprender no site do líder do seu mercado



Os sites dos líderes do seu mercado, ou das empresas que você admira, podem ensinar e inspirar quanto ao que fazer no seu. Porém, na nossa opinião, essa chance de aprendizado precisa ser mediada por uma certa abordagem, que vamos tentar descrever aqui.

Empresa boa sempre tem site bom?
Antes de entrarmos de cabeça nas delícias da pesquisa no site do próximo, uma gota de cautela: há sim empresas bem sucedidas cujos sites são uma porcaria, onde você não tem nada a aprender. O sucesso delas está baseado em outras premissas e o site não dá nenhuma contribuição significativa para o negócio.

Porém conforme o século 21 avança, a interface entre empresa e clientes vai ficando cada vez mais digitalizada em todos os ramos da economia. Some-se aí a peste, ops, o Coronavírus e até os mais   analógicos dos negócios estão sendo forçados a criar ou melhorar sua face digital. A chance dos sites dos líderes de seu mercado serem parte integrante do sucesso deles é cada vez maior. E aí você tem o que aprender.

O trigo. E o joio.
Tá, o site da empresa que a sua sonha ser quando crescer é bonito, bem feito. Mas o que procurar nele? O que poderia ajudar o seu negócio? Apertando a tecla SAP: Que boas ideias aproveitar?

1) Informações que apoiam a compra ou ajudam na tomada de decisão: A primeira coisa a olhar é que tipos de informações sobre produtos, serviços ou a empresa tem no site do líder que no seu site não tenha. E daí avaliar se publicar esses mesmos tipos de informações não ajudaria na relação com seus clientes também. Parece simples e óbvio, mas às vezes aquela tabelinha de especificações técnicas que você publicou ou não pode ser a diferença entre o cliente ligar ou não.

2) Serviços que o site presta: Outra sugestão é você encarar o site como um prestador de serviço. E daí tentar perceber quais serviços o site da outra empresa presta que o seu não presta. Esse é um tipo de ideias para analisar se não daria para adaptar no seu site. 

Vive la différence
O que você não deveria copiar dos sites dos líderes do seu mercado? 

1) A programação visual: Você já parou para pensar como você (e eu e o resto da humanidade) fazem quando estão procurando um fornecedor? Você abre em janelas sucessivas do navegador os sites dos candidatos. Em meio a 5, 6 ou 10 sites que o possível cliente está olhando, já meio cansado, já meio de saco cheio da pesquisa, como chamar a atenção, como se destacar? Você precisa ser visualmente diferente. Muito diferente, na nossa opinião.

2) A missão e/ou visão e/ou valores: Vamos ser bem realistas aqui. Se você fornece mais ou menos a mesma coisa, mais ou menos do mesmo jeito, o cliente vai comprar da empresa maior, porque é mais seguro. Claro, sempre tem a opção de você detonar seu preço, mas essa é uma espiral suicida. Então, você tem que não fornecer a mesma coisa e/ou não do mesmo jeito. Tecla SAP de novo: sua missão, visão ou valores tem que ser diferentes (no site e na prática).

Se sucesso fosse fácil todo mundo tinha
Ser o líder ou um dos líderes de mercado é difícil e depende de muitas variáveis, inclusive acaso ou sorte. O site pode não ser o diferencial ou não ser o único diferencial para os líderes de seu mercado terem chegado lá, mas hoje em dia quase com certeza contribuíram. Dado que os sites são públicos , nossa sugestão é você usá-los como fonte de consulta para, quem sabe, ter ideias de como melhorar o seu.

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quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Amazon cria selo de correção ambiental para produtos


Essa semana a gigante do comércio digital Amazon anunciou um programa de certificação em sustentabilidade para produtos vendidos na plataforma. 

Os produtos que atenderem aos requisitos do programa serão diferenciados no site americano da empresa através de um selo específico, uma "ampulheta alada" (veja na imagem).

O programa
O programa chamado Climate Pledge Friendly ("Amigo do Clima" em uma tradução livre) é uma parceria com 19 certificadores externos, que incluem agências governamentais, ONGs e laboratórios independentes que fornecerão à Amazon as credenciais de sustentabilidade dos produtos das empresas parceiras que vendem no site da Amazon.

Além dessas certificações externas a Amazon tem uma certificação própria "Compact by Design" que identifica produtos que usam embalagens menores e mais compactas. Segundo o site a empresa embalagens menores diminuem a emissão de carbono na sua fabricação e transporte. (e barateiam o custo de operação da Amazon...)

Para se candidatar a ter o selo da "ampulheta alada" no produto no site a empresa fabricante precisa se submeter a uma das certificações listadas e aí solicitar sua inclusão no programa. A Amazon informa que o programa cobrirá uma extensa relação de categorias de produtos, entre eles mercearia, produtos domésticos, moda, beleza e eletrônicos pessoais.

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quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Novo botão "shuffle" da Netflix: tecnologia e comportamento


A Netflix está testando um novo recurso, um botão "shuffle play" que ativa a exibição de vídeos em sequência, sem intervenção da pessoa. Segundo as notícias, para os mercados e pessoas participantes do teste funciona mais ou menos como um canal de televisão: você clica e começa a exibição de diferentes vídeos, um depois do outro, ininterruptamente.

Por exemplo, pode primeiro passar um episódio de uma série, seguido de um documentário, seguido de um filme de Holywood, depois um especial de uma comédia stand up, depois mais um episódio de série, assim por diante.

Depois de um dia estafante de trabalho você se aconchega com um cobertor no sofá, liga a televisão e pode passar horas assistindo Netflix, sem ter que ficar analisando trailers ou sinopses para decidir o que assistir em seguida e sem ter nem que nem clicar em mais nada.

Uma experiência tão relaxante quanto assistir televisão comum, mas potencialmente melhor, porque com conteúdo escolhido especialmente para você por um algorítimo - um procedimento automatizado - com inteligência artificial. Esse algorítimo aprende ao longo do tempo e acaba conhecendo melhor seu gosto para vídeos do que sua mãe conhece seu gosto para sobremesas caseiras.

O diabo mora nos detalhes
Do ponto de vista tecnológico o novo recurso não é nenhum grande salto, dado que os algorítimos de aprendizado são comuns nas redes sociais e serviços de streaming, que já há muito tempo preparam  listas de sugestões de conteúdo baseadas no gosto prévio do freguês.

No entanto, ao oferecer a possibilidade de ir passando vídeos automaticamente, ao invés de a pessoa escolher em uma lista sugerida, a Netflix está aumentando a aposta na capacidade de seu algorítimo entender o que o espectador gostaria de ver em seguida.

Na nossa opinião, o possível sucesso do novo recurso da Netflix passa pela calibragem fina do algorítimo por seus programadores. Muito importante para sucesso de qualquer rede social ou mecanismo de streaming é a composição do mix de conteúdo individualizado para cada pessoa que ela oferece, dividido entre itens muito similares ao vistos anteriormente (o que é seguro mas pode ser entediante) e itens de conteúdo diferente  (o que é mais arriscado mas pode apresentar novidades prazerosas).

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domingo, 16 de agosto de 2020

3 dicas do que NÃO fazer em vídeo-conferências


Com a proliferação das vídeo-conferências tem crescido também as experiências desagradáveis nessa forma de comunicação. Para evitar algumas delas vamos sugerir dicas do que NÃO fazer, baseadas em situações reais que experimentamos em vídeo-conferências recentes, dentro da empresa e com clientes e fornecedores.

1) Comer
Eu sei que o home-office aboliu um pouco a distinção entre casa e trabalho, entre informalidade e formalidade, mas ultrapassa esse bom senso ver alguém mascando uma fatia de pizza durante a vídeo-reunião de discussão do orçamento da empresa. Com o rosto perto da câmera, na distância de selfie ou menor que as vídeo-reuniões acontecem, dá até para ver os carboidratos  começando a se transformar em maltose...

E a trilha sonora então? Você não imagina quanto um microfone pode ser sensível quando você não quer que seja. E tome nhac, nhec, nhec, nhec, glup. Nhac, nhec, nhec, nhec, glup. Ninguém merece. Nossa sugestão é você deixar os lanchinhos para os intervalos entre as múltiplas vídeo-conversas desses novos tempos.

2) Beber 
Se você não tinha reparado ainda eu vou ressaltar para você: durante uma vídeo-conferência ou vídeo-reunião o rosto fica muito mais perto da câmera do que ficaria do rosto das outras pessoas em uma reunião presencial. Então, mesmo coisas aceitáveis em uma reunião tradional, como beber água, ao serem filmadas muito de perto podem ser uma visão desagradável aos outros participantes.

Tá, você pode acreditar que o segredo para uma vida longa e uma cútis sedosa é tomar pelo menos 2 litros de água por dia. Além disso, para salvar as baleias você já investiu numa garrafa de água não descartável, de alumínio high tech. Ok. Mas ficar uma hora de reunião sem beber não vai matar você de desidratação e poupa o interlocutor dessa visão em close up. Nossa sugestão é você esperar a reunião acabar para voltar à sua saudável rotina de um golinho a cada 12 minutos.

3) Andar
Você acabou de ler um artigo sobre os perigos da trombose no home-office, todo aquele sangue parado, coagulando nas veias das pernas nas longas horas sentado na frente do computador. Se você se assustou e decidiu que vai deixar a vida sedentária, ok. Mas por favor, deixe para andar antes ou depois da reunião. Não durante. Se vídeo-reunião com alguém com o celular na mão já é ruim (porque nem o campeão mundial de tiro tem mão firme durante uma hora), com a pessoa andando pela casa é intolerável.

Ninguém quer ver o teto e as paredes da sua casa passando como fundo e um rosto chacoalhando na frente. Nossa sugestão é você apoiar o celular ou notebook numa superfície fixa e deixar lá, do  começo ao fim da conversa.

4) Não parar de falar / não dar espaço para outros falarem - dica bônus -
Numa conversa presencial as pessoas emitem e entendem pequenos sinais verbais e não verbais de quando é a hora de falar e quando é hora de parar e escutar o outro. Porém, em meio àquele monte de janelinhas com rostos de frente na tela do Zoom, muitos desses sinais que arbitram uma conversação normal podem passar batidos. Por isso é comum algumas pessoas falarem demais em vídeo-conferências, sem dar brecha para outros.

Claro que tem chatos que tentam monopolizar as conversas em qualquer situação, mas muitas das vezes que alguém fala demais em uma vídeo-conversa é só produto dessa fase de criação e aprendizado de uma nova etiqueta para o novo normal. Nossa sugestão é você dar o bom exemplo de se policiar se não está se estendendo demais e até ajudar a cortar (educadamente) os falastrões e chamar para a conversa os mais reservados.

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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Vídeo empresarial: A câmera é mais amiga de algumas pessoas


É uma das injustiças da vida: algumas pessoas, sem fazer força,  ficam muito melhor que outras quando filmadas. Embora isso seja perceptível em qualquer tipo de vídeo, é especialmente patente nos vídeos estilo "Youtuber": só uma pessoa falando para a câmera.

Já que  produzir vídeos empresariais nesse formato pode ser uma boa opção para seu marketing, vamos conversar neste post sobre como lidar com o fato que a câmera é mais amiga de algumas pessoas.

O vídeo talking-head
O sucesso dos Youtubers  ou influenciadores digitais - muitos tem milhões de seguidores e muitos mais tem centenas de milhares - mostra que ter alguém falando em primeiro plano para a câmera é um formato bem aceito pelo público.

Além disso, para registrar de perto só uma pessoa parada falando, o equipamento é muito simples. Uma câmera, três pontos de luz e um microfone de lapela resolvem a questão. A edição de um vídeo sem muitos efeitos especiais pode ser feita em qualquer notebook ou computador, usando softwares relativamente baratos. Noves fora, o custo geral do projeto é baixo.

Se o povo gosta e é barato de fazer, não tem porque você não refletir se daria para incluir no seu plano de marketing: gravar pessoas da empresa em vídeos nesse estilo. Claro, se você tem verba para filmagem de helicóptero, efeitos especiais da Industrial Light and Magic e o Ferreira Martins narrando em off as maravilhas do seu produto, tem mais é que usar. Mas mesmo se esse for seu caso, há espaço também para vídeos mais intimistas.

Star quality
Nesse tipo de vídeo que tem tão poucos elementos, a pessoa que aparece é fundamental. E quanto a isso, há mais de 100 anos, desde o início do cinema, os profissionais da área perceberam que algumas pessoas ficam naturalmente melhor em filme que outras.

E não é só beleza. Claro que beleza ajuda (em tudo na vida), mas o que funciona melhor é uma combinação de rosto que fica bem em 2D, com jeito de falar e se mexer com naturalidade apesar da filmagem, com tipo de voz que é melhor captada por microfone e reproduzida por alto-falante... e mais outras coisas, algumas difíceis de perceber isoladamente ou listar claramente, mas que em conjunto dão um resultado que a audiência gosta.

O mundo real
Eu não teria aqui a insensatez de propor que você espere carisma de Holywood do gerente de vendas da sua empresa, que vai anunciar em vídeo o lançamento de um novo produto. Eu sei que o Tom Hanks não trabalha aí.

O que queríamos frisar é que tem pessoas que ficam muito melhor que outras quando filmadas e que esse é um critério importante, talvez o mais importante, na escolha de quem vai aparecer nos vídeos da empresa. A pessoa certa pode alavancar e a errada pode minar seu esforço, porque elas vão ajudar a determinar quantas pessoas vão assistir - e por quanto tempo - os vídeos do seu marketing.

Nossa sugestão é você minimizar  a "lógica" de por exemplo o gerente técnico falar nos vídeos técnicos e a comercial nos de apresentação de produto. Tentar encontrar - dentro das pessoas disponíveis - aquela(s) que funciona(m) melhor em vídeo. Da estagiária à presidente da empresa,  tenha a mente aberta para as possibilidades.

Cliques e likes
Mas como saber quem funciona ou não? Como evitar vieses de amizade e gosto pessoal? Nossa sugestão é você sempre testar diferentes pessoas e monitorar o engajamento do público nos vídeos. Quantos foram assistidos, por quanto tempo, quantos likes, dislikes e comentários receberam e o teor desses comentários.

Se você quiser caprichar pode fazer testes A/B: gravar um mesmo conteúdo duas vezes, com pessoas diferentes falando em cada vez. Daí exibir as versões para amostras aleatórias diferentes de seu público-alvo. Se preferir, ou se só puder pegar um pouco mais leve, pode fazer um rodízio de pessoas falando nos diferentes vídeos, conforme os for produzindo e publicando.

Em qualquer caso, testar diferentes pessoas e monitorar a reação da audiência permite você deixar o próprio público naturalmente lhe mostrar quem vai trazer mais eficácia para o marketing da sua empresa.

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sexta-feira, 24 de julho de 2020

5 sugestões de marketing para o pequeno escritório brasileiro da multinacional de tecnologia

Muitas multinacionais abrem um pequeno escritório no Brasil, para tatear o mercado ou começar uma operação que pode crescer. Há desafios de todos os tipos para quem trabalha no pequeno escritório local de uma multinacional de tecnologia.

Baseado na nossa experiência, vamos dar algumas sugestões de comunicação de marketing que acreditamos poder ajudar as lutadoras equipes de operações menores. Algumas podem lhe parecer óbvias e você estar cansado de fazer, mas algumas podem ter sido deixadas para trás na correria, verba curta, equipe pequena e pressão para chegar no número até o final do trimestre fiscal... Confira:

1) Please, give to me a hot dog
Geralmente quem trabalha na multinacional fala e lê inglês, está cercado de outros funcionários que também o fazem, conversa e troca e-mail com os gringos. Fechado dentro dessa bolha é natural achar que é assim em todo lugar.

Permita-me lembrar o real: muitos executivos e empresários brasileiros - seus potenciais clientes - não tem um bom inglês. Tá, todo mundo consegue se virar na Disney, mas um vídeo técnico pode ser pouco entendido, ou pior, ser cansativo para quem está entendendo mais ou menos. Vai ser parado no meio.

O original daquele PDF que mostra como seu produto chegou na melhor posição do quadrante mágico do Gartner já é chato para quem lê bem em inglês e está atualizado com o jargão. Para o cliente que não tem a obrigação de lê-lo, é intragável.

Então, nossa sugestão é traduzir, legendar e dublar para português, TUDO.

2) LATAM? Você está falando da companhia aérea?
Na administração de muitas empresas americanas nosso continente se divide em duas grandes entidades lógicas:  America, que são aquelas pessoas que moram pra cima do Rio Grande e falam inglês e  LATAM - aquelas pessoas que moram para baixo do Rio Grande e falam espanhol.

Atuando nessa simplificação da realidade muitas empresas americanas já produzem duas versões do seu marketing: a americana e a latino-americana. E tome site LATAM, rede social LATAM, white-paper traduzido para a LATAM, anúncios com versão LATAM e por aí vai. Tudo em espanhol, é claro.

Nossa sugestão é você não usar essa produção aqui e brigar para ter verba para site brasileiro, redes sociais brasileiras, eventos, materiais e campanhas brasileiras. Você sabe disso mas não custa relembrar: espanhol  numa situação e assunto profissionais ou técnicos é difícil e cansativo para um brasileiro.

Além disso, o cliente pode se incomodar ao perceber que você está tentando cortar caminho ou economizar com ele, ao direcioná-lo para o site ou material "latino".

3) Você não encarou ler Sagarana inteiro mas passou no vestibular da USP?
Para a maioria dos escritórios brasileiros de multinacionais o problema não é a falta de material de marketing original. Grosso modo, os departamentos de marketing da matriz de multinacionais de tecnologia costumam sofrer mais de hiperatividade do que sonolência.

Mas essa densa enxurrada de conteúdo pode ser muito para o cliente médio. Então cabe ao marketing local digerir a complexidade, versar os acrônimos e neologismos, condensar o detalhe e resumir o todo.

Lembra-se do cursinho pré-vestibular, quando aquelas fichas-resumo de livros lhe salvaram da lista de leitura obrigatória da Fuvest? Nossa sugestão é você transportar essa boa ideia para o marketing. Claro, você sempre põe um link para o conteúdo completo, mas cria uma versão-resumo ou melhor ainda versões, em 2 ou 3 graus de profundidade e abrangência.

De quebra, você já criou para a equipe de vendas brasileira o elevator speach (o "papo de elevador") de 50 ou 100 palavras para eles usarem sobre aquele assunto.

4) Fome de vídeo
As estatísticas variam um pouco de um instituto de pesquisa para outro, mas estima-se que o consumo médio de vídeo na Internet por pessoa já tenha passado de uma hora por dia e caminhe para 84 minutos por dia, por pessoa, até 2022.

Você pode aproveitar esse apetite do público por conteúdo em vídeo e, além de legendar os vídeos vindos de fora, também produzir aqui no Brasil. Nossa sugestão é você gravar vídeos curtos de pessoas do escritório local falando para a câmera - estilo "Youtuber". É um formato testado e aprovado pelo público e com ótimo custo: o "ator" ou "atriz" já está pago e para gravar só uma pessoa parada falando o equipamento é simples.

Só tem que ter cuidado com a falta de carisma de algumas pessoas (tem gente que "não funciona" bem na frente da câmera) e com o roteiro, que precisa vender o peixe de forma leve e agradável. A linguagem falada coloquial tem um registro próprio, diferente do texto escrito publicitário ou técnico.

Como benefícios extra, esses vídeos humanizam a empresa para os clientes e facilitam conversas posteriores em visitas pessoais ou contatos via Teams ou Zoom - o cliente que viu os vídeos sente que "já conhece" aquelas pessoas.

5) Vamos fazer um bem bolado
Algumas das prezadas leitoras ou dos prezados leitores já podem ter percebido uma conexão entre os itens anteriores deste post: se funciona traduzir tudo para português, fazer resumos do material e gravar vídeos curtos com executivos locais, é quase uma consequência natural a nossa próxima sugestão: usar os resumos como um dos tipos de conteúdo para os executivos locais falarem nos vídeos.

Então quando sair um novo produto, estratégia ou visão, ou ainda qualquer pacote de informação um pouco maior ou mais complexo, você pode publicar aqui o original traduzido para o português, alguns resumos escritos (com diferentes abordagens ou profundidades) e vídeos de pessoas do escritório local explicando, usando os resumos como roteiro.

Só precisa se lembrar, além dos cuidados que já citamos no item sobre vídeos, que a linguagem falada natural é diferente da escrita, então para o resumo em vídeo não ficar com um jeito muito artificial de "Jornal Nacional" é preciso fazer alguma adaptação entre o resumo publicado e o roteiro de fala.

6) O som do silêncio -  sugestão bônus -
Algumas redes sociais - entre elas Linkedin, Instagram e Facebook - na configuração normal começam todos os vídeos no modo "mudo", sem som. Além disso, às vezes as pessoas estão em situações onde elas não podem ligar o som, para não incomodar outras pessoas em volta. Por isso, há estudos que mostram que pelo menos 50% dos vídeos assistidos em redes sociais são sem o som.

Para enfrentar mais essa dificuldade de levar sua mensagem para o mercado, nossa sugestão é você legendar todos os vídeos, incluindo aí os dublados e aqueles que você vai produzir aqui, falados originalmente em português. Já que você vai ter que desenvolver fornecedores para legendagem dos vídeos em inglês, fazer um pacote para legendar também os em português pode não ficar muito caro.

7) Sounds easy, but... - mais um bônus -
O melhor jeito de otimizar a equipe local pequena de uma multinacional de tecnologia é ela se focar na estratégia e resultados e terceirizar tudo o que for possível da operação do marketing. 

Isso é mais fácil de falar do que fazer. Muitas das agências de marketing brasileiras podem até ser boas na sua atividade fim, mas não tem facilidade para digerir as complexidades e a evolução incansável dos produtos de tecnologia da informação e/ou não estão acostumadas à mecânica peculiar do pequeno escritório local de uma multinacional. 

Nesse sentido, uma agência como a Vendere 😀 pode ajudar, com sua ampla experiência em ambas as coisas - pequena operação local de multinacional e produtos de tecnologia . 

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quarta-feira, 8 de julho de 2020

3 tipos de conteúdo que sua empresa tem que criar

A publicação regular de conteúdo no seu site, blog e redes sociais pode atrair, convencer e fidelizar clientes, mas o que publicar? Há tipos principais de conteúdo onde focar a criação?

O funil de vendas como guia da criação de conteúdo
Independentemente do produto ou serviço que você venda, os potenciais compradores podem ser divididos logicamente em 3 grandes grupos: 1) os que não estão considerando comprar de você; 2) os que sim estão considerando você como um dos competidores para aquele pedido; e 3) os que já acham você o melhor negócio (ou pelo menos um dos melhores) mas precisam de um último empurrãozinho para fechar.

Tecnicamente são chamados por nós marqueteiros de clientes no topo do funil de vendas, meio do funil e fundo do funil.

Essa maneira de visualizar o mercado fornece, na nossa opinião, um modelo para orientar seu plano de comunicação. Você tem que dividir seu conteúdo em pelo menos 3 grupos, para cada um desses públicos.

Ao longo desse post vamos tentar resistir à tentação de chamar esses grupos de tofu, mefu e fufu... marketing é coisa séria 😃.

Conteúdo para o topo do funil
No topo estão aqueles clientes que ou não sabem que você existe ou não sabem que você vende o que eles querem. Nesse grupo também ficam os que até sabem, mas por um motivo ou outro não estão considerando sua empresa como um possível fornecedor.

Para esse público você precisa lançar "anzóis" - conteúdos que os atraiam para entrar no seu funil - mas ainda sem tentar vender nada explicitamente, porque se for muito cedo para isso pode incomodar.

É uma etapa de estabelecer um relacionamento. Mostrar que você existe, que vende o que o cliente precisa e que é bom nisso. Os melhores conteúdos são conteúdos que presenteiem seu possível cliente, você ajuda sem pedir nada em troca: tutoriais, aulas, listas de dicas e truques sobre o assunto e o mercado onde você atua. Também vale conteúdo no limiar do puro entretenimento, só para atrair a atenção e agradar.

Parte deste conteúdo pode ser de acesso totalmente aberto e parte pode ser fechada, pedir o contato da pessoa: "deixe seu e-mail para fazer o download de nosso e-book", ou "entre com seu usuário no Google ou no Facebook", para facilitar futuros contatos.

Conteúdo para o meio do funil
Depois que o potencial cliente sabe que você existe e vende o que ele está querendo comprar, chega a hora de mostrar para ele que seu produto ou serviço e seu papel como fornecedor são os melhores.

Nessa etapa os melhores conteúdos são descritivos em detalhe de produtos ou serviços, características técnicas e vídeos de como utilizar. Também é a hora de mostrar casos de sucesso e depoimentos de clientes, bem como comparativos com concorrentes, feitos por você, pela mídia ou por terceiros com credibilidade.

Conteúdo para o fundo do funil
É a hora do conteúdo que ajuda a venda se concretizar, mudar de interesse para pedido. Esses conteúdos precisam atingir o cliente que já sabe que seu produto e você como fornecedor são bons, mas está procrastinando, adiando, hesitando. Geralmente, quanto maior for o valor de uma compra para um cliente, ou mais impactante na sua vida ou empresa, mais natural é o cliente demorar para se decidir.

Ajuda o cliente conteúdo sobre financiamento e condições de pagamento, sobre possibilidade de desistência, devolução ou rompimento de contrato, sobre facilidade de entrega/transporte e instalação. Também conteúdo sobre durabilidade, garantia, assistência técnica e valor de revenda (se for o caso) são exemplos que contribuem para diminuir inseguranças e hesitações na hora de fechar.

Até aqui, todos os conteúdos que citamos - para o topo, meio ou fundo - foram genéricos, podem ser criados e disponibilizados para todos os clientes naquela fase da venda. Porém no caso particular dos clientes no fundo do funil, conteúdos personalizados podem ajudar.

Dependendo do tamanho do negócio, nessa etapa vale a pena criar conteúdo específico para aquela negociação, como um guia de instalação específico para aquele cliente, ou um caso de sucesso no ramo de atividade dele. Nessa hora um bom relacionamento com vendas pode ajudar e direcionar a produção de conteúdo. O vendedor pode saber o que aquele determinado cliente precisa para se decidir e marketing pode produzir esse conteúdo específico.

Porque ter 3 vezes mais trabalho
Essa preocupação com criar regularmente e balanceadamente conteúdo de marketing, para os 3 principais grupos no funil de vendas, visa evitar que a produção de conteúdo se concentre demais em um ou outro, interrompendo (ou nem começando)  a chamada "jornada de compra": o tortuoso caminho entre o freguês nem saber que você existe até o pedidão.

Se você concentra muito conteúdo no topo - por exemplo entretenimento e educação nas redes sociais - você atrai um monte de gente nova. Porém, gente que sem outros incentivos pode desistir, desanimar ou ir prestar atenção em outra coisa no meio do caminho.

Se você concentra muito conteúdo no meio do funil - por exemplo só posta as maravilhas do seu produto ou serviço - sem se preocupar igualmente com trazer um fluxo permanente de gente nova, corre o risco de só pregar para os já convertidos. Ou pior, para a parede do templo.

E por último, mas não menos importante, a humanidade caminha com preguiça e sem vontade. Se você não empurrar - se não tiver conteúdo e estratégias para o fundo do funil - a venda não anda. Ou anda na direção do seu concorrente que está empurrando mais firme que você.

Conclusão
Especialmente nos mercados B2B (empresas que vendem para outras empresas) ou B2C (venda para o consumidor) mais complexas ou de maior tempo de maturação, o marketing de conteúdo é a melhor ferramenta para tentar criar um fluxo permanente de clientes caminhando ao longo do seu funil de vendas e o consequente fluxo regular de vendas. 

No entanto, a criação regular de conteúdo que funcione foge muito do core business da maioria das empresas. É tarefa para gente especializada e focada. Para isso você pode contar com a Vendere, uma agência especializada em criar conteúdo para ajudar o funil de vendas de empresas que não fazem e-commerce. 

Você pode ter um contrato com a Vendere para criar e publicar regularmente no seu site, blog ou redes sociais, seguindo um planejamento de marketing que acompanhe a metodologia de conteúdo balanceado para as 3 principais fases do se funil de vendas. Fale conosco. Você vai gostar. 

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